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Analysis and Discussion

10.2 Recommendations for Further Work

4.3.1 Questionário

O questionário (Anexo 3) continha itens referentes a informações demográficas (idade, gênero e telefone), história médica (problemas sistêmicos), uso de medicação, hipersensibilidade dentinária (ao ar e mudanças de temperatura - frio e quente), tratamento ortodôntico, tratamento periodontal (presença de recessão gengival), higiene bucal (orientação oral supervisionada). O preenchimento do mesmo foi realizado pelo examinador, por meio da leitura das perguntas com respostas únicas de SIM ou NÃO. Qualquer esclarecimento aos pacientes foi feito pela releitura das perguntas, visando evitar interferências no resultado da pesquisa.

4.3.2 Exame Clínico

Após preenchimento do questionário, os pacientes foram submetidos ao exame clínico para identificação, localização e quantificação das recessões gengivais. Os dados foram registrados em duas fichas clínicas, uma periodontal e outra oclusal (Anexos 4 e 5). Todos os pacientes foram avaliados por um único observador calibrado observando-se a presença e localização das recessões. Durante as avaliações, foram excluídos os terceiros molares, por estes não serem dentes permanentemente encontrados, o que poderia alterar o resultado final durante os cálculos estatísticos.

Para tal finalidade, o instrumental utilizado, estéril, era composto por espelho clínico n° 5 (Duflex, S.S.White, Rio de Janeiro, Brasil), sonda periodontal milimetrada Tipo Williams (TRINITY-SP) e pinça clínica (Duflex, S.S.White, Rio de Janeiro, Brasil).

As recessões gengivais foram avaliadas desde a junção cemento-esmalte (JCE) até o ponto mais coronal da margem gengival, tendo sido registradas somente nos sítios onde 1 mm ou mais de raiz estivesse clinicamente visível e, portanto, exposta ao ambiente bucal. Nos sítios onde a JCE estava coberta por cálculo, mascarada por uma restauração ou perdida devido a desgaste dentário ou cárie, a altura desta junção era estipulada baseando-se nos dentes adjacentes. Foi registrado o dente em que a recessão estava presente e o grau da recessão em milímetros com a utilização da sonda periodontal milimetrada Tipo Williams (TRINITY-SP).

Nos dentes que apresentaram recessão gengival, a sensibilidade foi registrada por meio de relato no questionário ou durante o exame físico, desencadeado por estímulo mecânico.

A Classificação das recessões foi realizada por meio de uma observação clínica, sem auxílio do Raio X, por meio da proposta feita por Miller31, considerando a linha muco gengival e a crista óssea interproximal: Classe I - recessão gengival que não atinge a linha mucogengival; Classe II - recessão gengival com comprometimento da linha mucogengival, mas sem reabsorção óssea do osso interproximal adjacente; Classe III - comprometimento da linha mucogengival e da crista óssea interproximal, podendo haver um mau posicionamento dentário; Classe IV - comprometimento da linha mucogengival e severa perda óssea horizontal ou no espaço interproximal radicular.

A largura da mucosa ceratinizada foi avaliada medindo-se à distância da margem gengival à junção muco-gengival (JMG) por meio da sonda periodontal. Para determinar a JMG identificava-se o limite coronal de mobilidade da mucosa alveolar fazendo o movimento ápico-coronal da sonda periodontal em posição horizontal, de tal forma que o limite, entre o tecido móvel e inserido, fosse identificado. A largura foi medida em milímetros.

Avaliou-se visualmente o alinhamento Dental, a posição do dente estudado no arco dentário, de acordo com a curvatura regular do arco, sendo registradas as alterações no sentido vestíbulo-lingual, mésio-distal e ao longo do seu eixo.

O tipo do periodonto foi classificado de acordo com Maynard & Wilson27 que propuseram uma classificação relacionando espessura e faixa de tecido ceratinizado além da espessura óssea. Onde o Periodonto Tipo I - possui uma Faixa de tecido Ceratinizado espessa (3-5 mm) e periodonto espesso à palpação; Tipo II Faixa de tecido ceratinizado 2mm de altura e periodonto espesso à palpação; Tipo III - Faixa de tecido ceratinizado normal e rebordo alveolar fino; Tipo IV - Faixa de tecido ceratinizado 2 mm de altura e Rebordo alveolar fino.

Para avaliação do sangramento gengival foi utilizado o Índice dos Pontos Sangrantes33, que proporciona uma avaliação da gengiva ao redor de cada dente na boca do paciente. O índice é medido introduzindo-se a sonda periodontal 1 mm dentro do sulco gengival em direção distal do dente mais posterior no quadrante. A sonda então é conduzida delicadamente através da extensão do sulco até á área mesial interproximal do lado vestibular. Isso é realizado em todo o quadrante e 30 segundos após a sondagem os pontos sangrantes nas superfícies mesial, distal e vestibular são registrados. Nas faces lingual e palatina repete-se o

mesmo procedimento sem o registro das faces mesial e distal para evitar a repetição dos dados. O cálculo do índice é realizado dividindo-se o número de superfícies sangrantes pelo número total de superfícies dentárias (quatro por dente) e convertendo-se o número para porcentagem, multiplicando-se por 100.

O índice de placa foi medido por meio do Registro do Controle de Placa (Índice de O´Leary modificado)33, onde foi aplicada uma solução evidenciadora (Eviplac – Fucsina Básica – Biodinâmica) em todas as superfícies dentárias supragengivais. Após o paciente ter enxaguado a boca, cada superfície dentária (exceto as superfícies oclusais) foram inspecionadas, para verificar a presença ou ausência de depósitos corados na junção dento- gengival, quatro superfícies para cada dente. Se presentes às placas eram registradas colorindo-se a face apropriada em um diagrama (Anexo 4). Após todos os dentes terem sido marcados, o índice foi calculado dividindo-se o número de superfícies com a placa pelo número total de dentes vezes 4, e daí multiplica-se por 100 para chegar a porcentagem das superfícies com a presença de placa.

Os contatos dentários foram avaliados durante os movimentos excursivos mandibulares: movimentos de lateralidade nos lados de trabalho e não trabalho, protrusão e nas posições de máxima intercuspidação habitual (MIH) e relação cêntrica (RC).

Na análise oclusal, com o paciente na cadeira odontológica (Dabi Atlante, Ribeirão Preto, Brasil) em posição padronizada, supina, foram registrados, com a superfície dentária seca por meio de jatos de ar, os movimentos mandibulares de protrusão e de lateralidade, durante os quais, por meio da fita marcadora (Accu-film 11 - Parkell Farmingdale - USA) utilizando pinça clínica (Duflex, S.S.White, Rio de Janeiro, Brasil), registravam-se os contatos nos lados de trabalho e não-trabalho. Em seguida os contatos foram registrados em protrusão e MIH. Logo após, o “Leaf-gauge” foi utilizado pelos pacientes durante cinco minutos, com o objetivo de desprogramar a memória proprioceptiva do Sistema Nervoso e do ligamento periodontal, possibilitando relaxamento dos músculos do Aparelho Estomatognático, para facilitar a manipulação da mandíbula para a posição de RC, pela técnica frontal (Ramfjord & Ash40). O registro dos contatos prematuros em RC também foi realizado por meio da fita marcadora

A ficha clínica utilizada no estudo para o registro de todas estas condições pode ser observada no anexo 5.

Os distúrbios oclusais foram marcados quando da presença de contato oclusal prematuro ou deflectivo e interferência oclusal.11

O contato oclusal prematuro foi registrado sempre que havia contato oclusal prematuro entre cúspide e fossa ou entre cúspide e crista marginal (embrasura) de dentes antagonistas.

A interferência oclusal é o contato oclusal não fisiológico que ocorre entre as superfícies oclusais antagonistas, dificultando ou impedindo os movimentos mandibulares excursivos de protrusão, trabalho e balanceio. Na protrusão foram registrados os contatos quando ocorria interferência entre a estrutura oclusal mesial (aresta longitudinal, vertente triturante ou crista marginal) do dente inferior e a estrutura oclusal distal do dente superior; No movimento mandibular excursivo de trabalho a interferência foi identificada quando ocorria o contato oclusal entre a vertente lisa de uma cúspide funcional (palatina superior e vestibular inferior) e a vertente triturante de uma cúspide não funcional (vestibular superior e lingual inferior); E no movimento mandibular excursivo de balanceio foi registrada quando ocorria contato oclusal entre as vertentes triturantes de duas cúspides funcionais (palatina superior e vestibular inferior) 11.