6. THE NORWEGIAN REDD-INITIATIVE
6.3 REDD AND POVERTY REDUCTION
Para análise do conteúdo expresso nas mensagens contidas nas atividades selecionadas para coleta de dados41, utilizaremos como referencial teórico, para “formação
de conceitos”, os escritos de VIGOTSKI (2005) e o descrito no material do PROQUIM42. A
40 Os questionários foram enviados aos idealizadores do PROQUIM, por e-mail, e as cópias das
entrevistas dos autores que as responderam constam dos anexos A1 e A2, nas páginas 159 e 161, respectivamente.
41 Conforme atividades apresentadas na Tabela 4.1.
análise da formação do conceito de transformação foi dividida em quatro categorias, sendo denominadas, respectivamente, “Amontoados Sincréticos”, “Pensamento por Complexos”, “Pensamento Conceitual” e “Outros”.
Figura 4.7 – Categorias e Subcategorias para análise da formação do conceito de transformação43
A categoria “Amontoados Sincréticos” encontra-se subdivida em duas subcategorias: “Tentativa e Erro” e “Organização do Campo Visual”. Essa fase é caracterizada por um aglomerado de informações e imagens, detectadas pelos educandos apenas no campo sensorial (subcategoria “Organização do Campo Visual”) ou por relações criadas ao acaso para poder organizar informações referentes aos sistemas em estudo (subcategoria “Tentativa e Erro”).
Na segunda categoria, “Pensamento por Complexos”, encontra-se a subcategoria “Pseudoconceito”, no qual indicaremos as justificativas dos educandos para os sistemas em transformação que mais se aproximarem do pensamento objetivo, ou seja, será observada uma seqüência lógica de pensamento em que os alunos indicaram propriedades reais dos
43 Diagrama elaborado conforme as etapas de formação de conceitos proposto por
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Capítulo 4 - Metodologia
sistemas em análise. Nessa subcategoria (“Pseudoconceito”), os educandos já expressam suas observações de forma coerente e associam informações, criando vínculos entre suas percepções e as transformações que ocorrem nos sistemas.
A categoria “Pensamento Conceitual” apresenta as justificativas dos educandos que mais se aproximam da formação aceita para o conceito de transformação, reunindo as justificativas dos alunos em torno das expressões que mais se aproximam do seu significado. Esta categoria se subdivide em duas subcategorias, “Conceitos Potenciais” e “Conceitos Abstratos”.
Na subcategoria “Conceitos Potenciais” estão elencadas as respostas dos educandos geradas por atributos perceptíveis e relacionáveis a uma transformação semelhante, ou seja, que pode ser observada no concreto.
Já na subcategoria “Conceitos Abstratos” estão agrupadas as respostas dos educandos que descrevem as peculiaridades dos sistemas em transformação, unificando suas justificativas de tal forma que se percebe a busca por atributos pertinentes a outros sistemas para justificarem suas respostas na situação determinada. Neste ponto, os educandos que tiverem justificativas de reconhecimento de transformações nos sistemas, classificáveis nesta categoria, serão capazes de relacionar, comparar e sintetizar suas observações e reuní-las para uso em situações diferentes das vivenciadas anteriormente.
A categoria “Outros” foi assim chamada para poder indicar as repostas dos educandos que não se relacionavam às atividades propostas para ressignificação do conceito de transformação.
A análise discutirá a construção do conceito de transformação, abordando as transformações dos materiais do ponto de vista macroscópico, ou seja, considerando as observações dos educandos quanto às evidências de transformação dos sistemas antes e após o processo em estudo. Evidentemente, se observáveis, essas evidências compreendem apenas o âmbito fenomenológico das observações, daí pôde-se criar as subcategorias dinâmico e estático 44, como observado na Figura 4.8, para os sistemas
propostos na categoria Amontoados Sincréticos.
Por dinâmico entendem-se os processos em que os alunos se referiram aos sistemas através de evidências observadas antes e após sua transformação ou quando citaram a evocação mencionando um processo de transformação. Na subcategoria estático foram
44 Por dinâmico entende-se as características apresentadas pelo objeto sob estudo, antes e após a
sua transformação. Por estático entende-se a referência a um processo em que não se reconhece o estado inicial e final da transformação.
agrupadas as evocações que remetiam a um procedimento finalizado, ou seja, no qual não era possível identificar as etapas do processo de transformação no sistema proposto.
Para cada categoria, serão interpretadas evocações sugeridas pelos educandos na 1ª e 2ª atividades selecionadas como fonte para coleta de dados, como também para as questões propostas após realização coletiva de procedimentos experimentais (3ª e 4ª atividades), reunindo-se grupos de elementos comuns aos relatos feitos pelos alunos e percebidos pelos sentidos. A análise do conteúdo que aparece nas evocações “(...) pode realizar-se a partir das significações que a mensagem fornece (...)” (BARDIN,2006,p. 129).
Figura 4.8. Subcategorias de análise das proposições dos alunos para a categoria amontoados sincréticos, no âmbito macroscópico das observações.
Ainda na análise da formação do conceito de transformação, conforme categorias e subcategoria apresentadas nas Figuras 4.7 e 4.8, serão analisadas as atividades indicadas na Tabela 4.1, por apresentarem o pensamento do aluno constituído a partir da interação entre o senso comum, concebido por meio da educação informal e o conhecimento escolar, construído a partir de um processo de ensino e aprendizagem cooperativo entre as pessoas participantes desse processo (VIGOTSKI,2005).
Além dos dados analisados coletivamente nas atividades realizadas pelos educandos dos anos de 2006 e 2007, uma análise individualizada será promovida com atividades de cinco educandos, com o objetivo de observar a modificação das concepções prévias existentes na estrutura cognitiva dos mesmos. Para fins de análise o aluno do ano de 2006 será chamado de Alex_2006 e os alunos de 2007 serão chamados de Carlos_2007, e Elena_2007. Seus nomes foram modificados com a finalidade de preservar a identidade dos educandos.
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Capítulo 4 - Metodologia
Como a 2ª atividade analisada foi construída coletivamente, então, analisaremos para estes cinco educandos as atividades 1ª, 3ª e 4ª, e as categorias e subcategoria empregadas para análise serão as mesmas, ou seja, aquelas apresentadas nas Figuras 4.7 e 4.8.
GASPAR (1992), em artigo escrito a partir das indicações da teoria de Vigotski, discute
a interação existente entre a educação formal e a informal, construídas, respectivamente, no ambiente escolar e fora dele. Segundo esse autor, a educação formal e a informal se inter- relacionam por serem apresentadas aos educandos a partir de experiências que ocorrem no dia-a-dia, uma servindo à outra como fundamento essencial ao desenvolvimento de conceitos mais específicos, a partir das concepções espontâneas dos alunos, ou seja, a formação dos conceitos é um processo que se constitui de forma diferenciada para cada estudante, mediante seus próprios esforços mentais (VIGOTSKI, 2005), resultando em um