2 Teori og tidligere forskning
2.5 Perioden mellom skole og arbeid
Neste capítulo apresentam-se os procedimentos metodológicos utilizados para a execução
da pesquisa proposta.
Para se atingir os objetivos da pesquisa, buscou-se o método que melhor atenderia à
demanda, a fim de responder adequadamente ao quesito principal pesquisado. Nesse contexto,
foram selecionados método e tipo de pesquisa, e, por conseguinte, o instrumento de coleta para
se consolidar o método de pesquisa escolhido.
3.1 Método de Pesquisa
Richardson (1999) apresenta duas possibilidades com relação ao Método de Pesquisa:
o Qualitativo e o Quantitativo. O autor defende que o método de pesquisa qualitativo utiliza
técnicas que não empregam meios estatísticos como base do processo de análise do problema
estudado. Para o autor, na pesquisa qualitativa a preocupação não está em numerar, medir
variáveis ou correlacioná-las, mas, sim, em identificar tais variáveis. Richardson (1999)
considera que adotar a pesquisa qualitativa justifica-se, quando se pretende entender um
fenômeno social, descrever a complexidade de determinado problema, compreender e
classificar o processo.
Face ao exposto, optou-se pela pesquisa qualitativa, por entender ser ela uma ferramenta
eficaz para o estudo da organização e seu comportamento, para identificar as variáveis do
problema de pesquisa proposto, com o intuito de analisar e descrever o mesmo, e entender e
classificar o processo (Richardson, 1999).
A pesquisa qualitativa permitiu fossem verificados os impactos da terceirização de
serviços de TI na Memória Organizacional, por intermédio das entrevistas realizadas com
profissionais diretamente envolvidos nesse processo dentro da instituição.
Neste estudo não se objetivou o controle de variáveis, mas sim, ouvir de forma bastante
livre os indivíduos e as organizações participantes do fenômeno em estudo, com o fim de se
analisar os impactos da terceirização de serviços de TI na Memória Organizacional das IES.
3.2 Tipo de Pesquisa
As pesquisas podem ser qualificadas com relação a dois aspectos principais, quais
sejam: 1) quanto aos fins e 2) quanto aos meios de investigação (VERGARA, 2005). A autora
defende que, com relação aos fins, as pesquisas podem ser dos tipos: Exploratória; Descritiva;
Explicativa; Metodológica; Aplicada e Intervencionista. Já, com relação aos meios de
investigação, segundo a autora, esses podem ser: Pesquisa de Campo; Pesquisa de Laboratório;
Documental; Bibliográfica; Experimental; Ex post facto, Participante; Pesquisa-Ação e Estudo
de Caso (VERGARA, 2005).
Segundo Gil (2002), os estudos exploratórios objetivam a formulação de um problema
visando a realização de uma pesquisa mais precisa, ou para a elaboração de hipóteses, e que
também possibilitem ao pesquisador a compreensão inicial do fenômeno que deseja estudar de
forma mais detalhada e estruturada posteriormente (OLIVEIRA, 1999). Já, para Köche (2000),
a pesquisa descritiva deve ser utilizada quando se pretende estudar as relações entre duas ou
mais variáveis de um fenômeno sem a intenção de manipulá-las.
Trata-se de pesquisa exploratória (quanto aos fins da pesquisa), posto que, apesar de
haver estudos variados acerca de terceirização, não se pode dizer o mesmo de MO, e menos
ainda sobre a correlação entre MO e terceirização (VERGARA, 2005). Portanto, a pesquisa
exploratória visa trazer à tona novas informações acerca de um tema pouco explorado.
3.3. Instrumento de Coleta
Conforme método de classificação de Vergara (2005) foi efetuada pesquisa de campo
(por intermédio de entrevistas) e bibliográfica, no que tange aos meios de investigação. O
instrumento, ou procedimento de coleta utilizado foi um roteiro estruturado para entrevistas
pessoais, bem como pesquisa bibliográfica.
Os dados foram então coletados a partir das entrevistas realizadas, mediante o Roteiro
de Entrevistas (Apêndice A), aplicado a gestores em diferentes IES, tendo sido entrevistados
gestores de TI e pessoas de áreas que tiveram parte de seus serviços de TI terceirizados. Para a
elaboração do Roteiro de Entrevistas, foi elaborada uma matriz de amarração em que se buscou
ligar os objetivos específicos, a teoria e as questões a serem feitas aos entrevistados.
3.4 Técnica de Análise de Dados
Para a análise dos dados qualitativos coletados nas entrevistas utilizou-se a análise de
conteúdo, conforme indicado por Bardin (2009). A autora sustenta que a análise de conteúdo
abrange um conjunto de técnicas e etapas complementares, visando a busca e interpretação dos
conteúdos de mensagens, que no caso desta pesquisa foram obtidas nas entrevistas.
Bardin (2009) defende que análise de conteúdo compõe-se, basicamente, de três etapas
principais: 1) Pré-Análise, que é composta pela organização e preparo do material e a leitura
intensiva deste material; 2) Codificação do Material, que se subdivide em três sub-etapas
(Identificação de Pontos Chave, ou Unidades de Registro; Formação das Unidades de
Significado, ou Unidades de Contexto e Desenvolvimento das Categorias); 3) Sumarização
dos Conceitos, quando as Categorias desenvolvidas são confrontadas com a teoria utilizada.
Uma quarta etapa foi inserida na análise qualitativa dos dados, buscando-se uma
possível relação entre as categorias identificadas (figura 10). O esquema para a análise de
conteúdo está indicado na Figura 9.
Figura 9: Esquema para a análise de conteúdo
No que concerne ao preparo, com base em Bardin (2009), após realizadas as entrevistas
e transcritas ipsis litteris, procedeu-se à leitura minuciosa das mesmas, para que fosse realizada
a compreensão das informações ali contidas, com vistas à futura codificação.
Após, iniciou-se a fase de codificação, quando foram registrados as perguntas e o núcleo
das respostas, identificadas palavras-chave, expressões que refletiam a síntese das respostas dos
entrevistados, formando assim as Unidades de Registro – UR. Em seguida, agruparam-se as
unidades de registro consoante seu significado e contexto, por afinidade, estabelecendo-se as
Unidades de Significado – US.
A partir das unidades de registro, agrupadas em unidades de significado/contexto, fora
possível categorizar as respostas obtidas, sumarizá-las, chegando-se então às cinco categorias
apresentadas na seção 4.
3.5 Sujeitos da Pesquisa
Na pesquisa qualitativa procura-se avaliar a representatividade de um conjunto de atores
participantes. Geralmente, o pesquisador que adota a pesquisa qualitativa não está preocupado
com a quantificação ou aleatoriedade da amostra estudada, mas, na importância dos contatos
com os potenciais participantes (TRIVIÑOS, 1997).
Para a pesquisa realizada, os elementos-chave dos quais se obteve informações foram
os entrevistados. Aplicou-se o roteiro de entrevistas previamente elaboradas (Apêndice A) a
seis gestores em três IES no Estado de São Paulo, tendo sido entrevistados gestores de TI e
pessoas de áreas que tiveram parte de seus serviços de TI terceirizados, a fim de se obter visão
da TI e visão de áreas gestoras de serviço de TI terceirizado.
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Frihetens paradoks : Unge voksne fra Oslo sine forventninger og valg mot fremtidig arbeidsliv
(sider 26-29)