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Adoption rate of CSA Technology in Nkhotakhota District

4.6 Climate change and its impact on agricultural production and livelihoods

4.7.0 Adoption of CSA technologies

4.7.3.0 Adoption rate of CSA Technology in Nkhotakhota District

equipa multidisciplinar.

Unidade de Cuidados Intensivos e Intermédios Oncológica. Para individualizar

os cuidados prestados revelou-se crucial identificar qual a fase de sobrevivente de cancro, em que a pessoa se encontrava, dadas as suas especificidades (Morgan, 2009; Richardson et al., 2011). A realização da colheita de dados, com inclusão da história de dor e dispneia prévia, constituiu um procedimento fundamental para aumentar a expertise na avaliação inicial. Dos instrumentos apontados pela evidência de auto-avaliação (Ripamonti et al., 2012; NCCN, 2014), a Escala de Avaliação Numérica ou a Escala Qualitativa são as mais utilizadas. Na pessoa com incapacidade de comunicar verbalmente, a de eleição recai na Versão Portuguesa da Escala da Dor Behavioral Pain Scale, pela sua adaptação a pessoas sob entubação endotraqueal. É crucial estar alerta para critérios de exclusão: tetraplegia, sob terapêutica bloqueante neuromuscular, coma profundo com afetação grave metabólica ou neurológica, como profundo induzido por barbitúricos, com pontuação de 3 na Escala de Glasgow ou na polineuropatia do doente crítico (Batalha et al., 2013). No que se reporta à análise do Grupo Dinamizador dos Padrões de Qualidade dos Cuidados de Enfermagem, vocacionado para a divulgação e regulação de boas prática na avaliação, intervenções e registo da dor, verificou-se que a escala visual analógica é uma instrumento com baixa adesão, pela sua ampla subjetividade e difícil quantificação, motivo pelo qual a sua utilização foi abolida das ferramentas de avaliação, que fornecem a todos os serviços, incluído a UCII, para a apreciação da dor. A avaliação das características da dor oncológica pressupõe os seguintes itens: intensidade, frequência, tipo de dor (somática, visceral, neuropática ou mista), localização, presença de irradiação, duração da dor, padrão de dor (contínua ou irruptiva), factores de alívio e de exacerbação, resposta ao esquema analgésico e de resgate, a existência de outros sintomas associados e a interferência nas atividades de vida diárias (Yamaguchi et al., 2013; Wengström,

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Geerling & Rustoen, 2014; NCCN, 2014), bem como a re-avaliação foram aspectos privilegiados neste contexto de trabalho.

Quanto à dispneia, foi notória uma dificuldade na sua quantificação, fenómeno este relacionado com a inexistência de escalas de apreciação de hétero-avaliação, validadas na realidade portuguesa, como por exemplo a Numerical Rating Scale (NRS) for breathlessness (Raymond et al., 2010). A valorização dos factores de alívio e de exacerbação, do modo como era descrita, a associação com outros sintomas, a intensidade da dispneia, a forma como afecta o próprio e aos outros que o rodeiam, bem como o nível aceitável de dispneia foram aspectos norteadores da boa prática no seu controlo (Raymond et al., 2010; ONS, 2012), que proporcionam a redução dos níveis de ansiedade e o envolvimento nos cuidados.

Clínica de Dor Oncológica e Unidade Multidisciplinar de Dor Crónica. A história

de dor/ colheita de dados, neste contexto, foi elaborada num âmbito mais amplo, proporcionada pela fase de convalescença, em ambulatório, ao invés da situação de cuidados críticos. A resposta ao esquema analgésico e de resgate, formas habituais de comunicar/ manifestar a dor, factores de alívio e exacerbação, estratégias de

coping, interferência nas atividades de vida diárias e conhecimento/ perceção acerca

da doença/ expetativas acerca da dor e tratamento foram aspectos mais desenvolvidos. Na caracterização da dor a inclusão da sua localização em diagrama corporal, bem como a classificação da dor como irruptiva, incidental ou fim de dose revelou-se fundamental na seleção de estratégias dirigidas e na monitorização mais objetiva, da eficácia das intervenções implementadas, em consultas subsequentes. Estes itens são igualmente recomendados por estudos anteriores (Caraceni et al., 2012; Wengström, Y.; Geerling, J. & Rustoen, 2014).

As ferramentas utilizadas na apreciação da dor na pessoa com doença oncológica, com capacidade de auto-avaliação, mais utilizadas foram a Escala de Avaliação Numérica e na dificuldade da sua compreensão a Escala Qualitativa, bem como o Inventário Resumido da Dor (Brief Pain Inventory) na apreciação em profundidade, da multidimensionalidade da dor, foi implementado na admissão/ primeira consulta de enfermagem. No que concerne às escalas empregadas nas alterações cognitivas ou incapacidade de comunicar verbalmente, com necessidade de recurso à hétero- avaliação, a Escala de Avaliação da Dor na Demência Avançada (PAINAD) possui uma adesão pelos enfermeiros superior, pela sua aplicação ser considerada mais simples, comparativamente à Escala de Doloplus (Avaliação Comportamental na Pessoa Idosa), mediante a observação participante realizada. O recurso a

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ferramentas híbridas utilizadas na apreciação da dor na pessoa com doença oncológica, como por exemplo: Questionário de Dor Neuropática em 4 questões e

Questionário de Dor Neuropática – PainDetect são instrumentos considerados

complementares na formulação do diagnóstico de dor neuropática, com ou sem componente somática ou visceral associada (Ritto et al., 2012). Todavia, foi também um espaço por excelência na avaliação das necessidades psico-emocionais acopladas à dor, com a utilização de termómetros emocionais, na apreciação do nível de distress, assim como da escala de ansiedade e depressão, de modo a promover o suporte social e ou psicológico necessário, em parceria com a equipa multidisciplinar. Tal como Ripamonti et al. (2012) e o National Comprehensive Cancer Network (2014) salientam a importância de valorizar o grau de preocupação com a doença, ansiedade, depressão, ideação suicida, preocupações espirituais e distúrbios de personalidade, que exercem influência na gestão/ controlo da dor. A participação na intervenção junto dos serviços de internamento, que solicitaram apoio da Clínica/ Unidade de Dor, em contexto de inter-consulta, proporcionou identificar estratégias de educação/ treino e instrução dos pares conducentes à boa prática na administração, vigilância e controlo de efeitos adversos, nomeadamente nos opióides fortes. Este fenómeno reforça a necessidade de formação pós- graduada contínua na área de intervenção da dor (OE, 2008; DGS, 2012; Choi et al., 2014).

Equipa Intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos. Este local de ensino

clínico foi um ambiente por excelência no desenvolvimento de uma abordagem holística, focalizada na prevenção do sofrimento e melhoria da qualidade de vida das pessoas/ famílias que enfrentam problemas de índole física, psicológica, social e espiritual, decorrentes de uma doença incurável, com prognóstico limitado (Oliveira, 2011). A abordagem multidimensional privilegiada reflecte-se na aplicação de instrumentos de avaliação global, como a Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton (Edmonton Sistem Assessment Scale). A realização de um estudo de caso, disponível em Apêndice 8, sobre um senhor com neoplasia do colorectal, com metatização óssea, pulmonar, hepática e ganglionar assistido neste equipa e com múltiplas idas ao serviço de urgência, permitiu uma compreensão aprofundada sobre como ajudar a preservar a sua identidade, resolver factores geradores de stress e intervir no controlo da dor oncológica e dispneia. Morse (2001) enfatiza que, em circunstâncias de sofrimento a integridade da pessoa doente é facilmente ameaçada. Neste sentido, revelou-se crucial desenvolver a sensibilidade ética,

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mobilização de saberes, auto-conhecimento, compaixão e respeito pelas preferências individuais, dada a incerteza e complexidade inerente ao cuidar (Weaver, Morse & Mitcham, 2008), de modo a tornar a pessoa menos vulnerável e facilitar transições saudáveis e aumentar a sensação de bem-estar do outro (Meleis, 2007).

3.2.3. Objetivo 3: Identificar as estratégias utilizadas pela equipa