Chapter 4 Conclusion and future work
4.2 Recommendations for future work
o orientar o trabalho de doutoramento de Yára, vivi o processo em que, tirando do esquecimento a professora que sempre havia
A
levado dentro de si, ia ela deixando crescer, a cada apresentação do que viria a ser a sua tese, seu amor pelo magistério e pela atividade museológica, unido a seu sentimento de orgulho pelo Museu da Inconfidência e por Ouro Preto, maravilhosa cidade, plena de história e de lendas que eu mesma guardarei sempre em minha lembrança.
Já o prefácio esclarece muito bem o que nos oferece o livro. Encantou-me a forma de apresentação das duas irmãs e da obra como um momento de encontro entre ambas. Os primeiros capítulos me permitiram repassar uma vez mais a trajetória e os resultados do trabalho científico-pedagógico defendido com êxito por Yara. Detive-me, entretanto, por ser o novo para mim, na leitura da quarta parte. Considero importante o aparecimento, desde o primeiro
momento, do que se considera o princípio básico dos ecomuseus: “o público passa a ter participação ativa, colaboradora e essencial”. Igualmente importante é a ênfase na aprendizagem como um processo dialógico, sobre a base de que “sentido” e “significado” não podem ser transferidos.
Interessante e esclarecedora a conceituação da memória humana como um arquivo vivo, reconstrução seletiva, não limitada ao passado. Muito acertada a utilização de perguntas sugestivas e motivadoras para o tratamento desse conceito, coerente com a posição de utilizar a dúvida e as perguntas como ferramentas-chave da proposta. Bastante oportuna, ainda, a relação que se oferece entre todos os elementos que conformam o patrimônio.
As atividades propostas contribuem para
enriquecer a prática no museu: como não constituem um sistema fechado, podem ser utilizadas com maior liberdade, a partir das características do museu e dos participantes, independente dos objetivos específicos dos currículos escolares. Pude ver algumas delas no Museu da Inconfidência, que resultaram muito motivadoras.
Agora, na publicação em livro, com a ampliação da relação museu-educação para a ação ecomuseológica, um novo elemento, que se poderia considerar ponto de partida para outra tese, é introduzido na proposta: promover o encontro das dúvidas para os processos de educação formal ou informal, nas escolas, nos museus e/ou nas comunidades. Nessa proposta, “a dúvida seria compreendida como princípio e atitude, para que a ecomuseologia se faça com a comunidade, pela
comunidade, para a comunidade”. Será que é válida essa proposta? Seria interessante e útil demonstrá-lo.
Finalizando, desejamos um grande êxito a esta obra, por seu enfoque renovador – é provável que não haja outra parecida na literatura museológica – e, além disso, por seu alto valor prático, sendo boa orientação para aqueles que atuam nesse meio.
Dra. Mercedes M. Esteva Boronat
Orientadora do Programa Internacional de Doutorado | UFOP/ICCP/CUBA – 1997/2005
CONTATOS
[email protected] [email protected]
2010
Uma aventura afetivo-cognitiva
na relação museu-educação
Yára Mattos | Ione Mattos
Ao orientar o trabalho de
Yára, vivi o
processo em que, tirando do esquecimento a
professora que sempre havia levado dentro
de si, ia ela deixando crescer, a cada
apresentação do que viria a ser [ ... ], seu
amor pelo magistério e pela atividade
museológica, unido a seu sentimento de
orgulho pelo Museu [ ... ] e por Ouro Preto,
maravilhosa cidade, plena de história e de
lendas que [ ... ] guardarei sempre em minha
lembrança.
[ ... ]
“
”
Dra. Mercedes M. Esteva Boronat
Programa Internacional de Doutorado
UFOP/ICCP/CUBA
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PROFESSORA FORMADA pelo Instituto de Educação, RJ. Graduou-se em Museologia (MHN/UFRJ) em 1971. Possui curso de especialização em Arqueologia (AUSU/IAB/CBA, RJ, 1972). Trabalhou no IPHAN, de 1972 a 2002, exercendo cargo de direção técnica no Museu Nacional de Belas Artes e na 6ª Coordenadoria Regional, RJ, atuando inclusive, em projetos de revitalização de museus
regionais. De 1986 a 2002, integrou a equipe técnica do Museu da Inconfidência, Ouro Preto, MG. Doutora em Ciências Pedagógicas (ICCP/CUBA, UFOP/MG (2004). É membro do Conselho Internacional de Museus/ ICOM/UNESCO - atuando no Comitê de Educação e Ação Cultural – e da Diretoria da Associação Brasileira de Ecomuseus e Museus Comunitários (2010-2012). Professora Adjunta do Departamento de Museologia/Universidade Federal de Ouro Preto, atua nas interfaces entre Museologia, Educação e Patrimônio. Coordena os trabalhos de implantação do “Ecomuseu da Serra de Ouro Preto”, junto às comunidades circunvizinhas ao antigo Arraial Minerador do Pascoal/Ruínas Setecentistas do Morro da Queimada, OP.
BACHAREL EM CIÊNCIAS Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; formada em Didática Especial da Língua Inglesa pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, com título de proficiência em língua inglesa pelas
universidades de Cambridge (Inglaterra) e Michigan (Estados Unidos). Professora de classes de alfabetização com formação no Método Montessori, e em Diagnóstico Operatório Segundo a Teoria de Jean Piaget. Especializou-se em Artes Cênicas na Educação. Experiência profissional nas áreas de educação, jornalismo, teatro, tradução e revisão de originais, e ghost-writing. Na década de 1980, acompanhou e assessorou, para o MEC / Funarte / Instituto Nacional de Artes Cênicas, a implantação e desenvolvimento das ações do Projeto Interação Entre Educação Básica e os Diferentes Contextos Culturais Existentes no País. Esta última experiência redobrou seu interesse pelos aspectos sócio-cognitivo-culturais da educação e do ensino, que atualmente estuda sob a perspectiva das neurociências sociais e da chamada neuroeducação.
Yára Mattos
Ione Mattos
o orientar o trabalho de doutoramento de Yára, vivi o processo em que, tirando do esquecimento a professora que sempre havia
A
levado dentro de si, ia ela deixando crescer, a cada apresentação do que viria a ser a sua tese, seu amor pelo magistério e pela atividade museológica, unido a seu sentimento de orgulho pelo Museu da Inconfidência e por Ouro Preto, maravilhosa cidade, plena de história e de lendas que eu mesma guardarei sempre em minha lembrança.
Já o prefácio esclarece muito bem o que nos oferece o livro. Encantou-me a forma de apresentação das duas irmãs e da obra como um momento de encontro entre ambas. Os primeiros capítulos me permitiram repassar uma vez mais a trajetória e os resultados do trabalho científico-pedagógico defendido com êxito por Yara. Detive-me, entretanto, por ser o novo para mim, na leitura da quarta parte. Considero importante o aparecimento, desde o primeiro
momento, do que se considera o princípio básico dos ecomuseus: “o público passa a ter participação ativa, colaboradora e essencial”. Igualmente importante é a ênfase na aprendizagem como um processo dialógico, sobre a base de que “sentido” e “significado” não podem ser transferidos.
Interessante e esclarecedora a conceituação da memória humana como um arquivo vivo, reconstrução seletiva, não limitada ao passado. Muito acertada a utilização de perguntas sugestivas e motivadoras para o tratamento desse conceito, coerente com a posição de utilizar a dúvida e as perguntas como ferramentas-chave da proposta. Bastante oportuna, ainda, a relação que se oferece entre todos os elementos que conformam o patrimônio.
As atividades propostas contribuem para
enriquecer a prática no museu: como não constituem um sistema fechado, podem ser utilizadas com maior liberdade, a partir das características do museu e dos participantes, independente dos objetivos específicos dos currículos escolares. Pude ver algumas delas no Museu da Inconfidência, que resultaram muito motivadoras.
Agora, na publicação em livro, com a ampliação da relação museu-educação para a ação ecomuseológica, um novo elemento, que se poderia considerar ponto de partida para outra tese, é introduzido na proposta: promover o encontro das dúvidas para os processos de educação formal ou informal, nas escolas, nos museus e/ou nas comunidades. Nessa proposta, “a dúvida seria compreendida como princípio e atitude, para que a ecomuseologia se faça com a comunidade, pela
comunidade, para a comunidade”. Será que é válida essa proposta? Seria interessante e útil demonstrá-lo.
Finalizando, desejamos um grande êxito a esta obra, por seu enfoque renovador – é provável que não haja outra parecida na literatura museológica – e, além disso, por seu alto valor prático, sendo boa orientação para aqueles que atuam nesse meio.
Dra. Mercedes M. Esteva Boronat
Orientadora do Programa Internacional de Doutorado | UFOP/ICCP/CUBA – 1997/2005
CONTATOS