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5. Empiriske funn

5.1 Prosjektet Yara Birkeland

Com vistas a responder àquilo que se constitui como legítima e principal indagação desta pesquisa, apresentamos a partir de então o que os dados coletados nos permitem afirmar.

Primeiramente, faz-se necessário iniciar os apontamentos que faremos ao longo deste capítulo, afirmando que há sim, implicações ou interferências das avaliações externas para o trabalho escolar, e a justificativa que podemos apresentar acerca deste argumento encontra-se já expressa mais precisamente no capítulo introdutório deste trabalho.

Entretanto, para confirmar, ou ainda reforçar esta questão de que existem implicações ou interferências das avaliações externas sobre a organização do trabalho

escolar, apresentamos a seguir os dados obtidos nas entrevistas com professores e coordenadores da escola pesquisada4.

Quando questionados sobre a existência de interferências das avaliações externas sobre seus respectivos trabalhos e se essa era percebida por eles como positiva ou negativa, todos os sujeitos direta ou indiretamente admitiram a existência de interferências, e a maioria as classificou como positivas.

Observe as seguintes respostas dos professores: P3, P4 e P5.

P3: Certamente, interferem. Pra mim é positiva, porque ela é mais um instrumento, que eu tenho pra trabalhar com o aluno. É um material muito rico, eu vejo também, essas provas que tem vindo agora no início do ano (fazendo referência à AAP). A própria prova também, o modelo da prova Saresp. A gente usa bastante as questões (...) nas minhas provas bimestrais, e depois também elas estão de acordo com concursos, com vestibulares, alguns vestibulares que já estão. Que alguns vestibulares que são muito tradicionais cobram, por exemplo, no caso meu que é Língua Portuguesa, hoje predomina o quê? Leitura e interpretação de textos. Então, essas avaliações trabalham isso aí, as competências leitoras e escritoras. Então, eu acho um material ótimo, contribui bastante pro meu trabalho.

P4: Sim. Eu acredito que positiva, como eu te falei assim, eu acho que elas servem como um diagnóstico e a partir daí também você muda até a sua forma de trabalhar. A partir do que você vê nesses resultados, então você vai mudar a sua forma de trabalhar pra tentar sanar uma defasagem, voltar um conteúdo (...). P5: Sim, claro! Positiva, nossa, e como, porque através dessas avaliações é que eu vou montar as minhas aulas, ver onde tá as dificuldades de aprendizagem dos alunos, que é nosso, o nosso foco.

A resposta do P2 a este mesmo questionamento é apresentada separadamente por conter alguns aspectos contraditórios que merecem ser explorados. Inicialmente este professor disse que as avaliações externas não interferiam diretamente no trabalho e que seus decorrentes resultados não eram usados pelos professores, porém, logo em seguida, entrou em contradição quando afirmou que os resultados das avaliações externas são como um norte para o professor continuar o trabalho.

P2: Diretamente não, assim, os resultados dela você diz, ou ter que trabalhar com elas?

Pesquisadora: As duas coisas!

P2: As duas. Eu acho que o resultado diretamente não, porque nós não usamos o resultado. Então, na verdade os resultados são um norte pra gente continuar o trabalho. Mas como a gente já trabalha com, eu por exemplo, no meu caso, eu trabalho com o currículo do Estado mesmo, então é eu não, eu não mudo. Talvez eu veja o que está mais fraco, e tal, mas isso também a gente consegue com as avaliações internas. Então, diretamente eu acho que não. Eu acho que é um, é um norte. É uma avaliação a mais, mas é eu acho que não, não retrata a escola como

4 Os excertos das entrevistas estão apresentados com os vícios de linguagem apresentados pelos sujeitos.

um todo, como eles acham que retrata. Eu acho que ela não é um diagnóstico tão bom assim. Acho que existem outros.

Além disso, o P2 evidencia também que acredita que as avaliações externas não se constituem enquanto um “bom” diagnóstico da realidade escolar quando diz no seguinte trecho: “É uma avaliação a mais, mas é eu acho que não, não retrata a escola como um

todo, como eles acham que retrata. Eu acho que ela não é um diagnóstico tão bom assim. Acho que existem outros”.

No final de sua resposta e apesar das contradições apresentadas, podemos afirmar que o P2 também confirma a existência de certa interferência das avaliações externas para o trabalho docente, sobretudo quando este diz:

Pesquisadora: Então, em sua opinião as avaliações externas não interferem em seu trabalho?

P2: Não, assim, o que eu falei assim, tudo interfere um pouco! Então a gente, por exemplo, sabe que vai ter avaliação externa. Eu tenho que me preparar pra aquilo também, então a gente acaba trabalhando. Então muda alguma coisa, mas não é assim um grande diferencial não. Fala que ela é efetiva como, não. Não, acho que não.

E ainda quando questionado sobre a interferência das avaliações externas se constituir enquanto positiva ou negativa, o P2 enfatiza:

Pesquisadora: Então essa interferência que você sente, ela é positiva ou negativa?

P2: É positiva, porque toda avaliação é positiva. A gente se olhar por outros olhos é sempre importante, eu acho!

Já os professores 1 e 6 foram os únicos dentre os professores a responder que não percebiam nenhuma interferência das avaliações externas, e por esse motivo não responderam a pergunta que classificava essa interferência como positiva ou negativa.

P1: Não. Não. É não tem o que responder. P6: Não!

Pesquisadora: Não? P6: Não. Não!

Entretanto, faz-se importante acrescentar que, os sujeitos que disseram não perceber a existência de interferências das avaliações externas para o trabalho docente posteriormente, em respostas a outros questionamentos, entraram em contradição e acabaram evidenciando interferências significativas para a organização do trabalho escolar.

Este é o caso do P1 quando num outro momento de sua entrevista acabou admitindo de maneira indireta a existência de interferências das avaliações externas para o seu trabalho e para o trabalho da própria escola de uma maneira geral.

P1: Não, porque desde que eu comecei a lecionar sempre teve o Saresp, que eu coloquei como exemplo, como uma avaliação externa. E todas as escolas que eu trabalhei foram escolas estaduais, não foram escolas particulares. Então, todas as escolas que eu trabalhei eles cobravam a questão do Saresp, a questão de trabalhar as competências e habilidades. É preocupados em atingir as metas necessárias. Então, pra mim não. Não tive assim, eu o meu trabalho sempre assim tanto da escola quanto pra outra foi o mesmo pela questão que todas as escolas estaduais trabalham o currículo, trabalham essas competências e habilidades.

Perceba que no trecho: “E todas as escolas que eu trabalhei foram escolas

estaduais, não foram escolas particulares. Então, todas as escolas que eu trabalhei eles cobravam a questão do Saresp, a questão de trabalhar as competências e habilidades. É preocupados em atingir as metas necessárias”, o P1 afirma que a escolas estaduais

“cobram” um trabalho voltado à “questão do Saresp” e voltado as competências e habilidades, e sendo assim, sua fala já aponta, mesmo que indiretamente e de maneira inconsciente, para a interferência das avaliações externas que existe sobre o trabalho do professor.

Da mesma forma, num outro momento de sua entrevista o P6 também evidencia indiretamente a existência de certa interferência das avaliações externas para seu trabalho.

P6: É, porque eu agora, devido a essas avaliações que geralmente têm no final do ano. Eu tenho que seguir aquele currículo que o Estado programa. Então, a interferência é essa que eu sei que se eu fugir daquele currículo eu vou prejudicar na hora da avaliação. (...) Então é isso que eu tenho que seguir realmente o que o Estado programou. Que ele mandou o currículo. Tá, então é só, que não tem mais.

Agora, as respostas dos coordenadores pedagógicos com relação a este mesmo questionamento foram as seguintes: o CP1 confirmou a existência de uma interferência direta para o seu trabalho e a caracterizou como sendo uma interferência negativa por exigir um investimento de tempo de trabalho e, no final, produzir pouco resultado.

CP1: Interfere, é diretamente neh, por exemplo, de novo neh, essa AAP (Avaliação da Aprendizagem em Processo) fomos nós que tabulamos tudo. Então assim, gastou-se muito tempo ali pra detecta todas as dificuldades, fazer os gráficos, tudo aquilo pra muitas vezes neh. Ter pouco resultado.

Pesquisadora: E essa interferência em sua opinião, ela é positiva ou negativa? CP1: Negativa.

O CP2 também admitiu a existência de uma interferência das avaliações externas para o trabalho, porém diferentemente do CP1 classificou essa interferência como positiva.

CP2: Não, ela. Eu creio que ela vem, é uma somatória néh de ações pra implementação do currículo também, porque a gente sabe que ela vem pra checa aquelas habilidades previstas néh no currículo. Então, ela vem. É uma forma de checagem mesmo, se isso tá acontecendo ou não néh. É eu creio que é um facilitador, é um ajudador pra gente vê também se a gente tá trabalhando indevidamente, ou corretamente néh.

Pesquisadora: E essa interferência é positiva ou negativa, em sua opinião? CP2: Na minha opinião é positiva. É seria um, um medidor, um termômetro. Pra quê? Pra vê se o trabalho ele tá sendo direcionado mesmo, se tá na linha do pensamento aí do governo do Estado néh, porque aí também a cada escola tem a sua autonomia, mas ela precisa estar direcionada néh. Ah (...). Foco o currículo pra que seja néh, parametrizada. É o que eu penso.

Em sua fala o CP2 afirmou que as avaliações externas servem para checar as habilidades previstas no currículo, ou seja, que as avaliações externas servem para verificar se o currículo está realmente sendo trabalhado ou não pelas escolas.

O CP2 afirmou ainda que “a escola” sabe que as avaliações externas servem de instrumento para verificar se o trabalho baseado no currículo está realmente acontecendo na escola, quando diz no seguinte trecho: “porque a gente sabe que ela vem pra checa

aquelas habilidades previstas néh no currículo. Então, ela vem. É uma forma de checagem mesmo, se isso tá acontecendo ou não néh”. Contudo, podemos ressaltar que as avaliações

externas não são percebidas como algo ruim por este coordenador, e isto pode ser constatado através deste outro trecho: “É eu creio que é um facilitador, é um ajudador pra

gente vê também se a gente tá trabalhando indevidamente, ou corretamente néh”.

Podemos destacar ainda outro aspecto relevante desta resposta do CP2 quando este sujeito afirmou que mesmo levando em conta a autonomia que o Estado garante às escolas, estas precisam estar direcionadas e, neste caso, estar direcionada é ter como foco o currículo. Assim, podemos inferir que este coordenador não questiona as ações do Estado, pelo contrário parece apoiá-las. Além disso, o coordenador parece não perceber tamanha contradição que há entre a garantia de uma autonomia para as escolas e ao mesmo tempo a imposição de um currículo oficial comum.

Na sequência, apresentaremos mais alguns aspectos importantes da análise acerca dos impactos das avaliações externas sobre a organização do trabalho escolar, tais como, as mudanças no trabalho sentidas pelos sujeitos.

Com relação a esta questão podemos enfatizar que a maioria dos professores, mais especificamente cinco deles confirmaram que a participação da escola nas avaliações externas trouxe mudanças para a organização do trabalho docente. Sendo assim, as principais mudanças apontadas pelos professores dizem respeito à uma reorientação da

prática docente a partir dos resultados das avaliações externas, principalmente frente aos resultados da AAP, assim como modificações na elaboração das avaliações internas e o surgimento de novas demandas para a elaboração e efetivação de ações voltadas à sanar as dificuldades apresentadas pelos alunos nessas avaliações.

P3: Certamente trouxe, porque como eu disse a partir do resultado das avaliações nós temos que rever nossas estratégias. O trabalho que a gente estava desenvolvendo, ou está desenvolvendo na sala de aula. E às vezes, enfatizar determinadas ações que não estavam sendo trabalhadas, repetir, retomar muitas coisas. Então, através desse resultado. Ele interfere sim, bastante. Eu acho que agora esse ano a gente tá trabalhando muito em cima desses resultados. Tem uma sala, por exemplo, que teve um desempenho bem baixo, então, isso mostrou que teria que trabalhar de outra maneira ali. Então, com certeza interfere.

P6: Eu acredito que sim, principalmente nas avaliações. As avaliações que nós programamos elas são mais assim, de acordo com as questões do Saresp, então a gente programa a avaliação assim, parecidas com as questões do Saresp. Muita interpretação, textos, imagens. Então a gente está preparando a prova de uma maneira diferente. Então uma mudança que eu vejo assim, mais acentuada foi essa daí, principalmente na hora de elaboração das provas.

P4: Trouxe. Trouxe mudança assim, no trabalho do professor, isso que eu te falei. Como a gente tem que desenvolver essas ações, então, a partir do momento que você tem que desenvolver uma coisa você vai ter mudança no seu trabalho. (...) Igual assim, vamos supor na Avaliação da Aprendizagem em Processo que a gente percebeu que não teve um desenvolvimento. Eles não tiveram um desempenho bom, então a gente precisou realizar alguma ação para corrigir isso (...).

E, neste último caso, o P4 refere-se à situação em que os professores da escola precisaram se organizar de maneira que reservassem pelo menos um dia da semana para trabalhar “em cima” das habilidades não alcançadas pelos alunos na primeira aplicação da AAP, que ocorreu em Março de 2014.

P4: Então a gente está, vamos supor, o pessoal de Matemática. Nós estamos trabalhando assim, a gente pega uma questão, todas as questões são em cima de habilidades. Então a gente pega uma questão da prova, aí procura exercícios que contemplem a mesma habilidade daquela questão, então eu monto uma lista de exercícios com questões que contemplem a mesma habilidade. E isso dá trabalho, você perde tempo, porque você tem que ficar procurando em vários livros assim, questões. Aí a gente monta essa atividade, e trabalha assim, a gente estava trabalhando assim. Trazia uma lista de exercícios, a primeira questão da lista era a questão da prova que eles tinham feito. E as outras eram que contemplavam a mesma habilidade. E aí dava um tempo para eles fazerem, e depois fazia a correção (...). Estava trabalhando uma por semana. Pegava uma aula da semana e trabalhava isso, então, dava uma questão por semana (...). Começamos com as questões que eles tiveram maior índice de erros, assim, pretendemos trabalhar todas. Agora, depois das férias acredito que vá continuar. Então assim, eu acho que isso é uma ação que mudou o meu trabalho, porque assim, eu estou dando conteúdo da série? Estou! Mas, aí eu tirei uma aula da semana que eu agendei certinho, porque na minha ação que eu passei para coordenadora tem o dia que eu trabalho certinho (...).

O P2 disse que com a chegada das avaliações externas os professores, que antes trabalhavam de maneira mais “individualizada”, passaram a ter “um caminho em comum”.

P2: Trouxe. Trouxe, porque antes é os professores trabalhavam mais individualizados assim, era como se cada um tivesse o seu próprio conteúdo, sem a preocupação com o global (...) Então, nós temos essa parte do coletivo muito mais forte, como se a gente tivesse um eixo temático que guiasse todo o processo, e que não tinha antes. Antes era assim o professor de Química trabalhava do jeito dele, o professor de História do jeito dele, então, era a parte mais individual mesmo. Então, isso mudou (...) Não chega a ser um trabalho em equipe, porque eu acho que a gente nem tem tempo pra fica trocando muita ideia, mas a gente consegue trabalhar assim, como se a gente tivesse uma meta em comum. Com a chegada das avaliações externas a gente conseguiu saber pela maneira, como que a gente ía ser avaliado. Então é como se a gente agora tivesse uma meta em comum, que seria atingi essa avaliação, não que a gente passe o tempo todo pensando nisso, porque seria também impossível. Na hora que a gente entra com 40 na sala de aula a última coisa que a gente vai pensar é no Saresp, mas assim é como se a gente tivesse um caminho, todo mundo seguisse o mesmo caminho. Então, professor de Química trabalha? Ele trabalha, mas ele trabalha pensando na leitura e escrita, sem desprezar a leitura de imagem. Então a gente, como se a gente tivesse um, não um mesmo sistema, porque cada professor tem a sua poética. Mas, é um caminho mesmo, um caminho em comum (...).

Neste mesmo sentido, o P5 respondeu o seguinte:

P5: Sim, porque antes cada um preparava a sua aula. Cada um é preparava do seu jeito. Agora não, a gente conversa principalmente nos ATPC(s), vê o quê que vai fazer, estuda, analisa os gráficos. E a partir desses resultados é que vai preparar as aulas, então isso já é uma grande mudança.

Contudo, para além do que já foi explicitado até o momento, e ainda sobre essa questão das mudanças que ocorreram na escola por conta da participação da mesma nas avaliações externas, consideramos pertinente acrescentar a seguinte fala do P2:

P2: Aí mudou sim, porque primeiro que quando o Estado colocou o Currículo que é esse Currículo que foi implantado em 98, que depois, foi 98? (a entrevistada estava pensando sobre a data). Não 90 não, 2008. É 2008? 2008 foi implantado, que começo esses caderninhos que chegaram aí. Em 2008, ele fez porque era um Currículo baseado no que ele ía pedir, então um Currículo baseado nas matrizes curriculares, que no caso seria o que ele iria pedir lá no Saresp. O que também era o da Prova Brasil, tudo então, você tem que mudar a maneira de dar aula, porque principalmente, eu no meu caso não, porque Artes não tem livro didático, mas o professor, por exemplo, que trabalhava com livro didático, ele não tem mais. Ele não pode mais seguir o livro didático. Então, isso aí já é uma mudança, porque eles acomodam! Então o cara que estava acostumado a seguir o livro didático lá, capítulo por capítulo, não dá mais. E o que eu falei a implementação de um trabalho de leitura e escrita que a gente teve que correr atrás desse prejuízo que os alunos vinham trazendo. Então, teve muitas mudanças, muitas mudanças! Até como eu falei pra você a própria maneira de ver o trabalho é diferente. Eu acho que tiveram, acho que a escola deu uma modernizada. Acho que os “professauros” pararam de.

Pesquisadora: Então essa mudança foi positiva? P2: Ah positiva!

O P2 nesta resposta aponta para as mudanças na prática docente e menciona a questão da relação entre o currículo oficial do Estado de São Paulo e as avaliações externas como o Saresp e a Prova Brasil. O P2 também enfatiza que em sua opinião essa mudança foi positiva, e que acredita que a escola deu uma “modernizada” a partir da introdução dos “caderninhos”.

Já o CP1 respondeu que as mudanças na prática docente que conseguia perceber como decorrentes da implantação dos sistemas de avaliação externa ocorreram em relação ao planejamento e ao desenvolvimento das aulas no sentido de que a busca por melhorias, e também por tentar alcançar as metas estabelecidas para a escola, passaram a ser preocupações dos professores, já que esses buscam manter a escola num bom patamar.

CP1: No planejamento das aulas, no desenrolar dela, na busca de melhoria neh. Na busca dessas metas, que a escola é tão cobrada, é tão exigida neh. Um medo de uma escola prioritária, porque cai nesse nível é muito neh assim, humilhante. A escola fica mal vista. Então os professores ficam agoniados neh (...). Então é aquela pressão de todo lado pra neh manter a escola num bom patamar. Mas é difícil.

O CP2 foi mais breve e direto em sua resposta: “Fico um pouco mais voltada pra

essa prova, esse momento néh”. O agrupamento das respostas evidencia que há

direcionamento do trabalho docente voltado em grande parte ao alcance das metas, ou então, voltado para o preparo dos alunos em torno das avaliações externas e do que é cobrado nessas avaliações. De acordo com a resposta do CP2 podemos inferir que há uma tendência de que os professores modifiquem o trabalho no sentido de estarem mais voltados a essas avaliações, e sobretudo, se preocupando com os resultados delas, principalmente no que diz respeito ao Saresp, que é uma avaliação que além do vínculo com o bônus tem a questão da publicitação em torno de seus resultados.

Os coordenadores responderam também sobre as mudanças que eles percebiam especificamente no trabalho deles. O CP1 respondeu a esta pergunta dizendo que a