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1 INTRODUCTION

6.4 TRACING SOCIO-TECHNICAL PROCESSES

6.4.3 Political dynamics

Para a implementação da arquitectura definida pela iniciativa OPIMA, o consórcio de parceiros OCCAMM optou pelo ambiente PC e pelos sistemas operativos Microsoft Windows. Embora este tipo de ambiente seja inerentemente inseguro, era suficiente para atingir os objectivos necessários do projecto. Esta implementação foi dividida em componentes distintos: a OVM, as duas APIs, a aplicação OCCAMM para mostrar conteúdo MPEG-4 (player) e o sistema IPMP. Mais, toda a infra-estrutura de suporte do teste teve igualmente de ser desenvolvida de raiz e algumas das infra-estruturas já existentes tiveram de ser adaptadas [OCPH00]. Em termos globais, teve que ser desenvolvida uma solução Digital Rights Management (DRM ) que deveria suportar funcionalidades tão diversas [ODRM00] tais como:

• Gestão de termos e de condições de utilização;

• Protecção da integridade do conteúdo;

• Introdução de regras de comercialização específicas;

• Controlo sobre as regras de comercialização;

• Nível de protecção eficaz (Custo/Benefício);

• Segurança e confiança por parte dos intervenientes;

• Eficácia e flexibilidade nas formas de pagamento.

No entanto, o trabalho do OCCAMM acabou por centrar-se única e exclusivamente nos três primeiros aspectos relegando os restantes para segundo plano.

Todo o trabalho realizado ao longo do projecto OCCAMM pode ser resumido numa série de etapas que se encontram representadas graficamente e sucintamente descritas de seguida (Figura 3.3).

Dissertação de Mestrado em Gestão de Sistemas de Informação - 73 - Seleção de Modelos de Negócio 1 Especificação do Sistema 2 Identificação de Plataformas de suporte 3 Desenvolvimen to de Ferramentas de Segurança 4 Desenvolvimen to do sistema protótipo 5 Testes ao sistema em laboratório 6 Organização dos testes 7 Validação dos Modelos de Negócio 8

Figura 3.3 Etapas de desenvolvimento do projecto OCCAMM Passo 1 – Selecção de modelos de negócio

Foi efectuada a análise de modelos de negócio tradicionais e emergentes para a distribuição de bens e serviços multimédia on-line em diversas áreas de aplicação (comercialização de música, livros, imagens, entre outros) e identificados aqueles que parecem ser os mais adequados para fazer face às expectativas dos utilizadores e promover o crescimento do mercado nessa área37. Um número de aplicações específicas voltadas para categorias de utilizadores bem definidos foram seleccionadas e os requisitos dos mesmos gerados para o sistema, de forma a proporcionar serviços de exemplo de acordo com o modelo de negócios definido [OCPH00].

Passo 2 – Especificar a implementação

Com base nos requisitos funcionais identificados no passo anterior, foram concebidas implementações particulares do sistema OCCAMM, que podiam suportar as aplicações exemplo identificadas. Estas implementações foram especificadas em termos de funcionalidades e de desempenho e os papéis dos subsistemas e componentes definidos de forma exacta, assim como as interfaces que permitiam interacções entre componentes. De forma a proporcionarem as funcionalidades chave, tecnologias relevantes recomendadas por instituições de normalização internacional foram seleccionadas e foi especificada a forma de utilização dos serviços oferecidos por plataformas comerciais [OCPH00].

Passo 3 - Desenvolvimento das Tecnologias necessárias

Com base na definição dos componentes de sistema, aqueles que ainda não existiam foram desenvolvidos de forma a proporcionarem os serviços e interfaces requeridas. Os esforços de desenvolvimento concentraram-se na implementação de tecnologias de controlo de acessos que representam uma parte essencial do sistema de segurança distribuído, permitindo a protecção e gestão do conteúdo de uma forma “end-to-end”. Estes componentes são os elementos chave capazes de permitir a transformação dos modelos

Dissertação de Mestrado em Gestão de Sistemas de Informação - 74 - de negócio teóricos numa plataforma capaz de validar os serviços orientados para o mercado, que sejam atractivos para os utilizadores finais e para os fornecedores de conteúdo [OCPH00].

Passo 4- Desenvolvimento e Teste da Plataforma

No laboratório foram desenvolvidos e testados diversos protótipos do sistema. Isto implicou a ligação de todos os subsistemas testados anteriormente que representam as várias entidades e verificar as diversas interacções. Igualmente, as diversas plataformas de serviços externas foram integradas nesta fase e a forma de exploração destes serviços foi definida. A partir daqui, testes funcionais e de depuração foram realizados até o sistema atingir um ponto de fiabilidade e desempenho considerado como adequado para fornecer o sistema a utilizadores externos [OCPH00].

Passo 5 – Realização de Testes de utilização

Os utilizadores foram seleccionados e convidados a participarem nos testes de utilização do sistema. Isto significa que pessoas, que não tinham qualquer conhecimento do desenvolvimento do sistema, utilizaram-no para fins profissionais ou privados. O OCCAMM tentou simular situações reais de fornecimento de serviços, baseados em material multimédia oferecido através de meios tradicionais e em aplicações que foram estruturadas de forma a serem o mais semelhante possível com o que seria o serviço real [OCPH00].

Passo 6 - Avaliação dos Resultados

Com vista a avaliar o grau de aceitação do sistema pelos utilizadores foi efectuada a recolha de opiniões dos mesmos de forma estruturada e organizada, o processamento dos resultados, a avaliação de dados críticos do sistema implementado e a identificação das vantagens e desvantagens do modelo de negócio seleccionado. Foi efectuada a validação do desempenho das tecnologias seleccionadas no fornecimento das funcionalidades solicitadas e a fiabilidade e robustez assegurada pelas soluções implementadas [OCPH00].

Como já foi referido anteriormente, o projecto OCCAMM levou a cabo uma diversidade de testes de utilização real com utilizadores finais como forma de validação da plataforma OPIMA desenvolvida e dos diversos modelos de negócio adoptados pelo consórcio. Mais precisamente, foram quatro os cenários de testes realizados [OCIOSF01, OCTRADR02]:

• Comercialização de música digital: em que faixas de música podem ser escutadas numa loja da Web e posteriormente adquiridas e descarregadas para o PC do utilizador. Podem depois ser tocadas sob o controlo da OVM e regras de licenciamento previamente definidas;

• Locução de Áudio: utilizadores que desejem criar locução de áudio para programas de TV, rádio, vídeo, CD-ROM, publicação na Web, entre outros, podem realizar esta operação completamente on- line, enviando o seu texto e negociando um contrato com o artista escolhido. Pode depois receber o ficheiro de voz para rever no seu PC, sob o controlo da OVM;

E-Learning: conteúdo de aulas de Universidade foram publicadas em MPEG-4 e disponibilizadas através de uma LAN – Local Área Network , para que os estudantes pudessem aceder a este material mais tarde. O acesso e utilização deste conteúdo eram controlados pela OVM;

37 Podem ser igualmente introduzidas algumas alterações em modelos de negócio existentes para que possam incorporar as

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Comercialização de imagens digitais: em que consumidores profissionais podiam navegar num site de comércio electrónico, escolhendo material fotográfico disponível e descarregar imagens em resoluções diferentes. Uma vez que o valor (preço) da imagem depende da resolução da mesma, a OVM, no PC do utilizador, controla o ac esso a imagens de boa qualidade. A OVM irá igualmente inserir uma marca de água na imagem final adquirida pelo utilizador, para controlar a sua utilização em situações não previstas.