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2. BACKGROUND

2.4 H YPOXIA ASSOCIATED MOLECULAR MARKERS COVERED IN THIS THESIS

2.4.4 Paper IV: miRNA-210

3.4.1. 1º Momento – Contato inicial

O contato inicial com os idosos e a sua família_ participantes deste estudo_ ocorreu na própria USF, momento em que a houve a identificação da pesquisadora.

Durante três semanas consecutivas, no período de 27 de março a 10 de abril de 2006, em horários pré-estabelecidos, foram realizados os atendimentos, fato esse ocasionado em função da pesquisadora não dispor de todos os horários para a sua realização, o que levou ao estabelecimento de um pacto com a direção da USF Felipe Camarão II, para que fossem usados três turnos semanais, e um outro pacto foi em razão de o espaço físico ser inadequado, dispondo de poucos consultórios para o atendimento individual. Como conseqüência, os horários foram distribuídos nos dois turnos, em dias distintos, fixando-se a pesquisadora numa sala em que os idosos e/ou seus familiares seriam levados até lá. De início, algumas dificuldades foram identificadas relacionadas à demanda diária de atendimentos da USF, e, num primeiro instante os profissionais, acostumados às outras rotinas, esqueceram de encaminhá-los. Isto requereu nova tomada de posição, por parte da pesquisadora, que se dirigindo a todas as salas relembrou aos profissionais o pacto e a importância de ser iniciada a pesquisa. A partir de então, os encaminhamentos foram restabelecidos, levando ao sucesso da investigação.

Vale ressaltar que houve uma boa receptividade por parte dos idosos, porém alguns não sabiam o que estava acontecendo, já que haviam sido atendidos por um profissional (médico, enfermeira, diretora ou outros) e novamente eram encaminhados para, em outra sala, receber atendimento de novo profissional. A princípio ficaram curiosos, muitos contavam suas histórias e se dispuseram a colaborar de bom grado. Após identificação, exposição dos objetivos, foi marcada, posteriormente, uma visita ao seu domicílio.

No total foram contatados vinte e cinco idosos que iriam receber atendimento na USF por diferentes motivos, desde a consulta médica, informações para encaminhamentos (angiologista, reumatologista, neurologista, oftalmologia), autorizações de receitas para medicamentos de alto custo, curativos, além da vinda para os Grupos Operativos de Hipertensos e Diabéticos, como também para o Grupo de Idosos Padre João Maria que funciona às quintas-feiras, no galpão da USF, coordenado pela assistente social. Nesse primeiro contato, ainda na USF, não foi feito o convite para o mesmo participar.. Só após o segundo contato, em geral no domicílio, partiu-se para a investigação propriamente dita.

3.4.2. 2º Momento – Chegada ao campo

Iniciadas as visitas ao domicílio dos participantes deste estudo, a pesquisadora e a bolsista de enfermagem, eram acompanhadas do ACS que prontamente aceitava o convite, sendo bastante solícito. Sempre era priorizado o melhor horário para ambos: ACS e idoso. Em geral, as mesmas se realizaram no horário da manhã, com exceção de umas duas, pelo fato de ser este o horário de maior disponibilidade dos agentes de saúde.

Sempre que se chegava ao domicílio procurava-se fazer o contato inicial da(s) ou do(s)s idosos, a pesquisadora se reapresentava, mesmo que alguns já fossem conhecidos de Grupos operativos que freqüentavam a USF e outros faziam parte da área da abrangência da equipe da qual a pesquisadora trabalha. Tentou-se identificar os aspectos relacionados à: receptividade, disponibilidade e presteza para a entrevista. Era solicitada licença para entrar e todos se acomodavam, em geral na sala, e essa facilidade, acredita-se, era conseqüência do contato anterior, quando do atendimento na USF. Não havia um tempo pré-estabelecido para a sua realização, contudo, se percebesse estar incomodando por algo, encerrava-se a entrevista naquele momento nesse e se remarcava a volta para outra data. A opção pela realização no domicílio foi em razão de tornar a entrevista o mais natural possível, portanto, uma conversa agradável e amistosa. As questões eram colocadas de forma gradativa, explicadas o e,

algumas vezes necessitavam ser repetida, divulgando os passos da pesquisa, quais sejam: os objetivos, justificativa, procedimentos, garantia do anonimato, confiabilidade dos dados, e a opção de desistir de colaborar, caso algo ocorresse.

Todas estas informações, contidas no Termo Livre e Esclarecido (Apêndice E) foram repassadas para os idosos e seus familiares no início, propriamente, da pesquisa, em seus domicílios, quando esse Termo foi pausadamente lido e repetido (para não haver dúvidas), haja vista as dificuldades existentes entre idosos, com relação à audição ou mesmo à compreensão do termo.

Em seguida, foi solicitada a assinatura de cada um, e, na sua impossibilidade, a impressão digital. Dos 14 idosos participantes, que de forma voluntária aceitaram tomar parte neste estudo, seis não tinham escolaridade, dois sabiam ler e escrever, e quatro estudaram até a 4ª série do 1º grau, do ensino fundamental, e apenas dois estudaram até a 5ª série do mesmo ensino. Em se tratando dos familiares, há um aumento da escolaridade, chegando até o 2º grau, considerando a atual melhoria de oferta na área de educação, na região, o que possibilita mais acesso à educação formal; mesmo assim, dois familiares não sabiam ler e escrever.

Dessa forma, alguns critérios de inclusão pelos idosos foram pré-estabelecidos: pessoas com idade igual ou maior que 60 anos; residir no bairro de Felipe Camarão na área adstrita do da USF Felipe Camarão II; aceitar voluntariamente participar do estudo, bem como permissão para a gravação das entrevistas e, se necessário, tirar fotografias; e, não apresentar alguma doença crônica que, de alguma forma, influencie em suas condições de saúde e dificulte os procedimentos de visitas e entrevista necessários.

À medida que se ia às áreas, novas demandas foram surgindo, algum idoso ou familiar. Assim, na maioria das vezes, a própria pesquisadora, procurava atendê-los, indo a esses domicílios, vendo as possibilidades de que eles permanecessem ou não na pesquisa e encaminhado-os caso necessário, à equipe responsável da USF.

Desta maneira, foram visitados trinta domicílios de idosos, uns residindo com seus familiares, outros sozinhos. Quando da impossibilidade de falar pessoalmente, dirigia-se com o mesmo me dirigia ao seu familiar, pois em alguns casos, encontrou-se dificuldades de se estabelecer um melhor contato, especialmente quando o mesmo era portador de demências, surdez, maus-tratos, sem a presença do cuidador familiar, ou idoso sem condição alguma cuidando do outro idoso acamado e de uma pobreza extrema.

Mantendo e seguindo as normas da Resolução 196/96 (BRASIL, 1996) sobre a utilização de seres humanos em pesquisa, para manter o anonimato e preservar o sigilo das identidades dos idosos e familiares, foram utilizados pseudônimos originários de danças

folclóricas do Rio Grande do Norte, como também foram homenageados duas figuras relevantes da cultura popular do nosso Estado e moradores do bairro de Felipe Camarão: Chico Daniel e o Mestre Manoel Marinheiro (in memoriam.). Este recebeu em 2003 o título de Patrimônio Imaterial do Brasil, concedido pelo Ministério da Cultura, também vários idosos participantes de grupos culturais, nascidos no bairro de Felipe Camarão, apresentam tendência para a cultura popular, e, como cita Alcântara (2000), ao referir-se ao bairro de Felipe Camarão, “Peixe-Boi teus pobres são tantos, mas não tens pobres em cultura, não tens pobres de espírito”.... E de acordo com Borba Filho, citado por Valente (2004, p.1), “é no teatro grego, na comédia italiana dell’arte, no teatro popular latino e na dramaturgia elisabetana que se encontram as raízes dos espetáculos populares do Nordeste”.

Todas as entrevistas foram realizadas pela própria pesquisadora, sempre acompanhada pela ACS e, algumas vezes, por uma bolsista. Após autorização dos participantes, as falas foram gravadas em MP37 , transcritas e digitadas para a descrição dos contextos dos familiares e idosos, resultando na descrição final dos textos a serem analisados.

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