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Caràcter d’una representació induïda

4.3. Representacions induïdes

4.3.3. Caràcter d’una representació induïda

Coordenador – Nelson Silva Filho -Departamento de Psicologia Clínica, Faculdade de

Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, estado de São Paulo – Brasil.

A Organização Mundial de Saúde (OMS, 2001) considera que aproximadamente 450 milhões de pessoas sofram de transtornos mentais ou comportamentais em todo o mundo. O Banco Mundial estima um aumento de 10,5% em 1990 para 14,7% em 2020 de pacientes com transtornos mentais , sendo maior em países em desenvolvimento (Campos et al, 2008). Estima-se na população de Assis que a prevalência de morbidades psiquiátricas / psicológicas e que possam vir a se beneficiar destes projetos seja da ordem de 2%. Os dois primeiros trabalhos discutem intervenções voltadas para a população que é atendida em dois diferentes serviços públicos de saúde, sendo a clínica escola da UNESP e o outro uma Unidade Básica de

saúde. No primeiro trabalho é discutida uma modalidade de psicodiagnóstico interventivo, que atende a crianças com as mais variadas dificuldades de ordem psicológica e gestantes. Além disso, ambos com implicações e contribuições para a formação dos alunos do Curso de Psicologia, ao promover a interação deste com os demais profissionais implicados no tratamento dos pacientes, gerando pesquisas clínicas e epidemiológicas e promovendo a melhora da qualidade de vida dos usuários. O segundo trabalho, é voltado para o atendimento de pacientes adultos com obesidade. O terceiro e quarto trabalho são relatos de pesquisas decorrentes de intervenções. Os participantes da mesa são experientes profissionais e/ou professores e pesquisadores na área e estão inseridos em duas diferentes instituições do estado de São Paulo (UNESP - Univ. Estadual Paulista; Unidade Básica de Saúde - Prefeitura Municipal de Assis, Brasil.)

Palavras-chave: doentes crônicos, Centro de Saúde, Formação em Psicologia da Saúde, Promoção da Saúde.

Nelson Silva Filho +5518 33249874

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CLICHÊS, TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO E FILMES DE TERROR

André Campos Silva 1 & Nelson Silva Filho 2

1Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, Rio Grande do Sul – Brasil; 2Faculdade

de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, estado de São Paulo – Brasil

Desde tempos mais remotos buscam-se explicações cientificas e/ou religiosas para compreender as angústias, frente ao desconhecido. O cinema constitui espaço de expressão estética e de interação das emoções, calcadas na realidade e na fantasia. O trabalho resgata as manifestações culturais da psicopatologia sob a ótica do expectador, partindo da interação do protagonista com o antagonista. Avalio-se filmes de terror slasher e realizou-se o cotejamento dos elementos estéticos com aqueles presentes em pacientes com estresse pós-traumático. Considera-se que o medo, produzido nos filmes de terror slasher, decorre da ameaça causada por incertezas e se articula com o público por um processo de catarse, dando forma a arquétipos e expressando um tipo de cultura visual vinculada a dor e a angústias, permitindo a articulação simbólica de clichês. Constitui ensáio para conviver com as adversidades da vida, expressas culturalmente através dos filmes de terror slasher. Discute-se o processo de interação com o expectador e os benefícios para a manutenção do equilíbrio psíquico providos pela estética. O mecanismo que permite a forte identificação do expectador, com este gênero de filme, são as falhas da “rêverie”. Esta exposição controlada, valendo-se da linguagem cinematográfica, propiciada pelos filmes se assemelha ao procedimento de dessensibilização, utilizados em pacientes com estresse pós-traumático, na medida em que antecipa as possibilidades de interação com situações potencialmente indutoras de grande estresse, e fazem com que partes arcaicas do psiquismo se manifestem através dos clichês dos filmes, que foram identificados com características arquetípicas.

André Campos Silva

Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS, Programa de Pós-Graduação em Comunicação- Rio Grande do Sul – Brasil

Av. Dom Antônio, 2100, Pq. Universitário CEP: 19806-900, Assis, São Paulo, Brasil. +55 18-3302-5848

PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA A PACIENTES COM OBESIDADE EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE ASSIS – SP - BRASIL Maria Thereza Leuzi Silva1, Nelson Silva Filho2, Livy Andressa Gil de Oliveira 2, Luiz Fernando Martinez Sant´Anna 2, Camila Rippi Moreno 2 & Camila Mendes Prado 2 1Unidades Básicas de Saúde da Vila Fiuza - Prefeitura Municipal de Assis, estado de São Paulo

– Brasil; 2Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, estado de São Paulo – Brasil;

No Brasil a prevalência da obesidade em adultos varia entre 8% e 25% sendo maior entre as mulheres; constitui fator de risco para o desenvolvimento de hipertensão, diabetes e outras doenças cardiovasculares. Verificar as dificuldades para adesão e reeducação alimentar. Realização de grupos de orientações, avaliação dos fatores de risco e dificuldades no controle da obesidade. Inicialmente passam por avaliação e orientação médica e posteriormente avaliação psicológica, segundo o SISDAO. Pacientes com diagnóstico- adaptação eficaz, ineficaz leve e moderada –encaminhados para grupos de orientações; ineficaz severa ou grave para atendimento psicoterápico individual. Foram atendidos 86 pacientes, sendo 64 mulheres e 22 homens, média de idade 51 anos (dp=19,2). Média do IMC 31 (dp=13); peso médio 81 kg (dp=30). Maior prevalência de mulheres atribuída à preocupação estética e ao horário em que as atividades são realizadas. Orientados a manterem um diário sobre a alimentação, esta é discutida com a médica, que orienta o cardápio considerando as preferências e hábitos alimentares. Referem dificuldades no registro dos alimentos associadas a ansiedades e angústias, acompanhados por sentimentos de culpa, diminuição da autoestima, depressão e frustração por não conseguir perder peso rapidamente. Pacientes mais ansiosos apresentam maior voracidade, maior comprometimento da eficácia adaptativa, historias de vida em que as relações parentais são comprometidas, dificuldades em lidar com perdas, e tentativas frustras de perder peso mesmo quando presentes hipertensão e diabetes. A maioria apresenta uma comorbidade frequentemente não percebida como associada ao sobrepeso.

Palavras-chave: Adultos, Centros de Saúde, Formação em Psicologia da Saúde, Promoção da Saúde.

Maria Thereza Leuzi Silva UBS/Assis, Brasil.

Rua José de Camargo, 185 - Jardim Canadá – CEP: 19801-100 - Assis/SP/ BRASIL +55 18-3321-5632

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TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO, DEPRESSÃO E DEMÊNCIA EM PACIENTES COM INFECÇÃO PELO HIV: SEMELHANÇAS.

João da Costa Chaves Júnior, & Nelson Silva Filho

Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, estado de São Paulo – Brasil.

Há indícios de que os modos de funcionamento do sistema imune e do aparelho psíquico têm uma relação de concomitância quando interpretados como dispositivos produtores da identidade psicológica e bioquímica da mesma pessoa. Como pacientes com Stress Pós- Traumático (PTSD) apresentam sinais que se assemelham a processos depressivos, comparamos algumas características psico-imunológicas deles com pacientes HIV doentes ou não de SIDA: Fazer um estudo comparativo dos modos de funcionamento do sistema imune e do aparelho psíquico entre pacientes com PTSD e grupos de pacientes HIV com depressão. Investigar as concentrações séricas de algumas citocinas nestes pacientes: Cotejamento de dados psico-imunológicos de pacientes com infecção pelo HIV/SIDA, com pacientes traumatizados com, e sem, PTSD. Foram explicitadas algumas similaridades no modo de funcionamento do sistema imune desses grupos de pacientes, o que sugere que o modelo

teórico apresentado para a fisiopatologia psico-imunológica da depressão, calcado na idéia de que nesta se estabelece um processo psicopatológico de caráter auto-destrutivo em concomitância com um padrão de funcionamento do sistema imune com viés igualmente auto- destrutivo pode ser ampliado constituindo-se também num referencial para a compreensão da fisiopatologia, e do tratamento, do PTSD.

Palavras-chave: Doentes Crônicos, Centros de Saúde, Formação em Psicologia da Saúde, Prevenção Secundária.

Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, estado de São Paulo – Brasil.

Av. Dom Antônio, 2100, Pq. Universitário CEP: 19806-900, Assis, São Paulo, Brasil.

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IMPLICAÇÕES DAS DIFICULDADES DE DIAGNÓSTICO PSIQUIÁTRICO: LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DE UM SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE

MENTAL NO MUNICÍPIO DE ASSIS – SP - BRASIL. Matheus Viana Braz & Nelson Silva Filho

Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, estado de São Paulo – Brasil

(Financiamento: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo-FAPESP - Processo

nº 2011/11645-7)

Indivíduos portadores de transtornos mentais estão potencialmente sujeitos a maior risco de diversos agravos à saúde, se comparados à população geral, incluindo a infecção pelo HIV. Realizar levantamento de dados acerca de tempo de tratamento, diagnóstico psiquiátrico, medicamentos psiquiátricos, sorologia para HIV e variáveis sócio-demográficas. Inspecionado 222 prontuários que compõem a população do CAPS. Utilizadas: estatística descritiva, Teste de Pearson e Qui-Quadrado. Os dados de diagnósticos psiquiátricos foram tabulados em três grupos. e, hierarquicamente agrupados de acordo com a severidade clínica e a CID-10: Esquizofrenias e Outros Transtornos Psicóticos; Transtornos Bipolares; Transtornos Depressivos; Transtornos de Ansiedade; Transtornos Relacionados a Substâncias; Retardo Mental ou Demência e Outros. 5,4% foram testados e todos com sorologia negativa para HIV. O tempo de tratamento variou entre três meses e 28 anos, com média 14,2. Predomínio de medicamentos psiquiátricos de primeira geração, grande variedade de interações medicamentosas e diagnósticos discordantes. Análise das associações e correlações entre diagnósticos psiquiátricos com as demais variáveis, revelaram correlações significativas: severidade do diagnóstico e à idade (r=0,1456; p=0,0309). Associações dos diagnósticos com estado civil ( ²=36,679; p=0,0183), uso de substâncias ilícitas ( ²=95,885; p<0,0001) e categorias diagnósticas com maior severidade desvelando a vulnerabilidade. Quanto maior a idade, maior o tempo de tratamento, ausência de trabalho e presença de aposentadorias ou trabalhando em empregos que exigem poucos anos de escolaridade e/ou qualificação profissional. A vulnerabilidade, deterioração da saúde mental, aliadas às condições econômicas e sociais desfavoráveis, gera cronicidade sem nenhuma perspectiva de melhora clínica para esta população.

Palavras-chave: Doentes Crônicos, Centros de Saúde, Formação em Psicologia da Saúde, Prevenção Secundária.

Departamento de Psicologia Clínica, Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, Campus de Assis, estado de São Paulo – Brasil

CEP: 19806-900, Assis, São Paulo, Brasil. +55 18-3302-5884

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TRANSFORMAÇÕES DA CLÍNICA PSICANALÍTICA: O BRINCAR COMO MEDIADOR NAS PRÁTICAS DE PSICOLOGIA HOSPITALAR COM CRIANÇAS.

Jorge Luís Ferreira Abrão

Faculdade de Ciências e Letras de Assis – Universidade Estadual Paulista

O processo de hospitalização acarreta mudanças significativas na vida da criança, pois além do sofrimento decorrente da doença ela é submetida a procedimentos invasivos durante a internação, condição está potencialmente geradora de conflitos e angústias, As práticas circunscritas em torno da brinquedoteca hospitalar oferecidas a crianças internadas em enfermaria pediátrica de hospitais gerais ganharam maior ímpeto, sobretudo nos últimos 10 anos com os programas de Humanização Hospitalar do Ministério da Saúde e com a promulgação da lei 11.104/2005 que dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação. Este recurso pode ser empregado como um elemento mediador que facilita o contato com a criança, possibilitando a elaboração das angustias decorrentes do processo de adoecimento e internação, contribuindo para o restabelecimento de sua saúde. Por outro lado, a clínica psicanalítica tem sofrido sensíveis transformações nas últimas décadas, criando possibilidades de intervenção para além do setting clínico tradicional, pratica que recebeu a denominação de psicanálise extramuros ou psicanálise aplicada. Partindo dessas premissas e considerando o brincar como um meio de expressão simbólica das experiências emocionais vividas pela criança, foi proposta uma intervenção junto à enfermarias pediátricas de dois hospital de referência para atendimento pediátrico pelo SUS no município de Assis/SP com o objetivo de desenvolver atividades lúdicas interativas com crianças internadas visando facilitar a elaboração das angústias decorrentes do adoecimento e hospitalização. O trabalho vem sendo desenvolvido desde o ano de 2001, por intermédio de uma equipe formada por dois docentes e dez alunos do 4º e 5º anos do Curso de Psicologia da UNESP de Assis, que atuam diariamente utilizando um carrinho móvel contendo brinquedos variados. A partir desta proposta são atendidas uma média de 500 crianças por ano. A intervenção foi assim estruturada: as crianças escolhem os brinquedos em interação com os estagiários, que valorizam nas atividades princípios do desenvolvimento infantil, por meio destes o paciente encontra uma via de expressão familiar ao seu cotidiano, sendo acompanhadas por estagiários que oferecem acolhimento às suas angústias mais prementes mobilizadas durante a internação e orientações quanto aos procedimentos hospitalares. Os resultados: decorrentes desta intervenção, realizada ao longo dos anos, indicam que as atividades lúdicas realizadas junto às crianças hospitalizadas contribuem para uma maior inclusão das mesmas na instituição hospitalar; possibilitam a elaboração da situação de exceção que a criança vive no hospital e contribuem para o processo de recuperação do paciente. Conclui-se, portanto, que esta intervenção possibilita à elaboração do conflito interno da criança na situação de hospitalização através do brincar, auxiliando-a na compreensão da doença, facilitando o contato com a equipe médica e diminuindo a angústia e os pontos negativos da hospitalização.