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4.2 CA research on physician-patient communication

4.2.1 Patient participation in primary care settings

O conjunto de produções a respeito dos efeitos do TCC como exercício o classifica com uma atividade física que pode ser prescrita com intensidades variadas (de leve a intensa), segura para idosos e o apresenta como uma atividade capaz de atender a todas as recomendações do ACSM para promover incrementos na CF de pessoas idosas, enfatizando seu principal efeito no equilíbrio e redução de quedas (HONG e XU, 2007; CARIDE et al., 2008; LUI et al., 2008; PEREIRA et al., 2008a; PEREIRA et al., 2008b; ROGERS et al., 2009; LELARD et al., 2010).

LIN et al. (2006) em estudo randomizado e controlado desenvolvido com idosos em Taiwan comparam praticantes habituais de TCC (n=88) com praticantes de TCC para equilíbrio (n=472) e grupo controle (n=728). O TCC foi praticado seis dias por semana, com duração de uma hora, por um período mínimo de 3 meses e máximo de 2 anos. Foram mensurados equilíbrio, quedas e medo de cair, porém não se verificaram diferenças estatísticas entre os grupos, sugerindo que nem a prática habitual, nem o TCC adaptado para o treino do equilíbrio foram suficientes para causar alterações nestas capacidades funcionais dos praticantes em relação ao controle.

LI et al. (2007) avaliaram capacidades funcionais (equilíbrio estático, equilíbrio dinâmico e flexibilidade) em estudo randomizado e controlado em 20 idosos (16 mulheres e 4 homens) divididos aleatoriamente em 2 grupos: TCC (n=11) e controle sem exercício (n=9). O grupo controle reuniu-se para jogar bingo, cartas e para outras atividades não fisicamente ativas. Já o grupo experimental realizou uma

prática semanal de uma hora de duração de TCC estilo Yang de 24 movimentos durante 12 meses. Ao final de 6 e de 12 meses os grupos foram testados e o grupo TCC mostrou valores melhores (porém não significativos) que o controle em todas a variáveis testadas.

YANG et al. (2007) verificaram melhora relativa no equilíbrio de 49 idosos (39 mulheres e 10 homens) em estudo randomizado e controlado. O grupo experimental (n=33) foi submetido a seis meses de prática do TCC (48 movimentos combinado com Chi kung), enquanto o grupo controle (n=16) manteve inalterada sua rotina. Os praticantes de TCC melhoraram seus escores nos dois testes aplicados para equilíbrio (teste de organização sensorial e plataforma de força).

WOO et al. (2007) em estudo randomizado, controlado e estratificado por sexo avaliaram 180 idosos (90 homens e 90 mulheres) em relação aos efeitos do TCC sobre a DMO, flexibilidade, força do quadríceps e equilíbrio, em relação a praticantes de exercícios resistidos e grupo controle. O grupo experimental praticou TCC estilo Yang de 24 movimentos três vezes por semana durante 12 meses. O grupo de exercícios resistidos praticou exercícios com elásticos (theraband) para os grandes grupos musculares, com intensidade moderada, também três vezes por semana durante 12 meses. Já o grupo controle permaneceu sem exercícios. Os grupos foram avaliados em três momentos: antes do treinamento, aos seis meses de treino de TCC e ao completar os 12 meses treinando TCC. Só foi encontrada significância na redução na progressão da perda óssea nas mulheres dos grupos TCC e exercícios resistidos em relação ao controle. Nenhuma alteração óssea foi verificada nos homens e nenhuma significância foi verificada para as demais variáveis na comparação entre os grupos ao longo do tempo.

TSANG et al. (2007) em estudo randomizado, controlado e cego para avaliadores verificaram os efeitos em idosos diabéticos da prática do TCC. Foram avaliadas as seguintes capacidades funcionais: equilíbrio estático (6 testes na plataforma de força), equilíbrio dinâmico (teste de caminhada tanden de 3 metros), força muscular, potência muscular (ambos em cadeira extensora computadorizada para coleta do teste de 1 RM e cálculo do torque) e resistência aeróbia (teste de caminhada de 6 minutos). O grupo experimental praticou (n=17) TCC de 12

movimentos para diabéticos (combinando exercícios dos estilos Sun e Yang) três vezes por semana durante 16 semanas (10 min. de aquecimento, 45 min. de treinamento e 5 min. de volta à calma), enquanto o controle (n=20) fez exercícios placebo em sessões de 5 a 10 minutos de duração. As avaliações foram feitas antes do início e após o final das 16 semanas de treino. Nenhuma diferença significativa foi registrada entre os grupos para quaisquer medidas.

VOLKELATOS et al. (2007) em estudo randomizado, controlado e cego para os avaliadores verificaram diferenças significativas entre praticantes de TCC estilo Sun, uma hora por semana (n=353) e grupo controle (n=349) quando seu equilíbrio foi comparado através de seis diferentes testes, registrando melhor desempenho no grupo TCC em todos os testes, exceto no TAF. Foi verificada, também, redução significativa no número de quedas.

LOGGHE et al. (2009) em estudo randomizado e controlado na Noruega (n=269) avaliaram homens idosos divididos em praticantes de TCC (n=138) e grupo controle (n=131). O grupo experimental praticou TCC uma hora por dia, duas vezes por semana, durante 13 semanas; enquanto o grupo controle participou de reuniões educativas. Os grupos foram avaliados para as seguintes capacidades funcionais: equilíbrio (duas medidas: Escala de equilíbrio de Berg - EEB e Escala de eficácia de quedas - FES), nível de atividade física (Escala de atividade física para idosos - PASE) e restrição funcional (Escala Groningen de restrição física - GARS). Também se avaliaram pressão arterial, frequência cardíaca de repouso e espirometria (volume expiratório forçado no primeiro segundo - FEV1 e pico de fluxo expiratório –

PEF). As avaliações ocorreram em três momentos: antes do treinamento, ao término das 13 semanas de treino de TCC e após 12 meses do encerramento do TCC. Nenhuma diferença significativa foi verificada entre os grupos ao longo do tempo para qualquer variável.

Entretanto, LOGGHE et al. (2010), em um estudo de revisão, defendem que as evidências apresentadas nas publicações sobre efeitos do TCC nas capacidades funcionais aplicam-se apenas aos idosos frágeis, institucionalizados, não podendo ser extrapolados para os idosos da comunidade que possuem um nível maior de independência no desempenho de suas AVDs.

CHILIBECK et al. (2011) e LI et al. (2011) discutem a qualidade das publicações relativas às evidências sobre os benefícios do TCC em idosos e afirmam que elas carecem de maior qualidade, sendo poucos os estudos realizados com desenho e metodologia que permita a generalização dos resultados e a replicação dos trabalhos.