7 Analyse
7.2 Problemstilling 2: Resultater fra PKU
A seguinte síntese descritiva reporta-se à última sequência didática do projeto, nas aulas dos dias 18 e 22 de janeiro de 2019 (Anexo 6/ 6.1). Esta sequência pretendia fomentar a aprendizagem do nome das partes do corpo e de alguns animais selvagens, e teve como base a metodologia storyteling articulada com a expressão dramática. O uso de uma história decorreu da sugestão da orientadora cooperante em seguir o plano anual de atividades de turma, onde era sugerido aplicar a metodologia Storytelling. A história por mim escolhida foi “We´ve all got bellybuttons”, escrita por David Martin e ilustrada por Randy Cecil. Esta história trata as partes do corpo de alguns animais da selva e sugere que as crianças interajam, olhem e movam as suas próprias partes do corpo, por exemplo, quando lemos “We´ve got hands, and so do you. We can clap them. Can you?”, todos batemos palmas. Nesta sequência visava-se promover competências comunicativas, como a aprendizagem de novo vocabulário, a compreensão e produção de frases simples, a compreensão de uma história, revisão de vocabulário, o desenvolvimento de capacidades expressivas e de mímica e o reconhecimento da forma escrita do novo vocabulário. Relativamente às competências de aprendizagem, pretendia-se que as crianças desenvolvessem a aprendizagem suportada em apoios audiovisuais, que aprendessem mimando ações e que refletissem sobre as aprendizagens através de questionário de autorregulação.
No primeiro passo – “Labelling the human parts” –, depois de explicar que iríamos aprender as partes do corpo humano, fixei no quadro um cartaz com dois corpos humanos (Anexo 6/ 6.2), o
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de uma menina e o de um menino, e passámos a legendar o cartaz com pequenas tiras com os nomes das partes do corpo (Anexo 6/ 6.2), como vemos na Figura 7. Enquanto ia fixando as tiras, ia dizendo as palavras e as crianças repetiam.
Figura 7 Cartaz com as partes do corpo humano
No segundo passo fizemos um jogo de memorização. Para isso, foi realizada uma atividade “Show and tell”, na qual fixei, um a um, 5 cartões no quadro com as partes da cara (Anexo 6/ 6.3) – hair, eyes, ears, nose, mouth – e pedi às crianças que repetissem os nomes; de seguida, e apelando agora à memória das crianças, fui retirando os cartões uma a um e de cada vez as crianças deveriam dizer o nome das 5 partes do corpo (Anexo 6/ 6.3), incluindo a que foi retirada. Este passo foi repetido também para 5 partes do corpo: head, arms, hands, legs, feet. Passámos depois ao jogo “Guessing who?”, começando por uma atividade de descrição de 5 monstros que afixei no quadro (Anexo 6/ 6.4), com características diferentes, como podemos ver na Figura 10; descrevi o quarto monstro para dar o exemplo (ex., He has got an orange body. He has got three eyes. He hasn´t got a mouth), escrevi as frases no quadro, e depois as crianças descreveram os outros monstros com a minha ajuda. Posteriormente, escrevi no quadro um modelo de diálogo para ser realizado em pares acerca dos monstros: Has he/she got brown eyes? Yes, he/she has. / No, he/she hasn´t; em cada par de crianças, uma pensava num monstro e a outra fazia perguntas até que a primeira adivinhasse qual era, até um máximo de três perguntas; esta atividade decorreu durante alguns minutos, com as crianças em pares a interagir em simultâneo.
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Figura 8 Monstros para serem descritos
Já na segunda aula, fizemos uma atividade de revisão e registo de vocabulário. Foram dadas às crianças fotocópias das imagens das partes do corpo (Anexo 6/ 6.5), que colaram no caderno escrevendo os seus nomes, copiando do quadro. No passo seguinte – “Story time and miming the actions” – passámos à leitura do livro em formato digital “We´ve all got Bellybuttons!” de David Martin (Anexo 6/ 6.6); à medida que eu ia lendo a história, ia também mimando as ações, por exemplo “We´ve got hands [ação: abanar as mãos], and so do you! We can clap them [ação: bater palmas]”; também à medida que ia passando os slides, ia questionado as crianças sobre os animais selvagens presentes na história, colocando questões como “Is this a zebra?”, às quais as crianças respondiam: “Yes, it is. /No it isn´t. It´s a monkey.”; vimos de novo a história, e desta vez as crianças repetiram as frases e as ações nela referidas: pull ears, clap hands, stretch the neck, kick feet, close eyes, open the mouth, tickle the bellybutton, giggle. No passo seguinte – “Miming the body actions - guessing game” – mostrei às crianças um PowerPoint no quadro interativo, com as ações da história acima referidas (Anexo 6/ 6.7), como podemos ver na Figura 9, e expliquei às crianças que iriam fazer um jogo de pares que implicava mimar as ações que estavam a ver; primeiro, fizemos a atividade coletivamente e, seguindo o meu exemplo, mimamos as oito ações; de seguida, uma criança escolheu e mimou uma ação do quadro, e outra criança adivinhou dizendo a ação; esta atividade foi repetida 3 vezes; por último, as crianças, divididas agora em pares, repetiram o jogo nos seus lugares, à vez e de pé. A sequência terminou com o preenchimento do questionário de autorregulação (Anexo 6/ 6.8).
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Figura 9 Ações da história
Esta sequência permitiu explorar a mímica na compreensão do vocabulário, com recurso ao método Total Physical Response na aquisição de vocabulário e na compreensão da história. De acordo com Ellis e Brewster (2014), o livro “We´ve all got bellybutoons” revela interesse do ponto de vista de algumas técnicas literárias como a repetição cumulativa (repete as mesmas frases e vai acrescentando animais à história), o ritmo, o humor e a surpresa (p. 19)
O Quadro 7 apresenta resultados do questionário de autorregulação, respondido por 15 crianças, no que diz respeito às atividades diretamente relacionadas com o recurso à expressão dramática. Podemos verificar que a recetividade das crianças foi globalmente positiva.
Liked? Easy? Fun?
Yes ? No Yes ? No Yes ? No
Mimar as ações da história 15 0 0 13 2 0 15 0 0
Em pares: adivinhar e mimar as
ações da história 15 0 0 15 0 0 15 0 0
Quadro 7 Perceções das crianças relativamente à mímica e à dramatização (“We´ve all got bellybuttons”) Relativamente à pergunta “Achas que a mímica e a dramatização te ajudam a aprender?”, a maioria das crianças respondeu “Yes”, e na pergunta “Queres continuar a fazer atividades com
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mímica e dramatização?” todas indicaram essa resposta, o que confirma a sua elevada recetividade a este tipo de bordagem didática.
3.2.6 Avaliação global do projeto
Nesta secção irei fazer uma breve reflexão sobre o projeto e sobre o seu impacto nas crianças com base nos dados recolhidos ao longo do estágio. Para isso apresento no Quadro 8 resultados comparativos das sequências onde foram usados os questionários de autorregulação “Reflecting about our lessons”, nas questões que são comuns nesses questionários e onde se pretendia saber se as crianças acham que com a mímica e com a dramatização:
A) Sentem maior descontração B) Aprendem de forma mais divertida
C) Aprendem a falar com mais expressividade D) Compreendem melhor as palavras novas E) Ficam com mais vontade de participar
As percentagens referidas no Quadro dizem respeito ao número de respostas afirmativas, ou seja, à percentagem de crianças que responderam com Yes às questões. Na última coluna apresenta- a média das percentagens obtidas nas 3 sequências.
Seq. didática 1 “Gingerbread
man” (n=15)
Seq. didática 2 “Pets and farm
animals” (n=16)
Seq. didática 3 “We´ve all got bellybuttons” (n=15) Média das percentagens das 3 sequências A. Descontração 14= 93% 16= 100% 15= 100% 98% B. Diversão 14= 93% 16= 100% 15= 100% 98% C. Expressividade 14= 93% 15= 94% 13= 87% 91% D. Compreensão 12= 80% 15= 94% 13= 87% 87% E. Participação 14= 93% 16= 100% 15= 100% 98%
Quadro 8 Respostas positivas das crianças nas 3 sequências didáticas
Verifica-se, na globalidade, a existência de perceções muito positivas por parte das crianças, com percentagens ligeiramente mais baixas em relação à compreensão de palavras novas. Estas perceções revelam que as crianças compreenderam e valorizaram o uso da expressão dramática como apoio à aprendizagem da língua e como estratégia de motivação e promoção da participação. Ao longo das atividades pude observar que demonstram disponibilidade, à vontade e, acima de tudo, muita vontade de participar.