1. Introduksjon
1.4. Bakteppe for analysen
1.4.2. Aktuelle utviklingstrekk innenfor virkemiddelapparatet
Segundo Schneider e Fialho (2000), o turismo rural constitui uma atividade que une a exploração econômica a outras funções como a valorização do ambiente rural e da cultura local. E em uma conceituação mais ampla, pode-se afirmar que o turismo rural consiste de atividades de lazer realizadas nesse ambiente.
Ao iniciarmos a reflexão sobre o turismo rural no país, a primeira questão a ser tratada é a imprecisão de conceitos, conforme foi citada anteriormente.
Essa imprecisão está relacionada às dificuldades que as próprias palavras que a compõem – turismo e rural – têm de não possuir um sentido bastante variado. Não existe uma conceituação única, e cada país adota um significado ligeiramente diferente, pois constituem realidades diferentes e complexas (ARAÚJO, 2000).
No Brasil, para a EMBRATUR (1994) qualquer atividade turística desenvolvida no meio rural vem a constituir-se em turismo rural. Weissbach (2001), no entanto, afirma que na atualidade a EMBRATUR tem trabalhado com uma preocupação maior sob o ponto de vista dos empreendedores, abordando outra definição para o turismo, apoiada no conceito de Silva, Vilarinho e Dale (2000) , que justificam:
[...] é uma atividade multidisciplinar que se realiza no meio ambiente, fora das áreas intensamente urbanizadas. Caracteriza-se por empresas turísticas de pequeno porte, que têm no uso da terra a atividade econômica predominante, voltada para práticas agrícolas e pecuárias. (SILVA; VILARINHO; DALE, 2000, p.19).
Percebe-se que, além da abrangência, o conceito revela uma preocupação econômica no aproveitamento do espaço rural. De acordo com a colocação de Silva (2000), o turismo rural envolveria entre outros, as seguintes atividades e produtos:
- caminhadas, visitas a parentes / amigos, visitas a museus, galerias e sítios históricos;
- festivais, rodeios e shows regionais, esportes na natureza, visitas a paisagens cênicas fauna e flora; e
- gastronomia regional, artesanato e produtos agroindustriais, camping, hotéis- fazenda, albergues e spas.
Segundo Blos (2000), na França e na Espanha, o turismo rural ocorre normalmente em residências familiares que mantêm suas tradicionais atividades agrícolas, ou seja, permanecem apoiadas na pequena produção familiar embora como prestadores de um serviço turístico.
Roque (2001) também identifica um modelo adotado em algumas propriedades onde o turismo rural se faz presente, uma grande semelhança aos padrões rurais franceses, porém com peculiaridades e características próprias como, por exemplo, a atividade turística ser gerenciada pela família, sendo, na maioria das vezes, as mulheres as responsáveis pela organização das atividades.
Acreditamos que de maneira geral, o turismo rural praticado em nosso país, em especial na região da pesquisa, é um tipo de turismo baseado no padrão europeu de desenvolvimento, principalmente o francês, que pelo seu pioneirismo ainda se faz presente na maioria das propriedades rurais.
Rodrigues (2000) numa tentativa de compreender melhor o TR propõe uma classificação relacionada basicamente ao patrimônio cultural: o primeiro grupo tem um cunho histórico e o segundo, de natureza contemporânea. Assim, ela fala em Turismo Rural Tradicional e Turismo Rural Contemporâneo. O primeiro, de origem agrícola, é constituído por propriedades que historicamente estavam relacionadas à exploração agrária, durante os ciclos econômicos, principalmente o ciclo do café; apresentando um rico patrimônio arquitetônico, baseando suas atividades nos serviços especializados implantados para o entretenimento do visitante, abandonando a agropecuária como atividade principal. De colonização européia, sua origem é relacionada à imigração européia no Brasil, principalmente na Região Sul. A atividade agrícola ainda é importante, o turismo se caracteriza como uma atividade complementar.
O segundo, contemporâneo, caracteriza-se por apresentar equipamentos implantados a partir dos anos 70, sendo considerada como uma modalidade alternativa ao
turismo de modelo sol e praia. Destacam-se: a) hotéis-fazenda (são os hotéis localizados na zona rural, valorizam a cultura rural, como o folclore, a gastronomia, as atividades rurais como, por exemplo, as cavalgadas); b) pousadas-rurais (de menor porte e menos luxo que os hotéis-fazenda procuram ofertar a fruição da vida no campo); c) spas rurais (também é considerado como turismo de saúde, situam-se na zona rural com o intuito de oferecer ao hóspede o bucolismo da vida campestre; nele os visitantes hospedam-se com fins estéticos); d) segunda residência campestre (são casas, chácaras e pequenas propriedades, geralmente em municípios vizinhos aos grandes centros urbanos, acolhendo os moradores dessas cidades); e e) campings rurais (localizados geralmente em vales de rios e em áreas de ampla cobertura vegetal; hospedam jovens e famílias com crianças; absorvem uma demanda bastante importante do turismo rural).
A proposta de classificação do TR acima apresentada é no nosso entendimento a que melhor atende as inúmeras modalidades de turismo rural no Brasil. Cabe ressaltar porém, que essa classificação é acima de tudo acadêmica, já que do ponto de vista do empreendedor, ocorrem vários cruzamentos num único negócio.
O turismo rural, segundo Almeida e Blos (2000), tem uma característica marcante que é o fato de ser um turismo local, de território restrito e gerido pelos próprios residentes em cinco níveis: de iniciativa local; de gestão local; de impacto local; marcado pelas paisagens locais e valorizador da cultura local.
Novaes (1999) corrobora em parte as afirmações acima quando afirma que a implantação dessa atividade implica nos seguintes princípios: uso sustentável dos recursos; revitalização das economias locais; qualidade de gestão; integração da população local; desenvolvimento planejado e controlado que implica na capacidade de carga, baixo impacto e sustentabilidade.
Para Novaes (1999), os objetivos do turismo rural devem favorecer o fluxo econômico no meio rural, provocando a revitalização econômica e social e, ao mesmo tempo, conservando e melhorando o seu entorno. Ao se ofertar o TR, esse mesmo autor considera que ele deve atender as características de:
- integração: adaptação da atividade turística reduzindo os impactos ao implantá-la. - sustentabilidade: objetiva o equilíbrio entre o aproveitamento do recurso e sua manutenção e conservação.
- oferta integral: articulada com atividades e alojamentos.
Novaes (1999) aponta ainda, que existem no meio rural outras atividades não- agrícolas que se agregam às tradicionais cadeias produtivas agroindustriais. Como: o impacto da proliferação das chácaras de recreio e condomínios rurais; a pesca amadora; o turismo de rios e represas; os cursos especiais como culinária típica, artesanato e outros.
Entre as inúmeras vantagens do turismo rural, Moleta citado por Weissbach (2001), aponta as seguintes situações:
- Diversificação de renda facilitando a criação de nova receita financeira e de um mercado para os produtos locais;
- Geração de empregos, mantendo os empregos tradicionais e ocupando a mão-de- obra familiar;
- Efeitos multiplicadores, que possibilita a criação de atividades produtivas em função do retorno financeiro da atividade;
- Preservação do patrimônio, tanto natural quanto cultural; - Melhoria da qualidade de vida local;
- Diversificação dos pólos turísticos;
- Melhoria da formação educacional do homem do campo, devido à necessidade de atualização de conhecimentos frente ao empreendimento;
- Desenvolvimento do espírito de participação e parceria, através da criação de associações do setor.
Ao empreender o turismo rural, o turista objetiva encontrar uma oferta de serviços que o leve a um lazer em espaço aberto junto à natureza.
Weissbach (2001), comentando concepção de Barrera, afirma que:
[...] do ponto de vista dos visitantes, acredita [Barrera] que tanto as pessoas que se alojam em um prédio agrícola com o interesse de conhecer, desfrutar e praticar alguma atividade agropecuária, como os caçadores, pescadores, cientistas, estudantes, turistas de passagem que participam de um evento ou retiro, praticam o turismo rural. (WEISSBACH, 2001, p. 68).
Finalmente, cabe ressaltar que ocorre hoje uma revalorização do espaço rural, propiciada principalmente pela crise urbana vivenciada pelos citadinos, os quais vêem no turismo rural uma possibilidade de vida saudável. Ademais, a mesma revalorização favorece uma diversificação das atividades desempenhadas pelas comunidades rurais, uma vez que pode integrar produtividade e desenvolvimento local.
2.4.2. O ecoturismo
Podemos dizer que é a partir da década de 1970, quando o mundo todo passa a valorizar a biodiversidade dos países subdesenvolvidos para os mais variados fins, que se abre a possibilidade do uso da natureza como mercadoria para fins turísticos, gerando uma nova forma de turismo, chamada de ecoturismo.
Também denominado de turismo ecológico, turismo de natureza ou mesmo turismo alternativo, essa é mais uma das atividades turísticas no espaço rural onde o principal atrativo é o ambiente natural como oferta.
Sobre o ecoturismo, Wearing e Neil (2001), afirmam que atualmente não há uma definição geral em circulação,
[...] mas qualquer conceito de ecoturismo deve envolver a viagem para áreas naturais relativamente tranqüilas e não contaminadas, com o objetivo de estudar, apreciar e desfrutar o ambiente natural dessa área [...] trata de uma viagem responsável, em que se conservam os ambientes naturais e se sustenta o bem-estar da população local. (WEARING; NEIL 2001, p.229).
Percebe-se na fala dos autores, uma relação intrínseca com o desenvolvimento sustentável7.
Para Ruschmann (2000), o ecoturismo é constituído de estruturas eminentemente rurais, de pequena escala, ao ar livre, proporcionando ao visitante o contato com a
7 Aqui se considera o conceito dado pelo IBGE no documento metodológico: Zoneamento Ecológico- Econômico na Região Amazônica (IBGE, 1993, p. 15), definindo-o como o processo de melhoria social e econômica que satisfaz as necessidades e os valores de todos os grupos de interesses e ao mesmo tempo permite a conservação da biodiversidade e dos recursos naturais.
natureza, com a herança cultural das comunidades de campo e as chamadas sociedades e práticas tradicionais; diferenciando do turismo rural que é mais voltado para a produção agrícola e à prestação de serviços no meio rural envolvendo principalmente a família.
Tendo como base o conceito de Goodwin, Fennell (2002) define o ecoturismo como o turismo na natureza, de baixo impacto, que contribui com a manutenção de espécies e habitat, por meio de uma contribuição à conservação e/ou indiretamente produzindo rendimentos para as comunidades locais, para que elas valorizem e protejam suas áreas naturais como fonte de renda.
No Brasil, a EMBRATUR (1994) entende por ecoturismo o
[...] segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações envolvidas”. (EMBRATUR, 1994, p.19).
Já Gomes (1998), afirma que, por enquanto, esta atividade não dispõe de um conteúdo definido, sendo aqui desenvolvida de modo ainda desordenado, inclusive impulsionada, quase que exclusivamente, pela oportunidade mercadológica.
Para esse mesmo autor, desenvolver o ecoturismo significa, inicialmente,
[...] tomar em consideração que o sucesso da tarefa depende diretamente da conservação do patrimônio natural e cultural, ao tempo que supõe, necessariamente, comprometer a sua exploração, com a melhoria da qualidade de vida da comunidade onde se localiza o atrativo ecoturístico. (GOMES, 1998, p. 397).
E, segundo Weissbach (2001), esse tipo de turismo
[...] surgiu do casamento de dois grupos com interesses diferentes: os ecologistas – preocupados com o futuro dos recursos naturais e sua devastação – e das pessoas ligadas às atividades econômicas do turismo – que aproveitaram para incorporar novos atrativos aos seus negócios sob a bandeira preservacionista”. (WEISSBACH, 2001,p.62).
Entendemos ecoturismo como toda a atividade turística realizada no espaço rural que busca um maior contato com o meio natural de forma consciente, numa interação com a população local, na tentativa de evitar as ações impactantes.
Atualmente o ecoturismo assume uma característica de proteção ao meio ambiente e de conservação dos recursos naturais, sendo visto por algumas pessoas como a ferramenta mais significativa na questão da conservação ambiental e do desenvolvimento sustentável.
Acreditamos que essa característica assumida pelo ecoturismo tem como finalidade ser o instrumento inicial que possibilite a discussão da trilogia crescimento x desenvolvimento x conservação, a ser debatida pela sociedade, mas não pode ser tratada como panacéia para os problemas do campo.
Gomes (1998) afirma que, no Brasil, o ecoturismo tem sido visto como uma alternativa econômica com perfil de sustentabilidade, conservação dos recursos naturais e culturais e beneficiador das populações locais, apresentando-se inclusive, como possível redutor dos impactos negativos pelo turismo tradicional.
Associado ao ecoturismo, emprega-se o termo turismo sustentável, que segundo a Organização Mundial do Turismo – OMT8.
[...] é aquele que satisfaz as necessidades presentes dos turistas, ao mesmo tempo que preserva as regiões de destino e incrementa novas oportunidades para o futuro. Ele deve ser concebido de modo a conduzir à gestão de todos os recursos existentes, tanto do ponto de vista da satisfação das necessidades econômicas, sociais e estéticas quanto da manutenção da integridade cultural, dos processos ecológicos essenciais, da diversidade biológica e dos sistemas de suporte à vida (OMT, 1998, p. 21).
Para Silveira citado por Souza (2003), o turismo sustentável é aquele que deve atender às necessidades dos turistas e das populações locais no presente, sem pôr em risco a capacidade das gerações futuras de atender às suas necessidades.
A questão do turismo sustentável ou sustentabilidade turística não é consenso na literatura corrente. Para Rodrigues citada por Souza (2003), o turismo cria ou produz territórios, da mesma forma que as demais atividades do modo industrial de produzir mercadorias.
Comungamos com as idéias dessa autora, quando afirma que a atividade turística está relacionada ao mercado, tornando-se incompatível a idéia de sustentabilidade, pois compreende também uma forma de consumo da natureza.
8 Citado em Souza (2003) p. 257.
Nesta lógica, Villaverde (2003) afirma que o conceito de desenvolvimento sustentável, apesar de ser cientificamente legítimo,
[...] é antes de tudo um instrumento político, e, portanto, funciona como uma panacéia que pretende garantir a exploração econômica ao longo do tempo e em escala planetária”. ( VILLAVERDE, 2003, p. 58).
Por outro lado, há autores que vêem como a principal vantagem do turismo ecológico, além da viabilidade econômica de regiões longínquas e carentes, a conscientização preservacionista ou conservacionista do patrimônio natural, tanto dos visitantes, quanto da comunidade local, o que pode levar a um efeito multiplicador nas esferas nacional e internacional (WEISSBACH, 2001).
Moraes (2000) aponta as seguintes características do ecoturismo: a) promove uma conduta ambiental positiva; b) não degrada os recursos naturais; c) e base da motivação em valores intrínsecos; d) beneficia a vida silvestre e o meio ambiente; e) orienta a experiência para o ambiente natural; e f) conduzir a atividade em uma dimensão de experiência cognitiva e emocional.
Baseando-se nestas características, pode-se afirmar que o ecoturismo envolve uma série de ações voltadas para o contato com a natureza, o que acabou gerando uma série de atividades tais como: esportes de aventura na natureza, observação da fauna e flora, estudos do meio, todas praticadas no meio rural (PIMENTEL, 2003).
Ainda citando essas atividades dentro de um produto turístico, pode-se acrescentar:
- acampamento;
- asa delta, paraglyder, pára-quedismo, balonismo; - bikking (caminhadas de um dia);
- bóia-cross (descida de rios com auxílio de bóias especiais);
- cannyoning (descida de penhascos ou cachoeiras utilizando técnicas do rapel); - cavalgada;
- cicloturismo;
- escalada;
- espeleoturismo (turismo em cavernas);
- estudos do meio (visitas com fins educacionais, realizadas geralmente por escolares);
- mergulho;
- montanhismo (nome genérico das atividades praticadas em ambientes de montanha pode incluir escaladas e ou caminhadas);
- observação de fauna e flora; - passeios de charrete ou de jipe;
- rafting (descidas de rios encachoeirados feitas em botes infláveis); - rapel;
- safári fotográfico;
- trekking (caminhadas de mais de um dia, geralmente com pernoites); - tropeirismo ou turismo eqüestre.
Em resumo, podemos afirmar que o ecoturismo tornou-se a ferramenta mais utilizada na contemplação, socialização ou mesmo competição junto ao espaço natural. Vale ressaltar que essa tipologia do turismo no espaço rural pode e deve se tornar junto aos visitantes um importante aliado na prática da conservação da natureza.
2.4.3. O agroturismo
O agroturismo refere-se às atividades turísticas que ocorrem no interior das propriedades, gerando ocupações complementares com as atividades agropecuárias produtivas (PORTUGUEZ, 1999).
Silva, Vilarinho e Dale (2000) citados por Weissbach (2001) apresentam um conceito mais detalhado do agroturismo para o caso brasileiro.
Atividades internas à propriedade, que geram ocupações complementares às atividades agrícolas, as quais continuam a fazer parte do cotidiano da propriedade, em menor ou maior intensidades, devem ser entendidas como parte de um processo de agregação de serviços aos produtos agrícolas e bens não materiais existentes nas propriedades rurais (paisagem, ar puro, etc), a partir do ‘tempo livre’ das famílias agrícolas, com eventuais contratações de mão-de-obra externa. São exemplos de atividades associadas ao agroturismo: a fazenda-hotel, o pesque-pague, a fazenda de caça, a pousada, o restaurante típico, as vendas diretas do produtor, o artesanato, a industrialização caseira e outras atividades de lazer associadas à recuperação de um estilo de vida dos moradores do campo. (SILVA, VILARINHO; DALE apud
WEISSBACH, 2001, p. 66).
Como afirma Weissbach (2001), nessas propriedades o visitante desempenhará atividades típicas do meio rural, sobretudo as ligadas à cultura agropecuária do local, tais como: ordenha, tratamento dos animais, aragem da terra, cultivo da terra e etc.
Segundo Tessari citado por Portuguez (2001), o agroturismo tem por objetivos: a) fomentar uma nova modalidade de turismo diversificando as práticas turísticas na região;
b) promover a melhoria da qualidade de vida da população rural através de uma nova alternativa de ocupação estável e de complementação de renda;
c) redução do fluxo e dos efeitos do êxodo rural na região envolvida com essa prática turística;
d) valorização do potencial agrícola e turístico do campo; e
e) ser um reforço da filosofia do turismo ambiental numa tentativa de promover a conservação do meio rural e da cultura local.
Cavaco (2001) entende o agroturismo como um subproduto da agricultura que tem seu atrativo na paisagem em comunhão com a tradição do campo, a vida animal, as condições de vida e de trabalho das comunidades rurais.
O agroturismo é uma alternativa de fomento à economia local, que no entanto, não deve concorrer com outras atividades já existentes, mas deve procurar ser um vínculo para alavancar o produto turístico do meio rural que valorize o homem rural, as suas atividades e a natureza.
Campanhola e Silva (2000) apontam que os pequenos produtores agropecuários têm grandes dificuldades de se engajarem no agroturismo, devido principalmente a alguns entraves como:
a) deficiência da capacitação para desenvolver atividades não agrícolas;
b) dificuldades de agregar um negócio não agrícola dentro da propriedade, devido à tradição agrícola;
c) baixa capacidade econômica para assumir riscos; d) dificuldades de acesso a programas de governo;
e) baixa tradição de associativismo ou cooperativismo que podem facilitar nas estratégias de marketing e comercialização de seus produtos;
f) dificuldade de acesso à informação mercadológica dos produtos turísticos; e g) baixo intercâmbio com agências e operadoras de turismo.
Finalizando, cabe ressaltar que o agroturismo não se resume a atividades desqualificadas, rústicas e simples do campo, como muitos pensam, mas exige muito profissionalismo e boa capacitação de quem trabalha com essa atividade, pois para atender ao turista, que é cada vez mais exigente, o proprietário e os envolvidos nessa atividade precisam ter um caráter empreendedor e um bom trato com os visitantes.