7. Undersøkelse og analyse av pasientjournaler og protokoller ved Rønvik asyl
7.3 Pasienter innlagt ved Rønvik asyl i 1902
O século XVIII foi marcado pela fundação de seminários nas capitanias do Pará, Maranhão, Paraíba e Minas Gerais, destacando as iniciativas do Padre Gabriel
Malagrida. Ocorreu também a fundação de colégios nas capitanias do sul. (HOLLER, 2006, p.58).
2.4.5.1 O Colégio de Paranaguá
Como os jesuítas do Colégio de Santos iam esporadicamente visitar os índios no Paraná, uma casa de ensino acabou surgindo em Paranaguá. Foi a catequese quem incentivou a educação escolar, já que os padres missionavam nessa região, os moradores começaram a pedir que uma casa de primeiras letras e de doutrina fosse construída. Através do pedido da Câmara de Vereadores ao Pe. Geral em 1682, argumentando que era caro manter os filhos nos Colégios de Santos, Rio de Janeiro e São Paulo (WREGE, 1993, p. 238).
Alega Serafim Leite que a respectiva Casa foi fundada somente em 1708 por causa da falta de condições financeiras para a construção do prédio escolar e para o sustento da própria atividade educativa. No entanto, apesar da insistência dos moradores e do seu auxílio econômico, os padres não faziam desta casa uma escola de fato, pois iam para lá esporadicamente a fim de realizarem missões junto aos índios, servindo de suas dependências como dormitório. Podemos pensar, mediante a análise deste fato que os jesuítas agiram com astúcia na medida em que permitiram a construção da casa, com o ônus dos colonos, e não a utilizaram para o fim que tinham se proposto (WREGE, 1993, p.238).
A conquista da Casa de Paranaguá pelos moradores não estava livre de problemas, pois os mesmo queriam que um Colégio fosse criado e não uma Casa, pelo fato de que o Colégio iria garantir a continuidade dos estudos. Além disso, os moradores argumentavam que com o Colégio os índios se tornariam mais civilizados, por fim, destacavam que a finalidade da escola era formar sacerdotes para atuar na catequese.
Apesar da demora para que a Casa de Paranaguá fosse um colégio, isso não impediu que a instrução elementar existisse na Casa de Paranaguá. A instrução elementar só foi viável porque os padres ganharam dos moradores um sítio para produzir alimentos, além disso, os escravos negros que trabalhavam nesse sítio eram mantidos pelos pais daqueles que freqüentavam a Casa.
Wrege (1993, p.239-240), analisando a Obra de Serafim Leite, menciona um fato interessante sobre a fundação do Colégio:
Quanto à fundação do Colégio, era o ouvidor Geral de São Paulo o avaliador da quantidade e qualidade dos bens para a licença ou não da criação de um estabelecimento de ensino maior. Ocorreu que este avaliador ao fazer a análise das terras dos jesuítas de Paranaguá as trocou por outras terras que não tinham condições de produtividade, tornando então pendente a fundação do colégio. Além do mais, ele pretendeu taxar impostos sobre essas terras. No mesmo ano desta troca indevida, em 1723, os moradores reagem contra esta medida através da Câmara de Vereadores, que levou a reclamação ao Pe. Provincial e ao Pe. Geral, por perceberem os meios utilizados pelo Ouvidor para que não houvesse colégio em Paranaguá. Serafim Leite nos diz que o Ouvidor pretendia dificultar a licença de criação do Colégio por entender que a função dos jesuítas não era instrutiva, mas a de promover, meramente, o povoamento e a colonização. Os jesuítas não discordavam de tal proposição, mas pensavam ser possível unir colonização, povoamento e educação escolar. O Ouvidor, por outro lado, era de parecer que a educação escolar envolvia os jesuítas quase que por completo, ficando o povoamento e a colonização à mercê da relação com o estabelecimento do ensino.
Se de um lado o Ouvidor impedia que o colégio existisse, do outro o provincial procurava resolver a situação conversando com o Pe. Geral e com o rei de Portugal. Contudo, mesmo com essa demora os padres prosseguiram com o ensino de primeiras letras e de latim na Casa, além do trabalho de moralização dos índios, como os moradores desejavam.
Em 1730, a Casa de Paranaguá passa a ser seminário, “entendido enquanto escola de formação geral para alunos externos que viviam na Casa na forma de
internato, não objetivando este ensino, necessariamente, a formação futura de sacerdotes” (WREGE, 1993, p. 241).
Gostaria de mencionar que Wrege (1993) trouxe para esse estudo, especialmente, em relação aos estabelecimentos jesuíticos, uma riqueza considerável de detalhes sobre eles, apresentando as suas respectivas características, bem como, os acontecimentos que interferiram na vida desses estabelecimentos. Contudo, embora a história do Colégio de Paranaguá tenha sido apresentada nesse estudo na sua maioria por essa autora, diante da sua análise sobre a obra de Serafim Leite, História da Companhia de Jesus no Brasil, um fato me chamou muito a atenção. Fato este que se refere ao Colégio de Paranaguá, quando comparei o texto dessa autora com o de Holler (2006), encontrei uma divergência sobre Paranaguá ter sido elevado à condição ou não de Colégio. Para Wrege (1993), “mesmo mudando para seminário os sacerdotes ainda queriam a fundação de um colégio. Pelo que se pode compreender do historiador que estamos estudando, o Colégio não se efetivou porque a Casa permaneceu com as mesmas características” (WREGE, 1993, p.241).
Enquanto que para Holler, Serafim Leite supõe uma outra realidade, expressa por esse autor, através de um texto mais sucinto do que o de Wrege:
A partir do início do séc. XVII vários jesuítas estiveram em Paranaguá, geralmente de passagem, mas somente em 1682 foi feita uma viagem com o propósito de um estabelecimento na região. A residência foi inaugurada em 1708 e elevada a colégio em 1755. Atualmente a igreja não existe mais, e o colégio foi modificado (LEITE, 1938-1949, vol. 4, livro 5, cap. 1 apud Holler 2006, p. 59).
E no segundo parágrafo do texto de Holler, o autor menciona a cerimônia realizada para que a Casa de Paranaguá se tornasse um Colégio. Vale destacar a fonte usada por ele para mostrar como foi essa cerimônia, no caso a Ânua da Província do Brasil de 1755, do Padre Simão Álvares:
A Ânua da Província do Brasil de 1755, do Padre Simão Álvares, descreve a cerimônia realizada na transformação da residência de Paranaguá em colégio, com o hino Te Deum cantado com instrumentos músicos e missa cantada celebrada em louvor a Nossa Senhora do Rosário, padroeira da nova igreja (An.SiAlv, 1755, f. 496 apud HOLLER, 2006, p. 59).
2.4.5.2 A Casa em Santa Catarina
Os jesuítas atuaram em Santa Catarina e nos seus arredores, mas só se fixaram nessa região, em 1748, com a fundação do Colégio na Vila do Desterro, mediante a solicitação dos moradores dessa região, os portugueses e os açoreanos.
Wrege (1993, p.241-242) apresenta aspectos importantes sobre a Casa de Santa Catarina, relatados por Serafim Leite em sua obra:
Rapidamente o Pe. Serafim Leite trata da instrução na Vila do Desterro. Escreve ele que alguns jesuítas do Colégio do Rio de Janeiro se estabeleceram definitivamente lá em 1748, devido ao favorecimento do seu povoamento por portugueses e açoreanos, que foram enviados de Portugal a mandado do rei de Portugal. Assim sendo, a ordenação real incidiu igualmente sobre os jesuítas, para que ensinassem primeiras letras e doutrina cristã para os filhos desses portugueses e, também para que aldeassem os índios, pois do contrário, os açoreanos não permaneceriam no Desterro. Para isso os padres receberam o sustento do rei e, do governo de Santa Catarina obtiveram dinheiro, alimentação, um escravo para os serviços domésticos e uma casa para morarem e promoverem o ensino e a catequese. Em 1751, de acordo com licença do Rei de Portugal, a Casa do Desterro passa para a categoria de Colégio, mas o ensino permanece o mesmo, com o curso de primeiras letras e de doutrina cristã (WREGE, 1993, p. 241-242)