• No results found

3 Adel, aristokrati, elite

3.3 Den historiske utviklinga

3.3.2 Rang, titlar og ombod

_________________________________________________________________

Os estudos da violência dos meios, sobretudo, da televisão, são representantes ilustres da perspectiva condicionante e uma das áreas mais profusamente investigada. Comstock, Chaffe e Katzman (1978) assinalaram sobre este aspecto, que os estudos empíricos dos efeitos nocivos sobre a audiência se encontravam em uma proporção de quatro para um dedicado a outros aspectos dos meios de comunicação.

Abordagens da “aprendizagem social”, “teoria cognitiva social”, “guiões agressivos”, “efeitos de iniciação” são modelos teóricos que descrevem o processo básico de aprendizagem e imitação da violência televisiva. Em conjunto com o modelo da “cartase” 22, as pesquisas formularam as ideias centrais do que seria a segunda e terceira fase do desenvolvimento das pesquisas (ver em BARAN E DAVIS, 2006:190). Os conceitos da “Aprendizagem social”, que são desenvolvidos em paralelo com as primeiras investigações comportamentais (WIMMER, 1996:365) apontam, por exemplo, que “imitação” e “identificação” explicam como as pessoas aprenderiam

22 Tal modelo supõe que as imagens violentas poderiam funcionar junto ao receptor por um efeito de

“catarse”. Neste sentido, a observação dos conteúdos agressivos reduziria a agressividade pré-existente no receptor por um mecanismo de extravaso dos impulsos violentos (Wimmer, 1996:365). Dessa forma, as investigações convergentes sobre tal suposição passaram a sugerir que o intenso fornecimento de violência pode levar a certa banalização do ato violento, um tipo de insensibilização à violência. Tal suposição, entretanto, é amplamente refutada pelos teóricos do campo da pesquisa em questão, posição esta suportada pelos resultados de estudos empíricos conduzidos mais recentemente.

104

novos comportamentos com os meios. A suposição básica a esse respeito diz que um comportamento pode ser aprendido com uma “particular forma de imitação, ao qual se copia um modelo” (BARAN e DAVIS, 2006:196). A identificação, portanto, é uma dessas formas de aprendizagem de comportamento violento pela tentativa de cópia de modelos transmitidos pelos meios como a televisão. Tal concepção inicial é baseada na formulação estímulo-resposta da aprendizagem dos meios, porém, avança com novas propostas como aquelas sugeridas por Bandura.

Um dos modelos teóricos mais proeminentes alternativos da versão inicial dos efeitos ilimitados sobre a audiência é o da “teoria cognitiva da comunicação social” de Albert Bandura (ver BANDURA, 1971 e 2001). Em sua teoria, Bandura aponta que o aprendizado dos comportamentos através da televisão ocorre através da observação23. Ao observar um modelo de comportamento, a audiência adquire “uma representação simbólica da ação”. As imagens observadas acabam por ceder informações para comportamentos subsequentes segundo a percepção destas representações. A manifestação do comportamento aprendido, além de precedido dos muitos fatores pessoais da audiência para a manifestação do comportamento (predisposições), dependeria também da oportunidade no ambiente para a sua manifestação.

Como coloca Stanley e Davis (2006:198), ver também (BANDURA, 2001), o uso das representações dos meios acontece em um dos três modos: (1) Aprendizagem observacional: novos padrões de comportamento podem ser adquiridos pela observação da representação de novos comportamentos pelos meios. Muito embora um receptor possa nunca ter operado um revólver, a observação de tal comportamento faz deste, um comportamento aprendido; (2) Efeitos inibitórios: a aprendizagem de um comportamento punido ou castigado diminui a probabilidade do receptor dessa representação modelá-lo em seu próprio comportamento. A ideia aqui formulada é a de que a aprendizagem da punição dos comportamentos não aceitos diminui a probabilidade de reprodução destes; (3) Efeitos desinibidores: através do mesmo

23Outras linhas de aprendizagem e imitação são desenvolvidas de forma similares à de Bandura mesmo

que não tão bem detalhadamente elaboradas. Os “efeitos preparatórios ou de iniciação” (Berkowitz, 1984 apud McQuail 2003:441), por exemplo, apontam que os comportamentos se dariam porque os meios ofereceriam um contexto prévio usado pelo receptor como uma estrutura referente para interpretar condições reais de violência, como o reconhecimento ou a identificação de uma pessoa má ou agressiva no ambiente real do receptor.

105

processo, as representações que retratam recompensa para comportamentos ameaçadores ou proibidos aumentam a probabilidade do comportamento ser aprendido e, em uma oportunidade real, ser manifesto.

Muito embora tais estudos estejam temporalmente deslocalizados, Ruótolo (1998:168-169) os sintetiza em dois grupos conceituais distintos, os estudos do condicionamento e da modelagem. No primeiro grupo, as teorias buscam especificar as condições necessárias para que os efeitos nos comportamentos ocorram. A partida para estes, é que os meios como o cinema e a televisão são causa do comportamento agressivo porque de alguma forma o conteúdo poderia 1) ser o desinibidor da violência presente no indivíduo, ou (2) levaria a uma banalização do ato violento, ou ainda (3) ativaria fisiologicamente respostas comportamentais provocadas pelos estímulos do conteúdo violento.

Já o grupo da modelagem teria em conta a existência de um “estágio intermediário entre a exposição aos meios e a manifestação do comportamento”. Aqui o receptor aprende os comportamentos observados nos meios através dos modelos apresentados (situações e personagens). Estes passam a ser parte do repertório de conhecimentos do receptor e quando uma situação real exige uma resposta comportamental do indivíduo, ele se manifesta com o aprendizado.

Sobre os conhecimentos postos pelas descobertas dos estudos da modelagem, Comstock et al. (1978, apud MCQUAIL, 2003:442-443) elaboram um modelo em que sintetizam os aspectos básicos dos estímulos e das possíveis respostas para a situação mediada pela televisão, organizando assim, os resultados da investigação sobre a violência. O modelo tem em conta entre outros elementos, que alguns receptores estariam mais sujeitos do que outros, a responder aos estímulos apresentados (segundo suas predisposições), manifestando por fim, comportamentos mais prejudicados pelo conteúdo violento.

O modelo simplificado descreve desde o ato inicial de exposição até a forma de comportamento manifesto. O processo de efeito é uma sequência contínua de exposição repetida às representações do comportamento (atos TV), cujos efeitos dependem da

106

forma como o comportamento é percebido, das entradas da situação, e da oportunidade de atuação do comportamento em causa.

Figura 8 - Modelo simplificado dos Efeitos Comportamentais de Comstock et al. (1998), por McQuail (2006:443).

A exposição é a entrada principal para o aprendizado ou comportamento imitativo em causa. Outras entradas também são descritas como excitação e o grau de comportamentos alternativos possíveis, que quanto mais forte for a excitação, e menos comportamentos alternativos existir, mais provável é que o aprendizado se realize.

Duas entradas se relacionam com a descrição dos resultados da exposição à violência, as consequências percebidas da TV, e o grau de realidade percebida, no qual

107

quanto mais as consequências positivas parecem exceder as negativas, e quanto mais “real” for o comportamento televisivo, tanto maior é a probabilidade do aprendizado (atos para a TV).

Ainda segundo a descrição de McQuail, quando as condições para o efeito não são cumpridas (P=0), o receptor retorna ao início do processo, e que quando existe probabilidade de efeito (P»0), coloca-se em questão a oportunidade do ato. No modelo, todas as entradas afetam a probabilidade de aprendizagem do comportamento, entretanto, o comportamento resultante é condicionado fundamentalmente pela oportunidade real de prática no ambiente do receptor.

Este modelo como apresentado, demonstra em síntese, o avanço ocasionado pelas pesquisas que se afastam do modelo inicial de condicionamento simples e direto dos meios.

1. Os seis modelos de pesquisa dos estudos atitudinais e comportamentais

Com intuito de determinar o progresso teórico destas duas grandes áreas dos estudos da audiência, Neuman e Guggenheim (2009) investigam cinquenta anos da produção da literatura dos efeitos (sobre as atitudes e os comportamentos) e identificam seis principais modelos da pesquisa. Os autores em constatação dos resultados da pesquisa declaram que a oposição do reconhecimento dos efeitos ilimitados, limitados e significantes dos meios nas três fases estabelecidas não é a melhor fotografia da progressão da pesquisa.

Com esse estudo, a narrativa histórica dominante da pesquisa dos efeitos dos três estágios (efeito ilimitados, limitados e significantes) é desafiada por um contexto mais plural que transcenderia tal concepção, muito embora seja possível identificar na sua disposição tipológica, um padrão parcial dessa mesma percepção histórica. Os modelos identificados sobre a pesquisa dos efeitos dos meios sobre as atitudes e comportamentos são descritos como se segue.

108

1- Modelo das teorias da persuasão – o grupo das pesquisas relaciona-se a proposição de efeitos diretos e não mediados, cujos meios modelam o comportamento observado. Tais teorias são principalmente encontradas no período de 1944 a 1963. Aqui estão inclusos os estudos das campanhas políticas, propaganda, mudança de atitude e modelação social pela observação da representação do comportamento nos meios, principalmente das crianças.

2- Modelo da audiência ativa - aglutinando nove teorias explícitas, o grupo é identificado dentro do período de 1944 a 1985. Como o grupo anterior, a hipótese básica da pesquisa é a transmissão de mensagens a indivíduos atomizados. O que distingue o grupo é a variedade de proposições sobre motivações e orientações psicológicas da audiência ativa. Em alguns casos tais elementos minimizam os efeitos dos meios, (como efeito mínimo devido, por exemplo, a evidência da exposição seletiva), em outros, estes elementos reafirmam a força dos efeitos potenciais.

3- Modelo dos contextos sociais – tais pesquisas focam de forma enfática os efeitos a partir dos contextos sociais situados e a esfera social mais ampla. As publicações deste gênero pertencem ao período de 1955 a 1983. Inclusos no grupo, destaca-se os estudos dos dois fluxos de comunicação e multifluxo de comunicação de Paul Lazarsfeld, que desenharam inicialmente a influência de um complexo contexto para a determinação dos efeitos dos meios. Também teorias da “difusão de novas tecnologias” e da teoria das “diferenças do conhecimento” (knowledge-gap), pois rastreiam as taxas da penetração de novas ideias e conhecimentos, opiniões e comportamentos ao longo do tempo e entre estratos sociais distintos. As teorias do “espiral do silêncio” e as teorias dos “efeitos sobre terceiros” (third-person effects), por sua vez são teorias que se destacam porque os contextos sociais se encontram ou oprimindo a expressão da opinião minoritária não conformada com o as opiniões de maior peso manifestas, ou pela percepção da persuasão possível dos meios sobre outros receptores do ambiente social.

109

4- Modelo dos meios e sociedade – o grupo é composto por estudos focados no âmbito social (hegemonia e esfera social) e de efeitos acumulados no comportamento do indivíduo em longos períodos do tempo, como as teorias da “cultivação”, que sugere que a exposição à comunicação social por um determinado período de tempo molda as percepções sobre a realidade social. A hegemonia, a esfera pública e em certa extensão, a tradição da cultivação estão associadas com um progressivo ponto de vista crítico e político. A teoria do “efeito do canal” e a teoria da “exposição diferencial” (que postula que a audiência se expõe seletivamente aos meios que suportam em preferência, seus respectivos pontos de vista) são exemplos de posicionamentos não políticos. Para os autores, este grupo é frouxamente ligado, porque embora identificáveis intelectualmente, não são caracterizados por um elevado nível de citação interna.

5- Modelo dos efeitos interpretativos - se refere às tradições da “pauta” (agenda-setting), de “iniciação” (priming) e “estrutura” (framing), esta última tratando-se do estudo de como os meios elaboram as notícias, por exemplo, e como a audiência a interpreta, resultando no entendimento do nexo da influência dos meios sobre “como pensar” os assuntos ofertados pela comunicação social. Embora seus propositores tomem os devidos cuidados para distinguir seus achados da noção dos efeitos limitados, de fato, seus modelos refletem uma importante extensão e refinamento dessa mesma noção. Adicionalmente, para o entendimento das mudanças de atitudes e aprendizado como resultado da exposição aos meios, tais autores examinam a importância, interpretação e organização da informação a que o indivíduo está exposto.

6- Modelo dos novos meios – reúnem estudos que focam seu interesse de pesquisa sobre novas tecnologias e propriedades interativas. Para os autores, no momento se está listando uma teoria simples sobre a rubrica da interação do indivíduo com os computadores, e a comunicação mediada por computador. Os estudos iniciais dedicaram-se à comunicação humana em contextos organizacionais contrastantes, vindo estes a representarem

110

marginalmente, a pesquisa emergente do modelo que aqui se estabeleceu. O desenvolvimento dessas publicações se inicia no fim da década de 1990, com o significante uso da internet para comunicação interpessoal e social de “massa”.

B. Comentários direcionados às pesquisas dos efeitos sobre