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Preuves sur l'atteinte des résultats

4. Impacts de la Stratégie de Scolarisation Accélérée/Passerelle

4.2 Preuves sur l'atteinte des résultats

Quando se trata de empresas, a expectativa é definir como analisar o desempenho organizacional de uma forma geral, abrangendo seus principais aspectos. O desempenho de uma empresa pode ser avaliado por diversos fatores, objetivos ou subjetivos, como vantagens competitivas, resultados financeiros, satisfação de clientes, fatores sociais e ambientais. No aspecto financeiro, o desempenho pode ser avaliado por diversas variáveis, não existindo consenso quanto às medidas mais apropriadas a serem usadas. Barney e Hesterly (1996) afirmam que cada medida de desempenho tem suas limitações e uma multiplicidade de abordagens seria adequada. Em seus estudos sobre redes e desempenho, organizam suas análise em torno de quatro abordagens: sobrevivência, medidas contábeis, perspectiva de múltiplos stakeholders e medidas de valor presente, todas baseadas na métrica.

Na visão de sobrevivência a análise é feita observando-se a capacidade da empresa em se manter com as competências que possui para gerar resultados, e a possibilidade de aumentar ou não seu desempenho com o aprendizado junto a outras organizações, o que seria indicativo de sucesso ou fracasso. Em relação às medidas contábeis se observa que, apesar de servirem como indicadores, a natureza estática da contabilidade limitaria a capacidade de avaliação das circunstâncias do futuro. Assim, o indicador de desempenho de uma empresa baseada em números do passado recente não é garantia de desempenho futuro. Na perspectiva de múltiplos stakeholders, o desempenho estaria relacionado à ótica de cada um daqueles que se relacionam com a organização, e a importância atribuída para cada variável abordada para análise de desempenho. Por fim, a análise sob a abordagem de medidas de valor presente, observa os valores gerados dentro da organização, analisando os números por uma mesma base temporal de comparação.

Gitman (1987) define o retorno sobre o ativo como um índice capaz de determinar a eficiência global da administração quanto à obtenção de lucros com seus ativos disponíveis. Já Schrickel (1997) afirma que o retorno sobre a receita deve ser uma das preocupações básicas de qualquer empreendimento por ser um indicador relacionado à estrutura de custos da organização.

Carneiro et al. (2005) apresentam várias classes de medidas para a análise de desempenho:

a) medidas contábeis-financeiras – indicam a forma de gestão dos recursos financeiros sob quatro aspectos – lucratividade, liquidez, alavancagem e atividade;

b) medidas de clientes/de mercado – informam mais sobre as possibilidades futuras, em função da imagem junto a clientes, lealdade, qualidade dos produtos e imagem da marca;

c) medidas de processos internos – são medidas de eficiência relacionadas ao fatores que impactam os custos e receitas. Exemplos são as medições de consumo de tempo para tarefas, números de acidentes e índices de re-trabalho. Servem como determinantes do desempenho financeiro;

d) medidas de inovação e aprendizado – demonstram a capacidade da organização em investir em áreas promissoras e adaptar-se às mudanças no ambiente e às novas condições, pelo envolvimento das pessoas nos objetivos organizacionais; e) medidas sociais – apontam o grau de envolvimento da organização no

f) medidas ambientais – medem os cuidados que a organização tem com o meio ambiente;

g) medidas comportamentais/situacionais – verificam a capacidade da organização em expandir para mercados internacionais;

h) medidas gerais/agregadas – medidas que fornecem informações consolidadas de diversas áreas.

Assim, a avaliação de desempenho empresarial deve ser complementada por medidas que extrapolem a perspectiva financeira, uma vez que os clientes não estão dispostos a apenas pagar preços baixos, demandando outros atributos como: qualidade, capacidade de resposta e pontualidade (KOTLER, 2000).

Para Takashina e Flores (1996 apud SILVA; JARDON, 2003, p. 60)

... indicadores são forma de representação quantificáveis das características de produtos e processos. São utilizados pelas organizações para controlar e melhorar a qualidade e o desempenho de seus produtos e processos ao longo do tempo e estão associados às características da qualidade do produto julgados pelo cliente.

Diante dessa necessidade de outros dados para mensuração do desempenho, Carneiro et al. (2005) nos falam da objetividade e do formato dos dados. Quanto à objetividade, os dados podem ser objetivos ou subjetivos. Objetivos são aqueles que podem ser obtidos de forma clara e direta, e que deveriam refletir a “verdade” e ser mais apropriados a comparações entre empresas; como exemplo, tem-se os dados obtidos em relatórios contábeis. Já os dados subjetivos refletem a opinião pessoal ou a percepção do entrevistado sobre determinado aspecto relacionado ao desempenho. Tais medidas tornam- se essenciais para complementar, ou até suprir a falta de informações para a avaliação e análise. Assim, quando se busca analisar sobre aspectos facilitadores e dificultadores ou

histórias de sucesso e fracasso dentro da organização, explorar a percepção dos executivos (medida perceptual) enriquece a análise, pois estará se obtendo uma medida que explicita os diversos aspectos do desempenho. Entretanto, tais medidas perceptuais apesar de enriquecerem o entendimento do desempenho, não devem ser utilizadas de forma isoladas de outras medidas mais específicas e objetivas, tais como as financeiras (SHOHAM, 1998

apud CARNEIRO et al. 2005).

Em relação ao formato dos dados os autores adotam a classificação de Ginsberg (1984), dividindo-os em dados narrativos, dados qualitativos e dados quantitativos. Na investigação sobre desempenho dados narrativos seriam obtidos através de relatórios e de estudos de casos. Dados qualitativos seriam representados por escalas nominais, a partir de observações classificadas de acordo com uma relação de categorias. Neste contexto, por exemplo, estariam enquadradas a análise de constituição de conselhos e as práticas de GC adotas pelas IES. Por fim, os dados quantitativos são aqueles mensuráveis por escalas métricas.