4.2 CA research on physician-patient communication
4.2.2 Patient participation in treatment decision making
Verificou-se que, como a QV em idosos está fortemente associada ao desempenho nas capacidades funcionais e independência na vida diária, no paciente portador de osteoporose relatos de perdas na QV acompanham os eventos de fratura, imobilidade e institucionalização. Tão logo reassume partes da atividade de vida diária, o idoso começa a expressar incrementos nos valores relativos à sua QV (PAPAIOANNOU et al., 2009; ZWART et al. 2011).
Idosos praticantes de TCC têm apresentado melhora principalmente nas funções capacidade física e saúde da QV em relação a grupo controle (FRASEN et al., 2007; YAU, 2008). Mas há trabalhos relatando que o TCC é capaz de incrementar ganhos em todas as dimensões da QV (HO et al., 2007; LEE, LEE e WOO, 2007; IRWIN, OLMSTEAD e OXMAN, 2007; TSANG et al., 2007).
MUSTIAN et al. (2004) em trabalho com mulheres adultas que incluiu idosas, todas com histórico de câncer de mama, compararam praticantes de TCC estilo Yang combinado com Chi kung (n=11) com outro controle que recebeu cuidados psicológicos (n=10). Após 12 semanas de prática de TCC, três vezes por semana, durante uma hora, a QV relacionada à saúde mensurada foi significativamente melhor no grupo TCC em relação ao controle.
TSANG et al. (2004) em trabalho com mulheres 82 idosos compararam praticantes de TCC utilizando a série Baduanjin do Chi kung (n=48) com outro controle que lia jornal enquanto os demais praticavam TCC (n=34). Após 16 semanas de prática de TCC, três vezes por semana, durante uma hora, a QV relacionada à saúde mensurada foi significativamente melhor no grupo TCC em relação ao controle.
YEH et al. (2004) comparam 30 idosos com histórico de insuficiência cardíaca divididos em um grupo que praticou TCC estilo Yang (n=15) durante 12 semanas (sessões de uma hora, duas vezes por semana) e outro grupo controle (n=15) que permaneceu em suas atividades e cuidados usuais. A QV foi avaliada através do Questionário de Minessota. Verificou-se que o grupo que praticou TCC apresentou QV significativamente melhor que o controle.
CHUNG et al. (2005) em estudo com 88 indivíduos idosos de ambos os sexos com histórico de hipertensão verificou o efeito do TCC sobre a QV avaliada através do SF-36. O grupo experimental (n = 47) praticou TCC 2 vezes por semana durante 16 semanas, em aulas com 120 minutos de duração, utilizando a sequência de Chi kung Guolin. O grupo controle não realizou atividades físicas. Ao final da intervenção verificou-se que não houve diferenças significativas entre entre os grupos para a QV, embora os resultados do grupo controle tenham sido piores que os do grupo TCC.
HART et al. (2005) compararam um grupo de praticantes de TCC (n=9) com um controle que praticou exercícios de equilíbrio (n=9) em relação à QV avaliada através do questionário Duke. TCC foi praticado duas vezes por durante 12 semanas, em aulas de 60 minutos de duração. O grupo TCC apresentou resultados melhores que o controle, porém sem significância estatística.
WANG et al. (2005) trabalhando com uma amostra que incluía idosos avaliaram QV através do SF-36 em um grupo que praticou TCC (n=10) durante 12 semanas em sessões de uma hora de duração, duas vezes por semana, comparado a um grupo controle (n=10) que praticou placebo de alongamento e aulas de educação para a saúde. Verificou-se que o grupo TCC melhorou significativamente sua QV em relação ao controle apenas no domínio Vitalidade.
GEMMELL e LEATHEM (2006) em trabalho com 18 indivíduos de meia idade com histórico de traumatismo encefálico verificou os efeitos do TCC na QV de praticantes do estilo Chen de TCC (n=9) em relação a grupo controle. A QV foi avaliada utilizando-se o SF-36. Só se encontrou diferença significativa na dimensão emocional da QV: o grupo TCC apresentou valores melhores que o controle.
FRANSEN et al. (2007) em estudo envolvendo 152 idosos com histórico de osteoartrite, verificou efeitos do TCC sobre a QV em praticantes do estilo Sun de 24
movimentos (n=56) comparados com um grupo de hidroterapia (n= 55) e outro grupo controle (n=41). TCC foi praticado por duas vezes por semana durante 12 semanas em aulas com 60 minutos de duração. QV foi avaliada através do SF-12. Só foi verificada melhora significativa na dimensão física da QV dos praticantes de TCC e de hidroterapia em relação ao controle. Não houve diferenças significativas entre TCC e hidroterapia.
LEE, LEE e WOO (2007) em trabalho com idosos chineses avaliaram a QV comparando um grupo que praticou TCC estilo Yang (n=66) com outro controle que continuou recebendo cuidados ambulatoriais (n=73). Após 26 semanas de prática de TCC, três vezes por semana, durante uma hora, a QV relacionada à saúde mensurada foi significativamente melhor no grupo TCC em relação ao controle.
TSANG et al. (2007) em estudo randomizado, controlado e cego para avaliadores verificaram os efeitos em idosos diabéticos da prática do TCC. O grupo experimental (n=17) praticou TCC de 12 movimentos para diabéticos (combinando exercícios dos estilos Sun e Yang) três vezes por semana durante 16 semanas (10 min. de aquecimento, 45 min. de treinamento e 5 min. de volta à calma), enquanto o controle (n=20) fez exercícios placebo em sessões de 5 a 10 minutos de duração. As avaliações de QV através do SF-36 foram feitas antes do início e após o final das 16 semanas de treino. Só foi verificada diferença significativa na dimensão social da QV que melhorou no grupo TCC e piorou no controle.
VOLKELATOS et al. (2007) em estudo randomizado, controlado e cego para os avaliadores (n=702, ambos os sexos) não verificaram diferenças significativas entre praticantes de TCC estilo Sun, uma hora por semana (n=353) e grupo controle (n=349) quando sua QV no SF-36 foi comparada antes e depois de 16 semanas de prática. Verificaram também que 86% do grupo TCC e 84% do grupo controle referenciaram uma QV nos estratos superiores da escala (de boa a excelente). Indivíduos de ambos os sexos tiveram desempenho semelhante no SF-36.
Apesar da maioria das evidências apontarem para os efeitos benéficos do TCC na QV, LEE et al. (2009) em seu estudo sugerem que estudos mais rigorosos são necessários para poder generalizar este efeito para portadores das diversas doenças prevalentes em idosos.
3 MATERIAIS E MÉTODOS