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5 Facies Associations_____________________________________________39

5.5.1 FA 5.1: Marine sandstone

Os indivíduos foram submetidos a 5 testes (randomizados) para determinação dos parâmetros a serem avaliados, com intervalo de no mínimo 48 horas entre os testes. Os voluntários foram instruídos a comparecerem aos testes devidamente hidratados e com vestimenta adequada. Todos os testes foram realizados em um mesmo horário do dia e, no mínimo 3 horas depois, da última refeição, com abstinência de cafeína durante as últimas 24 horas precedentes a cada teste. Os voluntários foram familiarizados com a esteira ergométrica nas velocidades correspondentes a cada teste antes de iniciarem o estudo.

Os testes foram realizados em uma esteira ergométrica (Moviment Technology – RT300 PRO) conectada a um computador e um analisador de gases (Cortex Biofhysik mod. Metalyzer 3B) para mensuração das variáveis ventilatórias.

Todos os procedimentos foram realizados no laboratório LAFIT, localizado no Campus da Universidade Católica de Brasília (Campus de Taguatinga, DF), na presença de um cardiologista.

O laboratório citado possui aparelho de eletrocardiograma (ECG), analisador de gases, medicamentos para possíveis emergências, bem como um desfibrilador. Além disso, a pressão arterial era mensurada em todas as sessões de exercício para maior segurança do participante.

3.3.1 Testes para Identificação do Custo de FC e Custo de O2 (CFC e Cvo2)

Os testes para identificação do CFC e CVO2 foram realizados previamente ao teste de identificação do limiar de lactato e as séries preditivas para determinação da velocidade crítica. Os testes consistiram em corrida de 6 minutos em esteira ergométrica em intensidade média relativa de 80 % da FC máxima (estimada pela equação: 220-idade). Além de usar como base a FC, o pesquisador (sempre o mesmo) baseava-se, para estimar a velocidade em que se realizaria o custo, nos seguintes parâmetros: (1) na percepção subjetiva de esforço (PSE), mantida sempre abaixo de 14; (2) nos questionários respondidos pelo voluntário e (3) no questionamento verbal sobre o atual nível de condição física do mesmo e, talvez o mais importante, sobre respectivos volumes e intensidades usados habitualmente pelo voluntário durante a execução de exercícios de corrida.

Através desses questionamentos foi possível pressupor, teoricamente, em que intensidade aproximada ocorreria o limiar de lactato, estimando-se então uma intensidade para realização do teste para obtenção do custo. Essa intensidade era escolhida sempre abaixo da suposta intensidade do limiar lactato. Todos os testes foram realizados com inclinação fixa de 1%, servindo também de aquecimento para os testes posteriores.

3.3.2 Determinação do CFC e Cvo2

Os CFC e CVO2 foram obtidos dividindo-se os valores submáximos de FC e VO2 pela velocidade de corrida submáxima como se segue:

CFC = FCsubmáximo .Velsubmáxima-1; CVO2 = VO2submáximo. Velsubmáxima-1.

Foram consideradas para análise somente as médias dos dados coletados no 2º e 3º dia de testes. Esse procedimento foi usado priorizando evitar que possíveis adaptações fisiológicas pudessem modificar consideravelmente o comportamento/valores da FC e do consumo de oxigênio e, com isso, interferir nos valores dos respectivos custos e conseqüentemente nos valores da Vmax (estimada), tendo em vista que o principal objetivo do estudo foi avaliar a possibilidade de se estimar a Vmax (obtida sempre na primeira sessão dos testes).

Para obtenção dos valores de freqüência cardíaca (FCsubmáxima) e VO2 (VO2submáximo) utilizados na obtenção dos respectivos custos (CFC e CVO2) foi considerada a média dos valores obtidos entre o 4º e 5º minuto. Os valores de FC e VO2 entre o 4º e o 5º minuto eram plotados a cada 3 segundos, obtendo-se 20 medidas em média.

3.3.3 Teste para Identificação do Limiar de Lactato e VO2max

Logo após o aquecimento (teste para determinação do custo) foi concedido um descanso de 10 minutos para que o voluntário se restabelecesse para o início do teste.

O teste incremental era iniciado com velocidade relativa abaixo da velocidade utilizada na obtenção do Custo. A velocidade inicial era sempre estimada objetivando que em 3 ou 4 estágios se alcançasse a intensidade relativa ao limiar de lactato.

Após definida a velocidade inicial, o teste era iniciado e seguia com incrementos de 0,5km⋅h-1 a cada estágio de 3 minutos e pausa de 1 minuto entre incrementos, para que

pudessem ser realizadas as coletas sanguíneas. O procedimento de pausa (para realização das coletas) era suspenso quando o avaliado indicava uma percepção subjetiva de esforço (PSE) de 17 na escala de 15 pontos de Borg (BORG, 1982). A partir desse momento, o teste prosseguia com os incrementos de velocidade (0,5km⋅h-1 a cada estágio de 3 minutos) sem pausas até a exaustão voluntária. Esse procedimento foi adotado visto que, teoricamente, em uma PSE 17 o limiar de lactato já teria sido atingido e pausas subseqüentes à respectiva PSE poderiam interferir (superestimar) na Vmax.

Após o teste, o voluntário permanecia sentado para realização das coletas sanguíneas aos 3, 6, 9 e 12 minutos de recuperação com o objetivo de obter a cinética da curva de lactato possibilitando aplicação do protocolo IAT (STEGMAN et al., 1981)

O teste era sempre realizado até a exaustão com o objetivo de se obter a freqüência cardíaca máxima, VO2max e a Vmax.

3.3.4 Determinação da Velocidade Crítica (VC) e Capacidade de Trabalho Anaeróbio (CTAn)

A VC e CTAn foram determinadas por modelo linear (distância – tempo) a partir de 2 a 4 séries preditivas em ordem randomizada e em dias diferentes, como se segue:

1ª série preditiva - Através da Vmax obtida no teste incremental, foi calculada uma velocidade correspondente a 95% da Vmax. O início do teste ocorreu com a velocidade obtida (95%), sendo mantida durante todo o teste. O final do teste ocorreu com a exaustão voluntária do indivíduo, quando o mesmo não conseguia manter a intensidade.

2ª série preditiva - Através da Vmax obtida no teste incremental, foi calculada uma velocidade correspondente a 100% da Vmax. O início do teste ocorreu com a velocidade obtida (100%), sendo mantida durante todo teste. O final do teste ocorreu com a exaustão voluntária do indivíduo, quando o mesmo não conseguia manter a intensidade.

3ª série preditiva - Através da Vmax obtida no teste incremental, foi calculada uma velocidade correspondente a 110% da Vmax. O início do teste ocorreu com a velocidade obtida (110%), sendo mantida durante todo teste. O final do teste ocorreu com a exaustão voluntária do indivíduo, quando o mesmo não conseguia manter a intensidade.

4ª série preditiva - Através da Vmax obtida no teste incremental, foi calculada uma velocidade correspondente a 120% da Vmax. O início do teste ocorreu com a velocidade obtida (120%), sendo mantida durante todo teste. O final do teste ocorreu com a exaustão voluntária do indivíduo, quando o mesmo não conseguia manter a intensidade.

As séries foram realizadas em ordem randomizada com intervalos de 48 horas. As séries forneceram os respectivos tempos de exaustão equivalentes às velocidades mencionadas, que foram utilizadas como pontos de determinação da VC através do modelo distância (Y) tempo (X) (distância - tempo).

3.3.5 Modelo de Determinação da VC e CTAn

Figura 1. Relação dos valores distância (x) vs tempo (y) obtidos nas séries preditivas de um voluntário (JUL).

A VC foi determinada por modelo linear (figura 1) utilizando-se a relação distância- tempo a partir das quatro séries preditivas. Para os voluntários que não completaram o número de 4 séries preditivas propostas, foi considerado o número de séries que foram realizadas, sendo o mínimo de 2 séries para obtenção de um modelo linear.

O modelo utilizado para determinação da VC e CTAn foi o de distância (Y) pelo tempo (X) com demonstrado na figura 1. A VC foi determinada pela inclinação da reta e a CTAn pela interceptação do eixo Y (HILL, 1993).

Os modelos foram obtidos com o uso do Software EXCEL – Microsoft Office 2003.

3.3.6 Determinação da Vmax

A velocidade correspondente ao VO2max (Vmax) foi obtida por três métodos:

Vmax Real (VmaxR) = velocidade correspondente ao VO2max obtida no teste para identificação do limiar de lactato e VO2max.

A VmaxR foi obtida diretamente no teste de exercício máximo (teste incremental 3.3.3), sendo considerada como a velocidade em que o VO2 atinge um platô máximo.

Vmax Custo de FC (VmaxFC) = Obtida através da divisão da freqüência cardíaca máxima (FCMax ) pelo custo de freqüência cardíaca (CFC - descrito no item 3.3.2) como se segue:

VmaxFC = FCMax . CFC-1;

Vmax Custo de VO2 (VmaxVO2) = Obtida através da divisão do máximo consumo de oxigênio (VO2Max) pelo custo de consumo de oxigênio (CVO2 - descrito no item 3.3.2) como segue:

Na Vmax estimada pelo Custo de FC (VmaxFC) foram considerados três valores para análise:

1- FCMax obtida diretamente por frequencímetro (Polar Sport Tester - Finland), assim como por meio de um transmissor (Cortex Biofhysik mod. Metalyzer 3B) durante o teste incremental, sendo considerado o máximo valor obtido. 2- FCMax obtida indiretamente pela equação supostamente proposta por

KARVONEN et al (1957): Fcmax = 220 – Idade

3- FCMax obtida indiretamente pela equação proposta por TANAKA et al. (2001) : Fcmax = 207 – (0,7 x idade).

3.3.7 Determinação do Limiar Ventilatório

O limiar ventilatório (LV) foi obtido por dois métodos distintos e independentes. Primeiramente foi verificada a possibilidade de identificação do LV através do aumento da ventilação (VE) em relação ao volume de oxigênio consumido (VO2) - VE/VO2 sem o paralelo aumento da VE em relação ao volume de CO2 produzido (VCO2) – VE/VCO2 (KOYAL et al., 1976).

Caso o LV não pudesse ser identificado através da cinética das curvas de VE/VO2 e VE/VCO2, o LV foi considerado o ponto onde o VCO2 aumenta sem o respectivo aumento do VO2 (Breakpoint VCO2 – VO2) (AHMAIDI et al., 1998).

Foram consideradas para análise das variáveis mensuradas as médias dos valores (VE, VCO2 e VCO2) obtidos nos 20 segundos finais de cada estágio do protocolo incremental.

Figura 2. Valores da análise gasosa e lactacidêmica, de um vololuntário (RAF), obtidos durante o teste incrementeal.

3.3.8 Determinação do Limiar Anaeróbio Individual (IAT)

O IAT foi determinado pelo método de inspeção visual através do tangenciamento da curva de lactato como segue:

Após o teste incremental (3.3.3) foram realizadas coletas sanguíneas aos 3, 6, 9 e 12 minutos de recuperação com o objetivo de obter a cinética de recuperação da curva de lactato.

Na figura que ilustra a cinética individual da curva de lactato foi traçada uma reta (R1) de sentido crescente em relação ao eixo “X” e paralela ao mesmo com origem no último ponto de lactato do teste incremental. No ponto (P1) em que R1 intercepta a curva de recuperação de lactato foi traçada uma segunda reta (R2) de sentido decrescente em relação aos eixos “X” e “Y” de forma que R2 tangencie em um ponto (P2) a curva de lactato do teste incremental. O valor no eixo “X”, que nesse caso é o eixo correspondente às velocidades utilizadas no teste, que coincide com o ponto (P3) foi considerado a velocidade do IAT. STEGMAN et al (1981). A figura 3 ilustra os procedimentos descritos.

Figura 3. Ilustra os procedimentos descritos no tópico 3.3.8. (determinação para um voluntário).

3.3.9 Monitoramento da percepção subjetiva de esforço

A percepção subjetiva de esforço (PSE) foi obtida no final de cada estágio do teste incremental, bem como no 4º, 5º e 6º minutos das séries para determinação do custo, sendo sempre utilizada a escala de 15 pontos de Borg (figura 4) (BORG, 1982).

3.3.10 Coleta de Sangue e Análise do Lactato Sangüíneo e Glicemia:

Após assepsia do local com álcool, era realizada punção do lóbulo da orelha, utilizando luvas de procedimento e lancetas descartáveis. A primeira gota de sangue era desprezada, evitando contaminação da amostra com suor, e em seguida eram coletados 25µl de sangue, por meio de capilares de vidro descartáveis heparinizados e previamente calibrados.

A amostra era acondicionada em tubos Eppendorf, contendo 50µl de fluoreto de sódio [1%].

As amostras de sangue foram analisadas em um lactímetro (YSI 2700) que forneceu as concentrações de lactato sanguíneo e Glicemia.

Figura 5. Analisador de lactato utilizado nas dosagens sanguíneas do presente estudo e realização de coleta sanguínea de um dos voluntários durante o teste incremental.

3.3.11 Mensuração da freqüência cardíaca durante os testes

A freqüência cardíaca (FC) dos participantes foi monitorada durante todos os testes por um frequencímetro (Polar Sport Tester - Finland), assim como por meio de um transmissor (Cortex Biofhysik mod. Metalyzer 3B) conectado a um computador e registrando os valores de freqüência cardíaca constantemente. Os valores registrados foram salvos e

analizados com intervalos de 3 segundos, sendo possível verificar o comportamento da freqüência cardíaca de forma detalhada, diminuindo assim o risco de pequenas variações na mensuração interferirem na análise dos dados.

3.3.12 Coleta e Análise das Variáveis Ventilatórias:

Durante todos os testes foram analisadas as variáveis ventilatórias (VE, VO2, VCO2, VE/VO2, VE/VCO2, R e VO2max), respiração a respiração, em um analisador de gases (Cortex Biofhysik mod. Metalyzer 3B).