3. Strategisk vurdering av porteføljen
3.6. Finansieringsutfordringer
3.6.1. Styringssignaler og styringsform
Entende-se por atrativo turístico o elemento ou objeto que atrai a atenção das pessoas sobre um determinado lugar, sendo também um estimulo a mais para agenciar novos visitantes ao seu espaço, podendo ser naturais – paisagens e climas – e culturais – museus, locais históricos, eventos, festas e outros.
Cerro citado por Ruschmann (1994), considera como atrativo turístico, todo e qualquer elemento que tem a capacidade própria, ou em combinação com outros, para atrair visitantes de uma determinada localidade ou zona.
Para esses autores, os atrativos turísticos distinguem-se em dois tipos: os atuais e os potenciais. No primeiro, também chamado de reais, se enquadram os atrativos que estão sendo utilizados para a atividade turística em todos os níveis - do local ao internacional - e contam com uma infra-estrutura e equipamentos de atendimento aos visitantes. O segundo são os que mesmo possuindo um alto grau de atratividade, por variados fatores ou motivos, ainda não estão sendo utilizados para o turismo.
Para Barreto citado por Silva (2003), os atrativos turísticos são aquelas matérias- primas com as quais podemos planejar atividades turísticas; porém, diverge de Ruschmann (1994) quanto à classificação, compreendendo que esta pode ser melhor entendida em dois níveis: recursos naturais e culturais. (Tabela 2)
Para Silva (2003), o atrativo turístico possui maior valor quanto mais acentuado for seu caráter diferencial, pois o turista procura sempre conhecer aquilo que lhe é novo ou diferente de seu cotidiano.
Ruschmann (1994), afirma que os atrativos constituem a base na qual se fundamenta qualquer plano de desenvolvimento turístico, devendo ser prioritariamente inventariado e avaliado o seu potencial real.
Moraes (2000) considera recursos turísticos, como sendo sinônimo de atrativo, podendo ser permanentes, principalmente os naturais, mas necessitam de uma constante preservação sob a pena de se esgotarem; muitas vezes é necessário um conhecimento multidisciplinar para garantir a sua utilização, pois a própria construção da infra-estrutura local pode descaracterizar o empreendimento.
GEOMORFOLÓGICOS Litoral, lagoas ou represas, correntes de águas, vulcanismo e relevo BIOGEOGRÁFICOS Agrupamentos animais e vegetais RECUSOS NATURAIS
MISTOS Combinação de geomorfológicos e biogeográficos
HISTÓRICOS Jazidas arqueológicas, patrimônio tombado e artefatos
CONTEMPORÂNEOS NÃO-COMERCIAIS
Obras de arte, museus, instituições de ensino, autódromos e etc RECURSOS CULTURAIS CONTEMPORÂNEOS COMERCIAIS Parques de diversão, balneários, clínicas de montanhas, de cultura e etc
Tabela 2: Classificação dos atrativos turísticos segundo Barreto apud SILVA (2003).
Para o SEBRAE mencionado em SILVA (2003)
o atrativo pouco vale se não contar com uma estrutura turística para receber as pessoas, sendo composto pela infra-estrutura básica, com os serviços de água, energia, saúde e saneamento, telecomunicações, limpeza urbana, entre outros e as formas de acesso, representado pelas hidrovias, rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, rodoviárias e ferrovias. Além disso, outros importantes fatores são os equipamentos turísticos, instalações indispensáveis para o turismo, sem as quais ele não existe, como hotéis, transportes, agências de viagem, centros de informações turísticas e parques de diversão; os serviços turísticos, os quais têm a sua existência justificada quase que exclusivamente em virtude do turismo, podendo requerer equipamentos ou serem oferecidos por autônomos, como os guias, camareiras e recreacionistas; os
equipamentos de apoio, instalações que existem para atender outras
necessidades da comunidade, mas também, de muita utilidade para o turismo, a exemplo dos postos de gasolina, hospitais, casas de câmbio e
lojas; analogamente, os serviços de apoio, atendendo outros segmentos da sociedade, mas que também são usados pelo turista, como os serviços de garçons, os serviços mecânicos, e bancários e; por fim, as
facilidades, publicações que auxiliam o turista a transitar na localidade
turística, como os mapas, folders, guias e programações. (SEBRAE apud SILVA, 2003, p.14-15, grifos da autora).
Percebe-se na citação acima que todos os atrativos turísticos devem ser colocados a disposição dos turistas, e agregados a outros serviços de apoio que são oferecidos no local ou na cidade mais próxima, sendo portanto, importante destacar os produtos oferecidos.
Ruschmann (1994) também propõe que se estabeleça a distinção entre as atrações que são consideradas básicas, que constituem o suporte da atividade e são as grandes responsáveis pelo afluxo de turista ao local onde se localizam os equipamentos e serviços e as denominadas secundárias, que possuem uma força de atratividade menor. Estas, porém, são importantes no processo de desenvolvimento, pois complementam e proporcionam a diversificação das atividades realizadas pelos turistas que visitam os atrativos básicos, criando níveis hierárquicos com a finalidade de se estabelecer o real interesse sobre os atrativos turísticos. Tais como:
• hierarquia 3 – atração excepcional, altamente significativa para o mercado turístico internacional, capaz de motivar uma importante corrente turística por si só;
• hierarquia 2 - atração com aspectos significativos para o país, capaz de atrair um fluxo de turistas nacionais e até internacionais;
• hierarquia 1 – atração com alguns aspectos chamativos, capaz de atrair turistas de outras regiões, por outras motivações turísticas ou mesmo capaz de motivar correntes turísticas locais;
• hierarquia 0 – atração sem méritos suficientes para ser incluída nas categorias anteriores, porém, fazem parte do patrimônio turístico como elemento complementar a outros interesses no desenvolvimento de complexos turísticos; A principal função desses níveis é ao nosso ver, inventariar os recursos turísticos físicos, que apesar de ser uma tarefa complexa, tem-se a vantagem de trabalhar com um indicador praticamente invariável que são as atrações naturais, potencializando assim, esses atrativos turísticos.
Por produto turístico entende-se segundo Novaes (2000), um bem ou serviço negociado na indústria turística: pode ser unitário (passagem aérea, serviços de guia de turismo, hospedagem etc.) ou um conjunto destes (pacote de viagem).
E de acordo com Silva (2003, p.15) o produto turístico possui características que o torna individualizado e diferente em relação aos produtos industrializados, do comércio e até mesmo de maneira em geral da prestação de serviços. “É preciso estar atento para algumas peculiaridades dos negócios que envolvem o turismo”.
Krippendorf citado por Silva (2003) destaca:
- Todo produto turístico é um bem de consumo abstrato;
- Simultaneidade espacial e temporal da venda e da prestação do serviço turístico com o seu consumo;
- O produto turístico não é estocável;
- Necessidade de presença da clientela no local da prestação do serviço;
- Os serviços turísticos são prestados de forma irregular, devido a dificuldade de se aperfeiçoar mão-de-obra;
- Ocorrem em temporadas curtas do ano (sazonalidade);
- A demanda é instável o que dificulta a previsão pela procura dos serviços turísticos;
- Demanda heterogênea;
- O produto turístico é estático; e,
- Apesar de possuírem atrações diferençadas, os produtos turísticos enfrentam acentuadas concorrências entre si.
O objetivo de se conhecer o produto turístico está relacionado diretamente aos tipos de funções turísticas que os empreendimentos podem apresentar, objetivando realizar um planejamento estratégico de atuação nas propriedades ou nos locais onde os produtos turísticos possam ocorrer.
Em suma, de acordo com Zimmermann e Castro citados por Weissbach (2001), para que haja um desenvolvimento satisfatório do turismo rural, a propriedade rural a ser explorada deve ser avaliada levando em consideração o potencial para o turismo, 1) a capacidade de gestão do produtor, 2) a capacidade financeira do interessado, 3) a sustentabilidade ambiental e 4) a aceitação mercadológica.