7. Drøftingen av habitusbegrepets temporale karakter
7.2. Den sene Sartres subjektbegrep
7.2.1. Kritikk av Bourdieu og Heidegger
Refere-se ao funcionamento da inteligência competitiva na organização com base nos elementos que constituem o ciclo de IC.
Análise:
Puderam-se comparar as atividades de IC realizadas no banco com as etapas do Ciclo de IC proposto neste trabalho (planejamento, coleta, análise, disseminação e avaliação) e ilustrado na Figura 3 - Processo de inteligência competitiva. Nota-se que o banco trabalha com base nas etapas de IC: planejamento, coleta, análise, disseminação e avaliação. No entanto, percebe-se que cada departamento de IC executa essas atividades de uma forma, não havendo padronização nas metodologias de coleta, análise e avaliação, nas ferramentas de suporte à atividade, nos produtos gerados, etc.
4.2.2.1 Tema: Planejamento
Definição:Refere-se à primeira etapa do ciclo de IC que trata das diretrizes, planejamento e direção das atividades de IC.
A etapa de planejamento é retratada por Trindade e Rebelo (2005) como o momento onde se identificam as necessidades de informação para apoiar a tomada de decisão, sendo que o planejamento deve ser realizado junto aos gestores estratégicos da organização. A maioria dos respondentes informou que as necessidades de informação são definidas pelos gestores e alta direção, o que corrobora com o que foi trazido pela literatura revisada. Segue exemplo dessa percepção a partir da fala de um dos respondentes: “...quem me dá a diretriz do que eu devo olhar lá fora é o vice-presidente. Ele fala quais os pontos chaves e os pontos críticos que ele quer acompanhar e me oferece os sinais do que ele espera receber e eu corro atrás... [sic]”(participante 3).
Cabe ressaltar que foi relatada por um dos respondentes a dificuldade de se identificar as necessidades de informação, o que pode demonstrar que o procedimento não está unificado em todas as áreas táticas de IC. Segue exemplo dessa percepção a partir da fala de um dos respondentes: “...ainda não conseguimos extrair dos gestores os KIN e KIT1, porque a IC ainda é muito recente no banco. Estamos começando. [sic]”(participante 12).
A baixa frequência (3) deste tema pode-se decorrer por ter sido abordado explicitamente apenas aos gestores de nível tático/intermediário, ou seja, não foi questionado diretamente a todos os participantes da pesquisa.
4.2.2.2 Tema: Coleta
Definição:Refere-se à coleta de informações que subsidiem à IC no banco e baseia-se principalmente no monitoramento externo e interno.
Análise:
Nota-se nessa etapa que todas as áreas realizam o monitoramento de mercado, em diferentes amplitudes, algumas áreas o realizam concentrando-se em informações de um segmento específico de mercado, e outras monitoram diversos segmentos de mercado e em âmbito mundial. Por exemplo, “...estamos olhando fora do Brasil, prospectando tendências. Existe um banco referencia para nós, que tem muitas praticas boas, que seria o nosso ideal... [sic]”(participante 11).
Outro fator que se pode destacar nessa etapa é o suporte tecnológico para a coleta de informações, e quanto a isso, nota-se que há desníveis nos tipos de suporte disponíveis entre
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KIT e KIN: Tópicos Relevantes (KIT - Key Intelligence Topic) que fazem parte do mapa das necessidades de inteligência (KIN - Key Intelligence Needs).
as áreas. Algumas não possuem software específico para a coleta de dados, outras contratam/terceirizam esse tipo de software e há quem desenvolve internamente software próprio para realização da coleta de acordo com a necessidade da área. Segue exemplo dessa percepção a partir da fala de um dos respondentes: “...estamos criando um software pra coleta de informação, um aplicativo pro gerente do banco, para monitorar o movimento da concorrência. É uma mistura de aplicativos de redes sociais... [sic]”(participante 5).
Como um dos meios de coleta de dados, foi apontada por alguns respondentes a Rede de Inteligência Competitiva (RIC). A RIC consiste em uma rede de inteligência competitiva formada por funcionários que já trabalharam em outros bancos. O objetivo da rede é obter informações subjetivas e privilegiadas sobre os concorrentes a partir de ex-funcionários dos bancos. Segue exemplo dessa percepção a partir da fala de um dos respondentes: “...quando a pessoa entra no banco, perguntamos no RH quem tem experiência em outros bancos, e mandamos um e-mail pra pessoa e ele se cadastra numa rede de ex-funcionários de outros bancos. Se preciso de uma informação de fora, eu pergunto pro cara que já trabalhou lá. [sic]”(participante 5).
Essa rede configura a utilização de fonte de informações não registradas, estas tem como foco principal a fonte humana. Para Marcial (2014), o desenvolvimento e conservação das redes humanas de informação são fundamentais para a obtenção de informações atualizadas e oportunas.
A ampliação dessas redes informais de inteligência competitiva foi uma abordagem defendida unanimemente pelos participantes como de suma importância para a evolução do processo de IC no banco. Segue exemplo dessa percepção: “Eu quero que consigamos criar redes no banco. Que haja redes de inteligência, para que todas as pessoas no banco inteiro possam se apoderar desse compromisso. Em qualquer lugar que eu esteja posso tomar atitude de ser os olhos do banco...que todos nas agências, filiais e sede e independentemente da área, se você percebeu sinais, tendências, que você integre essa rede, construa um processo em que sua informação possa invalidar o cenário usado pra construir o processo. E uma contribuição pontual que você trouxe pode gerar transformação do processo estratégico inteiro. Você empodera que o caixa na agência que ouviu um cliente comentando algo crie hipóteses, e ao mesmo tempo que fortalecemos o processo de inteligência pra isso, você acaba mudando um pouco o modelo mental das pessoas... [sic]”(participante 2).
Definição:
Refere-se à terceira etapa do ciclo de IC que corresponde à análise de informações. Análise:
Conforme relato dos participantes, as áreas táticas de IC trabalham com diferentes metodologias de análise, assim como observamos na etapa de coleta. Um fator observado nessa etapa foi a realização de cruzamento de dados externos com dados internos, que confirma a abordagem de Miller (2002), pois, na visão do autor é importante analisar a dinâmica do mercado concorrente e em seguida analisar a posição que a empresa ocupa em seu referido setor, bem como a sua estrutura interna. Por exemplo, “...lá na equipe, eu faço um trabalho de demonstração de resultados internos, visando mostrar aos gestores dados internos, e os outros colegas fazem um olhar externo, mercado, produtos que tem share para alavancar... [sic]”(participante 12).
4.2.2.4 Tema: Disseminação
Definição:Refere-se à disseminação dos produtos gerados no processo de IC do banco. Análise:
Concluída a etapa de análise, são gerados os produtos de inteligência competitiva para disseminação das informações aos usuários. Investigando como se dá a etapa de disseminação na organização, verifica-se pela resposta dos participantes que são gerados variados produtos de IC, divulgados por meio de diferentes canais.
Os produtos gerados são: informativos gerenciais, relatórios executivos, boletins, pesquisas, sínteses de indicadores da estatística bancária, alertas de mercado, relatórios e estudos comentados, dentre outros. A periodicidade da divulgação desses produtos varia entre diário, semanal e mensal, podendo também ter caráter pontual/esporádico. A principal forma de disseminação dos produtos de IC é a intranet, sendo utilizados também outros meios como as redes sociais internas e reuniões de trabalho.
Os produtos em geral ficam disponíveis a todos os funcionários, mas em alguns casos são de acesso restrito à alta direção e gestores, aspecto que é confirmado pela literatura revisada, onde resultados das pesquisas de Marin e Poulter (2004) ,Vidigal e Nassif (2012) e De Oliveira (2013) apontam que a divulgação não é realizada para todos os funcionários da empresa, estando restrita a setores e níveis hierárquicos específicos. Por exemplo, “...quando falamos sobre dados do mercado, fica disponível para todos. Quando comparo o mercado
com o nosso banco, quando a informação é mais sensível, fica mais restrita para gestores e alta direção... [sic]”(participante 3).