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R EGNSKAPSTALL SJØFASE

6. KOSTNADSANALYSE SJØFASE

6.3 R EGNSKAPSTALL SJØFASE

Meu primeiro contato com o teletandem foi no ano de 2006, meu primeiro ano de faculdade, no curso de Letras. As primeiras disciplinas de línguas estrangeiras eram ministradas pelas diferentes áreas, em um rodízio de línguas. Foi na aula de inglês que me foi apresentado o teletandem e o projeto que estava para se desenvolver na universidade. Na época, a possibilidade de participar do projeto era só para os alunos de inglês. Eu, porém, como aluna de alemão, queria um parceiro de alemão para auxiliar na minha aprendizagem da língua.

Depois de alguns meses, consegui uma parceira alemã e imediatamente mandei um e-mail ao professor coordenador do projeto, agradecendo a parceria e pedindo a ele que me ajudasse no início. Após alguns e-mails trocados, o professor me convidou para participar do projeto, fazendo uma pesquisa de Iniciação Científica, sobre as minhas experiências de teletandem e o papel de professor mediador, o qual era exercido por ele durante meu processo de ensino/aprendizagem via teletandem.

Inserida no projeto e com bolsa de Iniciação Científica, comecei a trabalhar como monitora no Laboratório de Teletandem assim que ele foi inaugurado na UNESP de Assis, no final de 2007. Eu estava no final do 2º ano do curso e passei todo o meu 3º ano de faculdade e o começo do 4º como monitora e orientadora do Laboratório.

Minha pesquisa teve duração de dois anos e em todo esse período estive no laboratório de teletandem, auxiliando na organização do mesmo e ministrando sessões de orientação aos alunos praticantes. Nessas sessões, preocupava-nos com as questões técnicas (como por exemplo, os programas que poderiam ser utilizados para a interação e as

ferramentas opcionais para maximizar o processo de aprendizagem) e com questões teóricas, abordando teorias de tandem e dando ao aluno uma maior visão do contexto, além de promover reflexões sobre as parcerias.

À medida que eu ministrava as orientações, eu me formava enquanto professora de língua estrangeira, porque, vencia meu medo de falar em público e tinha que pensar em como dar aquele conteúdo para os alunos, embora eu precisasse orientar os alunos, era necessário também que eu o deixasse reconhecer o que realmente era importante pra ele. Ao mesmo tempo, eu precisava colocar as orientações, não de maneira diretiva, mas de uma maneira que ele entendesse o real sentido da proposta e não ferisse sua autonomia (um dos pilares da aprendizagem em tandem).

Por questões diversas, não pude continuar no laboratório no último semestre da faculdade. Terminei minha pesquisa e sigo agora com outros objetivos, não relacionados ao contexto de teletandem, mas ainda na área de ensino aprendizagem de língua estrangeira. Estou me dedicando ao aperfeiçoamento na língua alemã e planejando, inclusive, uma viagem para o exterior, a fim de conhecer melhor a língua e a cultura. Entretanto, julgo que minhas experiências com o teletandem, a pesquisa e a orientação foram essenciais para a minha formação.

2.4.2. Biografia Maísa

Nesta biografia vou explorar toda a minha experiência com o contexto teletandem. Iniciei minha graduação em Letras, pela UNESP – Assis em 2005. No primeiro ano da graduação fui bolsista BAE, e realizei estágio de monitoria no ERIC. No segundo ano, já com a certeza de que dedicaria meus esforços maiores na faculdade à língua estrangeira, ouvi falar do projeto Teletandem Brasil, que no momento era intitulado Teletandem Brasil: línguas estrangeiras em contato. Uma das professoras de inglês falou que havia a disponibilidade de

duas bolsas do Núcleo de Ensino para participar do projeto. Demonstrei imediatamente meu interesse e combinamos um momento para que a professora me apresentasse para o professor, coordenador do projeto. Deu tudo certo. Consegui a bolsa e comecei a interagir com uma norte-americana que seria minha primeira parceira de teletandem. Bom, sem muita noção sobre o que nos esperava, eu e minha parceira trocamos vários e-mails tentando marcar um encontro. Não deu certo. Esta parceira estava em processo de mudança de país, e por essas e outras não saímos dos e-mails. Tudo bem. Continuei tentando várias outras parcerias. Como exigência da bolsa eu produzi um relatório sobre essas tentativas de contato e as possíveis razões para o insucesso da parceria. Em 2007 eu tentei a bolsa FAPESP de iniciação científica e consegui (Processo 07/54473-6). Nesse momento, já havia tido algumas experiências de teletandem e estava realizando interações com dois parceiros norte- americanos. Na iniciação científica investiguei as contribuições do teletandem para minha formação a partir das características sociais, culturais e linguísticas desencadeadas em minhas interações. Essa pesquisa foi renovada pela FAPESP do meio de 2007 até o final da minha graduação. Para a FAPESP foram produzidos três relatórios sobre o processo de desenvolvimento e os resultados da Iniciação Científica.

Em novembro de 2007, foram inaugurados nas UNESP de Assis e de São José do Rio Preto os Laboratórios de Teletandem. Aqui começa uma segunda parte da história. Em Assis eu fui uma das monitoras responsáveis pelo laboratório, cujas atividades eram organizadas pelos alunos sob a supervisão do coordenador do projeto.

O laboratório foi um espaço muito importante na minha formação e amadurecimento das questões referentes à formação de professores e o papel do professor em contexto teletandem. Além das atividades de organização e gerenciamento do laboratório fiquei responsável em organizar sessões de orientação para os interagentes brasileiros. Devido ao grande fluxo de alunos que procuravam o laboratório, sentimos a necessidade de realizar

sessões de orientação para atender as dúvidas comuns que surgiam constantemente, como por

exemplo, “o que é o teletandem?” ou “recebi um parceiro e agora o que eu faço?”. A

novidade do laboratório e do próprio teletandem na universidade gerou essa necessidade de esclarecimento urgente, até mesmo para que os alunos não perdessem parceiros por não saber o que fazer e como se organizar. As sessões foram realizadas de várias formas, de acordo com as necessidades: individualmente, em grupo, palestras. A participação na sessão era um critério para a utilização do laboratório e eram divididas em uma parte prática (utilização das ferramentas de comunicação) e uma teórica. Os monitores/orientadores das sessões eram aqueles mais experientes em teletandem. Eu, por exemplo, era uma das responsáveis porque já havia praticado e praticava teletandem por um longo período e em diferentes parcerias. Além disso, eu também tinha projeto de iniciação cientifica sobre o contexto teletandem e por isso estava lendo bastante para me embasar teoricamente. O estágio no laboratório e as sessões de orientação também foram uma forma de realizar meu estágio de observação e regência da disciplina Prática de Ensino, no entanto a motivação em fazê-los foi mesmo devido à necessidade e interesse e não para “cumprir horas”. Algumas sessões de orientação também foram e estão sendo oferecidas a alunos de universidades do exterior por meio de vídeo-conferência. Nesse último caso, em geral, o orientador da sessão realiza uma pequena apresentação do projeto (uns 15 minutos) e uma síntese do contexto e do que é esperado dos interagentes em termos e autonomia e reciprocidade com o parceiro. Paralelamente à graduação, participei de congressos para a apresentação do meu projeto de iniciação Processo de aprendizagem de língua estrangeira no contexto do teletandem e a formação de professores. Alguns dos congressos mais relevantes foram o Congresso Internacional da SIPLE (2007), CIC – Congresso de Iniciação Científica da UNESP (2007 e 2008) e os dois seminários de Ensino e Aprendizagem em tandem, realizados em 2008 na UNESP em São José do Rio Preto e em 2009 na UNESP de Assis. Outros dois

eventos importantes relacionados ao projeto Teletandem Brasil foram a oficina de Tandem Counselling, oferecida pelo professor Helmut Brammerts, no laboratório de Teletandem de Assis e a oficina Ensinar português - língua estrangeira: respostas ou perguntas? Oferecida pela professora Felipa Matos, uma das colaboradoras do projeto teletandem.