7 Heterogeneity____________________________________________________5
7.2 Connectivity of sandstone bodies
Para a apresentação dos dados referentes ao Estudo 2 foram descritos os valores individuais (n=6) para cada variável investigada nos diferentes testes.
Dentre tais variáveis destacam-se aquelas associadas ao teste incremental (FCmax, VO2max, limiar de lactato e ventilatório e Vmax), bem como aquelas associadas aos testes utilizados na obtenção dos custos (FC, VO2 e PSE) e, por fim, as variáveis associadas às séries preditivas que resultaram na obtenção da velocidade crítica e capacidade de trabalho anaeróbio. Todas as variáveis mencionadas estão apresentadas na forma de tabelas e figuras.
4.2.1 Análise Biométrica
Podemos observar pela tabela 15 as características da amostra que representa o G2. Vale ressaltar que todas as variáveis (idade, peso, altura, IMC, % de gordura e VO2max) foram submetidas ao teste de normalidade (KS) obtendo aprovação na distribuição gaussiana (P>0,1) e, portanto, distribuição normal.
Tabela 15. Valores individuais dos participantes do grupo 2 (n=6) e média de idade, altura, peso, IMC, % de gordura e VO2máx.
4.2.2 Comparação entre as diferentes intensidades estudadas
Como descrito na metodologia, pretendia-se utilizar uma velocidade na obtenção dos custos (FC e VO2), inferior a velocidade associada ao limiar de lactato. Podemos observar na Tabela 16 os valores médios ± DP e individuais das velocidades relativas ao início do teste incremental, ao custo, aos limiares de lactato e ventilatório e a Vmax.
É possível constatar que a velocidade para o cálculo do custo (Vcusto) foi de 15,4+1,1 km.h-1 e não diferiu estatisticamente (p<0,05) da velocidade relativa ao limiar de lactato (LL) que foi 16,4+1,1 km.h-1 (ou seja, aprox. 93,9% do LL). Entretanto, apesar da diferença não ser estatisticamente significante, a diferença média de velocidade foi de 1,0+1,0 km.h-1.
Ainda em relação ao limiar de lactato, o mesmo foi observado em velocidade equivalente (p>0,05) ao limiar ventilatório (16,4+1,1 km.h-1 vs 16,8+1,2 km.h-1).
Tabela 16. Valores individuais e médios dos indivíduos do grupo 2 (n=6) referentes a velocidade em que se iniciou o teste incremental, a velocidade da realização do custo, a velocidade dos limiares de lactato e ventilatório e Vmax. Todos os valores estão expressos em km.h-1.
p<0,05 em relação as demais velocidades; Y p<0,05 em relação as demais
velocidades. (ANOVA).
Outro parâmetro importante para comparação, além dos valores absolutos (tabela 16), é a comparação entre os valores percentuais. Na tabela 17 podemos visualizar em que intensidades relativas, quando comparada a Vmax, ocorrem os parâmetros (velocidades)
analisados. É importante ressaltar que as mesmas diferenças estatísticas que ocorreram quando foram realizadas comparações entre os diferentes parâmetros em valores absolutos (tabela 16), ocorreram quando comparados os valores relativos (tabela 17).
Um ponto importante a ser ressaltado é a velocidade do custo ter sido realizada em média a 85,0+4,9 % da Vmax, o que pode vir a ser um importante parâmetro para definir a melhor intensidade relativa a ser realizado o protocolo proposto para obtenção do custo e conseqüente estimativa da Vmax. Outro parâmetro importante é o LL ficar a 90,4+2,7 % da Vmax, valor muito próximo a encontrados em outros estudos já citados com amostra de características semelhantes.
Tabela 17. Valores individuais e médios dos indivíduos do grupo 2 (n=6) referentes aos percentuais da velocidade em que se iniciou o teste incremental, a velocidade da realização do custo, a velocidade dos limiares de lactato e ventilatório quando comparados a Vmax.
p<0,05 em relação as demais velocidades; * p<0,05 em relação as demais velocidades; # p<0,05 em relação as demais velocidades;Y p<0,05 em relação as demais velocidades. (ANOVA)
A tabela 18 mostra alta correlação entre as velocidades dos diferentes parâmetros analisados. Entre as correlações analisadas, uma das mais importantes, senão a mais importante, visto que são parâmetros de aptidão aeróbia, é a correlação entre a Vmax e a velocidade do LL. Encontramos uma correlação significativa (r=0,90, p<0,05) quando
correlacionadas as duas variáveis. Mostrando que, no grupo em questão, quanto maior a velocidade em que ocorre o LL maior é a Vmax.
Tabela 18. Correlação entre as velocidades correspondentes a inicial, custo, LL, LV e Vmax. (n=6)
Correlação de Pearson – ** (p<0,01) e * (p<0,05)
4.2.3 Análise do consumo de O2 obtido nas diferentes intensidades
Além de se comparar às velocidades em que ocorreram os parâmetros (limiar de lactato, limiar ventilatório e Vmax) e a Vcusto, outro fator relevante é o comportamento de parâmetros como FC, VO2, [lac] e PSE nos intensidades estudadas. A tabela 19 mostra, em valores reais e percentuais, o VO2 em diferentes intensidades.
Verificamos (tabela 19) que o VO2 na velocidade de obtenção do custo (57,2+4,3 ml.O2.Kg-1.min-1) não difere estatisticamente (p>0,05) aos do VO2 do LL (61,2+5,5 ml.O2.Kg- 1.min-1) assim como aos valores de VO2 do LV (61,8+7,1 ml.O2.Kg-1.min-1) (P>0,05). Quando
comparado o VO2 do LL e LV, 61,2+5,5 e 61,8+7,1 ml.O2.Kg-1.min-1 respectivamente,
também não foi encontrada diferença significante (p>0,05).
A tabela 20 mostra as correlações entre o consumo de O2 (VO2) encontrado nas diferentes intensidades analisadas. Nota-se que assim como a alta correlação (r=0,90, p<0,05) existente entre a velocidade do limiar de lactato e a Vmax (tabela 18), o mesmo ocorre
(R=0,99, p<0,01) quando correlacionados o VO2 do LL com o da Vmax, sugerindo que um maior VO2 na intensidade do LL está associado a um maior VO2máx.
Tabela 19. Valores individuais e médios dos indivíduos do G2 (n=6) referentes aos valores absolutos e relativos do consumo de O2 em relação as intensidades do custo, LL, LV e Vmax.
* p<0,05 em relação às demais intensidades (ANOVA).
Tabela 20. Correlação entre o VO2 correspondente as intensidades do
custo, LL, LV e Vmax. (n=6)
Correlação de Pearson – * (P<0,01)
4.2.4 Análise da FC verificada nas diferentes intensidades
A tabela 21 mostra a FC encontrada nas diferentes intensidades (Vcusto, LL, LV e Vmax). Verificamos que a FC na intensidade da Vcusto se manteve em média a 167,5+9,4 bpm. Esse resultado não foi diferente estatisticamente (p>0,05) da FC encontrada nas velocidades correspondentes ao LL (179,5+9,9bpm) e LV (180,5+11,9bpm). A FC correspondente ao LL (179,5+9,9 bpm) não foi diferente (p>0,05) da FC correspondente a intensidade do LV (180,5+11,9bpm).
A FC relacionada a Vmax, que é a freqüência cardíaca máxima, ficou em média de 193+9,5 bpm diferindo (p<0,05) da FC encontrada em todas as outras intensidades (Vcusto, LL e LV).
Tabela 21. Valores de FC relativos (%) e absolutos (bpm) encontrados nas intensidades correspondentes ao custo, LL, LV e Vmax. (n=6)
* p<0,05 em relação às demais intensidades. (ANOVA).
A tabela 22 mostra as correlações entre os valores de FC encontrados nas diferentes intensidades estudadas. Pode-se verificar que a correlação entre a FC do LL e da Vmax (r=0,99) foi significante, assim como a correlação entre a FC do LV e da Vmax (r=0,82) foi considerada significante, sugerindo que indivíduos com valores maiores de FC no LL e LV possivelmente terão uma FCmáxima mais elevada.
Tabela 22. Correlação entre a FC correspondente as intensidades do custo, LL, LV e Vmax.
4.2.5 Análise da concentração de lactato [lac] e da PSE verificada nas diferentes intensidades
A tabela 23 mostra os valores de PSE relatados e a [lac] verificada nas intensidades da Vcusto, LL, LV e Vmax. Não foram verificadas diferenças significativas (p>0,05) quando comparadas a [lac] da Vcusto (4,0+1,5mmol.l-1) com a [lac] equivalente ao LL (5,3+1,5mmol.l- 1), assim como a [lac] da Vcusto com a [lac] equivalente ao LV (6,3+2,9mmol.l-1) (p>0,05) .
A [lac] encontrada no LL (5,3+1,5mmol.l-1) não foi diferente (p>0,05) da encontrada no LV, contudo, as [lac] do LL, LV e Vmax (pico de lac) se mostraram diferentes (p<0,01) que a [lac] da Vmax (11,9+3,3mmol.l-1).
Na comparação entre a PSE, ainda na tabela 23, foi encontrada diferença significativa (p<0,05) nas comparações entre a PSE do custo (9,8+1,5) com a PSE do LL (13,5+2,0), LV (14,5+2,0) e com a PSE da Vmax (20+0,0). Portanto, a PSE do custo (9,8+1,5) diferiu (p>0,05) da PSE do LL (13,5+2,0) que não foi diferente (p>0,05) da PSE LV (14,5+2,0). A PSE relativa a Vmax diferiu dos valores encontrados em todas as outras intensidades (p<0,05). Não houve correlação significativa (p>0,05) entre a [lac] e a PSE relativas ao LL (r=-0,07).
Tabela 23. Valores de Lactato (mmol.l-1) e PSE encontrados nas intensidades correspondentes
ao custo, LL, LV e Vmax.
* p<0,05 em relação às [lac] encontradas nas intensidades relativas ao custo, LL e LV; # p<0,05 em relação a PSE relatada nas intensidades relativas ao custo, LL e LV; p<0,05 em relação a PSE encontrada nas demais intensidades. (ANOVA).
Um parâmetro importante é a relação entre o comportamento relativo da FC, do VO2 e da velocidade nas diferentes intensidades (Vcusto, LL e LV). A tabela 24 mostra em que valores percentuais se encontravam as variáveis (velocidade, FC, VO2) nas diferentes intensidades (Vcusto, LL e LV), sempre com referência a seus máximos valores obtidos (Vmax, FCmax e VO2max).
Não foram verificadas diferenças (p>0,05) quando comparados os valores relativos da velocidade (85,0+4,9%), da FC (86,8+2,1%) e do VO2 (85,2+6,7%) na velocidade do custo.
Na intensidade equivalente ao LL, a FC relativa (93,0+0,8%) não mostrou-se diferente (p>0,05) da velocidade relativa (90,4+2,7%) e que o VO2 (90,8+2,6%) (p>0,05). Por fim, não foram verificadas diferenças (p>0,05) na comparação entre o VO2 e a velocidade, 90,8+2,6 e 83,0+0,8% respectivamente.
Na intensidade equivalente ao LV, a FC (93,5+3,6%) não demonstrou diferença significante (p>0,05) dos valores relativos à velocidade (92,2+3,1%) e ao VO2 (91,6+3,9%). Não foi encontrada diferença (p>0,05) entre os valores relativos a velocidade (92,2+3,1%) e ao VO2 (91,1+3,9%) nessa mesma intensidade.
Tabela 24. Valores percentuais das variáveis velocidade, FC e VO2 quando comparados aos seus respectivos valores máximos encontrados (Vmax, FCmax e VO2max) nas intensidades
correspondentes ao custo, LL, LV e Vmax.
Figura 11. Ilustra os valores médios de velocidade, FC e VO2 nas diferentes
intensidades (custo, LL, LV). Ocorreram diferenças entre a FC do LL e a Velocidade e VO2 (* p<0,05) e também entre e FC do LV em relação a velocidade e ao VO2 (#
p<0,05).
4.2.6 Análise das Vmax estimadas (CVO2 e CFC) com a Vmax real.
A tabela 25 mostra a velocidade em que foram realizadas as séries do custo, assim como os valores de FC e VO2 obtidos em dois dias distintos de testes (dia 1 e dia 2). Os resultados mostram que a FC não variou significativamente (P=0,23) quando comparados os dias 1 e 2, 168,9+10,4 e 166,2+9,1bpm, respectivamente. Não foi verificada diferença (P=0,4) entre os valores de VO2 do dia 1 (58,1+3,9 ml.O2.kg-1.min-1) e do dia 2 (56,3+5,8 ml.O2.kg- 1.min-1).
Tabela 25. Vcusto (km.h-1) e os valores FC (bpm) e VO2 (ml.O2.kg-1.min-1) obtidos nos dias 1 e 2
(sempre com a mesma velocidade).
Podemos observar (tabela 26) os valores da Vmax (real) e a estimada por diversos parâmetros como CFCreal, CVO2, CFCTanaka e CFCKarvonen. A Vmax estimada pelo CFCTanaka e pelo CFCKarvonen não passaram no teste de normalidade (KS), (p=0,016) e (p=0,025) respectivamente. Não foram encontradas diferenças significativas quando comparadas as variáveis Vmax (real), Vmax (CFCreal) e Vmax (CVO2), 18,2+1,2, 17,8+1,6 e 18,2+1,6km.h-1 respectivamente. Também não foram encontradas diferenças quando comparadas a Vmax (real), Vmax (CFCKarvonen) e Vmax (CVO2) 18,2+1,2, 18,4+1,0 e 18,2+1,6km.h-1 respectivamente. Por fim, nas comparações entre Vmax (real), Vmax (CFCTanaka) e Vmax (CVO2) (18,2+1,2, 17,8+1,9 e 18,2+1,6km.h-1) também não foram encontradas diferenças significativas.
As figuras 9, 10, 11 e 12 apresentam as plotagens propostas por Bland & Altman (1986) para verificação de concordância entre as medidas, reais e estimadas, da Vmax obtida a partir dos custos de FC e VO2. No eixo y estão plotadas as diferenças individuais em função das médias observadas nos dois testes (eixo x).
Tabela 26. Valores de Vmax (km.h-1) obtidos diretamente (Vmax real), indiretamente pelo custo de
VO2 (Vmax CVO2) e indiretamente pelos custos de FC direta (CFC direta), FC indireta Tanaka
(CFC Tanaka) e FC indireta Karvonen (CFC Karvonen).
Figura 12. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax
estimada pelo CFcKarvonen (n = 6).
Figura 13. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax
Figura 14. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax
estimada pelo CVO2 (n = 6).
Figura 15. Plotagem de Bland-Altman para comparações entre o Vmax real e a Vmax