4.6 Climate change and its impact on agricultural production and livelihoods
4.11.1 Phalombe Focus Group Discussion
pessoa com doença oncológica.
Unidade de Cuidados Intensivos e Intermédios Oncológica. A consolidação da
decisão terapêutica baseada na escada analgésica modificada da OMS possibilitou aumentar a capacidade de manuseio de opióides fortes, nomeadamente as suas indicações, farmacocinética, interacções, efeitos sinérgicos e secundários,
consideradas competências basilares neste domínio (Vallerand, Musto & Polomano,
2011). A via endovenosa foi a preferencial, neste contexto, pela hipoperfusão periférica associada e necessidade de infusão de volumes ou doses elevadas, com recurso frequente à PCA (Patient-Controlled Analgesia) intravenosa ou epidural (Caraceni et al., 2012).
Ao prestar cuidados à pessoa em situação emergente e na antecipação da instabilidade de risco de falência orgânica, com doença oncológica, possibilitou aprofundar habilidades no âmbito do suporte avançado de vida, com inclusão da manutenção da via aérea artificial definitiva e na ventilação não invasiva (VNI) (OE, 2010b), fundamentais na prevenção da exaustão respiratória e controlo da dispneia. A evidência aponta a VNI como uma medida de redução da entubação endotraqueal em aproximadamente 50%, com diminuição da taxa de mortalidade e do tempo de internamento hospitalar. Tendo em conta que, apenas está recomendada na falência respiratória ligeira a moderada e com repercussão pouco acentuada no pH (pH=7,30 a 7,35) e desaconselhada na alteração do estado de consciência, diminuição do reflexo de faríngeo, cirurgia esofagogástrica recente, evidência de isquémia miocárdica ou presença de arritmias ventriculares (Ramos et al., 2012).
A abordagem de intervenção na UCII ao ser multimodal permitiu observar a utilização de analgésicos não-opióides concomitantemente com os opióides, nas pessoas que experienciam dor contínua, com associação de adjuvantes. No caso da
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dispneia, a utilização de broncodilatadores, nas situações de estase pulmonar, com associação de benzodiazepinas no controlo da ansiedade e anti-psicóticos nos estados de agitação psico-motora e delirum, favoreceu a sistematização de uma abordagem global, potenciada pela mobilização de estratégias não farmacológicas, de acordo com a boa prática preconizada no controlo de sintomas (Jarzyna et al., 2011; National Comprehensive Cancer Network, 2011; Oncology Nursing Society, 2012; Yamaguchi et al., 2013).
Clínica de Dor Oncológica e Unidade Multidisciplinar de Dor Crónica. No que
concerne às ações farmacológicas, a presença em unidades de dor diferenciadas permitiu identificar os fármacos utilizados em cada degrau da escala analgésica, tendo em conta as suas indicações, farmacocinética, interacções, contra-indicações, efeitos sinérgicos e secundários. Observar como as doses iniciais de opióides fortes são designadas, a titulação, manutenção, rotatividade de opióides e equialgesia realizada, contribuiu para aprofundar saberes sobre a sua farmacodinâmica, bem como minimizar efeitos adversos: náuseas e vómitos, obstipação, neurotoxicidade, prurido, depressão respiratória e imunossupressão. Nesta linha de raciocínio, incluiu- se igualmente a atuação na redução das consequências colaterais dos analgésicos não opióides e AINES: toxicidade gastrointestinal, renal, SNC, cutânea, cardiovascular e alterações da coagulação (Vallerand, Musto & Polomano, 2011; Ripamonti et al., 2012; Fielding, Sanford & Davis, 2013).
O contato com as formas de apresentação de fármacos disponíveis na farmacêutica portuguesa mais utilizadas, a participação na seleção da via de administração invasiva e/ ou não invasiva mais adequada, tendo em conta a bioequivalência, absorção, conforto, preferência individual e adesão terapêutica facilitou uma tomada de decisão mais consistente, diversificada e personalizada. A participação no controlo farmacológico de condições crónicas dolorosas de difícil reconhecimento e tratamento: dor neuropática, óssea e irruptiva, permitiu consolidar recomendações na sua mitigação, que se encontram de acordo com o guia orientador de boas práticas elaborado, alicerçado na Revisão Sistemática da Literatura e Técnica de Delphi (Apêndice 9) (Dale, Moksnes & Kaasa, 2010; Caraceni et al., 2012; Yamaguchi et al., 2013; NCCN, 2014; Wengström, Geerling & Rustoen, 2014).
A lidocaína tópica, que atua na estabilização dos canais de cálcio nos neurónios periféricos e a utilização de Capsaícina a 8% em adesivo cutâneo também foram fármacos introduzidos em ambos os campos da prática no controlo da dor neuropática periférica. A análise da Circular Normativa da Direção-Geral de Saúde
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Nº 043/2011, de 28/10/2014 sobre o tratamento da dor neuropática no adulto e idoso para o entendimento da abordagem diferencial da dor neuropática periférica, central e outras etiologias: nevralgia pós-herpética, nevralgia do trigémio e neuropatia associada a VIH (DGS, 2014).
O controlo da dor da pessoa oncológica com antecedentes pessoais relevantes: comportamentos aditivos, doença renal crónica terminal, insuficiência cardíaca e/ou pulmonar grave foi essencial para aumentar a perícia na prevenção da acumulação de matabolitos séricos, responsáveis pela sonolência e falência renal (NCCN, 2014). Na rotatividade de opoióides a utilização de metadona, como opióide sintético agonista dos receptores mµ, delta e antagonista dos recetores NMDA, consistiu em uma alternativa eficaz, com boa relação custo-benefício nos casos de dor neuropática, dose diária equivalente de morfina ≥ 300mg e na dor oncológica persistente, mesmo em pessoas sem história toxífilica. Achados idênticos são reportados pela literatura (Nicholson, 2013; Wallace, 2013)
Cerca de 10% das pessoas com doença oncológica possui dor de difícil controlo com analgésicos por via oral e parentérica, onde estão recomendadas técnicas invasivas, classificadas de acordo com a sua atuação: bloqueios do sistema nervoso simpático, bloqueios de nervos periféricos, bloqueios do neuroeixo e infiltração dos pontos gatilho de dor. Em ambos os locais foi possível participar na utilização de técnicas invasivas, aconselhadas quando existe dor intensa referenciada a zonas de inervação de plexos nervosos, sem resposta à rotatividade de opóides, necessidade de administração de grandes doses de opióides e efeitos colaterais significativos pelos métodos convencionais (Ripamonti et al., 2012). No âmbito das técnicas invasivas, foi ainda possível colaborar na preparação e follow-up pós neuromodulação, que consiste na implantação de um eléctrodo no espaço epidural, que impede a transmissão das mensagens dolorosas ao cérebro, assim como na radiofrequência, que se pode descrever como a neurodestruição controlada produzida pelo calor, onde o alívio da dor é temporário (9 a 10 meses), devido à regeneração do axónio (Ritto et al., 2012).
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3.2.4. Objetivo 4: Identificar as estratégias utilizadas pela equipa