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Posición de la SEC respecto del proceso de convergencia

PRIMERA DÉCADA DEL SIGLO XXI

1.6. Posición de la SEC respecto del proceso de convergencia

Rubin (1987) identificou os seguintes grupos de estratégias: as estratégias de aprendizagem (cognitivas e metacognitivas), estratégias de comunicação e as estratégias sociais. Para a autora, as estratégias de aprendizagem são as únicas que podem contribuir no desenvolvimento do sistema lingüístico construído pelos aprendizes. Além disso, segundo Rubin (1987), essas estratégias podem afetar diretamente a aprendizagem. Com base em sua descoberta, Rubin (1987, p.23,24) identificou, dentro do grupo de estratégias de aprendizagem cognitivas, seis tipos de estratégias gerais que podem contribuir diretamente para a aprendizagem que são as seguintes:

• esclarecimento e verificação: são estratégias utilizadas pelos aprendizes para verificar ou esclarecer sua compreensão na nova língua;

• suposição e inferência indutiva: refere-se às estratégias em que o aprendiz utiliza seu conhecimento conceptual ou lingüístico previamente obtido;

• raciocínio dedutivo: é uma estratégia voltada para a resolução de problemas que o aprendiz utiliza para buscar informações e usar regras gerais sobre o seu conhecimento lingüístico ou semântico na abordagem de uma língua estrangeira ou segunda língua. • prática: refere-se às estratégias que contribuem para o armazenamento e recuperação da

língua e está centrada na acuidade do uso;

• memorização: também refere-se àquelas estratégias centradas no armazenamento e recuperação da língua;

• monitoramento: refere-se às estratégias em que o aprendiz percebe seus erros, observa como a mensagem é recebida e processada pelo ouvinte e, então decide o que fazer.

A estratégia de monitoramento apresentada por Rubin (1987) nessa primeira classificação, segundo a própria autora observa, pode ser considerada uma combinação de estratégias cognitivas e metacognitivas. Mais tarde, Cyr (1996, p. 35-37), referindo-se a Rubin (1989), apresenta uma classificação mais ampla e detalhada das estratégias de aprendizagem conforme mostra o quadro a seguir:

Processos de compreensão ou apreensão de dados : Estratégias de

esclarecimento Solicitar confirmação de sua compreensão da gramática ou da fonologia de uma língua Solicitar validação da sua produção oral

Solicitar esclarecimentos ou verificar sua compreensão das regras de comunicação

Procurar compreender o sentido de uma palavra, de um conceito ou de um ponto de gramática utilizando obras de referência

Solicitar repetições, paráfrases, explicações ou exemplos. Estratégias de

adivinhação ou inferência

Utilizar sua L1 ou uma outra língua conhecida a fim de inferir o sentido

Utilizar seu conhecimento anterior de mundo, da cultura ou do processo de comunicação a fim de inferir o sentido ou o desenrolar de um ato de comunicação

Relacionar as informações novas às ações físicas

Utilizar palavras-chave a fim de fazer as inferências quanto ao sentido

Diferençar os indícios pertinentes e não pertinentes a fim de determinar o sentido

Estratégias de raciocínio dedutivo

Inferir por analogia as regras de gramática ou de formação de palavras Procurar regras e exceções

Resumir ou sintetizar sua compreensão do sistema da língua

Utilizar seus conhecimentos anteriores a fim de apreender o sentido dos enunciados

Estratégias de consulta e

obras de referência

Processo de armazenamento ou de memorização Estratégias de

memorização

Associar ou agrupar palavras ou expressões segundo um princípio (fonético, semântico, visual, auditivo, sinestésico, olfativo ou sensorial)

Utilizar palavras-chave e mapas semânticos

Utilizar meios mecânicos a fim de armazenar a informação (flashcards, listas, definições, cópia de palavras)

Centrar sua atenção sobre um detalhe específico Colocar em contexto as palavras novas

Utilizar imagens

Praticar a língua em silêncio e variar a produção Processo de recuperação e de reutilização

Estratégias de prática

Repetir

Reutilizar palavras ou expressões em frases Aplicar conscientemente as regras

Imitar

Responder silenciosamente às questões dirigidas a outros

Expor-se à língua fora da sala de aula (rádio, televisão, filmes, revistas, jornais) Falar consigo mesmo

Fazer exercícios de mecanização ou sistematização Estratégias de auto- monitoramento Definir o problema Determinar as soluções Corrigir-se Estratégias sociais indiretas

Juntar-se a um grupo e tentar entender a L2 Pedir ajuda aos amigos

Procurar ocasiões de praticar a língua (começar conversações com locutores nativos; assistir eventos socioculturais).

Trabalhar com colegas a fim de obter reações ou de compartilhar informações Quadro 1.2 – Classificação das Estratégias de Aprendizagem (Rubin, 1989 apud Cyr, 1996, p. 35-37)

Retomando a primeira classificação de Rubin (1987), observo que a autora identificou apenas seis estratégias gerais pertencentes ao grupo das estratégias cognitivas. Essa identificação, para Rubin (1987), justifica-se pelo fato de as estratégias cognitivas serem as únicas a refletirem diretamente na aprendizagem do aprendiz. As metacognitivas, por sua vez, seriam utilizadas apenas para supervisionar, regular, ou auto-direcionar a aprendizagem de língua. As sociais, de acordo com a autora, poderiam contribuir de forma indireta para a aprendizagem, uma vez que

elas não estão diretamente relacionadas à obtenção, ao armazenamento, à recuperação das informações e ao uso da língua.

Embora Rubin (1987) reconhecesse a existência das estratégias metacognitivas e sociais, admitindo que a estratégia de monitoramento pudesse ser tanto cognitiva como metacognitiva, à época, creio que os estudos da autora foram fortemente influenciados pela noção do indivíduo como processador de informações, uma vez que a noção de estratégias concentrava-se no aspecto cognitivo.

A segunda classificação de Rubin (1989), conforme assinala Cyr (1996), seria mais analítica e descritiva em relação às classificações de O’Malley e Chamot (1990) e de Oxford (1990). Essas classificações serão tratadas mais adiante. Segundo Cyr (1996), a segunda classificação de Rubin (1989) refletiria os três tipos de operações envolvidos na construção do conhecimento. Essas operações são: compreensão ou apreensão, integração e reutilização.

Cyr (1996) continua observando que a segunda classificação de Rubin (1989) ainda não estabelece diferenças entre as estratégias cognitivas, metacognitivas e socio-afetivas. Essa diferenciação aparece, explicitamente, em O`Malley e Chamot (1990), que propõem uma outra classificação, conforme veremos em seguida.