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7. Detaljanalyse av resepsjonen

7.4. Hvordan fortolkes dramaet som helhet? Lesemåte. Graden av symbolisme

7.4.2. Historisk-biografiske spekulasjoner over dramaets tilblivelse

ainda são reduzidas as possibilidades das mulheres do campo de gerar renda monetária, de gerenciar a produção, decidir sobre os investimentos que pre- tendem realizar, apropriar-se de conhecimentos complementares e necessários para produzir e comercializar.

Seu trabalho é predominantemente voltado para o auto-consumo e ape- nas um percentual muito limitado de mulheres obtêm renda monetária, em decorrência da fusão entre trabalho reprodutivo e produtivo.

não por um acaso o êxodo rural é uma problemática que inclui predomi- nantemente as mulheres. esse caráter seletivo das migrações está ligado a di- nâmicas intrafamiliares em que as mulheres têm uma carga de trabalho pesada e uma relação subordinada no interior das unidades de produção familiar, sem qualquer contrapartida ou perspectivas que lhes indiquem que sua permanên- cia no campo possa ser valorizada e uma maior autonomia conquistada.

embora sem o devido reconhecimento econômico e social, inclusive pelas próprias trabalhadoras rurais e muito pouco ainda pelo estado, este trabalho não contabilizado garante a reprodução das famílias camponesas e das comu-

nidades quilombolas e permite as diversificação produtiva na unidade familiar e nas populações tradicionais.

de forma mais intensa a partir dos anos 80, os movimentos de sociais de trabalhadoras rurais reivindicam políticas publicas de apoio à produção e implementam novas experiências produtivas. Isso repercutiu sobre a família, o estado e os movimentos sociais mistos. Surgem organizações econômicas de mulheres, movimentos mistos passam a reconhecer e abordar o tema da auto- nomia econômica das mulheres e políticas públicas começam a reconhecer e responder a um conjunto de novas demandas.

5.1. Assistência técnica e extensão rural

Para a oferta de serviços de assistência técnica e extensão rural os governos estaduais recebem recursos que complementam os investimentos necessários. as organizações da sociedade civil, incluindo organizações não governamen- tais e os movimentos sociais que tem personalidade jurídica também rece- bem apoio para este tipo de ação através do chamado Pronaf Capacitação. esta política passou muito recentemente a ser uma atribuição do Mda (a partir de 2003) e se constitui em um programa o Pronater (Programa nacional de assistência Técnica e extensão Rural) após ampla consulta junto à sociedade civil sintetizada na construção da política que lhe deu origem.a Política e o Programa nacional de assistência Técnica e extensão Rural criados em 2004 também incorporaram a dimensão de gênero. Conteúdos, critérios de seleção de projetos a serem financiados e orientações metodológicas passaram a levar em consideração as necessidades das trabalhadoras rurais. dos 45 projetos do Pronaf Capacitação que foram apoiados no ano de 2004, foram dez projetos protagonizados por mulheres trabalhadoras rurais, o que equivale a mais de R$ 1,3 milhão. em 2005, mais cinco projetos foram apoiados.

Outros 13 projetos foram apoiados em nove estados brasileiros pela Secre- taria especial de Políticas para as Mulheres entre os anos de 2004 e 2005. Tra- tam-se de projetos voltados centralmente para mulheres trabalhadoras rurais em ações de formação, capacitação, apoio a produção, organização e debate sobre políticas públicas.

Para 2006 o Ministério do desenvolvimento agrário, através do Progra- ma de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e etnia e a Secretaria da agri-

cultura Familiar, desenvolve uma ação inovadora na área: é o lançamento de Chamada de projetos – 2006 para o apoio financeiro a projetos de assistência técnica e extensão rural (ATER) de mulheres trabalhadoras rurais e agentes de desenvolvimento.

Trata-se de uma estratégia que permitirá incentivar uma maior apresenta- ção de projetos protagonizados por mulheres na área e portanto ampliar o reco- nhecimento das atividades produtivas por elas desenvolvidas, além de garantir financiamento para as entidades que desenvolvem um trabalho específico e ainda não contavam com apoio de financiamento próprio para esse objetivo.

5.2. Comercialização

na área de comercialização o Mda conta com financiamento de infra-estru- tura produtiva e de comercialização o Pronaf infra-estrutura e com uma área de coordenação de agregação de valor e comercialização.

no apoio à comercialização de produtos o Ministério do desenvolvimento agrário promove também anualmente a Feira nacional da agricultura Familiar e da Reforma agrária. Buscando incentivar a presença de organizações produ- tivas de mulheres trabalhadoras rurais, através do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e etnia foram realizadas reuniões nacionais e locais para incentivar a sua participação e além de todo o apoio financeiro para garan- tir essa presença foi elaborado um catálogo de produtos destas organizações.

nestes grupos, além da produção para a geração de renda, encontramos os movimentos sociais de mulheres trabalhadoras rurais e redes de mulheres que em uma região do estado, num estado ou mesmo numa rede regional, buscam sua autonomia também através da organização produtiva e mostram a diversificação da produção econômica das mulheres que vai do agrícola ao não agrícola, passando por uma diversidade impressionante das formas de in- serção das mulheres na economia rural.

5.3. Apoio à produção dos grupos

de mulheres rurais

Com o objetivo de apoiar a organização produtiva e melhorar o acesso das mulheres às políticas de apoio à produção (crédito, assistência técnica, comer-

cialização, infra-estrutura produtiva, etc) foi constituído o Projeto de Apoio aos Grupos Produtivos de Mulheres Rurais. Trata-se de uma estratégia de elabora- ção de diagnóstico e plano de ação com apoio de assessoria técnica especiali- zada e acompanhamento para acessar as políticas públicas do Mda.

através de chamada pública, mais de 248 grupos de mulheres foram inscri- tos e após um processo seletivo que contou com a participação do Comitê Con- sultivo nacional, que resultou do I Encontro Nacional de Grupos Produtivos de Mulheres Rurais, 31 grupos de mulheres que foram selecionados depois de ter comprovado sua existência. as atividades do projeto tiveram início em janeiro de 2006 e no decorrer no presente ano Seminários Regionais para identificar mais organizações e ampliar o número de grupos apoiados serão realizados.

5.4. O crédito do Pronaf para as

mulheres agricultoras familiares

Para o fortalecimento da agricultura Familiar, o crédito do Pronaf disponibi- liza recursos públicos a juros infinitamente menores do que são aplicados pelo sistema financeiro, favorece o pagamento em prazos longos e descontos que estimulam adimplência.

O Pronaf se constitui como um instrumento chave no desenvolvimento rural do nosso país, apesar disso as mulheres tiveram um escasso acesso a esse programa até recentemente.

Podemos entender este problema pela limitada autonomia econômica e a restrita possibilidade de gerenciamento dos recursos que são fruto de seu trabalho, uma vez que não dominam os espaços de gestão e comercialização da sua produção. Falta de documentação pessoal básica influenciam nas pos- sibilidades de oferta de garantias como contrapartidas ao crédito.

O endividamento da família, percebido como sendo exclusivamente do marido, na maioria das vezes é desconhecido pelas mulheres e impossibilita o acesso delas ao crédito, uma vez que dentro do Pronaf o crédito é para a unida- de familiar. além disso instrumentos de operacionalização do próprio crédito Pronaf, tal como a declaração de aptidão – daP, constituia barreira poderosa ao acesso ao crédito pelas mulheres já que instituía apenas um titular como representante da família na contratação da operação de crédito. num contexto

de desigualdades de gênero essa medida acabava resultando na representação das famílias somente pelos homens.

Os dados de abrangência nacional são aqueles referentes à pesquisa reali- zada em 1999 por Grzybowski, que indicava que dentre os/as beneficiários/as do crédito, percentual de 93% equivalia a homens e um 7% a mulheres.

a partir do banco de dados do Cadastro da agricultura Familiar e da de- claração de aptidão para o crédito, disponível na Secretaria da agricultura Fa- miliar/Mda podemos observar que na safra 2001/2002 as mulheres ampliaram acanhadamente a sua participação no crédito: 97.200 contratos foram concedi- dos para as mulheres, representando o financiamento de 244 milhões. na safra 2002/2003 os contratos até diminuíram, totalizaram 94.670 mais o recursos em- prestados tiveram um pequeno aumento passaram a representar 262 milhões.

5.5. Crédito especial e a ampliação

do acesso das mulheres

O trabalho das mulheres rurais, que historicamente era considerado apenas como uma ajuda ao trabalho dos homens, passa a ser reconhecido e valorizado pelas políticas públicas e o crédito a compor um conjunto de instrumentos para contribuir para a autonomia econômica das mulheres.

desde o Plano Safra 2004/2005, foram implementadas importantes mu- danças na daP (declaração de aptidão ao Pronaf). a daP é um formulário obtido através de sindicatos, empresas estaduais de assistência técnica e ex- tensão rural e outros órgãos credenciados para poder obter crédito junto ao sistema financeiro. esta passou a ser feita obrigatoriamente em nome do casal, estimulando desta forma uma maior inclusão das mulheres no programa.

após um amplo trabalho de difusão, capacitação e avaliação sobre o crédi- to para as mulheres junto a organizações de mulheres da sociedade civil, atra- vés das Cirandas do Pronaf para as Mulheres.

Um trabalho de qualificação dos agentes financeiros que operam o Pronaf foi realizado para ampliar a participação das mulheres ao crédito. Por ocasião das comemorações do dia Internacional da Mulher com a participação da Pre- sidência da República, da Ministra da Secretaria de Política para as Mulheres e do Ministro do desenvolvimento agrário, de agentes financeiros que operam o Pronaf e de representantes dos movimentos sociais de mulheres – Fetraf,

MMTR/ne, Contag e MIQCB foi lançada a campanha – Crédito para a Igu- aldade das Mulheres Rurais, através do Termo de Cooperação com o Banco do Brasil, o Banco do nordeste Brasileiro e o Banco da amazonia voltada para estimular, facilitar, ampliar e qualificar o acesso ao crédito tais como: difusão de informações; atividades de capacitação; documentação civil das mulheres rurais; titulação conjunta obrigatória da terra, uniformização das orientações quanto aos procedimentos para ter acesso ao crédito por parte dos agentes financeiros; criação de espaços de participação e controle social.

Os resultados já começam a aparecer, um levantamento das informações disponíveis sobre a participação das mulheres da safra 2001/2002 até a última safra: 2004/2005 no banco de dados da Secretaria de agricultura Familiar, po- demos observar uma positiva evolução do acesso ao crédito para as mulheres, como mostram os dados a seguir: