A seguinte síntese descritiva reporta-se à aula do dia 27 de novembro de 2018, já na turma dos 3º e 4º anos da escola do segundo contexto de estágio, a que se reportam também as sequências seguintes e onde o projeto foi mais desenvolvido. O plano (Anexo 3) tem o título “Let´s tell a story together” e fomenta a aprendizagem de algumas preposições, ações e algum vocabulário relacionado com uma história, através do uso da expressão dramática. A sequência (Anexo 3/ 3.1) pretendeu promover competências comunicativas como a aprendizagem de novo vocabulário, a compreensão de uma história, que depois as crianças fossem capazes de recontar, o desenvolvimento de capacidades expressivas e de mímica e a compreensão e a produção de frases simples. Relativamente às competências de aprendizagem pretendia-se que as crianças desenvolvessem a aprendizagem cooperativa, que desenvolvessem a habilidade de observar e participar em novas experiências de aprendizagem e, finalmente, que refletissem sobre as aprendizagens através de uma conversa informal no final da aula.
No primeiro passo - “Introducing the story” - foi apresentado um cartaz ilustrado (Anexo 3/ 3.1). Trata-se de um percurso pela selva, o qual uma menina (Anexo 3/ 3.5) deveria percorrer. Antes de nos debruçarmos sobre a história, foram introduzidas as palavras “jungle” e “hunt”, necessárias à compreensão da história e do título desta “Let´s find a wild animal!”, o qual indica que existia um animal selvagem escondido para descobrir. O percurso (com um caminho, uma ponte, uma montanha, um charco e erva alta), exigia que a menina fizesse alguns movimentos físicos/ ações, tais como andar, passar, subir, descer, atravessar e passar através (Anexo 3/ 3.5). Estas ações foram o mote para uma atividade de expressão dramática, como irei descrever de seguida. No segundo passo foi necessário introduzir essas ações, as quais as crianças iriam posteriormente mimar. Para tal, eu fui fixando as imagens e as palavras no quadro (Anexo 3/ 3.3), dizendo-as e mimando-as ao mesmo tempo, as crianças observaram e ouviram e, numa segunda reprodução, as crianças disseram e mimaram em grupo. Finalmente, estávamos preparados para a história. No terceiro passo - “Telling and miming the story” – começámos então o percurso da menina pela selva como podemos ver Figura 4. Primeiro, movi a menina, de seguida colei as expressões (Anexo 3/ 3.5), li a história (Anexo 3/ 3.4), e finalmente mimei as ações. Num momento seguinte, a história foi recontada, e, desta vez, as crianças também participaram, dizendo e mimando as ações.
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Figura 4 Exemplo do percurso da menina pela selva
O quarto passo foi um trabalho de pares - “Pair work: Ordering and dramatizing the story” -, no qual as crianças ordenaram os passos história numa ficha de trabalho intitulada “The…hunt!” (Anexo 3/ 3.6), e escolheram e desenharam outro animal para o final da história. Este passo foi monitorizado e apoiado por mim sempre que necessário, principalmente na escrita do nome do animal escolhido pelas crianças, pois alguns alunos escolheram um animal cujo nome não sabiam escrever em Inglês. De seguida, realizámos a correção da atividade para que depois algumas crianças lessem as ações pela ordem correta, e depois toda a turma em coro. Passou-se depois a mais uma atividade de expressão dramática: à vez, cada par veio à frente da sala, uma criança do par leu a história e a outra mimou as ações. No quinto e último passo- “Reflecting about learning” – travei um diálogo informal com as crianças para verificar as suas perceções relativamente às atividades realizadas. Para tal, foram colocadas as seguintes questões: Gostaram das atividades? Porque? Foi fácil/ difícil? Porquê? Gostavam de continuar a usar mímica na aula?
O plano correu como o previsto, embora pudesse ter trabalhado melhor as ações da história na fase de apresentação, o que teve consequências na atividade final em pares, na qual os alunos tiveram alguma dificuldade em ler as frases autonomamente e com expressividade. Futuramente, deverei ter em conta que a repetição sucessiva das mesmas palavras ou expressões é necessária como preparação para produções mais autónomas. Ainda assim, o objetivo de fomentar o uso da expressão dramática na aprendizagem da língua foi cumprido, pois a maioria das crianças conseguiu realizar e memorizar os gestos na dramatização da história. Também no trabalho de pares, as crianças tiveram facilidade em memorizar os gestos. De uma maneira geral, a articulação
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da história com a expressão dramática foi eficaz: em primeiro lugar, porque foi criada uma situação em que as crianças presenciam o ato de leitura antes de poderem praticá-la por si mesmas, de forma autónoma; em segundo lugar, porque foi apresentado às crianças um modelo de leitura expressiva que favoreceu uma maior compreensão da história e um maior envolvimento; e em terceiro lugar, ao realizar uma leitura mais expressiva contribuiu-se para que as crianças gostassem de ouvir e reproduzir a história. Concluindo, as crianças mostraram-se animadas na realização das atividades, o que me deixou satisfeita, pois queria que achassem a aula divertida. Relativamente à autoavaliação oral dos alunos, todas as crianças disseram que gostaram da aula porque foi divertida, foi diferente, aprendemos coisas novas. Quando questionadas sobre se foi fácil, 14 das 16 crianças acharam fácil e 2 acharam difícil, principalmente a leitura final. E quando questionadas sobre se gostariam de continuar a usar mímica nas aulas, todas se mostraram recetivas dizendo “sim” com um sorriso na cara.