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6 Depositional Environment_______________________________________ 1

6.2 Depositional models and controls

6.2.3 Palaeocurrent measurement

Para a apresentação dos dados referentes ao Estudo 1 foram descritos os valores individuais (n=11) para cada variável investigada nos diferentes testes.

Dentre tais variáveis destacam-se aquelas associadas ao teste incremental (FCmax, VO2max, limiar de lactato e ventilatório e Vmax), bem como aquelas associadas aos testes utilizados na obtenção dos custos (FC, VO2 e PSE) e, por fim, as variáveis associadas às séries preditivas que resultaram na obtenção da VC e CTAn. Todas as variáveis mencionadas estão apresentadas na forma de tabelas e figuras.

4.1.1 Análise Biométrica

Podemos observar pela tabela 2 as características da amostra que representa o G1. Vale ressaltar que todas as variáveis (idade, peso, altura, IMC, % de gordura e VO2max) foram submetidas ao teste de normalidade (KS), obtendo aprovação na distribuição gaussiana (P>0,1) e, portanto, distribuição normal.

Tabela 2. Valores individuais dos participantes do grupo 1 (n=11) e média de idade, altura, peso, IMC, % de gordura e VO2máx.

- p>0,1 para o teste de normalidade de Kolmogorov-Smirnov (KS) em todas as variáveis.

4.1.2 Comparação entre as diferentes intensidades estudadas

Como descrito na metodologia, pretendia-se utilizar uma velocidade na obtenção dos custos (FC e VO2), inferior à velocidade associada ao limiar de lactato. Podemos observar na Tabela 3 os valores médios ± DP e individuais das velocidades relativas ao início do teste incremental, ao custo, aos limiares de lactato e ventilatório, a velocidade crítica e a Vmax.

É possível constatar que a velocidade para o cálculo do custo (Vcusto) foi de 10,5+0,8 km.h-1, valor próximo, mas significativamente menor (p<0,01) que a velocidade relativa ao limiar de lactato (LL) que foi 10,9+0,8 km.h-1 (ou seja, aprox. 96% do LL). Entretanto, apesar da diferença estatisticamente significante, a diferença média de velocidade foi de 0,4+0,4 km.h-1.

Ainda em relação ao limiar de lactato, o mesmo foi observado em velocidade inferior (p<0,01) ao limiar ventilatório (10,9+0,8 km.h-1 vs 11,3+1,0 km.h-1).

Ainda na tabela 3 é possível verificar que a velocidade crítica (VC) foi significantemente maior (p<0,05) que a velocidade do LL (11,4 + 1,2 km.h-1 e 10,9+0,8 km.h- 1 respectivamente); entretanto, não foram encontradas diferenças (p>0,05) entre a VC e LV, 11,4+1,2 e 11,3 + 1,0 km.h-1 respectivamente. A tabela 4 mostra os diferentes tempos de exaustão para cada intensidade relativa.

Tabela 3. Valores individuais e médios dos indivíduos do grupo 1 (n=11) referentes a velocidade em que se iniciou o teste incremental, a velocidade da realização do custo, a velocidade dos limiares de lactato e ventilatório, velocidade crítica e vmax. Todos os valores estão expressos em km.h-1.

p<0,05 em relação as demais velocidades; * p<0,05 em relação as demais velocidades; # p< 0,05 em relação as demais velocidades;Y p<0,05 em relação as demais velocidades. (ANOVA).

Na tabela 4 é possível observar os tempos de exaustão para cada intensidade relativa com base na Vmax, ou seja, 95%, 100%, 110% e 120% da Vmax. Os valores se comportaram conforme o esperado, ou seja, em séries preditivas mais intensas (de maior velocidade) o tempo de exaustão foi menor.

Outro parâmetro importante para comparação, além dos valores absolutos (tabela 3), é a comparação entre os valores percentuais. Na tabela 5 podemos visualizar em que intensidades relativas, quando comparada a Vmax, ocorrem os parâmetros (velocidades) analisados. É importante ressaltar que as mesmas diferenças estatísticas que ocorreram

quando foram realizadas comparações entre os diferentes parâmetros em valores absolutos (tabela 3), ocorreram quando comparados os valores relativos (tabela 5).

Um ponto importante a ser ressaltado é a velocidade do custo ter sido realizada em média a 79,5+3,9 % da Vmax, o que pode vir a ser um importante parâmetro para definir a melhor intensidade relativa a ser realizado o protocolo proposto para obtenção do custo e conseqüente estimativa da Vmax. Outro parâmetro importante é o LL ficar a 82,6+3,4 % da Vmax, valor muito próximo ao encontrado em outros estudos já citados.

Tabela 4. Valores individuais e médios dos indivíduos do grupo 1 (n=11) referentes a velocidade de cada série preditiva utilizadas para o cálculo da velocidade crítica, bem como o tempo de duração do exercício em cada velocidade correspondente.

# p<0,05 em relação as demais velocidades; * p<0,05 em relação aos demais tempos de duração (ANOVA).

A tabela 6 mostra alta correlação entre as velocidades dos diferentes parâmetros analisados. Entre as correlações analisadas, uma das mais importantes, senão a mais importante, visto que são parâmetros de aptidão aeróbia, é a correlação entre a Vmax e a velocidade do LL. Encontramos uma correlação alta (r=0,88, p<0,01) quando correlacionadas as duas variáveis. Isso mostra que, no grupo em questão, quanto maior a velocidade em que ocorre o LL maior é a Vmax.

Tabela 5. Valores individuais e médios dos indivíduos do grupo 1 (n=11) referentes aos percentuais da velocidade em que se iniciou o teste incremental, a velocidade da realização do custo, a velocidade dos limiares de lactato e ventilatório, velocidade crítica quando comparados a Vmax.

p<0,05 em relação as demais velocidades; * p<0,05 em relação as demais velocidades; # p<0,05 em relação as demais velocidades;Y p<0,05 em relação as demais velocidades. (ANOVA)

Tabela 6. Correlação entre as velocidades correspondentes a inicial, custo, LL, LV, VC e Vmax. (n=11)

Correlação de Pearson – ** (p<0,01) e * (p<0,05)

4.1.3 Análise do consumo de O2 obtido nas diferentes intensidades

Além de se comparar às velocidades em que ocorreram os parâmetros (limiar de lactato, limiar ventilatório e Vmax) e a Vcusto, outro fator relevante é o comportamento de

parâmetros como FC, VO2, Lactato e PSE nas intensidades estudadas. A tabela 6 mostra, em valores absolutos e relativos, o consumo de oxigênio em diferentes intensidades.

Verificamos (tabela 7) que o VO2 do custo (40,1+2,9 ml.O2.Kg-1.min-1) possui valores

significativamente menores (p<0,05) aos do VO2 do LL (43,1+2,5 ml.O2.Kg-1.min-1) assim

como aos valores de VO2 do LV (44,2+2,5 ml.O2.Kg-1.min-1) (P<0,01). Contudo, quando

comparado o VO2 do LL com o do LV (43,1+2,5 e 44,2+2,5 ml.O2.Kg-1.min-1

respectivamente) não foi encontrada diferença significante (p>0,05).

A tabela 8 mostra as correlações entre o consumo de O2 (VO2) encontrados nas diferentes intensidades analisadas. Nota-se que, apesar da alta correlação (R=0,88, p<0,01) existente entre a velocidade do limiar de lactato e a Vmax (tabela 5), o mesmo não ocorre (R=0,56, p>0,05) quando comparados o VO2 do LL com o da Vmax, sugerindo que um maior VO2 na intensidade do LL não está associado a um maior VO2máx.

Tabela 7. Valores individuais e médios dos indivíduos do G1 (n=11) referentes aos valores absolutos e relativos do consumo de O2 em relação as intensidades do custo, LL, LV e Vmax

Tabela 8. Correlação entre o VO2 correspondente as intensidades do

custo, LL, LV e Vmax. (n=11)

Correlação de Pearson – ** (P<0,01) e * (P<0,05)

4.1.4 Análise da FC verificada nas diferentes intensidades

A tabela 9 mostra a FC encontrada nas diferentes intensidades (Vcusto, LL, LV e Vmax). Verificamos que a FC na intensidade da Vcusto se manteve em média de 161,1+8,2 bpm. Esse valor foi significativamente menor (p<0,01) que a FC encontrada nas velocidades correspondentes ao LL (175,2+8,7bpm), LV (179,2+8,8bpm) e Vmax (195,1+9,0 bpm). Entretanto, a FC correspondente ao LL (175,2+8,7 bpm) não foi diferente (p>0,05) da FC correspondente à intensidade do LV (179,2+8,8bpm).

A FC relacionada à Vmax, que é a freqüência cardíaca máxima, ficou em média de 195,1+9,0 bpm, diferindo (p<0,01) da FC encontrada em todas as outras intensidades (Vcusto, LL e LV).

A tabela 10 mostra as correlações entre os valores de FC encontrados nas diferentes intensidades estudadas. Pode-se verificar que a correlação entre a FC do custo e a do LL (r=0,61) não foi significante, entretanto, as demais correlações foram consideradas significantes, sugerindo que indivíduos com valores maiores de FC no LL e LV possivelmente terão uma FCmáxima mais elevada.

Tabela 9. Valores de FC relativos (%) e absolutos (bpm) encontrados nas intensidades correspondentes ao custo, LL, LV e Vmax. (n=11)

* p<0,05 em relação às demais intensidades; # p<0,05 em relação às demais intensidades.(ANOVA)

Tabela 10. Correlação entre a FC correspondente as intensidades do custo, LL, LV e Vmax.

Correlação de Pearson – ** (P<0,01) e * (P<0,05).

4.1.5 Análise da concentração de lactato [lac] e da PSE verificada nas diferentes intensidades

A tabela 11 mostra os valores de PSE relatados e a [lac] verificada nas intensidades da Vcusto, LL, LV e Vmax. Não foram verificadas diferenças significativas (p>0,05) quando comparadas a [lac] da Vcusto (3,7+1,1mmol.l-1) com a [lac] equivalente ao LL (3,9+1,2mmol.l-

1), entretanto, a [lac] da Vcusto se mostrou menor (p<0,05) tanto da [lac] equivalente ao LV (5,2+1,6mmol.l-1) quanto da equivalente a Vmax (10,0+2,2mmol.l-1).

A [lac] encontrada no LL (3,9+1,2mmol.l-1) não foi diferente (p>0,05) da encontrada no LV; contudo, ambas ([lac] do LL e LV) se mostraram diferentes (p<0,01) que a [lac] da Vmax (10,0+2,2mmol.l-1).

Na comparação entre a PSE, ainda na tabela 11, foi encontrada diferença significativa (p<0,05) apenas nas comparações entre a PSE do custo (11,6+2,0) com a PSE do LV (14,0+1,4) e com a PSE da Vmax (20+0,0). Portanto, a PSE do custo (11,6+2,0) não diferiu (p>0,05) da PSE do LL (12,6+1,6) que não foi diferente (p>0,05) da PSE LV (14,0+1,4). A PSE relativa a Vmax diferiu dos valores encontrados em todas as outras intensidades (p<0,05). Não houve correlação significativa (p>0,05) entre a [lac] e a PSE relativas ao LL (r=-0,05).

Um parâmetro importante é a relação entre o comportamento relativo da FC, do VO2 e da velocidade nas diferentes intensidades (Vcusto, LL e LV). A tabela 2 mostra em que valores percentuais se encontravam as variáveis (velocidade, FC, VO2) nas diferentes intensidades (Vcusto, LL e LV) sempre como referência seus máximos valores obtidos (Vmax, FCmax e VO2max).

Não foram verificadas diferenças (p>0,05) quando comparados os valores relativos da velocidade (79,5+3,9%), da FC (82,6+3,6%) e do VO2 (79,6+6,8%) na velocidade do custo.

Entretanto, na intensidade equivalente ao LL, a FC relativa (89,8+3,3%) mostrou-se significantemente maior (P<0,01) que a velocidade relativa (82,6+3,4%) e que o VO2 (85,6+4,9%) (p<0,05). Por fim, não foram verificadas diferenças (p>0,05) na comparação entre o VO2 e a velocidade, 85,6+4,9 e 82,6+3,4% respectivamente.

Na intensidade equivalente ao LV, a FC (91,9+3,4%) se mostrou significativamente maior (p<0,05) que os valores relativos a velocidade (85,7+3,9%) e ao VO2 (87,6+4,4%). Não

foi encontrada diferença (p>0,05) entre os valores relativos a velocidade (85,7+3,9%) e ao VO2 (87,6+4,4%) nessa mesma intensidade.

Tabela 11. Valores de Lactato (mmol.l-1) e PSE encontrados nas intensidades correspondentes ao custo, LL, LV e Vmax.

* p<0,05 em relação às [lac] encontradas nas intensidades relativas ao LV e Vmáx; Y p<0,05 em relação a PSE

relatada nas intensidades relativas ao LV e Vmax; # p< 0,05 em relação a [lac] encontrada nas demais

intensidades; p<0,05 em relação a PSE encontrada nas demais intensidades. (ANOVA).

Figura 6. Ilustra os valores médios de velocidade, FC e VO2 nas diferentes intensidades (custo,

LL, LV). Ocorreram diferenças entre a FC do LL e a Velocidade e VO2 (* p<0,05) e também

Tabela 12. Valores percentuais das variáveis velocidade, FC e VO2 quando comparados aos seus respectivos valores máximos encontrados (Vmax, FCmax e VO2max) nas intensidades correspondentes ao custo, LL, LV e Vmax.

* p<0,05 na comparação aos percentuais do VO2 e velocidade encontrados na intensidade relativa ao limiar de

lactato; # p<0,05 na comparação aos percentuais do VO2 e velocidade encontrados na intensidade relativa ao

limiar vemtilatório. (ANOVA).

4.1.6 Análise das Vmax estimadas (CVO2 e CFC) com a Vmax real.

A tabela 13 mostra a velocidade em que foram realizadas as séries do custo, assim como os valores de FC e VO2 obtidos em dois dias distintos de testes (dia 1 e dia 2). Os resultados mostram que a FC variou significativamente (P=0,034) quando comparados os dias 1 e 2, 162,7+8,6 e 159,4+8,3bpm, respectivamente. Entretanto, não foi verificada diferença (P>0,05) entre os valores de VO2 do dia 1 (40,7+3,6 ml.O2.kg-1.min-1) e do dia 2 (39,5+2,8 ml.O2.kg-1.min-1).

Tabela 13. Vcusto (km.h-1) e os valores FC (bpm) e VO2 (ml.O2.kg-1.min-1) obtidos nos dias 1 e 2

(sempre com a mesma velocidade).

* p<0,05 – Diferença da FC entre o dia 1 e 2 do custo; (t-student).

Podemos observar (tabela 14) os valores da Vmax (real) e a estimada por diversos parâmetros como CFCreal, CVO2, CFCTanaka e CFCKarvonen. A Vmax estimada pela CFCTanaka não passou (p=0,033) no teste de normalidade (KS). Não foram encontradas diferenças significativas quando comparadas as variáveis Vmax (real), Vmax (CFCreal) e Vmax (CVO2), 13,2+1,1, 12,8+1,4 e 13,3+1,8km.h-1 respectivamente. Também não foram encontradas diferenças quando comparadas a Vmax (real), Vmax (CFCKarvonen) e Vmax (CVO2) 13,2+1,1, 12,7+1,1 e 13,3+1,8km.h-1 respectivamente. Por fim, nas comparações entre Vmax (real), Vmax (CFCTanaka) e Vmax (CVO2) (13,2+1,1, 12,3+1,1 e 13,3+1,8km.h-1) também não foram encontradas diferenças significativas.

Tabela 14. Valores de Vmax (km.h-1) obtidos diretamente (Vmax real), indiretamente pelo custo de VO2 (Vmax

CVO2) e indiretamente pelos custos de FC direta (CFC direta), FC indireta Tanaka (CFC Tanaka) e FC indireta

Karvonen (CFC Karvonen).

Não foram encontradas diferenças entre as variáveis (P>0,05). (ANOVA)

As figuras 4, 5, 6 e 7 apresentam as plotagens propostas por Bland & Altman (1986) para verificação de concordância entre as medidas reais e estimadas da Vmax, obtida a partir dos custos de FC e VO2. No eixo y estão plotadas as diferenças individuais em função das médias observadas nos dois testes (eixo x).

Figura 7. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax

Figura 8. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax

estimada pelo CFCreal (n = 11).

Figura 9. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax

Figura 10. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax

4.2 Estudo 2: Análise das variáveis estudadas no grupo de atletas corredores de fundo