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Den pedagogiske treghet

8.2 Modeller for fjern(syns)undervisning via satellitt

8.2.4 Den pedagogiske treghet

6.9.1 Sucesso Anatômico

Durante a última visita, o resultado anatômico foi favorável em 46 olhos (85,2%). Dos oito olhos (14,8%) que não tiveram êxito anatômico, apenas dois olhos (3,7% dos 54 olhos) evoluíram para phthisis bulbi.

Devido à gravidade destas complicações e à complexidade da abordagem cirúrgica nestes olhos, pode considerar-se bons e aceitáveis os índice de sucesso anatômico nestes casos, e coincidente com aqueles reportados na literatura. Nas maiores séries de casos, HAGLER, JARRET, CHANG (1978) e

SIDIKARO et al. (1991) encontraram 91% de sucesso anatômico; BOSCH-DRIESSEN et al. (2000) 78%; e FRAU et al. (1997) 75%.

As complicações pós-operatórias foram encontradas em 34 olhos (63%), sendo 18 (52,9%)

cataratas isoladas, quatro (11,8%) DR, três (8,8%) cataratas associadas a DR, dois (5,9%) glaucomas, duas (5,9%) phthisis, uma ceratopatia em faixa, um buraco macular, uma associação de catarata e glaucoma, uma de hemorragia vítrea e DR, e uma de glaucoma, catarata e DR, cada um perfazendo 2,9% do total de olhos.

Dentre os nove casos de DR, sete foram redescolamentos, ou seja, ocorreram em olhos operados devido à indicação inicial de DRT ou DRR. Já os outros dois descolamentos ocorreram em casos com indicação principal de hemorragia vítrea e OV, respectivamente.

HAGLER, JARRET, CHANG (1978) encontraram 59,1% de complicações, ou seja, 26 em 44 olhos.

FRAU et al. (1997) tiveram em sete pacientes três redescolamentos associados à PVR (43%).

BOSCH-DRIESSEN et al. (2000) encontraram complicações em seis de nove (66,7%) pacientes com DR, incluindo redescolamento de retina (dois olhos-22,2%), membrana epiretiniana (dois olhos), deslocamento do cristalino e glaucoma neovascular (um olho), e atrofia bulbar (um olho).

BECKER & DAVIS (2005) em sua revisão da literatura tiveram como complicações em 41 artigos: 56 DR parciais, 21 DR totais, 112 cataratas, sete hifemas, três descolamentos de coróide, 15 phthisis, 36 puckers maculares, 51 glaucomas secundários, 22 hemorragias vítreas e 45 hipotonias.

Baseado nestes estudos pode-se verificar que a principal complicação da VVPP nestes olhos é a catarata, sendo que em sua maioria já era pré-existente e demonstra evolução da opacidade após a cirurgia.

Se considerar-se apenas a complicação DR, observou-se nove casos em 54 olhos (16,6%).

Considerando-se ainda só os redescolamentos foram sete em 25 (28%), bem próximo ao encontrado por FRAU et al. (1997) 43% e BOSCH-DRIESSEN et al. (2000) 22,2%.

Apesar de HAGLER, JARRET, CHANG (1978) não terem observado diferença estatisticamente significativa entre os grupos de DR e DR associado à uveíte no que se refere às complicações, acreditou-

se que estas complicações tendem a ser mais freqüentes em olhos com uveítes. Este fato não

foi observado no presente estudo devido à ausência de um grupo controle, como utilizado no estudo de HAGLER, JARRET, CHANG (1978).

6.9.3 Novas Cirurgias

Foram realizados novos procedimentos em 16 olhos (29,6%), sendo oito FACO C/ LIO, duas FACO C/ LIO associado à retirada de óleo de silicone, uma retirada de óleo, uma VVPP, uma retinopexia associada à VVPP, endolaser e óleo de silicone, e uma VVPP associada à endolaser e óleo de silicone. Dois pacientes tiveram dois procedimentos adicionais, sendo um com FEC associada à retirada de óleo de silicone e subseqüente nova VVPP com membranectomia e óleo de silicone; e o outro com VVPP associada à endolaser e óleo de silicone seguida de FACO C/ LIO e retirada do óleo.

Os estudos de FRAU et al. (1997) e BOSCH-DRIESSEN et al. (2000) também fazem menção a mais de um procedimento para tentativa de reaplicação da retina.

O presente estudo mostrou cerca de 30% dos casos operados necessitarem de novos procedimentos, seja para reaplicação da retina (quatro casos), aplicação primária da retina (um caso), remoção de catarata (12 casos) ou retirada de óleo de silicone (cinco casos) (conforme estão presentes no anexo C e na tabela 13). Dois casos que evoluíram com redescolamento e DR associado à hemorragia vítrea, respectivamente, não foram reoperados devido à evolução para phthisis bulbi. Estes dados estão de acordo com o existente na literatura estudada.

6.9.4 Acuidade Visual Final

BOSCH-DRIESSEN et al. (2000) encontraram em nove olhos com DR, sete com AV ≤ 20/200. A AV não melhorou em nenhum destes olhos, permanecendo inalterada em três olhos e piorando em seis olhos.

FRAU et al. (1997) obtiveram de sete pacientes com DR, quatro olhos com AV ≤ 20/200, e os outros três com AV de 1,0 , 0,8 , e 0,2.

FITZGERALD (1980) descreveu melhora da AV em todos os quatro casos vitrectomizados devido às opacidades vítreas, com três com visão melhor que 20/60.

A acuidade visual em LogMAR prévia à primeira cirurgia teve média de 1,956 (20/2000) e, a final, de 1,606 (20/800). Houve melhora da acuidade visual em 29 pacientes (53,7%), permaneceu inalterada em 12 pacientes (22,2%) e piorou em 13 pacientes (24,1%). É importante ressaltar que dentre estes

pacientes, 11 ainda tem catarata que não foi operada e 16 continuam com o óleo de silicone. A presença da catarata nestes olhos, de acordo com o grau de opacidade presente, pode, com certeza, limitar a AV final destes pacientes. Já a presença do óleo de silicone, devido à dificuldade de correção visual, pode ser um fator limitante para a AV final.

Observou-se que 19 pacientes do total da amostra (65,5% dos que melhoraram ou 35,2% do total dos 54 olhos), obtiveram melhora da visão com AV ≥ 20/100. A maioria destes pacientes está nos grupos de OV (10 olhos-sete melhor que 20/100) e membrana epiretiniana isolada (10 olhos-oito melhor que 20/100). Já dentre os oito olhos de pacientes com DR (três DRR e cinco DRT), apenas quatro obtiveram AV melhor que 20/100 (um DRR e três DRT).

Baseado nos achados deste estudo, conclui-se que os melhores resultados visuais após a VVPP na RCST são obtidos em olhos portadores de OV persistente, membrana epiretiniana isolada e em hemorragia vítrea. Estes achados são compartilhados por outros autores em outras doenças, como na sarcoidose (IEKI et al. 2003; KIRYU et al. 2003), uveíte intermediária (MIELER et al. 1988; DEV et al. 1999; POTTER et al. 2001), ciclite heterocrômica de Fuchs (SCOTT et al. 2001), toxocaríase

(BELMONT et al. 1982) e outras (ALGVERE et al. 1981; NOLTHENIUS et al. 1983; BAARSMA et al. 1991; HEILIGENHAUS et al. 1994; VERBRAEKEN 1996; ANDROUDI et al. 2005). Já os resultados obtidos nos casos de DR, seja regmatogênico, tracional ou misto, são de pior prognóstico visual, tanto na RCST (HAGLER, JARRET, CHANG 1978; SABATES, PRUET, BROCKHURST 1981; FRAU et al. 1997; BOSCH-DRIESSEN et al. 2000), como em outras uveítes (HAGLER, JARRET, CHANG 1978; SIDIKARO et al. 1991).