1. Introduction
1.7 Phosphoproteomics workflow
1.7.3 Mass spectrometric instrumentation for (phospho)peptide analysis
Noventa alunos, cursando o terceiro ano do Ensino Médio, contribuíram para esta pesquisa. Nas três primeiras questões referentes ao perfil (sexo, idade e estado civil), dois alunos deixaram os campos em branco. Têm-se então oitenta e oito respostas válidas para fins de análise destas questões.
Quanto ao sexo dos discentes, apreende-se que o número de alunas concluintes do ensino médio supera em quase 10% o do sexo oposto: 45,5% são do sexo masculino, enquanto 54,5% são do sexo feminino (ver Tabela 1 e Gráfico 1, Apêndice F).
A pesquisa apresenta u m fator positivo: a maioria dos alunos pertence à faixa etária adequada ao nível de escolaridade. Em números
percentuais, 95,5% têm idades que variam entre 14 e 18 anos e somente 4,5% têm entre 19 e 22 anos (ver Tabela 2 e Gráfico 2, Apêndice F). Isso nos leva a concluir que a escola não apresenta defasagem idade-série.
O Distrito Federal (DF) tem histórico expressivo de acolhimento de imigrantes em função da necessidade de construção e implementação da capital do Brasil, na região centro -oeste. Ainda hoje, em razão dessa história de mobilização para consolidar o novo local, muitas pessoas migram para o DF, na esperança de encontrar trabalho e melhores condições de vida. Dessa forma, a diversidade cultural e regional , que caracteriza os moradores de Brasília, demanda uma preocupação: a necessidade ou não de a escola desenvolver projeto de acolhimento e interação desses alunos .
Essa necessidade foi descartada ao conferir a naturalidade dos discentes. Neste quesito, 35 alunos não responderam a questão, sendo, então, 55 respostas válidas. Dessas, 1,8% nasceu no Estado da Bahia; 5,4%, em Goiás; 1,8%. no Maranhão; 9,1%, em Minas Gerais; 1,8%, em Pernambuco; 3,6%, no Piauí; 1,8%, em São Paulo e 74,5% dos alunos nasceram no DF (ver Tabela 4 e Gráfico 4, Apêndice F). Portanto, embora muitos não tenham respondido à questão, entende-se que a adequação aos aspectos regionais do DF não é fator de interferência em relação ao desempenho do aluno, nem há necessidade de se criar um projeto específico para promover essa adaptação.
Outro fator de relevância diz respeito ao tempo de permanência na escola. Dos 90 alunos, 4 não responderam este item. Em relação às respostas válidas, 61,6% dos discentes iniciaram e estão concluindo o ensino médio nessa instituição. Quanto ao tempo de estudo na escola, 11,6% frequentam-na há um ano; 9,3%, há dois anos; 61,6%, há 3 anos; 15,1%, há 4 anos e 2,3%, há mais de 4 anos (ver Tabela 5 e Gráfico 5, Apêndice F).
A maioria é oriunda de famílias residentes em Taguatinga, cujos pais têm, na instituição, referência de uma educação de excelência. São comuns casos em que os pais também estudaram e realizaram
cursos técnicos e profissionalizantes na escola onde hoje estudam seus filhos. Esses fatos favorecem o fortalecimento e o
comprometi mento pedagógico da escola com seus alunos,
diferentemente de outras instituições cuja transitoriedade de alunos de outras Regiões Administrativas é constante.
Os dados coletados referentes ao conhe cimento e à relação dos alunos com o PPP da escola, ou seja, à percepção deles quanto às ações implementadas com base nas propostas do PPP, construíram-se gráficos que apresentam o resultado percentual de cada questionamento (Apêndice G).
A primeira questão refere-se ao conhecimento ou não, por parte dos alunos, da existência do PPP da escola. Dos 90 alunos, 15,6% conhecem o PPP; 28,9% não conhecem; 18,9% ouviram falar e a maioria (36,7%) deles nunca ouviu falar (ver Gráfico 6, Apêndice G) .
A soma dos alunos que não conhecem o PPP da escola e daqueles que nunca ouviram falar no documento (65,6% do total de alunos participantes da pesquisa ) é muito preocupante. Esse fato evidencia que a execução do PPP é assunto tratado somente por docentes e equipe gestora; os alunos não possuem participação efetiva na construção do PPP.
Na pergunta ―Você participou da elaboração do projeto político - pedagógico da sua escola?‖, 11,1% dos alunos responderam sim; 82,2% deles responderam não e 6,7% responderam que participaram
em parte (ver Gráfico 7, Apêndice G) .
O fato de 82,2% dos alunos responderem ―não‖ à pergunta sobre terem participado da elaboração do PPP da escola não fortalece a evidência referida na análise da pergunta anterior, po is o PPP da escola foi elaborado ao longo dos anos 2003, 2004 e 2005 e esses alunos poderiam não fazer parte do quadro da escola pesquisada.
Na questão 1.3 (De que forma você participou? ), dos respondentes, 67,8% não responderam o item, o que indica que nã o participaram da construção do PPP. Assi m, das respostas válidas, 10,3% dos alunos assinalaram sim para participação em reuniões com
questionários e 37,9% assinalaram com discussões em sala de aula
(ver Gráfico 8, Apêndice G) .
Por serem 67,8% os que não responderam e 82,2% os que alegaram (na pergunta anterior) não terem participado da elaboração do PPP (uma diferença significativa de 14,4% dos alunos), pode-se afirmar que houve falha na elaboração desta questão, prejudicando a análise. Ela deveria conter mais duas variáveis: a variável Não
estudava nesta escola no ano da elaboração e a variável Não fui chamado a participar. Ou seja, faltou alternativa de resposta para os
que não participaram.
A questão 1.4 (A escola oportuniza momentos com os alunos para a discussão das ações do projeto político -pedagógico, bem como de sua avaliação?) teve como respostas: 28,9% respostas para sim; 28,9%, para não e 42,2%, para desconheço (ver Gráfico 9, Apêndice G).
Observa-se, aqui, um equilíbrio entre as respostas sim (28,9%) e
não (28,9%), o que permite inferir a anulação das alternativas sim e não. Nesse ângulo, chama a atenção o alto percentual (42,2%) de
respondentes para desconheço. Ou seja, são alunos de uma mesma escola, de um mesmo período, de três turmas diferentes com os mesmos professores e quase metade dos alunos desconhece a existência do PPP, mesmo com discussões em sala de aula.
Trata-se de percentual significativo que deixa em aberto considerações sobre tal resultado. Ou não entenderam a pergunta, ou estão insatisfeitos com a maneira como é trabalhada a discussão das ações e avaliação do PPP. Infere-se ainda que possam ser alunos que não fazem questão de participar de atividades que não sejam especificamente pedagógicas. Ou ainda há uma falha na gestão educacional em não promover, junto ao corpo docente, um espaço para discussões pedagógicas e, em especial, para a elaboração e implementação do PPP.
Em caso de resposta afirmativa da pergunta anterior, a questão 1.5 indaga se os alunos costumam participar das discussões sobre o PPP. Para esta questão, dos que responderam, 36,6 % marcaram sim;
46,3% marcaram não e 17,1% marcaram às vezes (ver Gráfico 10, Apêndice G).
Ainda buscando reforçar o questionamento sobre participação, a questão 1.6 (Caso participe, assinale abaixo a sua forma de participação) teve o seguinte resultado: dos que responderam (58 alunos não responderam esta questão), 50% assinalaram que participam respondendo a questionários; 15,6% assinalaram que participam de reuniões e conselhos de classe ; 34,4% responderam
sempre que sinto necessidade converso com a direção da escola (ver
Gráfico 11, Apêndice G).
Essas duas questões anteriores trazem a indicação de que a participação dos alunos não é representativa. Dos 90 alunos, a primeira questão apresenta 68 alunos não participantes (soma dos que não participam e dos que não responderam), que se consideram ausentes das discussões. A segunda teve 64,4% (o equivalente a 58 alunos) de absenteísmo, evidenciando mais uma vez falta de participação.
A questão seguinte (1.7) investigou a ordem de i mportância das instituições colegiadas da escola pesquisada e teve os resultados a seguir:
Prioridade 1 (P1): Conselho Escolar, com 42,7% dos votos; Prioridade 2 (P2): Conselho de Classe Participativo, com 43,8% dos votos. Em relação à Prioridade 3 (P3), houve empate técnico, pois Grêmio estudantil ficou com 30 ,3% dos votos e Assembl eia de Classe com 29,2%, reforçado pela Prioridade 4 (P4), que traz Grêmio Estudantil com 36% dos votos, evidenciando que os respondentes consideram aqueles dois em um mesmo patamar de i mportância (ver Gráficos de 12 a 15, Apêndice G) .
Um fato chamou a atenção: um único respondente optou pela abstenção. As duas questões anteriores tiveram 4 9 abstenções na primeira e 58, na segunda. Isso indica que há questões com alta taxa de absenteísmo. Entretanto, a questão em pauta foi um convite à participação. Pode ter sido por se tratar de temática que remete ao cotidiano escolar dos alunos.
As respostas à questão seguinte (1.8: O Grêmio Estudantil da sua escola é atuante?) reforçam que os respondentes sentem muito respaldo nas ações do Grêmio. Para este questionamento, obteve -se o seguinte resultado: 67,1% marcaram sim, enquanto 32,9% marcara m
não (ver Gráfico 16, Apêndice G) .
A questão 1.9 (Marque com X os projetos desenvolvidos, na sua escola, dos quais você participou ou p articipa) obteve resultados bem expressivos quanto à participação dos alunos nos Projetos desenvolvidos na escola. Nesta pergunta, são 50% participantes do
Projeto Multidisciplinar ; 96,7% participantes do Projeto OlimDomQuixote; 97,8% participantes do Projeto Literatura em cena;
42,2% participantes do Projeto Interdisciplinar – Feira das profissões;
10% participantes do Projeto: Ressignificando o conhecimento
linguístico e matemático; 52,2% participantes do Projeto: Mostra Artístico-cientifico-cultural, 67,8% participantes do Projeto: Aluno cidadão; 63,3% participantes do Projeto: Mostra científica e apenas
1,1% dos alunos respondeu Não faço parte de nenhum projeto (Ver Gráficos de 17 a 25, Apêndice G) .
Ou seja, os pesquisados que participaram do pree nchimento dos questionários, em número de 90 alunos, quantitativo que representa 24% do total de alunos do terceiro ano do ensino médio da escola pesquisada, evidenciaram que os projetos são muito bem aceitos e permitem a participação de cada aluno por interesse próprio. Apenas um aluno alega não participar dos projetos promovidos pela escola .
Quando perguntados se consideram produtiva a participação do aluno no Conselho de Classe Participativo , 63,3% dos alunos responderam sim; 11,1% responderam não e 25,6%, nem sempre (ver Gráfico 26, Apêndice G).
Esse resultado comprova que, quando há motivação por força de interesse próprio, como é o caso do Conselho de Classe Participativo, o aluno se mostra a favor da participação.
Nessa perspectiva, na questão 1.11 (Em sua opinião, o Conselho de Classe Participativo permite refletir sobre as habilidades e dificuldades do processo de ensino e aprendizagem? ), 69,3% dos
alunos que responderam a pergunta afirmam que sim; 5,7% afirmam que não e 25% marcam nem sempre (ver Gráfico 27, Apêndice G).
O resultado alcançado nessa questão, em que o sim prevalece, reforça o item anterior em relação à importância dada à participação motivada.
Por outro lado, a atuação dos pais nas atividades da escola ainda deixa a desejar. Como resposta ao questionamento da participação de seus pais na escola, 11,2% dos alunos que responderam a questão assinalaram que os pais participam de forma atuante; 44,9% assinalaram de vez em quando; 20,2% assinalaram não participam e 23,6% marcaram sempre que são solicitados (ver Gráfico 28, Apêndice G).
As variáveis „De vez em quando‟ e ‗sempre que são solicitados‟
apresentam alto percentual. Isso indica que a prática sistemática dos pais ou responsáveis é a de só acorrerem à escola quando são convidados a fazê-lo.
Observa-se também que a atuação da administração da escola não é bem vista pelos alunos. É o que comprova o resultado da questão 1.13 (Os alunos são ouvidos nas decisões administrativas da escola?): 3,4% marcaram sempre; 25,3% marcaram não; 55,2%, nem
sempre e 16,1%, quase nunca (ver Gráfico 29, Apêndice G) .
Do mesmo modo, a questão 1.14 (Os alunos são ouvidos nas decisões pedagógicas da escola? ) obteve resultados semelhantes: 4,7% responderam sempre; 23,3%, não; 57%, nem sempre e 15,1%,
quase nunca (ver Gráfico 30, Apêndice G) .
O resultado dessas duas últi mas questões teve percentual bem semelhante e, embora se refiram a temáticas diversas, tratam de ação idêntica: ser ouvido. A evidência é de que são os mesmos os alunos que se consideram ouvidos e os que não se sentem contemplados, não importando sobre qual assunto.
Quanto à preparação dos alunos para o vestibular e para o ENEM, a questão 1.15 (Consta do projeto político-pedagógico da sua escola que a preparação dos alunos do ensino médio para o vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é desenvolvida em
sala de aula. Você se sente beneficiado com esse procedi mento? ) chegou ao seguinte resultado : 32,9% responderam sim; 8,2% responderam não; 22,4%, é satisfatória e 36,5%, deixa a desejar (ver Gráfico 31, Apêndice G).
As variáveis sim e é satisfatória alcançaram juntas 55,3%, enquanto as variáveis não e deixa a desejar alcançaram 44,7%, evidenciando que as opiniões estão muito divididas. Como tem a ver com desempenho e conteúdo, inf ere-se que a média dos alunos sente que poderia ser mais bem assistida nessa preparação.
Por fi m, a questão 1.16 (Como você define a equipe gestora desta escola?) teve como respostas: 18,8% democrática; 16,5% autoritária e 64,7% um misto dos dois (ver Gráfico 32, Apêndice G).
Embora a variável um misto dos dois tenha alcançado u m percentual acima da média, chama a atenção o s 16,5%, que definem a equipe gestora como autoritária.