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Lønnsomhet og kostnader

2. BAKGRUNN OM OPPDRETTSNÆRINGEN

2.2 O PPDRETTSNÆRINGEN I N ORGE

2.2.2 Lønnsomhet og kostnader

Nesta seção, procuro discutir o terceiro pilar deste trabalho: orientação/ mediação, distinguindo os termos orientação e mediação, e discutir a orientação e a mediação nesta pesquisa, na formação inicial do professor de LE, o papel do orientador e a mediação online.

1.1.6.1. Orientação ou mediação?

Quando comecei a delinear o projeto desta pesquisa e a coletar os dados, comecei também a me questionar qual a diferença entre orientação e mediação. As pesquisas do projeto TTB no campus de São José do Rio Preto voltavam-se para a investigação da mediação

diretamente (SALOMÃO, 2008)9 enquanto no laboratório de teletandem de Assis, aconteciam as sessões de orientação. Por que orientação e não mediação?

O primeiro passo foi perguntar para os colegas o que os termos mediação e orientação representavam para eles. A minha surpresa foi descobrir que a maioria não sabia definir cada termo, porém conseguiam, em termos gerais, explicar a diferença. O senso comum que todos confirmaram é que orientação é uma ação mais diretiva, que guia o aprendiz para um determinado caminho. Mediação, por sua vez, é uma interação menos direcionada, que apenas oferece outros caminhos, segundo os colegas consultados.

O segundo passo foi, então, procurar as definições em um dicionário de língua portuguesa na tentativa de confirmar este senso comum. Ao procurar no dicionário digital Aulete (versão virtual do tradicional Dicionário da Língua Portuguesa Caldas Aulete) encontrei:

Orientar:

1 Dispor(-se), voltar(-se) para um dos pontos cardeais, o oriente sobretudo; 2. Indicar a direção em geral, rumo ou caminho a;

3. Fig. Indicar (procedimento, atitude mais adequados) a, aconselhando, ensinando a assumi-los; 4. Fig. Instruir a respeito de uma decisão;encaminhar, guiar;

5. Dar conselho ou incentivo, estimular. Mediar:

1 Atuar como mediador de (possível acordo);

(Dicionário Aulete Digital)

Considerando, então, a definição do dicionário, é possível confirmar o senso comum dos colegas de pesquisa: “orientar” seria uma ação mais diretiva e guiada, no sentido de indicar a direção ou conduzir; enquanto mediar seria considerar e negociar possíveis caminhos para se chegar a um possível acordo.

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Outras pesquisas do projeto TTB como Bedran, 2008; Mesquita, 2008; Silva, 2008; Mendes, 2008 e Cavalari, 2009 também abordaram aaspectos da mediação em seus estudos, porém não de forma direta e específica quanto Salomão(2008).

Consultados os colegas e o dicionário, o termo orientação já estava claro como uma ação diretiva com o objetivo de indicar procedimentos e atitudes e encaminhar a um rumo; contudo, o termo mediação ainda me trazia múltiplos questionamentos.

O terceiro passo foi, então, procurar os estudiosos, os especialistas em mediação no ensino e aprendizagem. A primeira teoria que me surgiu em questão de mediação foi o sócio- interacionismo de Vygotsky (1998). Mitchell e Myles (1998) discutem as perspectivas socioculturais e afirmam que a maior descoberta de Vygostky está em estabelecer que o pensamento é sempre e em todo lugar mediado por meios simbólicos (MITCHELL e MYLES, 1998, p.145).

Compreende-se, portanto, a mediação, física ou simbólica, como a introdução de uma informação auxiliar em uma atividade, que conecta o homem ao mundo dos objetos ou ao mundo do comportamento mental. (MITCHELL e MYLES, 1998, p.145)

Os principais conceitos de Vygotsky (1998) são, portanto, o da Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP) e o de scaffolding ou andaime, entendido como o apoio ou a orientação de um par mais competente para a realização de uma ação ou solução de um problema que está acima das possibilidades da criança ou mesmo do adulto. Por zona de desenvolvimento proximal, o autor entende a distância entre o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes. (VYGOTSKY, 1984, p. 112). Encontrei, também, estudos sobre mediação no projeto TTB, como o de Salomão (2008), que estuda o gerenciamento e as estratégias pedagógicas na mediação dos pares no teletandem e seus reflexos para as práticas pedagógicas dos interagentes.

Salomão (op. cit.) utiliza-se dos pressupostos teóricos de Williams e Burden (1999) para definir o termo mediação, que segundo os autores, “no processo ensino e aprendizagem

se refere ao papel de uma pessoa significativa na vida dos alunos, que seleciona e configura as experiências que levarão à aprendizagem” (grifo meu). A pesquisadora também apoia-se em Williams e Burden (op. cit.) para definir o papel do mediador no ensino e aprendizagem:

A função que desempenha aquele que tem maiores conhecimentos (...) é a de encontrar formas de ajudar o outro a aprender. De fato, isso consiste em ajudar os alunos a passarem para o grau seguinte de conhecimento ou compreensão e a superá-lo. Esta pessoa importante para a aprendizagem é conhecida como o mediador. (WILLIAMS; BURDEN, 1999, p. 49 apud SALOMÃO, 2008, p.44, grifo da autora)

Os estudos sobre mediação nas interações de teletandem da referida pesquisadora vão além das discussões, ao definir o papel do mediador no contexto de teletandem:

O papel do mediador neste contexto parece ser o de auxiliar o interagente em sua prática pedagógica (...) por meio do oferecimento de andaimes, que abrangem desde o oferecimento de alternativas em relação a questões procedimentais até a ajuda por meio de questionamentos que levem o interagente a explorar suas decisões, ações e procedimentos em relação ao processo de ensino e aprendizagem colaborativo que ocorre na relação de teletandem. Dessa forma, o mediador e a sessão de mediação (...)auxiliam o interagente na tarefa de refletir sobre a ação (SCHÖN, 1983) tornando mais concretas as situações vivenciadas, trazendo à tona questões pontuais e ajudando o interagente a explorar mais profundamente o potencial que tal contexto

oferece desde um ponto de vista do ensino e aprendizagem reflexivos. (SALOMÃO, 2008, p.294, grifo meu)

A mesma pesquisadora também apresenta as quinze "diretrizes" para a mediação, elaborada pelo grupo de mediadores do projeto TTB, que foi publicada na Newsletter do grupo de pesquisa, que apresento no quadro a seguir:

AS QUINZE DIRETRIZES PARA A MEDIAÇÃO