Coordenação- Maria Cristina Campos Sousa Faria- Escola Superior de Educação
Instituto Politécnico de Beja
O presente Simpósio tem o seu cerne no âmbito da Psicogerontologia Comunitária e da Saúde. Por conseguinte, procura dar a conhecer os trabalhos de investigação realizados no âmbito da diversidade de percursos de envelhecimento na comunidade, em particular no Alentejo- Portugal, que valorizaram a importância de investir na proteção e promoção da saúde dos mais velhos da sociedade e no envelhecimento ativo através de Projetos de Intervenção. Assim, os trabalhos apresentados evidenciam os contextos e as interdisciplinaridades onde os conhecimentos e contributos da Psicologia da Saúde constituem uma mais valia para um envelhecimento ativo e bem sucedido e para a protecção da saúde dos gerontes.
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A ATITUDE POSITIVA PERANTE A ACTIVIDADE FÍSICA COMO PREDITOR DE COMPORTAMENTO ACTIVO
Vânia de Loureiro
Instituto Politécnico de Beja | Escola Superior de Educação
O presente estudo procurou verificar a relação entre as atitudes face à actividade física (AF) e os comportamentos activos de participação em programas de AF. Foi aplicado um questionário constituído pela identificação sócio demográfica e da AF e a versão portuguesa do Older
Persons Attitudes Towards Physical Activity and Exercise Questionnaire (OPAPAEQ)
(Oliveira & Duarte, 1999). A amostra foi constituída por 142 idosos, 46,5% do género feminino e 53,5% do género masculino, com uma média de idades de 80 anos (DP ± 7,6). Os resultados revelam que a atitude face à AF é positiva. Verificaram-se relações significativas (p 0,05) entre a atitude global em função de idade, escolaridade, profissão, importância atribuída à AF e participação em programas de AF mas, não foram encontradas diferenças entre géneros. Concluímos que, existe uma associação positiva entre uma atitude positiva face à AF e a participação em programas de AF.
Palavras-chave: Idosos, Actividade física, Atitude Global, Programa de Intervenção
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QUALIDADE DE VIDA E DIFICULDADES DE CUIDADORES INFORMAIS DE IDOSOS COM DOENÇA MENTAL
Helena Figueira da Silva 1, Maria Cristina Faria 2, & Maria Manuela Pereira 2 1ULSBA- Centro de Saúde de Castro Verde; 2Instituto Politécnico de Beja – Escola Superior
de Saúde
O envelhecimento acarreta situações novas para o Sistema Nacional de Saúde, nomeadamente, um maior grau de dependência dos idosos, que ao viverem mais tempo estão mais vulneráveis a viverem com dependência física e também mental. Aparece associado ao idoso dependente com patologia do foro mental a figura do cuidador informal. A função deste é muitas vezes desgastante podendo apresentar algumas alterações a nível da sua qualidade de vida.
Este estudo pretende conhecer a qualidade de vida e as principais dificuldades do prestador de cuidados da pessoa idosa com patologia do foro mental. Os 18 participantes (94,4% sexo feminino, 5,6% sexo masculino), com uma média de idades de 66,89 anos, são cuidadores informais de pessoas com mais de 65 anos, com doença mental, que residem no concelho de Castro Verde, Distrito de Beja.
Os 18 recetores de cuidados (50% sexo feminino, 50%sexo masculino) tinham idade média de 84 anos, e patologia do foro mental (67% com demência vascular e 33% com doença da Alzheimer).
As principais dificuldades evidenciadas pelo CADI foram a nível da exigência de ordem física da prestação de cuidados e as restrições a nível social. Em relação à avaliação da qualidade de vida reportada, através da utilização do instrumento WHOQOL-Bref, 11,1% considera-a como “Muito Má”, 16,7% “Má”, 66,7% “Nem Boa Nem Má” e apenas 5,6% a consideram “Boa”. O projeto de intervenção “Cuidando de Quem Cuida”, visa responder às necessidades sentidas pelos cuidadores, através de um gabinete de apoio ao cuidador informal e de um grupo de voluntariado denominado “Amigos do Cuidador”.
Palavras-chave: Idosos; Cuidadores Informais; Qualidade de Vida; Doença Mental, Programa
de Intervenção
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QUALIDADE DE VIDA NA REFORMA ANTECIPADA POR DOENÇA MENTAL Maria João Dores 1 & Maria Cristina Faria 2
1Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental - ULSBA, EPE; 2Instituto Politécnico de Beja
O envelhecimento do ser humano é uma condição inerente à sua existência. Todos nós nascemos, crescemos, envelhecemos e morremos. Atingida a idade igual ou superior a 65 anos, os indivíduos reformam-se. A reforma é entendida como um diploma de fim de vida, onde as competências adquiridas são inatividade física, nutrição deficitária, perca de conhecimento, isolamento social, redução das relações pessoais e interpessoais, não empowerment, redução da mobilidade física, da plasticidade mental, institucionalização, dependência de terceiros, enfim adquire-se o grau de “velho”, com toda a conotação negativa que a palavra implica. A pessoa com doença mental diagnosticada, consegue esse diploma muito antes dos 65 anos. Quando ainda se encontra na fase adulta da vida em que deve ter um papel ativo e produtivo na sociedade, ao desenvolver uma doença mental automaticamente é-lhe atribuído o grau de reformado – Velho. Face a esta problemática, este estudo tem como objetivo avaliar a qualidade de vida do doente mental reformado por invalidez, designação para a reforma por doença mental (reforma por invalidez), assim como perceber quais os fatores de risco, fatores protetores e as estratégias de coping utilizadas, na aceitação da doença mental e
consequentemente da situação de aposentado. Os participantes no estudo foram avaliados através da aplicação do Questionário de Saúde Geral - Versão Portuguesa, FARIA, 1999, do Questionário de Qualidade de Vida - WHOQOL-BREF – (versão portuguesa) (Canavarro, Simões, Vaz Serra, Pereira, Rijo, Quartilho e Carona, 2006) e pelo Teste de Avaliação
Neuropsicologia – Entrevista Semiestruturada sobre Saúde Mental e Bem-estar em Gerontes
(Faria, e al, 2012). A realização deste estudo permitiu-nos avaliar as implicações da reforma antecipada nos participantes com doença mental e a influência desta na sua qualidade de vida.
Palavras- chave: Doente Mental; Reforma Antecipada; Envelhecimento Ativo, Qualidade de
Vida.
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O BAIRRO 25 DE ABRIL DA MEIA-PRAIA: REPRESENTAÇÕES PSICOSSOCIAIS DAS VIVÊNCIAS EM COMUNIDADE
Daniela Inês & Sandra Saúde
Instituto Politécnico de Beja
A comunidade que edificou o Bairro 25 de Abril da Meia-Praia é proveniente de Monte Gordo, e que na década de 50 ali se instalou, para tentar melhorar as suas condições de vida. A escolha daquele local justificou-se pela proximidade ao local de trabalho, nomeadamente, a Ria de Alvor, permitindo a apanha do marisco, e a possibilidade de pescar na baía.
Inicialmente construíram barracas de colmo e de madeira para se instalarem, sem quaisquer condições de habitabilidade. Com a revolução política de 1974, foi iniciado o processo de construção de habitações, impulsionada pela vontade da própria população e de alguns partidários a favor da revolução.
Este estudo pretende analisar a relação entre a demolição do bairro, e as consequências para as vivências desta população, nomeadamente dos mais idosos e do seu processo de envelhecimento.
Constatou-se que, a concretizar-se esta situação, não será bem aceite pela grande maioria dos seniores da comunidade, visto que demolir o bairro é acabar aos poucos, com cada um deles, com a sua história e cultura, acabar com o espírito da comunidade, afastar as famílias, e, de uma forma geral, entristecê-los a todos.
Palavras-chave: Idosos, Comunidade, Envelhecimento, Sentimento de pertença, Programa de
Intervenção.
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SAÚDE MENTAL E VULNERABILIDADE AO STRESS DOS GERONTES VIÚVO(A)S EM CONTEXTO RURAL
Teresa Mateus & Maria Cristina Faria
Instituto Politécnico de Beja
Um dos acontecimentos de vida que surge durante o envelhecimento é a viuvez, o que implica reorganizar a vida e realizar o processo de luto. O luto é a fase em que se expressam os sentimentos resultantes da perda e o momento em que é possível recomeçar e até fazer novos investimentos pessoais. Há que preservar a saúde mental dos viúvos, prevenindo a depressão e o stress assim como dar primazia à promoção do bem estar psicológico.
O presente estudo teve como finalidade conhecer a saúde geral, a saúde mental e a vulnerabilidade ao stress dos entrevistados de modo a compreender como se adaptaram à condição de viúvo (a)s, assim como o suporte social e os fatores protetores que facilitaram todo o processo de viuvez e luto. Participam neste estudo indivíduos de ambos os géneros, viúvos de idade igual ou superior a 65 anos residentes no baixo Alentejo (concelhos de Grândola e Santiago do Cacém).
Os instrumentos utilizados foram: Questionário de Saúde Geral (Goldberg,1978, Faria,1999), o Teste de Avaliação Neuropsicológica – Entrevista Semi-Estruturada sobre Saúde Mental e Bem-estar em Gerontes (Faria, et al, 2012) e o Questionário de Vulnerabilidade ao Stress – 23 QVS (Vaz Serra, 2000). Os indivíduos apresentam uma boa perceção de saúde geral, baixa vulnerabilidade ao stress e parecem lidar de uma forma serena com a sua viuvez, contudo, o isolamento social parece ser evidente. O Projeto “Partilhar saberes e conviver” aposta na diminuição desse mesmo sentimento, através da partilha de saberes e da promoção de contatos inter geracionais.
Palavras chave: Idosos, Comunidade, Viuvez, Saúde Mental, Programa de Intervenção. Maria Cristina Campos de Sousa Faria
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O OBSERVATÓRIO DAS DINÂMICAS DO ENVELHECIMENTO NO ALENTEJO Maria Cristina Faria
Instituto Politécnico de Beja
A observação das características demográficas da população mundial, de Portugal e o caso particular do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral, mostraram que se agravou o envelhecimento da população na última década, o que obriga a estar preparado para novos desafios. Por outro lado, os longevos da nossa sociedade contemporânea empenham-se para chegarem mais longe com qualidade; é um direito que lhes assiste em nome da dignidade e do respeito pelo ser humano. Para que o envelhecimento ocorra de forma tranquila e gratificante é preciso que a organização social e as suas políticas sejam facilitadoras da construção de ambientes e comunidades saudáveis promotoras de um envelhecimento ativo e positivo, pelo que, é necessário criar e desenvolver condições sociais, económicas, educacionais e de saúde que proporcionem aos mais velhos da nossa sociedade viver mais tempo com qualidade e participarem como cidadãos séniores no curso do desenvolvimento da humanidade através do seu conhecimento, competências e atividades empreendedoras.
Estudos contemporâneos mostram que a qualidade de vida, o bem-estar, a manutenção das qualidades mentais, físicas e sociais se encontram diretamente relacionadas com a atividade social, o convívio, o sentir-se integrado e útil na família e na comunidade, através do desempenho das suas ocupações significativas.
O presente estudo tem como principal objectivo apresentar o “Observatório das Dinâmicas do Envelhecimento no Alentejo” do Instituto Politécnico de Beja. Designado de ODEA-IPBEJA, apresenta-se com um olhar interdisciplinar sobre o envelhecimento e a longevidade e centra a sua principal preocupação na solidariedade humana, cidadania e promoção de um envelhecimento bem sucedido, com saúde, qualidade de vida e dignidade.
Palavras-chave: Adultos; Envelhecimento Ativo, Comunidade, Promoção da Saúde, Projeto de Intervenção
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