5. Findings
5.3. Student interviews
5.3.2. Practices used in the TOEFL iBT preparation classes
Não é prático perceber a relevância dos ativos intangíveis se não conseguirmos mensurar o valor destes. Todavia, Couto (2005: 44) realça que “a avaliação de um ativo não é um exercício de precisão, existindo diferentes métodos que podem ser utilizados”.
O mesmo autor complementa que há, no universo da avaliação, a intenção de representar em termos monetários o valor do conjunto de bens, direitos e obrigações de propriedade de um indivíduo ou de um conjunto de indivíduos, de natureza tangível ou intangível.
De acordo com o tratamento contábil, o valor de um ativo é representado por seu custo histórico de aquisição, corrigido a valor presente. Alternativamente, essa abordagem também considera a avaliação de um ativo pelo custo de reposição, que representa qual o gasto necessário para criar um ativo de igual valor para o negócio, ou de liquidação, que representa quanto o mercado estaria disposto a pagar por aquele ativo nas condições atuais de uso.
Damodaran (1997), apud Couto (2005: 45), adicionou ao método de avaliação de ativos com base em custo, os seguintes modelos:
• Avaliação por fluxo de caixa descontado, que relaciona o valor de um ativo ao valor presente dos fluxos de caixa futuros esperados relativos àquele ativo;
• Avaliação relativa, que estima o valor de um ativo enfocando a precificação de ativos “comparáveis” relativamente a uma variável comum, como lucros, fluxos de caixa, valor contábil, ou vendas;
• Avaliação de direitos contingentes, que utiliza modelos de precificação de opções para medir o valor de ativos que possuam características de opções.
É possível distinguir pelo menos quatro categorias de metodologias de avaliação, conforme a classificação sugerida por Luthy (1998) e Williams (2000), apud Sveiby (2001:1):
• Direct Intellectual Capital methods (DIC). Estima o valor monetário dos ativos intangíveis pela identificação de seus vários componentes que, assim, podem ser avaliados de maneira direta, ou como coeficiente agregado;
• Return on Assets Methods (ROA). A média das receitas antes dos impostos de uma empresa em um determinado período é dividida pela média de valor dos seus ativos tangíveis. O resultado é o ROA (Retorno sobre ativos), que é então comparado com a média do seu segmento. A diferença é multiplicada pela média dos seus ativos tangíveis para calcular a média anual de receitas dos intangíveis. Dividindo a média superior pelo custo médio de capital ou uma taxa de juros, pode-se obter uma estimativa do valor dos Ativos Intangíveis ou Capital Intelectual;
• Market Capitalization Methods (MCM). Calcula a diferença entre a capitalização de mercado de uma companhia e os ativos dos acionistas, como o valor de seus recursos importantes ou ativos intangíveis;
• Scorecard Methods (SC). Os vários componentes de ativos intangíveis ou
do capital intelectual são identificados e os indicadores e os deslocamentos predeterminados são gerados e relatados nos scorecards ou como gráficos.
Tabela 4: Métodos scorecards
Método Scorecard Características
Human Capital Intelligence
(JAC FITZ-ENZ, 1994)
Um conjunto de indicadores de capital humano são recolhidos (coletados) e confrontados com uma base de dados.
Skandia Navigator
(EDVINSSON e MALONE, 1998)
O capital intelectual é medido através da análise de 164 medidas criadas (91 baseadas em atividades intelectuais e 73 em medidas tradicionais) que abrangem cinco focos: (1) financeiro; (2) clientes; (3) processos; (4) renovação e desenvolvimento; e (5) humano.
Value Chain Scoreboard
(LEV, 2002)
Uma matriz de indicadores não financeiros dispostos em três categorias, de acordo com o ciclo de desenvolvimento do produto: descoberta e aprendizagem, implementação e comercialização.
Monitor de Ativos Intangíveis (SVEIBY, 1998)
Indicadores são selecionados, tomando-se por base os objetivos estratégicos da empresa, tendo por objetivo medir três aspectos de criação de valor dos ativos intangíveis, quais sejam: (1) crescimento/renovação (mudança); (3) eficiência (aproveitamento); e (4) estabilidade (redução de risco).
Balanced Scorecard
(KAPLAN e NORTON, 1992)
A performance da empresa é medida através de indicadores que abrangem as quatro perspectivas a seguir: (1) financeira; (2) clientes; (3) processos internos; e (4) aprendizagem. Tais indicadores estão baseados nos objetivos estratégicos da empresa.
Fonte: Gomes (2003: 69)
Tendo em vista a dimensão que alcançou nos Estados e Unidos e com aplicação em algumas grandes empresas brasileiras, o Balanced Scorecard merece destaque. Esta metodologia foi desenvolvida em 1992 por Robert A. Kaplan, professor da Harvard
Business School, e David P. Norton, Presidente da Renaissance Solutions. É um
conjunto de indicadores (medidas) e mostradores (gráficos) de um “painel de controle” da empresa e foi apresentado inicialmente como um modelo de avaliação e performance empresarial. Porém, a aplicação em empresas proporcionou seu desenvolvimento como uma metodologia de gestão estratégica.
O modelo Balanced Scorecard – BSC busca traduzir a missão e a estratégia de uma organização em objetivos e medidas tangíveis. O modelo consiste em um conjunto de indicadores organizados em torno de quatro perspectivas distintas: financeira, do cliente, dos processos internos e do aprendizado e crescimento.
O BSC não elimina, mas suplementa as medidas financeiras tradicionais, com indicadores que medem o desempenho em aspectos vitais e adicionais, tais como:
• O desempenho relativo aos clientes e aos mercados; • A produtividade dos processos internos;
• A competitividade, a rapidez e a flexibilidade; • A qualidade dos produtos e serviços;
• O aprendizado e o crescimento contínuo.
Figura 5: Cenários do BSC
Fonte: Adaptado de Kaplan e Norton (2000: 89), apud Moreira (2002: 48).
Independente do método utilizado para medir os intangíveis, Lev, apud Fingerl (2004: 32), realça que três aspectos fundamentais marcam as diferenças dos ativos físicos e financeiros dos intangíveis, com importantes implicações para a gestão, avaliação e a divulgação de resultados financeiros:
1. Incapacidade/impossibilidade das empresas de impedir terceiros de auferirem benefícios de seus intangíveis;
Como somos vistos por nossos clientes
Como atingir a visão, mantendo o potencial de crescer e inovar
Em que devemos ser os melhores Como somos vistos por nossos acionistas
Objetivos Medidas Processos internos Objetivos Medidas Finanças Objetivos Medidas Clientes Objetivos Medidas Aprendizado e crescimento Visão e Estratégia
Como somos vistos por nossos clientes
Como atingir a visão, mantendo o potencial de crescer e inovar
Em que devemos ser os melhores Como somos vistos por nossos acionistas
Objetivos Medidas Processos internos Objetivos Medidas Finanças Objetivos Medidas Finanças Objetivos Medidas Clientes Objetivos Medidas Clientes Objetivos Medidas Aprendizado e crescimento Visão e Estratégia
2. Risco inerente dos intangíveis; 3. Dificuldades de transação.
O mesmo autor assegura que a mensuração e a avaliação dos benefícios dos intangíveis, e não dos custos, é o desafio a ser enfrentado, principalmente quando diversos intangíveis em conjunto, associados a ativos tangíveis, são em geral responsáveis pela criação de valor.
Royer (2002: 44) cita Reilly e Schweihs (1998) que afirmam existirem vários métodos para analisar e avaliar ativos intangíveis e propriedades intelectuais. Considerando as similaridades e diferenças existentes entre esses métodos, estes autores elaboram classificação em três categorias gerais: abordagem do custo, abordagem do mercado e abordagem da receita.
A abordagem do custo parte do princípio econômico de que um investidor não pagará por um bem mais do que ele gastaria para construí-lo. Os métodos mais comuns de avaliação por meio do custo são custos de reprodução e custo de reposição. Porém, a abordagem do custo tem limitações e somente é aplicável quando é possível criar um ativo intangível semelhante ao já existente, com a mesma utilidade.
A abordagem de mercado é baseada no princípio da competição do livre mercado, onde fatores de oferta e de demanda encontram-se no ponto de equilíbrio. Ou seja, o valor do ativo é determinado pelas condições de mercado que são influenciadas pelo grau de competição entre concorrentes e pela disponibilidade de substitutos para os ativos intangíveis. O valor do intangível seria, então, o preço esperado de venda do ativo, ou seja, o preço de equilíbrio.
A abordagem da receita baseia-se na antecipação do retorno. O valor do ativo intangível será determinado pelo valor presente líquido de uma expectativa de receita futura que será gerada pelos ativos, ou de redução de custos. Ou melhor, as expectativas de ganhos são convertidas para um valor presente, que indica quanto vale o ativo atualmente. Um aspecto que deve ser sempre considerado a priori é a taxa de retorno
que o investidor deseja para o negócio. O método mais amplamente utilizado para determinar o valor presente de um ativo é o fluxo de caixa descontado.
Percebemos claramente nos métodos defendidos por Reilly e Schweihs uma estrita semelhança com a metodologia tradicional de avaliação patrimonial, muito usada para mensuração de ativos tangíveis. Apesar de ser amplamente aceita, tal método encontra limitações para sua utilização na avaliação dos ativos virtuais, haja vista as potencias diferenças entre esses ativos, já discutidas neste trabalho.
Interessante é a crítica efetuada por Reichelt (2006: 57) que afirma que a “mensuração de ativos intangíveis pode ser considerada uma contradição em si mesma. O caráter abstrato e indefinido com que o conhecimento pode se apresentar na organização leva à necessidade de estabelecer indicadores, os quais são ao mesmo tempo imprecisos e vagos no que se refere a sua capacidade de conferir valor”.
A autora complementa que a mensuração do intangível não pode ser segregada do contexto onde este intangível está inserido, como é prescrito por muitos métodos clássicos de avaliação patrimonial. Por outro lado, a simples diferença do valor de mercado e contábil não é eficiente para se mensurar os intangíveis, uma vez que o mercado pode estar corrompido por fatores sistêmicos, tais como assimetria de informação, irracionalidade eventual ou efeitos especulativos.
Segundo Royer (2002: 37), o ambiente acadêmico não tem conseguido evoluir nos estudos eficazes para se medir os ativos intangíveis. Logo, não existe uma estrutura teórica coerente que permita a utilização de modelos para avaliação de empresas com concentração de investimento em ativos intangíveis e muitas das evoluções que foram obtidas ocorreram dentro do ambiente organizacional.
A exemplo do que já acontece com as avaliações patrimoniais, onde a experiência do avaliador é fundamental para dosar a subjetividade inerente ao exercício da avaliação, existem diferentes métodos que podem ser utilizados para se avaliar intangíveis. Segundo Couto (2005: 44), “a crescente prática de fusões e aquisições, estimuladas pela globalização e pela privatização, fez com que a pesquisa sobre as
metodologias aplicáveis à avaliação de um ativo se difundisse entre os diversos segmentos do mercado financeiro internacional”.
Em suas conclusões, Couto clarifica que o processo de avaliação de intangíveis é muito complexo, exigindo atenção dos avaliadores que utilizam métodos tradicionais, além de haver uma fragilidade inerente aos direitos de propriedade. Logo, deve haver uma busca permanente pelo aperfeiçoamento dos métodos de avaliação que demonstrem o valor de percepção de benefícios futuros que estão atrelados aos ativos intangíveis.
Dada a dificuldade em se mensurar os ativos intangíveis contabilmente, Ribeiro (2007) declara existirem pelos menos três alternativas disponíveis para os usuários deste tipo de informação:
a. Estimar o impacto de certas despesas (e.g., gastos em P&D) na geração de ativos intangíveis;
b. Analisar indicadores não-financeiros (e.g., participação de mercado, patentes);
c. Identificar, nas ações e comunicados da empresa, sinais de seu valor (e.g., anúncio de recebimento de investimento privado).
O uso do método de avaliação com base em indicadores é bastante disseminado entre os analistas de investimentos, principalmente face à facilidade na obtenção de indicadores. Não obstante, tal uso esconde dificuldades, principalmente no que tange à obtenção de informações fidedignas sobre as condições nas quais as operações ocorreram (COUTO,2005: 52).
Segundo Moreira (2002: 15), existe uma diferença entre indicadores e medidas, sendo que o indicador é o resultado de uma medida ou de outras medidas que tornam possível a compreensão da evolução do que se pretende avaliar, a partir dos limites (referências ou metas) estabelecidos.
Segundo Mavrinac e Siesfeld (1998), apud Ribeiro (2007: 11), os indicadores não-financeiros são responsáveis por cerca de um terço da informação considerada na decisão de investimento. Indicadores de qualidade dos produtos, credibilidade dos gestores, inovação, participação de mercado, habilidade em atrair e reter pessoas talentosas, bem como os de realizações estratégicas têm forte efeito sobre a percepção de valor que investidores possuem pela empresa.
Tabela 5: Indicadores não-financeiros de ativos intangíveis
Fonte: Adaptado de Elliott (1992); Elliott e Jacobson (1994); PWC (2000); AICPA (2000) e Litan e Wallison (2003); apud Ribeiro (2007: 11).
Segundo Sveiby (1998), existem algumas medidas de avaliação para os três tipos de ativos intangíveis: estrutura externa, estrutura interna e competência dos funcionários. Por estarmos de acordo com as proposições deste autor, faremos um estudo mais analítico acerca dos indicadores de intangíveis citados por Sveiby.
Há autores que defendem uma proposta mista de indicadores, incluindo medidas de valor monetário com índices não-financeiros, uma vez que acreditam que na
Ativo Indicadores não financeiros
Taxa de abandono
Taxa de devolução de produtos Taxa de recompra de produtos e serviços
Percentual (ou número) de clientes responsáveis por uma determinada parcela das vendas (e.g .,concentração)
Taxa de crescimento com clientes existentes Taxa de abandono ( turnover)
Grau de educação Horas de treinamento
Percentual das vendas representado por novos produtos e serviços Tempo médio para trazer nova idéia a mercado
Break even time (tempo para que um novo produto ou serviço cubra o custo de desenvolvimento)
Patentes
Produtividade de P&D (número de patentes por gasto de P&D) Taxa de conversão (compras geradas por campanhas) Custo de comunicação por novos clientes obtidos Participação de mercado
Posição na indústria de atuação ( e.g., liderança) Base de Clientes
Capital Humano
Inovação
Eficácia de Marketing
contabilidade do conhecimento não se pode ignorar o potencial de lucros futuros que os novos ativos criam.
Royer (2002: 48) cita Lev (2000) que defende a criação de um índice baseado em medidas quantificáveis, publicamente disponíveis e vinculadas à criação de valor:
Meu 'índice de capacitação tecnológica' baseia-se em medidas de entrada, como investimento em P&D; em sistemas de informação; em medidas de produção intermediária, como patentes e marcas registradas; em medidas de posição competitiva, como o número de pessoas que acessam um determinado site na WEB; e, é claro, em medidas baseadas na saída fundamental - a comercialização.
Stewart (1998), apud Royer (2002: 49), concorda com a existência de indicadores financeiros e não-financeiros sendo utilizados de forma conjunta. O autor sugere que esses indicadores sejam agrupados em um gráfico com o formato de um radar, partindo do zero no centro e chegando nas metas organizacionais nas extremidades.
A forma de avaliação e o método a ser adotado dependem essencialmente do objetivo para o qual se deseja saber o valor de determinado conjunto de ativos. O que é precioso para um proprietário de negócio pode não valer tanto para uma instituição financeira, por exemplo.
Ao fazer estudo sobre o processo de seleção de investimentos efetuados por empresas de Private Equity (PE) e Venture Capital (VC), Ribeiro (2007: 24) elaborou quadro contendo os principais indicadores de intangíveis (objetivos e subjetivos) mencionados durante as entrevistas, conforme declararam os gestores de PE/VC.
Tabela 6: Principais indicadores de ativos intangíveis – gestores de PE/VC
Ativos intangíveis Indicadores objetivos Indicadores subjetivos
Existência de patentes concorrentes Opinião científica independente
Custo de desenvolvimento da tecnologia Percepção do cliente quanto à implementação da tecnologia Tempo de desenvolvimento de soluções
personalizadas
Existência de ferramenta de TI próprio Número de alianças estratégicas com instituições de referência na tecnologia Existência de produtos substitutos
Turnover do pessoal Reputação dos executivos no mercado Nível de estudos do corpo gerencial Gaps na equipe
Nível de estudos do corpo técnico Conhecimento do negócio e do setor Contatos pessoais em organizações
stakeholders Comprometimento/envolvimento Existência de quadro gerencial que possa
substituir executivos Ambição Tempo de trabalho conjunto entre os principais
executivos Capacidade de realização Resultados concretos obtidos anteriormente Disciplina
Tempo de experiência dos executivos no ramo Credibilidade, honestidade e transparência Criatividade
Perfil inovador Capacidade de liderança Capacidade de controle Satisfação do pessoal
Valores, filosofia e ética de trabalho Capacidade de atração e retenção de talentos Qualidade e extensão da rede de contatos gerencial Qualidade e extensão da rede de contatos técnicos Comportamento familiar dos empreendedores Opinião de terceiros relacionados
Brand awareness Consumidores atuais Participação de mercado Satisfação de clientes
Predisposição de clientes para indicar os produtos e serviços para terceiros Ticket médio
Histórico de crédito junto a bancos Opinião dos auditores externos (informal) - opinião de stakeholders , agências regulatórias e fiscais Satisfação de clientes Reputação da empresa no mercado Atraso de pagamentos a fornecedores
Brand awareness Despesas de marketing Número de visitas (internet)
Proporção de mestres e doutores Grau de organização de atividades em P&D Existência de pesquisadores renomados
Existência de divisão de P&D Número de pessoas envolvidas em P&D Orçamento anual das atividades de P&D
Existência de planejamento compartilhado Qualidade de processos internos Cobrança de metas e objetivos Estrutura de remuneração e de incentivos Remuneração ligada a resultados Gestão do capital humano
Viabilidade econômica do modelo desenvolvido Identificação clara das oportunidades
Modelo desenvolvido para aproveitar as oportunidades Capital organizacional: modelo de negócios Capital relacional: reputação Capital organizacional: capacidade inovativa Capital organizacional: processos internos Direito de propriedade intelectual e tecnologia Capital humano
Capital relacional: base de clientes
Kasznar (1991), ao propor uma metodologia para avaliação de marcas, utilizou-se de variáveis metrificáveis e não metrificáveis. As primeiras são oriundas de dados econômico-financeiros da empresa, representativos dos 3 últimos exercícios contábeis (valor médio), e da projeção a valor atual dos resultados futuros equivalentes a 10 anos (taxa de crescimento). As variáveis não-metrificáveis também compõem o valor da marca e devem ser levantadas.
Para este autor, o valor da marca é composto do somatório da média das variáveis metrificáveis retirados dos 3 últimos Balanços Patrimoniais e Demonstração de Lucros e Perdas, multiplicada pela projeção para os próximos 10 anos da taxa de crescimento destas variáveis, mais o Valor Abstrato da Marca (variáveis não-metrificáveis), mais o valor projetado médio dos Gastos com Propaganda. Para um maior conservadorismo do valor final encontrado, aplica-se ao somatório um redutor que imprime um valor menor à marca, por conta de fatores sistêmicos e não-sistêmicos não previstos previamente.
No exemplo aplicado em seu artigo, Kasznar (1991) identifica as seguintes variáveis metrificáveis:
• Lucro Líquido após Juros e Imposto de Renda; • Novos Investimentos na Formação Bruta de Capital; • Receitas Totais;
• Distribuição de Dividendos aos acionistas; • Taxa de crescimento destas variáveis.
Quanto às variáveis de Valor Abstrato (não-metrificáveis), o autor, após efetuar um levantamento de dados mercadológicos para se apurar o conhecimento da marca no mercado brasileiro, propõe que outros dados da empresa sejam obtidos internamente e externamente, junto a fornecedores, concorrentes, bancos e empresários de porte. Assim, pretende-se que sejam mensuradas as seguintes variáveis: Alcance geográfico da marca, alcance setorial da marca, alcance e memória histórica, alcance da imagem (com ou sem mídia), importância/relevância do produto no mercado e nível de controle e participação da empresa, de seus produtos e serviços, e de sua(s) marca(s) no mercado em que atua.