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Problemstilling 3: Mekanismer som kan forklare resultatene

7 Analyse

7.3 Problemstilling 3: Mekanismer som kan forklare resultatene

mímica e dramatização?” todas indicaram essa resposta, o que confirma a sua elevada recetividade a este tipo de bordagem didática.

3.2.6 Avaliação global do projeto

Nesta secção irei fazer uma breve reflexão sobre o projeto e sobre o seu impacto nas crianças com base nos dados recolhidos ao longo do estágio. Para isso apresento no Quadro 8 resultados comparativos das sequências onde foram usados os questionários de autorregulação “Reflecting about our lessons”, nas questões que são comuns nesses questionários e onde se pretendia saber se as crianças acham que com a mímica e com a dramatização:

A) Sentem maior descontração B) Aprendem de forma mais divertida

C) Aprendem a falar com mais expressividade D) Compreendem melhor as palavras novas E) Ficam com mais vontade de participar

As percentagens referidas no Quadro dizem respeito ao número de respostas afirmativas, ou seja, à percentagem de crianças que responderam com Yes às questões. Na última coluna apresenta- a média das percentagens obtidas nas 3 sequências.

Seq. didática 1 “Gingerbread

man” (n=15)

Seq. didática 2 “Pets and farm

animals” (n=16)

Seq. didática 3 “We´ve all got bellybuttons” (n=15) Média das percentagens das 3 sequências A. Descontração 14= 93% 16= 100% 15= 100% 98% B. Diversão 14= 93% 16= 100% 15= 100% 98% C. Expressividade 14= 93% 15= 94% 13= 87% 91% D. Compreensão 12= 80% 15= 94% 13= 87% 87% E. Participação 14= 93% 16= 100% 15= 100% 98%

Quadro 8 Respostas positivas das crianças nas 3 sequências didáticas

Verifica-se, na globalidade, a existência de perceções muito positivas por parte das crianças, com percentagens ligeiramente mais baixas em relação à compreensão de palavras novas. Estas perceções revelam que as crianças compreenderam e valorizaram o uso da expressão dramática como apoio à aprendizagem da língua e como estratégia de motivação e promoção da participação. Ao longo das atividades pude observar que demonstram disponibilidade, à vontade e, acima de tudo, muita vontade de participar.

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Posso ainda concluir na leitura do quadro que há alguma evolução positiva nas perceções das crianças acerca da utilidade da expressão dramática nas aulas, o que me leva a inferir que o gosto pela mimica e pela dramatização foi aumentando ao longo das várias sequências do projeto. Concluo também que a escolha do uso de expressão dramática como estratégia de abordagem facilitadora da aprendizagem de Inglês se revelou adequada e produtiva, pois todos as crianças, em todos os questionários, mencionaram que queriam continuar a fazer atividades com mímica e dramatização. Como tal, julgo que este tipo de aprendizagem deve ser mantido e estimulado, pois verificam-se inúmeras vantagens, entre as quais um maior aproveitamento dos talentos de cada criança e uma forte motivação na realização de tarefas. Para além disso, a expressão dramática tem um caráter lúdico, pode incluir o jogo (atividade adorada pelas crianças), é desafiante, desenvolve habilidades corporais, auxilia na formação da personalidade, para além de poder ser considerado um método diferente do geralmente usado nas salas de aula, despertando assim o interesse e a curiosidade das crianças.

Outro aspeto a ter em conta é que algumas das atividades onde se fomentou o uso da expressão dramática também se fomentou o convívio social e a aprendizagem colaborativa. As crianças interagiram umas com as outras trabalhando em pares ou em grupo, como ficou documentado na descrição das sequências.

Com base nos dados recolhido, na observação das aulas e no feedback que as crianças foram fornecendo oralmente, julgo que as atividades de expressão dramática foram realizadas com sucesso e que os objetivos do projeto foram globalmente cumpridos.

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Conclusões

Penso que o tema do meu projeto, “Ensino da língua inglesa através da expressão dramática no 1º Ciclo do Ensino Básico”, é relevante e traz melhorias na aprendizagem das crianças, pois a expressão dramática ou o teatro são áreas com as quais as crianças se devem relacionar, na sala de aula ou fora dela. Tendo em conta a variedade de personalidades das crianças da turma com a qual apliquei o meu projeto, verifico que não é necessário que elas sejam desinibidas ou desenvoltas, pois segundo os dados dos questionários realizados, verifiquei que na sua maioria estão recetivos e gostam deste tipo de atividade. O uso da expressão dramática no seio das aulas da língua inglesa veio potencializar a aprendizagem de Inglês e permitiu, ainda, trabalhar competências transversais, tais como a autonomia, a criatividade, a organização e o trabalho colaborativo. Através de variadas atividades e brincadeiras em grupo ou individuais, as crianças podem desenvolver a expressão verbal e corporal, assim como exercitar a sua capacidade de memória e agilidade mental. Além disso, do meu ponto de vista, entre outros aspetos, a expressão dramática é benéfica em vários sentidos, pois melhora e favorece a dicção, pronúncia e entoação, estimula a memória, a atenção e a concentração, faz crescer a autoestima, combate a timidez e a vergonha, ensina a criança a relacionar-se com outras crianças e a trabalhar em grupo, desperta a consciência corporal e a coordenação motora, poderá reforçar o interesse das crianças pela leitura e literatura e, acima de tudo, permite que as crianças brinquem com o mundo da fantasia. No entanto, também devo considerar algumas desvantagens que poderão surgir numa aula dedicada à expressão dramática: estas atividades poderão ser muito demoradas e acabar por criar alguma desordem, para além de poderem causar o embaraço de alguns alunos mais tímidos. A reflexão que pude realizar a partir das leituras foi importante porque me permitiu conhecer os vários conceitos, perceber o papel que eu teria de desempenhar na sala de aula e conhecer alguns dos obstáculos com que poderia deparar-me. De acordo com os dados obtidos nos questionários de autorregulação, posso verificar que estes se coadunam com as perspetivas de vários autores sobre os benefícios desta abordagem: as atividades de expressão dramática captaram o interesse das crianças, que trabalharam com motivação, permitiram a aquisição e consolidação de estruturas vocabulares e desenvolver a criatividade. Em virtude do que foi mencionado, sinto-me confiante e motivada para utilizar estas atividades nas minhas aulas porque acredito nos seus benefícios.

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Fazendo um balanço do trabalho desenvolvido, considero que o projeto cumpriu os objetivos inicialmente traçados, e considerando os dados recolhidos nos questionários de autorregulação e em conversa com as crianças, verifiquei que se depararam com um tipo de aula pouco comum para elas, abrindo-lhes assim os horizontes para outras experiências e perspetivas em relação à aprendizagem da língua inglesa. Outro aspeto essencial que as aulas trouxeram foram o aumento da criatividade, assim como o incentivo para que as crianças trabalhem em grupo ou em pares, proporcionando momentos de interação e de convívio, nos quais aprenderam a escutar e a respeitar as opiniões do outro. Houve, portanto, trabalho colaborativo e o meu papel tornou-se menos preponderante nesses momentos.

O que aprendi com este projeto e com o estágio foi que é necessária uma séria e estruturada planificação das aulas, tendo em conta o contexto e as motivações das crianças. Senti um crescimento enorme ao longo do meu processo de aprendizagem enquanto mestranda, no qual obtive uma visão bem diferente da que tinha relativamente ao estágio que efetuei na licenciatura. Tenho hoje um corpo de conhecimentos que, através da investigação-ação, contribuiu para a reconstrução da minha identidade profissional. A investigação-ação permitiu-me compreender que devo gerir e avaliar o trabalho, experimentando e reformulando estratégias, e que devo ter um conhecimento aprofundado dos alunos, pois ao aplicar atividades de caráter emocional como a expressão dramática devo ter em conta a sua personalidade e a predisposição para a exposição perante os outros.

Como professora, desenvolvi competências como a organização, a tolerância, a maior abertura às perguntas, dúvidas e ideias das crianças, e a valorização do reforço positivo. Ao longo deste processo adaptei e criei diversas ferramentas para a realização de um trabalho que agradasse às crianças, respeitando as suas personalidades. Deste modo, aprendi que antes de entrar na sala de aula deve haver pesquisa. Aprendi ainda que uma prática educativa promotora da aprendizagem pode ser feita através da interação entre as crianças, apostando em atividades lúdico-pedagógicas que estimulem situações de interação com o outro.

As aulas de Conceção e Avaliação de Materiais Didáticos de Inglês para Crianças, com a Supervisora, foram de grande riqueza na preparação e interpretação das aulas, ou seja, há uma lógica que deve ser seguida e sempre que possível deve dar-se autonomia às crianças. Estas aulas foram também enriquecedoras no sentido em que permitiram partilhar opiniões, ideias e experiências com as colegas.

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A experiência desenvolvida mostra que os alunos beneficiam de inúmeras vantagens do uso da expressão dramática nas aulas de Inglês, incorporando o lúdico na aprendizagem. Aprender fazendo e, em simultâneo, divertindo-se, é sempre positivo e serviu como pano de fundo para as minhas aulas, tendo constantemente em mente as perceções e opiniões dos alunos.

Em suma, o projeto trouxe-me inúmeros ganhos enquanto profissional, pois expandiu os meus conhecimentos e fez-me acreditar que é possível melhorarmos as nossas práticas, mesmo que não sejamos dotados de habilidades especiais como as que estão associadas à expressão dramática. Também me fez refletir e ponderar sobre melhores práticas educativas, sempre com o intuito de corresponder aos interesses e necessidades dos alunos.

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