2 Materialer og metoder
2.1 Preparering av prøver
2.1.1 Polyclar AT-‐ fjerning av fargede forbindelser
No período mencionado no primeiro capítulo, a respeito da atuação de Rosalee Mills Appleby no Brasil, verifica-se uma grande produção de literaturas e de folhetos, cujos objetivos eram vinculados aos ideais de difusão dos fundamentos que caracterizaram as vivências do Movimento de Renovação Espiritual. Segundo Xavier, a referida missionária, em tenra idade, teria se tornado “antipática” à doutrina do Espírito Santo, pois os sermões que ouviu teriam sido explanados a fim de combater determinadas denominações242. Entretanto, no período em que esteve no Brasil, após o falecimento de seu esposo, Appleby dedicou-se à produção literária, tendo em vista que, após experiências pentecostais, corroborou a formação do pensamento do Movimento de Renovação Espiritual. Num de seus folhetos, um dos primeiros a serem editados, Appleby escreveu acerca de “trinta e três razões porque” cria “numa experiência da plenitude do
Espírito Santo, imediata ou subseqüente à conversão”.
Na quarta razão, Appleby escreveu:
“Jesus ensinou o BATISMO no Espírito Santo (At 1:4-5). Êle o ordenou! (Lc 24:49). Foi por determinação divina que este registro ficou exarado na Bíblia. E a experiência de milhares através de vinte séculos tem evidenciado o ensino da Bíblia”. 243
Assim, para Appleby, após o batismo no Espírito Santo, os “servos de
Deus” iniciam uma nova vida de experiências cotidianas, as quais foram demonstradas pelos
242 XAVIER, João Leão dos Santos. Colunas da Renovação, p. 15.
avivalistas que compõem determinada galeria, quais são: Wesley, Whitefield, Fletcher, Moody, Christmas Evans, Charles Finney, A. B. Earle, A. J. Gordon, General Booth, Catherine Booth, B. H. Carrol e outros244. Portanto, Appleby busca embasamentos bíblicos e
experienciais para a pregação da crença no batismo com o Espírito Santo, pois anunciou no período em que esteve no Brasil um momento de avivamento para as denominações históricas245.
Essa tendência de Appleby de buscar referências bíblicas para embasar as ações do Movimento de Renovação Espiritual, as quais não foram bem vistas pelo conservadorismo da Convenção Batista Brasileira, foi marca do Movimento. Ver-se-á que os líderes que compunham a rede de poder do Movimento de Renovação Espiritual buscaram experiências parecidas com as dos personagens bíblicos. Desse modo, recorrendo aos avivalistas e aos personagens bíblicos, há um desejo bastante intenso de fortalecer o Movimento de Renovação Espiritual em face de batalhas contra a oposição.
Dessa forma, a missionária definiu o avivamento da seguinte maneira:
Avivamento é o derramamento do Espírito Santo nos corações. “A sua extensão depende do número de crentes dominados pela Terceira Pessoa da Trindade”. 246
Em sua concepção, Appleby explicita sua opinião sobre o batismo no Espírito Santo, justamente por crer que tal experiência ocorre de forma subseqüente ao momento em que um indivíduo é salvo, nas categorias do protestantismo.
“O novo nascimento é de fato a experiência que marca nossa entrada no reino de Deus e nos faz participantes da família celestial. Mas depois disso vem o batismo no Espírito Santo. Pode vir logo após e seria melhor que seguisse imediatamente a regeneração, mas geralmente há um compasso de espera”. 247
Portanto, como se verificou, há distinção entre a experiência salvífica e a do batismo no Espírito Santo e, nesses termos, as compreensões “soteriológicas” e
“pneumatológicas” encontram-se em momento de divergência na teologia dos batistas no
Brasil, uma vez que houve uma alteração significativa nessas formas de compressão
244 APPLEBY, Rosalee M. Trinta e três razões, p. 13. 245 APPLEBY, Rosalee M. Trinta e três razões, p. 16
246 APPLEBY, Rosalee M. O Espírito Santo – vida e poder, p. 5. 247 APPLEBY, Rosalee M. O Espírito Santo – vida e poder, p. 12.
teológica somente com as inovações do Movimento de Renovação Espiritual no Brasil248.
Assim, para que se reúna uma grande parte de pessoas no Movimento de Renovação Espiritual, que era tipo por “Movimento do Espírito”, era necessário ser batizado pelo Espírito Santo, porquanto, sendo assim, todos apresentariam características cristãs bastante profundas e decisivas.
No entanto, com a divulgação do Movimento de Renovação Espiritual, tanto por Appleby, quanto principalmente por Rego, a missionária faz uma pergunta importante:
“Se o movimento do Espírito em nossos dias é mandado por Deus, por que há tanta oposição?”
A mesma Appleby quer propor uma resposta a essa pergunta:
“Paulo disse que “todos quantos quiserem viver piedosamente em Cristo, serão perseguidos” (2 Timóteo 3.12). Quanto mais fiel for o servo de Deus, mais sujeito estará a tribulações, dificuldades e oposições. Vêm as incompreensões. Cada grande avivamento no passado teve as suas batalhas e este do nosso tempo envolve o mundo inteiro e não será exceção” 249.
Quando Appleby menciona os avivamentos vivenciados outrora, há, na verdade, um esforço por não abrir mão da produção de sentido. Ora, a instituição opôs-se ao Movimento de Renovação Espiritual e, por sua vez, o Movimento recorre ao campo de sentido para significar suas experiências à luz do que vivenciaram alguns autores e personagens bíblicos. Quando a missionária recorre aos movimentos diversos de avivamento, através dos seus preconizadores, vê-se um anseio por legitimação daquilo que estava-se vivendo naquele ensejo. A fundamentação histórica, ainda que romantizada, e a fundamentação bíblica, foram formativas de um campo de sentido, bem como de uma legitimação que os preparou para a batalha.
Appleby alega que alguns avivamentos do passado experimentaram objeções e a belicosidade das batalha s, entretanto, enfatiza a necessidade e urgência de que os cristãos fossem batizados no Espírito Santo250. Assim, a autora admite que havia um grupo
248 Aos moldes da teologia sistemática, “soteriologia” é o estudo da salvação e de suas implicações. Assim também, “pneumatologia” é o estudo do Espírito Santo e suas características pessoais. Essas doutrinas são destacadas por inúmeros pensadores da Teologia Sistemática, dentre os quais Erickson demonstra a importância de tais teologias para o pensamento protestante. In: ERICKSON, Millard. J. Introdução à Teologia Sistemática, p. 343 a 430.
249 APPLEBY, Rosalee M. O Espírito Santo – vida e poder, p. 7. 250 APPLEBY, Rosalee M. A Vida Abrasada Pelo Espírito, p. 1.
de pessoas que, nas categorias pentecostais, por serem batizadas no Espírito Santo, experimentariam fortes “tribulações” e dificuldades nas batalhas denominacionais. Novamente assume-se, na estrutura de fundamentação de Appleby, uma tendência bíblica, até mesmo o apóstolo Paulo foi mencionado para fornecer plausibilidade aos preceitos experienciais do Movimento de Renovação Espiritual, o que conferiu aos integrantes do Movimento uma consciência do belicismo que os perseguiria.
Appleby entende que havia, no período em que esteve no Brasil, um grande avivamento no mundo. Desse modo, também alega que havia um avivamento em curso no Brasil. A missionária diz que aquele período, provavelmente da década de 50, fazia parte do
“tempo mais oportuno na história da humanidade” e que existiam grupos ansiando por
avivamento no Brasil251. Para Appleby, o desejo por avivamento era uma obra do Espírito Santo que queria impressionar a “sociedade e os homens de toda a parte” 252.
Desse modo, a influência de Rosalee Mills Appleby foi muito grande e, através de suas aptidões literárias, ela fomentou o pensamento que embasou o Movimento de Renovação Espiritual. Até mesmo os cristãos mais conservadores no âmbito da Convenção Batista Brasileira tinham apreço pela missionária e talvez esse aspecto tenha propiciado uma maior divulgação nas igrejas da Convenção Batista Brasileira.
“A missionária Rosalee Appleby já vinha, há anos, trabalhando e orando nesse sentido e esperando que o “avivamento viesse à pátria brasileira”. Ela era, realmente, a grande animadora de um despertamento no seio das igrejas. Com seus livros maravilhosos como Ouro, Incenso e Mirra, Melodias na Alvorada, Vida Vitoriosa, folhetos e palestras, ela ia, paulatinamente, semeando um ideal que, há muito, acalentava”. 253
Embora o trabalho literário de Appleby tenha sido assaz intenso e bastante interessante para o embasamento do Movimento de Renovação Espiritual, também dois homens, Enéas Tognini e José Rego do Nascimento, com o alcance pastoral bastante alargado no âmbito batista, utilizaram-se da escrita sobre o Espírito Santo para movimentar igrejas pertencentes à Convenção Batista Brasileira.
Assim, foram lançados dois livros, a saber, Batismo no Espírito Santo, de Enéas Tognini, e Calvário e Pentecostes, de José Rego do Nascimento. O livro de Tognini
251 APPLEBY, Rosalee M. Um Avivamento no Brasil, p. 3. 252 APPLEBY, Rosalee M. Um Avivamento no Brasil, p. 4.
fora lançado a 8 de fevereiro de 1960 e o de Rego, em junho de 1960. Portanto, a partir dessas datas verifica-se um empenho bastante grande no intento de continuar consolidando e difundindo idéias do Movimento de Renovação Espiritual.
Tais obras também têm a finalidade militante de fundamentar o que estava sendo pregado pelo Movimento de Renovação Espiritual:
“O que nos moveu a preparar o conteúdo do presente volume foi definir nossa posição em face do Movimento de Renovação Espiritual, atendendo os reclamos instantes da presente conjuntura dos tempos. Deus chama os seus servos para a grande batalha da fé nos últimos tempos de apostasia”. 254
Sobre o seu livro, Rego traz palavras parecidas:
“O livro que o leitor tem em mãos representa a minha contribuição para a melhor compreensão da doutrina do Espírito Santo, nesta hora profética do ministério da Sua dispensação”. 255
Tendo sido prefaciado por Appleby, Batismo no Espírito Santo, de Tognini, foi escrito no anseio de buscar fundamentos para o batismo no Espírito Santo e, assim, demonstrar de forma prática como se poderia alcançar essa experiência religiosa.
Veja o que diz Tognini sobre o batismo no Espírito Santo:
“Foi qual um torneirão que Deus abriu no dia de Pentecostes. Abriu e continua aberto. Só será fechado quando o Senhor arrebatar a Igreja. Os sinais que ocorreram no dia de Pentecostes, podem se repetir se o Senhor julgar necessário numa ou noutra conjuntura.”256
Dessa maneira, Tognini alega a continuidade das “bênçãos” do “advento cristão de pentecostes”, entretanto, reconhece-o como fato único ocorrido na história257. Entretanto, o autor destaca que “novo nascimento é uma coisa e batismo no Espírito Santo
outra completamente diferente” 258.
Para Tognini, o batismo no Espírito Santo promove transformação, assim como também inserção no Movimento de Renovação Espiritual. É, portanto, uma forma de
254 TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo, p. 5.
255 NASCIMENTO. José Rego do. Calvário e Pentecoste, p. 11. 256 TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo, p. 22.
257 TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo, p. 31. 258 TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo, p. 30 e 31.
adesão, não somente a uma nova vida, mas também ao Movimento que estava em curso no seio da Convenção Batista Brasileira.
Tognini refere-se a si mesmo como um privilegiado por ter o Espírito Santo, bem como por viver uma vida correta no ministério, veja:
“Bendito seja Deus que me deu esta bênção preciosa, maravilhosa. Oh! Se todos os meus amados colegas de ministério e meus queridos irmãos experimentassem esta benção! Então, não haveria mais competições, e nem rixas, e nem partidos em nossas igrejas, nos trabalhos do Mestre. E com ela, Deus abriria caminho para bênçãos maiores de poder e graça para glória de Jesus, nosso Senhor!”. 259
Assim, para Tognini, viver uma nova vida seria viver a Renovação Espiritual, através de posturas mais retas diante das situações pessoais e denominacionais260.
Dessa maneira, Tognini termina seu livro com 6 itens conclusivos: primeiro,
“não adianta concordarmos com o que escrevemos aqui e nem discordar”; segundo, “não adianta gostar, aplaudir o que foi estudado”; terceiro, “não adianta fazer transferência de responsabilidade e dizer: isto que foi escrito é excelente para fulano e beltrano não, essa atitude é farisaica e só traz condenação”; quarto, “não adianta ter medo deste ou daquele. Não adianta pensar que fulana é contra e beltrano é a favor”; e sexto, “Precisas parar um pouco no caminho da tua vida, aceitar a repreensão do Senhor, endireitar os teus caminhos, abandonar o pecado, renunciar os teus pretensos direitos, abrir mão de tudo, e render-te incondicionalmente ao Senhor, de modo a dizeres como Isaías: “Eis-me aqui; envia-me a mim”.
No entanto, mesmo com todos esses itens conclusivos, que alertam sobre uma suposta necessidade de uma auto-avaliação, Tognini aconselha os leitores a que busquem o “poder” do Espírito Santo por meio do “batismo no Espírito Santo”. Entretanto, segundo Tognini, para que haja a “aquisição” da “bênção” do batismo, bem como da plenitude do Espírito Santo, é necessário seguir os“7 passos” indicados por Andrew Murray: primeiro, “Existe tal bênção para o crente”; segundo, “Ela é para mim”; terceiro, “Não a
possuo”; quarto, “Estou ansioso por obtê-la”; quinto, “Estou pronto a abandonar tudo o
259 TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo, p. 45. 260 TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo, p. 49.
que me impede de recebê-la”; sexto, “Entrego-me agora completamente a Deus com o propósito de recebê-la”; sétimo, “Recebo-a, agora, PELA FÉ”261.
Em seu livro, Calvário e Pentecostes, Rego do Nascimento torna clara sua concepção acerca do batismo no Espírito Santo, porquanto, para o autor, trata-se de uma
“experiência da possessão plena do salvo pelo Espírito Santo e conseqüente purificação do coração, e revestimento de poder para o serviço” 262. Desse modo, Rego acredita que:
“Ser batizado com o Espírito Santo e ser cheio do Espírito são, então, experiências inteiramente distintas. Ser batizado com o Espírito representaria o ato de recepção do Espírito na regeneração; ser cheio do Espírito é um processo que se executa paulatinamente na vida do salvo”. 263
Ainda segundo Rego, o batismo no Espírito Santo “é uma experiência
independente da regeneração e identificada com a purificação” 264. Outrossim, concomitante a isso, o Espírito Santo, conforme o autor, deve ser percebido através de um processo bastante complexo. Segundo Rego, se a experiência de alguém se estagna no momento de sua salvação, embora tenha o Espírito Santo como fator “vivificante” para o seu espírito, não desfrutará de uma possessão do Espírito e, por isso, ficará prejudicado em sua vivência cristã. Destarte, na concepção de Rego, existem pessoas que têm o Espírito Santo, mas que não o receberam de forma batismal e, desse modo, segundo o autor, o recomendável é que deve haver uma possessão da vida da pessoa pela divindade.
“A doutrina do batismo no Espírito é a primeira importância depois do Calvário, por conseguinte, uma concepção clara, bíblica, desse ensino, impõe-se como a grande necessidade da igreja de hoje, como o foi para a igreja de ontem. Grandes são as bênçãos dispensadas pelo Senhor a uma alma possuída e usada pelo Espírito. Terrível e decepcionante será para a salvação negligenciá-la. Estará frustrado em sua possibilidade de santificação e serviço, e conhecerá de amarga decepção no grande dia, quando o Senhor pedir contas da sua mordomia. Busquemos, humildemente, com a ajuda do mesmo Espírito, a real significação do glorioso batismo. Êle nos dará sabedoria. Entremos no grande templo despojados de quaisquer preconceitos, pessoal ou mesmo denominacional, conscientes de que a terra que pisamos é santa”. 265
261 TOGNINI, Enéas. Batismo no Espírito Santo, p. 68. 262 NASCIMENTO, José Rego. Calvário e Pentecostes, p. 36. 263 NASCIMENTO, José Rego. Calvário e Pentecostes, p. 36. 264 NASCIMENTO, José Rego. Calvário e Pentecostes, p. 37. 265 NASCIMENTO, José Rego. Calvário e Pentecostes, p. 60.
Dessa forma, Rego não se limita a demonstrar o processo pelo qual ocorre o batismo com o Espírito Santo, mas, além da necessidade de tal experiência, o autor também explora os resultados experienciais de uma pessoa que adere aos fundamentos da doutrina do Espírito Santo difundida pelo Movimento de Renovação Espiritual. Assim, a possessão da divindade com relação à vida do sujeito religioso é marca fundamental do Movimento de Renovação Espiritual, pois, desde o episódio na biblioteca do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, houve a inserção da experiência do êxtase e do transe como sinal de adesão ao Movimento.
Além da literatura espalhada por Appleby e seus simpatizantes, também algumas pessoas escreviam no “Jornal Batista”, sobre o avivamento que estava em curso no Brasil. Um desses articulistas foi o pastor Ebenézer Soares Cavalcante266, um proeminente pastor batista no período do Movimento de Renovação Espiritual.
No Jornal Batista de 9 de março de 1961 foi publicado um artigo intitulado
“Conceito bíblico de avivamento” cujo autor era Cavalcante. O referido artigo desvincula o
conceito de avivamento daquela época para caracterizá-lo de forma a demonstrar, através da leitura dos salmos, um esforço de retorno aos preceitos das escrituras. Por isso, segundo Cavalcanti, não há lugar no avivamento bíblico para “campanhas de avivamento espiritual” e, tampouco, para receitas de experiências religiosas infalíveis267.
No dia 23 de março de 1963, no Jornal Batista, Cavalcante publicou um artigo com o título “Atribuições especiais do Espírito Santo”. Em sua narrativa, o autor alega-se mais tolerante com os batistas que estavam buscando coisas novas a respeito da vitalidade espiritual da experiência religiosa. No entanto, Cavalcanti oferece ao leitor alguns dos atributos do Espírito Santo e alega que nenhum dessas características do Espírito Santo teria caráter emocionalista e sensacionalista268.
Cavalcante, em sua abordagem, buscando fundamentação na experiência dos apóstolos diz que:
“Não há vislumbre de outros efeitos, de patéticos e dramáticos efeitos emocionalistas. Lemos que houve um lúcido e vigoroso testemunho da verdade, por meio de pregação que resultou em conversões. E só.” 269
266 Ver detalhes biográficos In: BARBOSA, Celso Aloisio S. O pensamento vivo de Ebenézer Gomes
Cavalcanti, p. 19 a 30.
267 BARBOSA, Celso Aloisio S. O pensamento vivo de Ebenézer Gomes Cavalcanti, p. 189. 268 BARBOSA, Celso Aloisio S. O pensamento vivo de Ebenézer Gomes Cavalcanti, p. 216. 269 BARBOSA, Celso Aloisio S. O pensamento vivo de Ebenézer Gomes Cavalcanti, p. 217.
Houve muito embate denominacional com as literaturas, porquanto inúmeros artigos foram publicados afirmando, assim como Cavalcante, uma posição mais conservadora, tendo em vista o grande volume de material escrito pelos componentes do Movimento de Renovação Espiritual. Depois de tantas especulações e disseminações, na 44ª Assembléia da Convenção Batista Brasileira, uma Comissão foi constituída para “estudar a
doutrina do Espírito Santo à luz do que” entendia-se “por doutrina batista”270. Parte do trabalho da Comissão dos 13 foi publicado pela Casa Publicadora Batista, entretanto, alguns membros da Comissão não tiveram voz. É bem verdade que, depois do primeiro parecer da Comissão, Tognini e Rego se desligaram das atividades do grupo. Contudo, somente os integrantes contrários aos preceitos do Movimento de Renovação Espiritual e os integrantes supostamente neutros tiveram voz.
A fundamentação dos pareceres da Comissão dos 13 consolidou-se com pequenas monografias que acompanharam a publicação do “Parecer da Comissão dos 13”. Todas as monografias procuraram refutar as concepções pentecostais do batismo com o Espírito Santo e, da mesma maneira, as experiências religiosas vivenciadas pelos sujeitos que compunham o Movimento de Renovação Espiritual.
A primeira monografia, de Reinaldo Purim, acerca de “O Batismo no
Espírito Santo – Seu Significado Bíblico”, afirma que “à luz das escrituras” o “crente”, no
momento de sua salvação, passa a ter o Espírito Santo em sua vida. Da mesma forma, Purim refuta a idéia de uma experiência de batismo no Espírito Santo após sua “conversão” e
“salvação” 271.
Delcyr de Souza Lima, também contrário ao Movimento de Renovação Espiritual, descreveu acerca de “Duas questões sobre o batismo no Espírito Santo”. O mencionado autor entende que o batismo no Espírito Santo é “um fato histórico para não
mais se repetir”. Desse modo, Lima encoraja os leitores a um processo bíblico de “crescimento” e a “perseverança do estudo da palavra” 272.
270 COMISSÃO DOS TREZE. Doutrina do Espírito Santo, p. 11.
271 PURIM, Reinaldo. O Batismo no Espírito Santo – Seu Significado Bíblico. In. COMISSÃO DOS TREZE.
Doutrina do Espírito Santo, p. 34 e 35.
272 LIMA, Delcr de Souza. Duas Questões sôbre o batismo no Espírito Santo. In. COMISSÃO DOS TREZE.
“O dom de línguas à luz do Novo Testamento”, cujo autor é João Filson
Soren, que supostamente era neutro na Comissão dos 13, abordando as experiências religiosas de glossolalia, as quais eram vivenciadas entre os integrantes do Movimento de Renovação Espiritual, alega a inexistência do referido “dom”, pois, para Soren, o que explica