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Progressiv syntese av Karls destruktivitet

4. Karls konstituering og subjektivistiske skamteorier

4.1. Analyser og synteser. Skamfølelse og fortid

4.1.2. Progressiv syntese av Karls destruktivitet

O cenário apresentado nesta seção ilustra o funcionamento das fases do ambiente DoceNet - caracterização, definição dos objetivos, definição do processo, execução, análise e empacotamento – para a disciplina Teoria da Computação do curso de Bacharelado em Ciência da Computação da UCB.

O professor da disciplina “Teoria da Computação” inicia o semestre/ano letivo realizando consultas, no “Modelo Global” do ambiente, por meio de metadados, com o intuito de analisar o PE padrão da disciplina. O Plano de Ensino de uma disciplina, no DoceNet, além de conter as informações básicas de planejamento, apresentadas no ANEXO A, possui anexado em cada atividade de seu cronograma, os objetos a serem utilizados em sala de aula. Após a busca e uma verificação no PE e objetos padronizados pelos próprios professores em

momentos anteriores, o professor resolve, então, ministrar a disciplina seguindo o plano integralmente, iniciando a execução de suas aulas.

Durante a execução da disciplina, o professor utiliza os objetos anexados em cada atividade registrada no cronograma do PE.

Em um determinado momento do semestre/ano letivo, o professor inicia a aula do conteúdo de “Autômatos Finitos Determinísticos (AFD)” contemplando os seguintes elementos:

o uma definição de Autômatos Finitos Determinísticos (AFD) como uma tupla de 5 componentes, entre os quais um conjunto de estados finais é representado por “F”; o um exemplo de AFD;

o uma definição de AFD como Diagrama de Transição de Estados (DTE); o dois exemplos de DTE;

o ... (outras definições incluindo linguagem aceita de um AFD); o um exercício.

A Figura 22 apresenta o objeto sobre AFD utilizado pelo professor em sala de aula, juntamente com seus metadados:

Metadados Objeto de aprendizagem

GERAL

Titulo="Autômatos Finitos Deterministicos (AFD Idioma="portugues"

Data_Criacao_Material="20/02/2005" Requer_Pagto="nao"

Aquisicao_Recurso="Acesso permitido a todos os professores da UCB"

Restricoes_Copyright="nao"

Descricao="Este documento introduz o aluno definição e utilização de AFDs" Status="consenso" Autores=”054” Palavras_Chave=”AFD” SEMÂNTICA Tipo_Ciencia_INEP="Ciências exatas" Disciplina_Principal_INEP="Teoria da computação" Sub_Area_UCB="Teoria da Computação e IA" Sub_Disciplina_UCB="Teoria da computação" Conceito_Principal="AFD" Conceitos_Sinonimos=”” PEDAGÓGICA Tipo_Usuario="aluno" Tipo_Documento="expositivo" Formato_Documento="slides" Nivel_Interatividade="muito_pequena" Densidade_Semantica="media" Duracao_Pedagogica="" Nivel_Dificuldade="muito_pequeno" Contexto_Didatico="graduacao" Granularidade="4-maior_nivel_agregacao" TÉCNICA Nome_Arquivo_Principal="Automatos Finitos Deterministicos" Tipo_Midia="aplicativo_mspowerpoint_PPT_PPZ_PP S_POT" Sistema_Operacional="MS-Windows" Espaco_Disco_Requerido="" Versao_SO="XP" Anotacoes_Instalacao="" Outras_Restricoes="" INDEXAÇÃO Data_Criacao_Metadado="20/02/2005" Autor_Metadado="054" Data_Validacao="20/06/2005" Validador=”099" Localizacao="ftp://Docenet/Individual/Germana/Slides /automatos_finitos_nao_deterministicos/ Data_Ultima_Alteracao="" Autor_Ultima_Alteracao="" RELAÇÕES Tipo_Relacao=”" Recurso_Relacionado=" " EXPERIÊNCIAS Tipo_Experiencia="" Maturidade="" Enunciado="" Recomendacao="" Definição de AFD Exemplo de AFD Definição de DTE Exemplo_1 de DTE Exemplo_2 de DTE ... (outras definições) Exercício de DTE Autômatos Determinísticos Finitos (AFD)

Figura 22: Metadados/Objeto de aprendizagem sobre Autômatos Finitos Determinísticos (AFD)

Após a apresentação do conteúdo e dos dois exemplos sobre AFD, os estudantes se mostram familiarizados com as notações e definições apresentadas e o professor explora o raciocínio dos mesmos por meio de um exercício que pede a construção de um AFD para aceitar uma dada linguagem, conforme mostra a Figura 22. A partir daí, o professor observa que dois estudantes estão discutindo sobre suas tentativas de solução: um estudante está

convencido da corretude da sua solução e o outro não chega uma solução e questiona o AFD do colega. Ele argumenta que o DTE do colega vai de encontro à definição dada e argumenta que um AFD “não pode ter dois estados finais”. O professor então relembra a definição e reforça para todos que um dos componentes da 5-upla definindo um AFD é um conjunto de estados finais, que pode ser vazio, ter um ou mais elementos.

Após a aula, o professor reflete sobre a concepção errônea do estudante e verifica que, mesmo que os dois exemplos apresentados sejam coerentes com a definição, ambos ilustram um AFD com somente um estado final e, uma solução conveniente para o exercício proposto, requeria dois estados finais. Consequentemente, um estudante menos atento para a definição (como o último estudante descrito acima), poderia ser conduzido a reforçá-la (e poderia ter tido sucesso com o exercício) se um dos exemplos dados também tivesse requerido mais de um estado final como uma solução conveniente. Nesse caso, o professor descobre por si mesmo como melhorar o material instrucional da seguinte maneira: para contemplar a possibilidade de mais de um estado final em um AFD, pode-se apresentar um exemplo de AFD com mais de um estado final. Diante desta reflexão, o professor elabora, em seu “Modelo Individual”, um novo exemplo de AFD com dois estados finais, altera o objeto correspondente à Figura 22 e submete sua solução para a avaliação dos professores de sua área temática, por meio do “Modelo de Colaboração”, configurando a abertura de uma discussão. Para abrir uma discussão, o professor deve seguir a estrutura estabelecida pelo ambiente, informando um “Tema” para a discussão, sua “Posição” em relação a este tema e seu “Argumento” para tal posição. O Quadro 26 mostra a abertura da discussão sobre o problema ilustrado na disciplina “Teoria da Computação”:

Quadro 26: Abertura da discussão da disciplina Teoria da Computação. Título: Autômatos Finitos Determinísticos

Data da criação: 15/03/2006 Hora da criação: 18:00

Conteúdo: Apresentação dos estados finais de um AFD. Palavra-chave 1: AFD

Palavra-chave 2: estado final de AFD Sub-área UCB: Teoria da Computação e IA Posição inicial: trocar o exemplo 2 pelo exemplo 3

Argumento inicial: os dois exemplos de AFD no material original de Autômatos Finitos apresentam somente um

estado final. Isso pode sugerir aos estudantes que seja a única opção de estado final para AFD’s. Sugiro a troca do exemplo 2 para o exemplo 3, que apresenta aos estudantes um AFD com dois estados finais, diminuindo a possibilidade de concepções errôneas sobre a quantidade de estados finais que um AFD pode ter.

Material em discussão: ponteiro para o material original, disponível no “Modelo Global” e ponteiro para o material

sugerido pelo professor, disponível no “Modelo de Colaboração”.

A partir daí, o DoceNet envia um e-mail para os professores da mesma área temática informando sobre a abertura da discussão, sendo este o convite formal à participação da mesma. Os professores que recebem o e-mail podem, então, analisar a posição, o argumento e

os objetos associados à discussão (original e sugerido) e postarem suas posições e argumentos, conforme mostra o Quadro 27.

Quadro 27: Discussão realizada sobre “Autômatos Finitos Determinísticos” da disciplina “Teoria da Computação”. Título: Autômatos Finitos Determinísticos

Data da criação: 30/03/2006 Hora da criação: 08:10

Conteúdo: Apresentação dos estados finais de um AFD. Palavra-chave 1: AFD

Palavra-chave 2: estado final de AFD Sub-área UCB: Teoria da Computação e IA Posição inicial: trocar o exemplo 2 pelo exemplo 3

Argumento inicial: os dois exemplos de AFD no material original de Autômatos Finitos apresentam

somente um estado final. Isso pode sugerir aos estudantes que seja a única opção de estado final para AFD’s. Sugiro a troca do exemplo 2 para o exemplo 3, que apresenta aos estudantes um AFD com dois estados finais, diminuindo a possibilidade de concepções errôneas sobre a quantidade de estados finais que um AFD pode ter.

Material em discussão: ponteiro para o material original, disponível no “Modelo Global” e ponteiro para

o material sugerido pelo professor, disponível no “Modelo de Colaboração”.

Argumento 1:

o Favorável

o Conteúdo: é sempre desejável expor diferentes tipos de exemplos para não dar chance de

interpretações erradas por parte dos alunos.

Posição 2: não é preciso substituir o exemplo 2 pelo 3, somente incluir o exemplo 3. Argumento 2:

o Favorável

o Conteúdo: acho de extrema necessidade a exposição de exemplos diferenciados para um

assunto.

Posição 3: não é necessário exemplificar todo o conteúdo, devemos instigar um maior raciocínio por

parte dos estudantes

Argumento 3:

o Contrário

o Conteúdo: acho que o assunto deve ser bem explorado em sua definição, exemplos não

precisam englobar todo o conteúdo. Os alunos devem aprender a aprender, raciocinando em cima do conteúdo dado.

A discussão se prolonga por todo semestre/ano e, ao final deste, o sistema avisa aos professores o início do período de votação. Os professores consultam as posições e argumentos postados para o tema “Autômatos Finitos Determinísticos” (Quadro 28) e votam de acordo com a alternativa que considera mais adequada ao tema.

Quadro 28: Alternativas de voto para a discussão sobre “Autômatos Finitos Determinísticos” da disciplina “Teoria da Computação”.

Título: Autômatos Finitos Determinísticos Data da criação: 30/03/2006

Hora da criação: 08:10

Conteúdo: Apresentação dos estados finais de um AFD. Palavra-chave 1: AFD

Palavra-chave 2: estado final de AFD Sub-área UCB: Teoria da Computação e IA Posição inicial: trocar o exemplo 2 pelo exemplo 3.

Posição 2: não é preciso substituir o exemplo 2 pelo 3, somente incluir o exemplo 3.

Posição 3: não é necessário exemplificar todo o conteúdo, devemos instigar um maior raciocínio por

parte dos estudantes.

Após o período de votação, o ambiente calcula o número de votos que cada posição recebeu e verifica que a posição inicial é a que conseguiu maior número de votos, enviando um e-mail ao professor responsável pela abertura da discussão e ao coordenador da área temática informando sobre o resultado final.

O professor que abriu a discussão verifica se as alterações necessárias ao cumprimento da posição vencedora estão prontas e registra o contexto da discussão e seu resultado na categoria de metadados “Experiências” do objeto discutido. A

Figura 23 apresenta as alterações realizadas no objeto sobre “Autômatos Finitos Determinísticos” e a categoria “Experiências”, que a partir de agora registra o “porquê” da inserção do exemplo 3 no objeto “Autômatos Finitos Determinísticos”.

Metadados Objeto de aprendizagem INDEXAÇÃO Data_Validação="20/12/2005" Validador="099" Data_Ultima_Alteração="15/11/2005" Autor_Ultima_Alteração="054" EXPERIÊNCIAS Tipo_Experiência="negativa" Maturidade="praticada_discutida_refinada" Enunciado="os dois exemplos de AFD no material original de Autômatos Finitos apresentam somente um estado final. Isso pode sugerir aos estudantes que seja a única opção de estado final para AFD’s. Sugiro a troca do exemplo 2 para o exemplo 3, que apresenta aos estudantes um AFD com dois estados finais. "

Recomendação="ao exemplificar AFD com dois estados finais, diminui a possibilidade de

concepções errôneas sobre a quantidade de estados finais em um AFD." Definição de AFD Exemplo de AFD Definição de DTE Exemplo_1 de DTE Exemplo_3 de DTE ... (outras definições) Exercício de DTE Autômatos Determinísticos Finitos (AFD)

Figura 23: Metadados/Objeto de aprendizagem sobre Autômatos Finitos Determinísticos (AFD).

4.6. Considerações finais do capítulo

Redes educacionais apoiadas por computador podem ser favoráveis ao desenvolvimento e aprimoramento do processo ensino-aprendizagem. São diversas as maneiras de se implementar uma rede educacional, envolvendo diferentes atores e atividades acadêmicas. Entretanto, o presente trabalho é focado somente em um dos atores do processo ensino-aprendizagem: o docente. Por meio de estudos e pesquisas realizadas neste contexto, acredita-se que o compartilhamento de conhecimentos e a troca de experiências entre os docentes possam amenizar problemas relacionados ao afastamento, temporário ou não, de um docente de uma IES e, principalmente, aperfeiçoar continuamente o processo ensino- aprendizagem apoiando as atividades docentes diárias vivenciadas em sala de aula. Por isso, o presente trabalho propõe um ambiente computacional de colaboração assíncrona que apóie a troca de experiências sobre metodologias e didáticas pedagógicas entre docentes de uma Instituição de Ensino Superior, chamado DoceNet.

No início deste capítulo é apresentado o funcionamento do ambiente utilizando a abordagem de fábrica de experiências juntamente com a “arquitetura” AC-Híbrida, responsável pela colaboração assíncrona necessária às discussões realizadas no ambiente e controle dos documentos em seus três diferentes modelos.

Cada fase da fábrica de experiências é adaptada ao contexto acadêmico e detalhadamente descrita para o funcionamento do ambiente, exemplificando as atividades que podem ocorrer durante o período letivo de uma Instituição de Ensino Superior dentro do DoceNet. Atividades como planejamento, compartilhamento de materiais e experiências, comunicação e colaboração entre os docentes acontecem de forma estruturada e organizada na rede, por meio do modelo IBIS, percorrendo todo o semestre/ano letivo. Ao final, é realizada uma análise minuciosa das discussões ocorridas na rede e por meio de um processo de votação, é armazenando o consenso entre os docentes sobre as melhores práticas aplicadas em um determinado momento. Assim termina o ciclo das atividades do ambiente, permitindo o início de novas discussões, análises, votações e consensos sempre que os docentes acharem necessário, reiniciando as fases do DoceNet.

A segunda seção deste capítulo apresenta parte da especificação do ambiente utilizando a UML, contemplando o diagrama de casos de uso e o diagrama de classes.

A terceira seção apresenta uma reflexão do ambiente DoceNet sob a ótica da GC. Este paralelo é representado pela fábrica de experiências que promove o compartilhamento, disseminação e reuso de conhecimentos e experiências por meio do trabalho em equipe. O trabalho em equipe proporciona reflexão em conjunto e, consequentemente, análises e resultados mais ricos que se fosse realizada individualmente.

A última seção apresenta um cenário ilustrativo do ambiente, demonstrando o planejamento e a execução de uma disciplina, gerando alterações, discussões e análises em seu PE por meio do ambiente DoceNet.