1. Introduction
1.7 Phosphoproteomics workflow
1.7.4 Phosphorylation site determination
Atual mente, a carreira ―magistério público‖ do Distrito Federal conta com cerca de trinta mil docentes , cuja jornada ampliada de trabalho traduz numa conquista histórica da categoria desde a década de 1980. Além disso, outro fator de contribuição pedagógica dos docentes do DF traduz-se na construção dos documentos de orientações curriculares da educação básica , que trazem concepções de vanguarda sobre a Educação.
No âmbito da Escola Dom Qui xote constata-se concepções vanguardistas, principalmente no que se refere ao desdobramento do trabalho interdisciplinar presente n o PPP da escola.
A escola projeta-se para além de seus muros participando de eventos culturais e científicos promovidos em Brasília. Nessas ocasiões, leva ao público uma diversidade de projetos . Fato que a consolidou como uma das escolas mais atuantes da c idade.
E mais: os reflexos do trabalho sério e interativo entre professores e alunos resultam em lugar de destaque nas avaliações do ENEM.
A partir dos dados coletados, traça -se com maior nitidez o perfil desses docentes conforme ilustram os gráficos e tab elas do Apêndice H. Semelhante ao que ocorre na pesquisa estatística dos discentes em relação ao sexo dos participantes, professores do sexo feminino também são maioria no corpo docente dessa escola, perfazendo o total de 70% contra 30% do sexo masculino ( ver Tabela 6 e Gráfico 33, Apêndice H).
Um fator que chama a atenção e é indicativo de benefício para o bom desempenho na escola é a experiência de vida que os seus docentes acumularam durante toda a carreira de magistério. Isso se constata pela idade dos docentes, em que a maioria (60% dos professores) está entre 46 e 50 anos, enquanto 10% dos professores têm entre 31 e 35 anos; 10% têm entre 36 e 40 anos; 10% têm entre 41 e 45 anos; e 10% têm mais de 51 anos (ver Tabela 7 e Gráfico 34, Apêndice H) .
Outro fator indicativo de boas oportunidades de trabalho integrado entre todos os docentes da escola está o percentual de 100% de eles cumprirem carga horária de quarenta horas semanais (ver Tabela 9 e Gráfico 36, Apêndice H) .
Em relação à naturalidade dos docentes, 50% são naturais do DF; 20% são originários de Minas Gerais; outros 20% vieram do Ceará e 10% são de Pernambuco (ver Tabela 10 e Gráfico 37, Apêndice H) . Esse cenário resulta na identificação dos professores com o contexto regional e na participação efetiva na história da cidade .
Quanto ao tempo de docência na educação básica, a escola conta com 60% de profissionais que estão entre 1 a 10 anos na rede; 10% entre 16 a 20 anos; 20% entre 21 a 25 anos e 10% aci ma de 26 anos (ver Tabela 12 e Gráfico 39, Apêndice H). Pode-se depreender desse resultado que o quadro de docência é experiente e que a possibilidade de interação profissional pode trazer benefícios, pois 40% dos docentes estão há mais de 16 anos atuando na educação básica.
A pesquisa também se debruçou sobre o nível de formação dos professores: 100% afirmaram ter realizado especializações oferecidas pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação do Distrito Federal (EAPE); Pós-graduação lato-sensu (2 professores) e
Pós-graduação stricto-sensu (1 professor) (ver Gráfico 40, Apêndice
H).
O resultado referente a essa questão instigou a curiosidade da pesquisadora, que buscou, por meio de levantamento feito na secretaria da escola, a título de ilustração, os dados referentes a todos os setenta e seis docentes possuírem, ou não, cursos de pós - graduação. A análise evidenciou que trinta e dois concluíram pós - graduação lato-sensu; oito cursaram pós graduação stricto-sensu; e um concluiu doutorado. Além desse percentual bastante expressivo, que evidencia a preocupação dos docentes com a qualidade da sua formação, há muitos docentes que fizeram (ou estão cursando) especializações nas áreas em que atuam. Considera -se representativa essa preocupação, pois atualizar-se é o melhor caminho para munir -se de ferramentas que propiciarão alcançar mudanças na interação com os alunos, impelindo-os a exigir mais de si e do mundo que os cerca .
O questionário abordou também questões referentes ao conhecimento do PPP pelos professores, a relação deles com o proje to e, ainda, como eles agem em prol da implementação das ações propostas pelo PPP. O resultado percentual de cada questionamento será apresentado a seguir e ilustrado pelos gráficos constantes do Apêndice I.
As duas primeiras perguntas referem-se, respectivamente, a existência ou não de um projeto político -pedagógico e se os professores conhecem o projeto da escola. O resultado foi animador: 100% dos professores participantes da pesquisa responderam sim, isto é, há um projeto na escola e eles o conhecem (ver Gráfico 41 e 42, Apêndice I). Isso indica que os professores estão inteirados quanto ao PPP da Escola Dom Quixote.
Em caso de resposta afirmativa nos itens anteriores, a questão 1.3 questiona a participação dos docentes na elaboração do projeto
político-pedagógico. O resultado foi: 50% participaram; 30% não e 20% participaram parcial mente (ver Gráfico 43, Apêndice I) . Desses que participaram, como resultado da questão 1.4 (De que forma você participou?) 75% colaboraram por mei o de reuniões nas coordenações
pedagógicas; 12,5% respondendo a questionários e 12,5% participaram de outras formas (ver Gráfico 44, Apêndice I). Essas respostas são um resultado positivo, pois apresentam um número expressivo de participação.
A questão 1.5 (Caso você não tenha participado da elaboração do projeto político-pedagógico, ao chegar à escola ele lhe foi apresentado?) obteve as seguintes respostas : dos que não participaram da elaboração do PPP, 71,4 % marcaram sim e somente 28,6% não (ver Gráfico 45, Apêndice I) . Embora o resultado tenha sido positivo, as respostas a essa questão indicam falhas de comunicação entre a equipe gestora e os docentes, pois , ao serem recebidos na escola, ainda 28,6% não tiveram acesso ao PPP, o que evidencia ausência de padronização quanto à acolhida de docentes recém- chegados à escola. Isso pode gerar desinteresse desses professores pela execução do PPP. O ideal seria que 100% dos docentes fossem informados e incentivados a conhecer o documento, ou seja: o PPP, assim que fossem lotados para o exercício na à escola.
Por sua vez, a questão 1.6 (A escola oportuniza momentos para a discussão das ações do projeto pol ítico -pedagógico, bem como de sua avaliação?) teve como respostas: 80% sim; nem uma resposta negativa; e 20% marcaram a opção desconheço (ver Gráfico 46, Apêndice I).
Chama a atenção o fato de dois professores optarem por responder desconheço na questão anterior. Principalmente porque ninguém assinalou não. Significa que esses dois docentes estão ausentes da escola enquanto os outros 80% fazem a avaliação e discutem ações do PPP?
Nesses momentos de discussão e avaliação do PPP promovidos pela escola, 66,7% dos docentes participam, enquanto 33,3% participam às vezes (ver Gráfico 47, Apêndice I) . Aqui um fato chama
a atenção: 66,7% afirmam participar das discussões, enquanto, na questão anterior, 80% afirmam que a escola oportuniza situações para discutir as ações do PPP. Observa-se, então, que o percentual, nos dois itens, não é idêntico, inferindo-se, portanto, que o docente participa se quiser. Ou seja, não é obrigatória a presença de todos.
A questão 1.8 (O projeto político-pedagógico da escola viabiliza a Gestão Democrática?) teve como respostas: 80% sim; e 20% nem
sempre (ver Gráfico 48, Apêndice I) . Isso indica que um número
expressivo de professores percebe a viabilidade da gestão democrática na escola.
Em relação a atividades de formação continuada, atualização, capacitação, treinamento, especialização, mestrado , 100% dos docentes se posicionaram positivamente (ver Gráfico 49, Apêndice I) . Assi m, a preocupação com a formação continuada evidencia o comprometi mento dos docentes com a excelência da sua atuação e consciência da necessidade de atualizar -se.
No entanto, para que o profissional se preocupe com sua contínua formação, é preciso tempo de dedicação, que é curto para quem trabalha 40 horas semanais. Isso a escola parece valorizar, como demonstra o resultado da pesquisa, em que 80% responderam que a escola facilita sim as atividades de formação, enquanto 20% responderam nem sempre (ver Gráfico 50, Apêndice I) .
A questão 1.11 (Você utiliza os espaços da Coordenação Pedagógica para interagir com seus pares e ampliar seus conhecimentos?) teve como respostas: 80% sim; e 20% nem sempre
(ver Gráfico 51, Apêndice I). Pode-se considerar que essa questão teve 100% de respostas afirmativas, uma vez que ninguém assinalou a variável não. Isso pressupõe que é prática comum a interação dos representantes das diversas áreas do conhecimento contempladas em uma escola de ensino médio, embora não seja atividade sistemática, de acordo com os 20% que responderam nem sempre.
Na mesma linha de pensamento, a questão 1.12 (Você troca ideias com seus pares para planejar de forma interdisciplinar suas aulas?) resultou em: 70% sim; 10% não e 20% nem sempre (ver
Gráfico 52, Apêndice I). Também nessa questão há sinal de bastante interação, com 90% de respondentes afirmando planejar as aulas de forma interdisciplinar. Essa estatística reforça as respostas à questão anterior.
A escola possui alguns órgãos colegiados. Assim, a fi m de verificar a participação dos docentes nesses órgãos, a questão 1.13 chegou ao seguinte resultado: dos que participam (50% dos entrevistados afirmam não participar de nenhum órgão), 80% participam do Conselho de Classe Participativo , contra 20% que participam do Conselho Escolar (ver Gráfico 53, Apêndice I).
A questão 1.14 (A escola promove reuniões periódicas entre os professores, supervisores/coordenadores pedagógicos e o gestor para discutir assuntos relativos ao cumprimento do que está previsto no projeto político-pedagógico?) teve como respostas: 70% sim e 30%
nem sempre (ver Gráfico 54, Apêndice I) . Chama a atenção o fato de
30% assinalarem a variável nem sempre, enquanto os outros 70% assinalaram sim. Esse resultado configura que 100% afirmam que a escola promove reuniões para tal fim, sendo que 30% acreditam que poderiam acontecer mais encontros.
A questão 1.15 questiona se há algum procedimento formal para avaliar o resultado do trabalho de todos os profissionais envolvidos com o PPP da escola. Nessa pergunta, 70% assinalaram sim; 10%,
não e 20%, desconheço (ver Gráfico 55, Apêndice I) . As variáveis não
(10%) e desconheço (20%) somam 30% de indicação referente a não haver tal procedimento, caso contrário seria atividade formal e sistemática da escola e todos saberiam. No entanto, 70% afirmam que há esse procedimento . Para que 30% dos docentes não participem dessa avaliação que 70% afirmam haver, significa que é um procedimento aberto a quem quiser participar . Essa constatação reforça o questionamento sobre a participação do docente quando se discute e avalia o PPP da escola (item anteriormente analisado) .
A questão 1.16 (A equipe gestora propicia momentos para a participação dos professores nas decisões da escola em relação aos assuntos pedagógicos?) teve como respostas: 90% sim e 10% nem
sempre (ver Gráfico 56, Apêndice I) . O fato de 10% assinalarem a
variável nem sempre, enquanto os outros 90% assinalaram sim, configura 100% como resposta afirmativa ; porém, considera-se ainda que os docentes deveriam ser chamados a participar mais das decisões relacionadas à escola e aos assuntos pedagógicos .
Por fi m, a questão 1.17 (Como você define a equipe gestora de sua escola?) teve como respostas: 70% dos respondentes marcaram a opção democrática e 30%, a opção um misto dos dois (ver Gráfico 57, Apêndice I). A opinião dos docentes, portanto, é a de que se trata de equipe que interage e sabe ouvir e acatar a participação do s professores.