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Personer drept i veitrafikkulykker 2005- 2015

In document ROS Agder (sider 72-80)

A questão da defesa da pátria como dever e obrigação moral é bastante notória em A Bola. Tanto que considera quase como uma traição aceitar cargos que impliquem algo contra a equipa portuguesa. Por exemplo, logo no dia 11, A Bola apresenta-nos uma notícia sobre o ex-treinador e jogador benfiquista Toni, que aceitou o cargo de “investigador” da selecção dos elefantes brancos. A esse propósito escreve:

“Patriotismo não se divide : Toni já entrou em funções como observador dos adversários da Costa do Marfim.”

Os adversários da Costa do Marfim implicavam Portugal e, apesar de este título não ter assim uma carga tão negativa, é necessário adaptar. Só o facto de A Bola achar necessário publicar esta notícia, assim como questionar ao ex-treinador se o seu patriotismo agora estaria dividido, é notório dessa consideração da pátria e da sua defesa. Da mesma forma, A Bola fez como que um levantamento das razões que acompanharam Toni a tomar esta decisão, como se de um escândalo se tratasse.

Mas falemos de jogos. Nas suas entradas de texto A Bola não mostra uma confiança excessiva na selecção portuguesa, apresentando também, muitas vezes, o lado negativo que é necessário ter em consideração, pois não se deve subestimar o adversário. Com esse

pressuposto, apresenta-nos no dia 13, as condições meteorológicas para o primeiro encontro da selecção portuguesa, que parecem ser também características daquilo que A Bola

considerava que iria ser esta estreia:

“Cidade de vento e de mar espera pela nossa Selecção”

Uma das preocupações de maior instância para este jogo inaugural era a presença ou a falta do capitão marfinense: Didier Drogba. Depois de uma lesão, a sua presença ainda não era uma certeza, o que fez com que durante alguns dias A Bola escreve-se sobre este assunto, mostrando a preocupação neste jogador. Uma das notícias apresentadas, data de dia 15, e inicia-se assim:

“Será Drogba a decidir se joga ou não com Portugal”- O técnico sueco afirma que jogo também será difícil para Portugal.

E de facto, o jogo foi também difícil para Portugal. E voltando as comparações meteorológicas com a equipa portuguesa, o jogo foi de um dia de inverno, como escreve A Bola:

“Jogo frio e calculista em tarde gelada. A vontade de não perder foi sempre maior do que a vontade de ganhar. No próximo jogo, com a Coreia do Norte, ou Portugal „arrebita‟ ou então….”

Ainda sobre as críticas ao jogo de estreia português, A Bola mostra que não estava nada satisfeita com este resultado, mostrando-o e comprovando-o com os números:

“Portugal no jogo em que menos se viram as balizas - Dúvidas desfeitas quanto às cautelas da estreia do Mundial. Foi a partida em que menos se rematou. No fim da primeira ronda, números pouco simpáticos para portugueses.”

As preocupações com o trajecto da equipa das quinas começavam agora a ter mais peso. A Bola já tinha referido que uma vitória contra a Coreia tornava-se agora primordial (“Portugal arrebita ou então…”). O sentimento reforça-se:

“Não ganhar à Coreia pode ser o fim.”

A presença do fatalismo português é verificável nestas expressões, assim como representam a ideia de que de facto, a prestação em campo é um espelho da sociedade. É necessária uma boa prestação. É necessário ganhar.

Com o jogo contra a Coreia do Norte a contar já para o passado, e tendo em conta que “Espanha é o adversário mais temível”, era necessário começar a preparar o duelo ibérico, até porque, como A Bola escreve:

“«Não seremos os melhores do Mundo por ter ganho à Coreia do Norte»”.

Relativamente à preparação do jogo com Espanha, poderíamos considerar uma nova categoria de análise, desta feita, dedicada apenas a este jornal desportivo, dizendo respeito às “teorias da conspiração”. E uma das passagens mais explícitas desta “nova categoria” terá sido apresentada no dia 28 de Junho:

“Abre os olhos, Portugal - São muitas coincidências: quatro árbitros que falam castelhano a dirigir os jogos lusos. Não há juízes europeus no Mundial para um jogo entre europeus? E se a candidatura Espanha - Portugal der o estouro?”

De acordo com A Bola, é muito estranho que nos quatro jogos da equipa portuguesa, se tivessem destacado quatro árbitros espanhóis. Esta notícia será também alvo de uma análise, que será apresentada mais adiante.

Resta-nos só verificar como foi visto o jogo ibérico aos olhos de A Bola, que, como é fácil adivinhar, não causou muitos sorrisos:

Sem história e sem glória!

Portugal podia ter ganho se tivesse sido perfeito - e não foi - e se tivesse tido sorte. Saída de Hugo Almeida foi a pior decisão de Carlos Queiroz.

Já aqui tínhamos tipo oportunidade de verificar que houve algumas decisões do seleccionador nacional que não caíram nas boas graças dos portugueses. E parece que a sua escolha na troca de jogadores foi também um factor que determinou esta “falta de sorte” portuguesa.

Ao contrário do jogo contra a Coreia, este duelo não foi merecedor do título de “perfeito”, antes pelo contrário. Só teríamos tido hipóteses se o tivéssemos sido, (perfeitos) o que pressupõe que a equipa de vez em quando consegue atingir esse patamar. A

qualificação de um jogo “sem glória”, por parte de A Bola, mostra o descrédito que este jogo causou. Mas mais nada se poderia fazer. A aventura africana, chegou aqui ao fim.

7.2.3. Expressões no texto

A categoria vencedora neste campo é sem dúvida a defesa da nação e a importância de uma vitória como projecção de Portugal. E porque uma equipa sem apoio não é uma equipa, a segunda categoria com mais expressões diz respeito a união e ao apoio que a selecção nacional tem do seu país, dos seus adeptos, dos seus fãs, espalhados pelos quatro cantos do mundo. Já aqui referimos a consideração portuguesa pela África do Sul, e vice- versa. Por isso mesmo, e como a história parecia favorecer a equipa lusa, as referencias históricas são também de grande destaque nos textos de A Bola.

In document ROS Agder (sider 72-80)