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Comparison of the VEGF-A expression in tissues from patients with AC and SCC

5. MAIN RESULTS

5.2 P APER II

5.2.3 Comparison of the VEGF-A expression in tissues from patients with AC and SCC

De acordo com Debert (1999b), durante os anos 1960, duas teorias, a da atividade e a do desengajamento, definiam a velhice como um momento de perdas sociais. Apesar das transformações ocorridas nos estudos sobre o envelhecimento nos últimos 20 anos, a autora revela a importância destas teorias, no momento em que são duas teorias opostas e trazem reflexões sobre o tema. A teoria da atividade enuncia que os idosos são seres ativos e capazes, contrapondo-se aos estereótipos atrelados à velhice, enquanto a teoria do desengajamento revela a pauperização e abandono dos velhos, remetendo a responsabilidade à família, devendo a velhice ser pensada como um processo gradual em que as dimensões social, histórica e biográfica devem ser consideradas como primordiais.

XIX, velho (vieux) e velhote (viellard) eram pessoas com mais de 60 anos que não detinham estatuto social, enquanto que aqueles que tinham prestigio social eram denominados de idosos (personne âgee). No Brasil, esse debate acontece a partir dos anos 1960, acompanhando o crescimento da população idosa, que surgindo como problema sócia, e traz denominações para os maiores de 60 anos que se confundem; a denominação de idoso corresponde a um tratamento de respeito, por sua vez o termo velho tem uma conotação negativa, principalmente quando direcionado para idosos de populações de baixa renda, que, com maior nitidez, apresenta os traços das rugas do envelhecimento. Alguns familiares comparam o

velho à criança, como também associa o velho à teimosia e outros colocam alguns olhares

positivos sobre a velhice. Sobre esse tema, veja-se algumas falas destes familiares:

“Eu acho que é virar criança de novo. E teimoso, só faz o que entende....Falei para ele não fazer determinada coisa, e ele faz.. Ontem estava mexendo na tomada e o fio bateu na cabeça. Quando foi mais tarde, ele ficou todo duro, as mãos, os pés e cansado e pediu para ir para o Pronto- Socorro.”.. (BORBOLETA)

“A pessoa volta ser criança de novo. Começa a comer papa, começa a dar trabalho, tenm uns que usam fraldas. Apesar de que a minha mãe é independente.. não tem dentes mas come tudo... toma banho só.”.. (PASTORA).

“Ser velho é voltar ao passado. È voltar a ser criança. A mente fica um pouco boba. Admiro muito a velhice. Tem muita gente que não tem paciência e coloca idosos em asilos. Eu não quero isso pra mim, nem pra ninguém. Espero chegar nessa idade e ver meus netos” (LIBERTINA).

Sobre a comparação do estado de ser do velho ao estado de ser da criança, percebe- se haver algum preconceito e mito próprios da sociedade, a qual, através do senso comum, relaciona a figura do idoso ao estado de regressão, levando-o ao seu estado inicial de vida, sem considerar as suas potencialidades ou reconhecê-lo enquanto ser humano com uma trajetória de vida, sabedoria e experiências, ganhos, perdas ou limites.

Elias (2001) refere que a maneira que os idosos dependentes encontraram para se adaptar à sua condição de velho foi a regressão ao comportamento infantil. Segundo o autor, não se sabe se é em conseqüência de um sintoma de degeneração ou a fragilização, desses idosos, que eles resolvem proceder como se estivessem na primeira infância. Isto também depende de cada indivíduo, da forma como envelheceram e da sua maior ou menor dependência dos outros.

Outro olhar, a respeito da velhice do familiar, foi o de teimosia; alguns os acham-no teimoso, emburrado, fazendo o que bem entende, indo de encontro aos interesses do familiar, como afirma uma das cuidadoras, que tem a seguinte opinião:

“É difícil, é teimosa demais. A pessoa vendo que está errada, só tendo muita paciência...Ela é teimosa, tem problemas, um bocado de coisa Acho que é a diabetes, diz que se sente mal” (Porta Bandeira).

Dentre outras transformações ocorridas na sociedade contemporânea, está a mudança de valores éticos, morais, e sociais, numa intensidade que muitas vezes o idoso não acompanha. A cultura da velhice aparece como um substrato de valores éticos rígidos e centrados em considerações sobre o bem e o mal, ou seja, correto ou incorreto, bonito e feio, novo e velho..., contrastando com uma nova escala de valores. Sobre esta análise, Fericgla (1992, p.35) afirma que “nas modernas sociedades industrializadas ser velho é sinônimo de estigmatização, de proximidade da morte, de miséria material, de enfermidades indesejáveis, de solidariedade cotidiana e de outras realidades igualmente pouco atrativas”.

Segundo Pacheco (2004), as pessoas de idades diferentes não conseguem estabelecer um padrão comum de tolerância, troca e aprendizado entre si, devido terem sido pouco estimuladas as relações entre as gerações nas sociedades atuais.

Mesmo assim, outros familiares vêem a pessoa idosa numa perspectiva mais positiva da velhice, que pôde ser observada em seus semblantes através de expressões faciais e sensações de afeto e respeito, contidas nas palavras verbalizadas pelos cuidadores deste estudo. Uma delas se preocupa muito com os seus pais idosos, motivo que a faz visitá-los diariamente; tendo chorado quando falou sobre a possível morte deles.

Numa das situações familiares investigadas, uma filha, portadora de asma crônica, mora numa edícula na casa dos pais, para estar sempre junto a eles, tendo em vista a proximidade das casas, como também pela satisfação de vê-los diariamente. Na sua fala sobre velhice, expõe:

“Eu acho muito bom, principalmente com minha mãe e meu pai. Respeito qualquer idoso, principalmente meus pais, tem gente que tem preconceito.Eu acho bonito, gente velhinha viveu mais.”.. (Cigana)

Por fim, há os familiares que associam a velhice à doença, ao fato de o indivíduo estar doente há algum tempo, como também por estar com mais idade. Essas colocações são oriundas de olhares sobre a velhice relacionadas ao aspecto senil de um idoso com mais

idade, representado pelo seu aspecto físico. Tais interpretações, pode-se dizer, estão ligadas ao conceito biológico do envelhecimento, tão peculiar das sociedades modernas.

Para Fericgla (1981, p.65),

“o envelhecimento biológico é algo irreversível nos seres humanos, e quando as pessoas mais velhas que compõem esta sociedade aumenta de proporção em relação a outras faixas etárias, reflete o envelhecimento daquela coletividade do ponto de vista demográfico, O que quer dizer que do ponto de vista biológico, o envelhecimento do ser humano começa muito cedo em relação a duração cronológica da vida, e se manifesta em fatos como o progressivo endurecimento de determinados tecidos, o aparecimento das veias, a perda geral da flexibilidade e outras mudanças progressivas amplamente estudadas pela medicina”.

Embora a compreensão que se tenha nessa investigação seja a de que o processo de envelhecimento enquanto fato natural comum a todos os seres humanos, não é homogêneo e desta forma, passa a ter construções relacionadas ao poder, às expectativas dos papéis sociais das pessoas no grupo, às relações de gênero e aos conflitos que fazem parte da vida , podendo encaminhar situações de readaptação, inversão de valores e/ou exclusão (HECK; LANGDON, 2002).

Por fim, há os familiares que associam a velhice à doença, ao fato do indivíduo estar doente há algum tempo, como também, por estar com mais idade. Essas colocações são oriundas de olhares sobre a velhice relacionados ao aspecto senil de um idoso com mais idade representado pelo seu aspecto físico. Tais interpretações, pode-se dizer, estão ligadas ao conceito biológico do envelhecimento, tão peculiar das sociedades modernas.

Para Fericgla (1981, p.65),

“O envelhecimento biológico é algo irreversível nos seres humanos, e quando as pessoas mais velhas que compõem esta sociedade aumentam de proporção em relação a outras faixas etárias, reflete no envelhecimento daquela coletividade do ponto de vista demográfico, O que quer dizer que do ponto de vista biológico, o envelhecimento do ser humano começa muito cedo em relação a duração cronológica da vida, e se manifesta em fatos como o progressivo endurecimento de determinados tecidos, o aparecimento das veias, a perda geral da flexibilidade e outras mudanças progressivas amplamente estudadas pela medicina”.

Embora a compreensão dessa investigação sobre o processo de envelhecimento enquanto fato natural seja comum a todos os seres humanos, o mesmo não é homogêneo e

desta forma, passa a ter construções relacionadas ao poder, as expectativas dos papéis sociais das pessoas no grupo, as relações de gênero e aos conflitos que fazem parte da vida , podendo encaminhar situações de readaptação, invenção de valores e/ou exclusão (HECK; LANGDON, 2002).