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7.2 Workow Details

7.2.1 Protocol Workow Implementation

7.2.1.5 Protocol Workow Evaluation

Após a caraterização da ESEIG e do seu percurso, sinalizando-se a fase de adequação/criação dos seus cursos ao modelo de Bolonha, em 2006, é oportuno lembrar que o estudo empírico da LI nas licenciaturas da ESEIG se inicia, quatro anos depois, numa fase já estável, a nível das mudanças que foram implementadas por uma das maiores revoluções da história do ensino superior.

Como nota prévia à apresentação dos dados que servirão para proceder à caraterização da amostra, é oportuno fazer-se referência a alguma informação relativa ao universo de docentes e de estudantes, bem como à taxa de resposta aos questionários ministrados.

O universo de docentes das licenciaturas é 104, sendo que desses, oito deles colaboraram na melhoria do instrumento de recolha de dados, isto é, no pré-teste do questionário a aplicar aos docentes, tendo sido, como já referido, escolhido um docente de cada curso para o efeito.

Não considerando a investigadora (docente na instituição em estudo) nem os referidos oito docentes a quem não foi solicitado, obviamente, que respondessem à versão definitiva do questionário, de um total de 95 questionários enviados, 77 foram respondidos, tendo-se registado, portanto, uma taxa de resposta de 81%.

A amostra dos estudantes é constituída pelos estudantes de 1º e 3º anos das licenciaturas da Escola, sendo que o motivo pelo qual foi escolhido o ano inicial e terminal deste ciclo de estudos é porque, de acordo com os objetivos da investigação, se visa comparar a perspetiva dos estudantes sobre a FPLI, a LI e suas competências, à entrada e à saída da licenciatura que frequentam, para avaliar se esta mesma formação provocou mudanças.

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Relativamente ao corpo discente, de um total de 660 questionários que foram recebidos, 506 foram respondidos, observando-se uma taxa de resposta de 76,6%.

Do total de estudantes questionados, e dentre as 505 respostas válidas, apurou-se que 59,6% são do sexo feminino e 40,4% são do sexo masculino (Anexo B 1).

Dos 502 respondentes à questão da idade, a faixa etária mais representativa, em termos percentuais, é a dos 20 aos 25 anos (40,4%), seguida da <20 anos (39%). Em terceiro lugar, encontra-se a dos 25 aos 30 anos, depois a dos 30 aos 40 anos e finalmente, a dos >40, sendo a média de idades 22,26 anos (Anexo B 2).

Do total dos estudantes, 212 (41,8%) afirmam morar no mesmo concelho no período de aulas e fora do período de aulas, enquanto 294 (58,1%) afirmam residir em concelhos diferentes fora do período de aulas, dados que permitem afirmar que a maioria estará deslocada da sua residência no período letivo. Contam-se 28 concelhos de residência no período letivo e 70 no período não letivo.

No período de aulas, o concelho de residência que possui maior percentagem de indivíduos a estudar na ESEIG é o de Vila do Conde (35,2%), seguido do da Póvoa de Varzim (10,7%) e do Porto (10,3%).

Os concelhos de residência, fora do período de aulas, que integram maior número de estudantes a frequentar a ESEIG são, ex aequo, o do Porto e Vila do Conde (9,2%), o da Póvoa de Varzim (5,8%), Vila Nova de Famalicão (4,8%) e Matosinhos (4,4%).

Dentre os locais de residência que os estudantes assinalaram como diferentes dos do período letivo contam-se duas respostas de países da União Europeia e duas de países da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) (Anexo B 3).

Tendo-se agregado os concelhos de residência dos estudantes, por distritos, países de língua portuguesa e da União Europeia, a distribuição dos estudantes permite concluir que, fora do período de aulas, há uma maioria de estudantes (52,72%) que habitam no distrito do Porto, seguida de 20,4% que habitam no distrito de Braga, e 8,84% no distrito de Aveiro, tal como se pode ver no Gráfico 1.

151 Gráfico 1 – Locais de residência dos estudantes no período não letivo

Do total de estudantes, 29,8% são do curso de Contabilidade e Administração, 13,8% do curso de Gestão e Administração Hoteleira, 13,6% do curso de Design, 13,2% do curso de Recursos Humanos, 7,9% do curso de Engenharia e Gestão Industrial, 7,5% do curso de Engenharia Mecânica, 7,3% do curso de Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação e 6,7% do curso de Engenharia Biomédica, tal como visível na Tabela 1.

Tabela 1 – Cursos de Licenciatura da ESEIG frequência: estudantes

Licenciatura Frequência % Válida

CA 151 29,8 CTDI 37 7,3 DES 69 13,6 EB 34 6,7 EM 38 7,5 EGI 40 7,9 GAH 70 13,8 RH 67 13,2 Total 506 100,0

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Do total dos estudantes, 62,3% frequentam o 1º ano e 37,7% o 3º ano (Anexo B 4). Dentre 499 estudantes que responderam à questão sobre o regime de estudo, apurou-se que 93% frequentam o ensino diurno e 7% o ensino pós-laboral (Anexo B 5).

De 496 respondentes, 76% são estudantes e 24% trabalhadores estudantes (Anexo B 6) e 22,7% são beneficiários de bolsa de estudo, enquanto 77,3% não assinalam sê-lo. Ressalve-se que, à data de aplicação do questionário, vários estudantes ainda não sabiam os resultados definitivos sobre a sua situação de bolseiros, pelo que é possível que alguns que tenham respondido que não eram beneficiários de bolsa de estudo, posteriormente o viessem a ser (Anexo B 7).

Quanto ao nível de escolaridade da mãe e do pai dos estudantes, verifica-se, em ordenação decrescente, que a maior percentagem tem o 1º ciclo, em segundo lugar, o 2º ciclo e em 3º lugar, o secundário. O 4º lugar é para o 3º ciclo, o 5º lugar, para o ensino superior e, o último lugar, sem grau.

Embora com diferenças percentuais entre o nível de escolaridade da mãe e do pai dos estudantes, a ordenação decrescente é igual para ambos os grupos, podendo verificar- se que a maioria dos pais é detentora de um baixo grau de escolaridade – do 1º ao 3º ciclo (mães 66,8% e pais 69,6%). Pouco expressiva é a percentagem dos pais detentores de grau de ensino superior – 12,8% para as mães e 11,1% para os pais.

Tabela 2 – Nível de escolaridade da mãe e do pai dos estudantes Nível de escolaridade Mãe Pai Frequê ncia % válida Frequê ncia % válida 1º Ciclo 129 26,7 143 29,3 2º Ciclo 101 20,9 106 21,7 3º Ciclo 93 19,2 91 18,6 Secundário 97 20,0 93 19,1 Ensino superior 62 12,8 54 11,1 Sem grau 2 0,4 1 0,2 Total 484 100,0 488 100,0

Quanto à quantidade de computadores que os estudantes têm em casa, dentre o total de inquiridos, o número de computadores oscila de 0 a 8, sendo que a maior percentagem de estudantes (41,3%) possui dois computadores, 25,7% possui três e 14,6% possui um computador.

153 Gráfico 2 – Número de computadores dos estudantes versus residência

Quanto ao tipo de computadores que os estudantes têm em casa, uma maioria de 62,1% dos 501 respondentes afirma terem computadores portáteis e de secretária, 34,3% têm portátil, 3,4% computador de secretária e 0,2% afirma não ter nenhum computador (Anexo B 8). Dos 500 respondentes à questão sobre se têm ligação à internet, 96,8% afirma que sim (Anexo B 9).