Additional Results
4.2 Reconstructing head models from photographs for individualized 3D-audio processingindividualized 3D-audio processing
4.2.2 Reconstruction of head models
2.1.1 O Liberal
O primeiro número de O LIBERAL circulou em Belém no dia 15 de novembro de 1946, em caráter vespertino. Ele foi criado com características comuns a outros jornais brasileiros: surgiu para ser um jornal de partido e/ou de um projeto político, para buscar influenciar um processo eleitoral. Na sua origem, O LIBERAL, prometendo uma elevação de linguagem, deu suporte para o político e então interventor no Estado do Pará, Magalhães Barata, na sua defesa contra os seus opositores e num confronto mais direto com o jornal a
Folha do Norte, editado pelo jornalista Paulo Maranhão.
O veículo teve uma nova fase na década de 60: o empresário Romulo Maiorana, o comprou, em 1966, e o converteu em uma empresa jornalística, deixando O LIBERAL de ser um “jornal de partido”.
Seis anos depois, em 1972, houve uma grande evolução tecnológica e mercadológica, com a impressão em offset. Romulo Maiorana teve o apoio de novas lideranças políticas, como Jarbas Passarinho, fundamental para o suporte do regime militar (1964-1985) no Pará. O jornal se equilibrou, editorialmente, entre os aliados novos e as heranças de Magalhães Barata, como Hélio Gueiros. Na eleição de 1982, Romulo Maiorana e O LIBERAL se posicionaram a favor do partido da situação, e defenderam Oziel Carneiro (ARENA/PDS)
contra Jáder Barbalho, que acabou por fundar o DIÁRIO DO PARÁ – representando, neste caso, os oposicionistas.
O jornal O LIBERAL liderou o mercado nas décadas de 70, 80 e 90 do século passado, em especial no início da década de 80, quando chegou a ter espaço de mercado de 80%, bem à frente do DIÁRIO DO PARÁ e de A PROVÍNCIA DO PARÁ.
Um fato importante na história do veículo foi a morte de seu patrono e principal empreendedor, Rômulo Maiorana, em 1985, gerando uma outra linha de condução empresarial aos veículos de comunicação do Grupo.
Em sua divulgação para o mercado, O LIBERAL busca apregoar suas marcas de inovação, coragem de investir e visão de mercado.
Tornou-se latente a aproximação do grupo Liberal com os Governos Estaduais, com exceção das 2 gestões de Jader Barbalho (1983-1987 e 1990-1994), em especial na segunda administração, por questões óbvias. Jáder Barbalho, cumprindo hoje seu segundo mandato como deputado federal, nas suas gestões à frente do Estado do Pará, Jáder Barbalho priorizou os investimentos editoriais em seu grupo de Comunicação (RBA).
A aproximação do Grupo Liberal com a administração estadual foi mais perceptível durante os dois mandatos de Almir Gabriel (1995-1998 e 1999-2002), tendo também bastante espaço no Governo Hélio Gueiros (1987-1990).
No ano 2000, as Organizações Rômulo Maiorana lançaram o jornal AMAZÔNIA, para dar uma linha mais popular às abordagens e para enfrentar a concorrência externa. Mas o
AMAZÔNIA acabou por ter um efeito contrário, pois retirou mais leitores de O LIBERAL do
que do próprio DIÁRIO DO PARÁ, confundindo o mercado. No ano de 2010, os índices de O LIBERAL o colocam na segunda posição da preferência dos leitores, à frente do jornal da AMAZÔNIA e ligeiramente atrás do seu principal concorrente, o DIÁRIO DO PARÁ.
2.1.2 O Diário do Pará
O DIÁRIO DO PARÁ é um jornal diário impresso desde 1982, circula em todo o Estado e pertence ao Grupo RBA de Comunicação, sob a direção do Deputado Federal Jáder Barbalho (PMDB-PA) e de sua família. Surgiu como um “jornal de campanha”, pois foi um dos suportes editoriais para a campanha vitoriosa de Jáder Barbalho ao Governo do Pará (1983-1987) contra o médico e empresário Oziel Carneiro, e se consolidou como o principal
veículo de comunicação do Grupo, que dispõe de uma TV (TV RBA) e 3 emissoras de Rádio (Clube AM, 99 FM e Diário FM), além do site www.diariodopara.com.br.
A primeira edição de O DIÁRIO DO PARÁ chegou ao leitor no dia 22 de agosto de 1982. O fundador foi o jornalista Laércio Barbalho, pai de Jáder Barbalho. O DIÁRIO começou a concorrer com os dois jornais existentes na cidade – O LIBERAL e A PROVÍNCIA
DO PARÁ.
Por ser um veículo de comunicação nitidamente e oficialmente partidário – vinculado às causas e projetos do PMDB no Pará e da família Barbalho – a sua posição política e editorial está sempre ligada aos interesses de seus donos, modificando-se de acordo com o projeto pessoal e político que o mantém.
Neste sentido, não houve necessidade efetiva na presente pesquisa e fazer um estudo sobre a posição eleitoral de O DIÁRIO DO PARÁ no pleito de 2006. No primeiro turno, manchetes e conteúdos sempre foram a favor do Presidente Lula, em nível federal e do candidato José Priante (PMDB), no Estado do Pará – até alguns dados do Instituto de Pesquisa Vox Populi foram usados, com variações dentro da margem de erro, buscaram mostrar um suposto crescimento de sua candidatura, o que não se comprovou no processo de votação. No segundo turno, o jornal continuou apoiando a candidatura reeleitoral do Presidente Lula e deu um apoio – discreto – à candidatura de Ana Júlia Carepa, numa aliança que uniu PT e PMDB contra Almir Gabriel e a candidatura do PSDB.
Houve uma impressão inicial de que O DIÁRIO DO PARÁ teria uma vida útil pequena, como de uma campanha política – mas já são quase 30 anos de funcionamento ininterrupto. O então Governador – e hoje, Deputado Federal – Jáder Barbalho – teve a percepção de que era mais confortável ter seu próprio veículo de comunicação e não mais ficar vulnerável aos proprietários donos dos principais grupos de comunicação. A família Barbalho consolidou sua base própria, mesclando a ação empresarial com a atividade política, sem grandes separações entre o público e o privado.
Atualmente, segundo dados do IBOPE divulgados em 2009, O DIÁRIO DO PARÁ lidera o segmento jornal impresso diário no Pará, com 10% de vantagem sobre o segundo colocado e, segundo dados estimados, cerca de 1 milhão de leitores por semana, considerando todas as edições publicadas, com tiragem média de 35 mil exemplares de segunda a sábado e de 60 mil, aos domingos.