6 Omvendt undervisning som metode i kurs og kompetanseheving
6.4 Refleksjoner rundt gjennomgående tema
Alguns indicadores tornam evidente a existência de um aumento da demanda internacional por alimentos. A população mundial deverá crescer em 27,69%, até 2030, tomando-se como base a população de 2005, de 6,50 bilhões, o que equivale a dizer 8,30 bilhões de pessoas. Somente a Ásia terá um acréscimo de 28,21%, até 2030, passando de 3,90 bilhões para 5 bilhões de habitantes. O crescimento do consumo de grãos (soja, arroz e trigo) deverá ser, respectivamente, de 84,7%, 9,4% e 10,4% nos países em desenvolvimento. Todo cenário de aumento da demanda por alimentos pode ser justificado em função do aumento populacional e do crescimento econômico dos países, sendo que possível refletir, ainda, na renda dos consumidores (MATOS; MATOS; ALMEIDA, 2008).
Estimativas apresentadas pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento sugerem uma tendência de crescimento da produção brasileira de alimentos até os anos de 2021/2022, com destaque para as culturas de soja, trigo e milho. Nesse sentido, as variações observadas poderão atingir, respectivamente, 25,1%, 22,1% e, 18,1%. Esses aumentos poderão resultar em ganhos de produtividade da ordem de 21,1%, considerando-se o mesmo período supracitado, o que significa um acréscimo de cerca de 35 milhões de toneladas de alimentos produzidos (BRASIL, 2012).
A região Sudeste desempenha um importante papel nos processos de produção e movimentação de grãos no Brasil. Embora não esteja entre as principais regiões brasileiras produtoras de grãos e ocupe o quarto lugar em área cultivada no país, essa região destacou-se por sua produtividade de grãos (kg/ha) na safra 2011/2012, perdendo apenas para o Sul na safra 2010/11 (CONAB, 2012).
A maior produtividade apresentada pelo Sudeste refere-se à média resultante das últimas cinco safras (CONAB, 2012). Os valores obtidos, por região, são representados no Gráfico 3, podendo-se perceber que no quesito produtividade o Sudeste (3.878 kg/ha) sobressai-se em relação ao Centro-Oeste (3.460 kg/ha) e Sul (3.123 kg/ha). Tal constatação demonstra que o Sudeste, principalmente os Estados de Minas Gerais e São Paulo, destacam- se quanto às circunstâncias favoráveis ao cultivo de grãos. Essas regiões, complementa a Conab (2012), podem estar relacionadas às condições do solo, clima, tecnologia, domínio técnico e aprimoramento do cultivo pelos produtores, dentre outros aspectos.
Gráfico 3 - Produtividade de grãos relativa às regiões Sudeste, Centro-Oeste, Sul, Norte e Nordeste Fonte: Elaborada pela autora de CONAB (2012)
Já no âmbito das exportações nacionais, deve-se ressaltar a participação da China, como um dos maiores importadores de alimentos brasileiros. Além de um aumento de três pontos percentuais nas exportações de produtos agrícolas aos chineses, foi verificado um acréscimo de 51,6% das vendas para o país asiático, entre janeiro de 2011 e 2012. Esse crescimento, confirmado pela Balança Comercial do Agronegócio, implicou à China, apenas em janeiro de 2012, a fatia de 8% de toda a exportação agrícola brasileira, bem como exportações do agronegócio que remetem a U$388,8 milhões (BRASIL, 2012).
No que se refere à logística, essa desempenha importante função estratégica no âmbito das cadeias produtivas inerentes ao agronegócio. O principal ponto de apoio à logística, como a busca pelo maior domínio sobre as atividades de transporte e distribuição, conforme comenta Franco (2011), envolve seu processo de elaboração de novas soluções, tendo em vista os obstáculos enfrentados pelas empresas em relação à movimentação de alimentos perecíveis, como é o caso dos produtos agrícolas. Nesse sentido, podem ser identificados aspectos que impactam diretamente nesse processo, isto é, falhas observadas em relação à infraestrutura logística acerca do planejamento, investimentos no setor, e de qualificação.
Os processos de armazenagem, distribuição e estocagem de produtos perecíveis tratam-se das operações logísticas onde se verificam os focos principais relativos aos problemas enfrentados pelo Brasil (FRANCO, 2011). Por outro lado, deve-se ressaltar que, em 2011, a logística chegou a representar 10,6% do PIB nacional (SERODIO, 2012; ILOS,
2011), bem como o transporte destaca-se dentre as principais atividades logísticas (FLEURY, 2006).
O baixo nível de investimentos direcionados à infraestrutura logística pode colocar em risco o escoamento das safras brasileiras de grãos. Uma redução dos custos incorridos no processo de escoamento, resultante de possíveis ineficiências, bem como a existência de tempos de entrega com maior nível de confiabilidade podem ser alcançados, a partir de um aumento da competitividade internacional brasileira, decorrente da implementação de melhorias à logística nacional (HIJJAR, 2004).
O sistema de trocas, segundo Severo Filho (2006), estabelecido por meio das práticas de movimentação de produtos necessita, cada vez mais, atender aos critérios de agilidade e eficiência, na tentativa de alinhar-se às exigências da sociedade por conforto e bem-estar. Para o mesmo autor, a influência exercida pelo transporte ultrapassa as dimensões organizacionais. Esse é essencial não somente à produção agrícola, mas à industrial como um todo; ao comércio nacional e internacional; nos processos de formação de preços e; na regularização dos mercados, o qual intervém, de maneira crescente, nos âmbitos organizacional e social dos países.
Frente ao cenário delineado pelas cadeias produtivas de grãos, considerando-se o papel desempenhado pela alta produtividade da região Sudeste surge-se os terminais intermodais. Na condição de importante operador logístico, atuam no processo de otimização do transporte, realizado por diferentes modais. Este estudo espera contribuir para a melhoria do desempenho de terminais intermodais que atuam na cadeia logística de grãos e, dessa forma, com o aumento da competitividade brasileira na oferta de grãos.
A cadeia de grãos é estratégica para o agronegócio e atende a uma demanda de caráter contínuo. Nesse contexto, os terminais intermodais possuem um importante papel de armazenar tais produtos perecíveis e, ao mesmo tempo, realizar a coordenação entre modais de transporte com características distintas. Em outras palavras, transporte e armazenagem são fundamentais à logística, da qual depende o desempenho da cadeia de grãos e contribui ao alcance de vantagem competitiva por parte das organizações desse setor.