Inicialmente, é preciso deixar claro que, como diz Thiollent (2008), deve haver flexibilidade no planejamento da pesquisa-ação. Consideramos isso porque ela ocorre em um território de vida pulsante, com processos contínuos de mudanças e de acontecimentos.
Mesmo entendendo que se faz necessário planejar essa fase de campo da pesquisa- ação, aceitando que ela pode ser modificada no percurso, entendemos que a descrição dos passos aqui percorridos podem contribuir com a realização de outras investigações que utilizem a pesquisa-ação como desenho de estudo.
Assim, para uma melhor compreensão de todo o caminhar desta pesquisa, faremos uma exposição dos passos que foram dados, esclarecendo que não ocorreram, necessariamente, na ordem apresentada nem de forma linear e estanque, mas em contínuo processo de construção e articulação.
1º Passo. Aproximação com o local de estudo, antes de iniciar a fase de campo.
Essa aproximação inicial com o campo foi importante no sentido de se visualizarem possibilidades de formação do grupo de pesquisa-ação e de viabilidade desta.
A primeira visita ao local ocorreu no dia 01 de outubro de 2010, quando nós, do Núcleo Tramas-UFC, fomos convidados pela Comissão Pastoral da Terra do RN e Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Apodi a apresentar o resultado da pesquisa “Estudo epidemiológico da população da região do Baixo Jaguaribe exposta à contaminação ambiental em área de uso de agrotóxicos”.
Na ocasião, havia em torno de cinquenta pessoas, entre agricultores familiares, entidades, movimentos sociais, professores da rede pública da cidade. Após a apresentação, houve um debate no qual foi colocada a importância do conhecimento dos impactos do agronegócio para a saúde humana, porque eles tinham mais conhecimentos com relação às consequências ambientais e à questão da desapropriação das terras. Nesse primeiro contato em campo, percebemos o processo de resistência ao projeto de irrigação proposto pelo DNOCS, em curso em Apodi-RN.
Desse encontro, surgiu a demanda de realização de um evento maior, que pudesse mobilizar todo o estado do RN sobre a questão do agronegócio. Por incompatibilidades de agendas, esse evento só veio a acontecer no dia 29 de março de 2011. Trata-se do “Seminário Impacto do Agronegócio/Agrotóxicos à saúde, ao trabalho e ao ambiente”, de âmbito
estadual, realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Apodi (STTRA), a Comissão Pastoral da Terra do RN, o Grupo Verde de Agricultura Alternativa (GVAA) e a Articulação Semiárida (ASA) Potiguar, em parceria com o Núcleo TRAMAS- UFC e o Grupo de Pesquisa Marcos Teóricos Metodológicos Reorientadores da Educação e do Trabalho em Saúde da Faculdade de Enfermagem - FAEN/UERN.
Antes desse seminário, fomos a Apodi, no dia 16 de março de 2011, para discuti- lo, como um dos pontos de pauta, no Fórum da Agricultura Familiar de Apodi-RN. Nesse dia, foram estabelecidas estratégias de organização, de divulgação e de participação dos moradores e agricultores familiares. Como uma das sugestões, surgiu a ideia de uma oficina de cartografia social na qual comunidades do território rural dos municípios de Apodi, Baraúna e Assu construíssem mapas sobre as formas de vida, trabalho, saúde e ambiente de cada território.
Vale salientar que a cartografia social insere-se, a partir de 1990, no contexto mundial de iniciativas de mapeamentos participativos, com o intuito de incluir populações locais nos processos de elaboração de mapas. No Brasil, as experiências estão associadas tanto à afirmação de grupos subalternos com sua identidade e território como a conhecimentos sobre a gestão racional de recursos naturais, a formas de explicitação de conflitos socioterritoriais ou a formas de antecipação destes (ACSELRAD; COLI, 2008). A cartografia social
é uma ferramenta poderosa, tanto para o controle, a organização e a criação de estratégias comunitárias quanto para transmitir as visões locais ao exterior. O mapeamento pode ajudar a trazer coerência para o seio da comunidade e reafirmar o valor e a relevância do conhecimento tradicional (COLCHESTER 2002 apud ACSELRAD; COLI, 2008, p.19).
Nesse sentido, a oficina de cartografia social em Apodi-RN foi pensada como modo de as comunidades rurais reconhecerem o território onde vivem, firmarem sua identidade, compartilharem e mostrarem amplamente como vivem e trabalham. Ela ocorreu no dia 22 de março de 2011, na sede do STTRA e foi conduzida por quem, agora, está relatando esse momento. Tivemos a participação de 50 agricultores familiares camponeses de Apodi, Baraúna e Assu.
Inicialmente, foi feita uma apresentação de experiências de cartografia social em outras comunidades e explicado como seria a construção dos mapas. Em seguida, dividimos os participantes em 5 grupos, de acordo com a proximidade das comunidades, sendo os 3 primeiros de Apodi. Grupo 1: Água Fria, Trapiá II, Sítio Cipó, Bamburral e Baixa Fechada;
Grupo 2: Baixa Verde, Portal da Chapada, Sítio Boa Esperança, Sítio São Francisco e Milagre; Grupo 3: Aurora da Serra, Algodão, Agrovila Palmares e Letícia; o Grupo 4 eram as pessoas de Baraúna e o Grupo 5 as pessoas de Assu. Os mapas 4, 5, 6, 7 e 8 construídos nessa oficina foram apresentados na abertura do seminário do dia 29 de março de 2011.
Mapa 4: Comunidades rurais de Apodi – Aurora da Serra, Algodão, Agrovila Palmares e Letícia – construído na Oficina de Cartografia Social, em 22 de Março de 2011, na sede do STTR de Apodi-RN
Fonte: Acervo da Pesquisa
Mapa 5: Comunidades rurais de Apodi – Baixa Verde, Portal da Chapada, Sítio Boa Esperança, Sítio São Francisco e Milagre – construído na Oficina de Cartografia Social, em 22 de Março de 2011, na sede do STTR de Apodi-RN
Fonte: Acervo da Pesquisa
Mapa 6: Comunidades rurais de Apodi – Região do Vale – construído na Oficina de Cartografia Social, em 22 de Março de 2011, na sede do STTR de Apodi-RN
Fonte: Acervo da Pesquisa
Mapa 7: Comunidades rurais de Baraúna construído na Oficina de Cartografia Social, em 22 de Março de 2011, na sede do STTR de Apodi-RN
Fonte: Acervo da Pesquisa
Mapa 8: Comunidades rurais de Assu construído na Oficina de Cartografia Social, em 22 de Março de 2011, na sede do STTR de Apodi-RN
Durante a construção dos mapas, eram discutidos entre cada grupo as potencialidades das comunidades e as dificuldades. Ao término, foram realizadas a apresentação e a discussão de cada um. Destacaram as potencialidades de Apodi com a agricultura familiar de base agroecológica, como apicultura, manejo de caatinga, caprinovicultura, fabricação de queijo. Colocaram que algumas comunidades estão sendo afetadas por uma empresa do agronegócio instalada na região que utiliza bastantes agrotóxicos; disseram haver uso de agrotóxicos em plantações de arroz situadas na região do Vale, ao redor da Barragem Santa Cruz; mostraram-se ainda com receio da vinda do projeto de irrigação porque não querem a expansão do agronegócio na região. O grupo de Baraúna enfatizou a vida após sair de trabalhos em empresas do agronegócio e o grupo de Assu mostrou a contaminação ambiental e humana por agrotóxicos na região, a prática da pulverização aérea e depoimentos de pessoas sobre o trabalho e a vida no agronegócio.
Foi uma experiência rica e que possibilitou dar visibilidade ao conhecimento dos camponeses sobre seu território e a troca de vivências em realidades específicas, mas que compartilham direta ou indiretamente problemas relacionados ao agronegócio.
Ainda para a participação no seminário, entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Apodi, para solicitar liberação de trabalhadores do SUS para assistir ao evento. A secretária de saúde mostrou-se solícita e atendeu nosso pedido. Além disso, convidamos o CEREST regional de Mossoró, o Núcleo de Saúde do Trabalhador da II URSAP, docentes de Direito e Agronomia da UFERSA; docentes da UERN e vários movimentos sociais do estado do RN.
No dia 29 de março de 2011, ocorreu o Seminário Impacto do Agronegócio/Agrotóxicos na sede do STTRA. Contou com um público em torno de 300 pessoas de todo o RN, em sua maioria, camponeses e movimentos sociais. Teve a presença do Bispo; da Central Única dos Trabalhadores (CUT); da secretária de saúde, coordenadora do PSF, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e auxiliares de Enfermagem do município Apodi; a coordenadora do CEREST regional Mossoró e mais dois profissionais dessa instituição; representantes do NURSAT da II URSAP, da Vigilância Sanitária, Ambiental e Epidemiológica de Mossoró; da Rede Nacional dos Advogados Populares (RENAP) do RN; de docentes e alunos da UFERSA e professores da UERN.
Após a mesa de abertura com presidente do STTRA, o Bispo, o representante da CUT e o presidente da ASA Potiguar, houve a apresentação pelas comunidades camponesas dos mapas que elas produziram na oficina anterior. Dando continuidade, ocorreu a
apresentação da palestrante Dra. Raquel Rigotto sobre o tema do seminário. Em seguida, foi aberto o debate.
A repercussão desse evento foi positiva. Possibilitou pautar o agronegócio/agrotóxicos como um problema de Saúde Pública que requer articulação de vários atores. Foi notícia em alguns jornais da imprensa escrita e virtual do estado do RN. Esse evento possibilitou ainda o encontro entre universidade, SUS e movimentos sociais que serviram de base para identificar a viabilidade ou não de formação de um grupo de pesquisa- ação.
Achamos importante relatar esses acontecimentos para mostrar que houve uma aproximação com o campo de estudo para conhecê-lo e perceber se existiam condições de realizar a pesquisa. Nesse processo, identificamos que havia um contexto de resistência à implantação do projeto de irrigação do DNOCS em Apodi e que existiam pessoas da universidade, do SUS e dos movimentos sociais se aproximando desse processo em curso no município. Salientamos que os passos aqui descritos foram registrados pela pesquisadora em diário de campo.
2º Passo. Pesquisa documental sobre o local do estudo.
Realizamos também pesquisa documental visando à apropriação de informações relevantes e a conhecer o perfil de Apodi. Para tal, utilizamos bases de dados secundários em sites oficiais, tais como: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Portal do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Secretaria de Saúde Pública do Estado do Rio Grande do Norte (SESAP) e do DATASUS, entre outros.
3º Passo. Aproximação com potenciais parceiros.
Essa etapa também foi relevante para levantar as condições de viabilidade da pesquisa-ação, já que se constitui uma aproximação para ver quem tem interesse em participar do grupo de pesquisa. Os seminários e encontros citados no primeiro passo contribuíram para que visualizássemos possíveis parceiros e tivéssemos um primeiro contato sobre a possibilidade de realização da pesquisa com a Secretária Municipal de Saúde de Apodi, com o CEREST regional de Mossoró, com o NURSAT, com os movimentos sociais e com a UFERSA.
A partir de então, fomos conversando informalmente com as possíveis instituições, falando sobre a pesquisa e solicitando um momento para que apresentássemos a proposta.
Nessa ocasião, em conversa com trabalhadores da Secretaria Municipal de Saúde de Apodi, constatamos que as comunidades locais de estudo desta pesquisa pertenciam, quase todas, a uma única equipe de Saúde da Família.
4º Passo. Apresentação do projeto de pesquisa às instituições para encontrar pessoas que quisessem participar do grupo de pesquisa-ação.
Depois de construído todo o projeto de pesquisa, com objeto de estudo, objetivos, referencial teórico, metodologia, cronograma e orçamento, e das primeiras aproximações com o campo, partimos para sua apresentação às instituições da universidade, do SUS e de movimentos sociais, de acordo com os critérios de seleção dos sujeitos da pesquisa: UERN, UFERSA, CEREST regional Mossoró, NURSAT, SUS de Apodi e movimentos sociais.
Foi um momento importante também para ver com as instituições a Carta de Anuência solicitada pelo Comitê de Ética, pela qual tomaram conhecimento sobre o que é a pesquisa, os objetivos, metodologia e o que cabe a elas nesse processo, como: transferir as atividades dos trabalhadores, nos dias correspondentes ao cronograma do grupo de pesquisa, dos seus respectivos locais de trabalho para os seis encontros da pesquisa. Cientes desta, as instituições autorizam ou não a sua participação.
Pela quantidade de atores envolvidos nesse estudo, essa etapa de contatos iniciais e de articulações foi um grande desafio. O primeiro foi pensar a melhor forma de fazer o convite às pessoas. Nessa perspectiva, optamos por realizar reuniões com cada instituição dessas, separadamente, apresentando a proposta da pesquisa, convidando as pessoas para encontrar aquelas que tivessem interesse em participar desta.
Nas ocasiões, era contextualizada a importância dos três atores (universidade, SUS e movimentos sociais) para o estudo, além de se frisar que as pessoas que fossem participar da pesquisa deveriam se sentir implicadas com a problemática da investigação. Ainda, foi necessário obter nome, cargo/instituição, fone e email de todos os presentes para, posteriormente, quando finalizada essa etapa, avisar o dia do primeiro encontro do grupo de pesquisa.
Essa fase compreendeu o período de 20 de maio de 2011 a 25 de julho do mesmo ano. Estava previsto para ela acontecer em um mês, mas, devido a alguns imprevistos nas agendas, durou dois meses e cinco dias. Inicialmente, foi feito o contato por telefone com as instituições para agendar dia, local e horário para a reunião de apresentação.
A primeira apresentação foi na universidade ao Grupo de Estudo em Saúde Coletiva (GESC) da UERN, no dia 30 de maio de 2011, na Faculdade de Medicina. Lá estavam presentes duas professoras do curso de Medicina e treze alunos deste e de Enfermagem. Uma das docentes teve interesse em participar, mas disse que estava a depender do cronograma da pesquisa. Alguns alunos manifestaram interesse, mas estavam fora dos critérios de seleção dos sujeitos.
A segunda apresentação foi aos movimentos sociais no dia 31 de maio de 2011, na sede do STTR de Apodi, pela manhã. Estavam presentes oito pessoas representando o STTR de Apodi, a Comissão Pastoral da Terra de Mossoró, o Centro Feminista 8 de Março de Mossoró e a Cooperativa de Assessoria e Serviços Múltiplos ao Desenvolvimento Rural (COOPERVIDA). Ao contrário do primeiro momento, este foi bastante animador, pois a proposta da investigação foi muito bem acolhida pelas pessoas que manifestaram interesse em ter representantes de cada entidade dessa na pesquisa.
No mesmo dia, 31 de maio de 2011, à tarde, fizemos a terceira apresentação: ao CEREST regional de Mossoró e ao NURSAT. Estavam presentes onze pessoas, entre enfermeira do trabalho, fonoaudióloga, técnico de Enfermagem do Trabalho, assistente social, técnico de Segurança do Trabalho e terapeuta ocupacional. O CEREST também acolheu bem a pesquisa e duas pessoas se disponibilizaram a participar. Perguntamos se a instituição teria como financiar a pesquisa e responderam que era inviável, por não ter entrado no planejamento anual, mas que iriam disponibilizar um carro para transportar as pessoas do CEREST de Mossoró a Apodi, nos dias dos encontros. Os dois representantes do NURSAT solicitaram que fizéssemos essa reunião na II URSAP, para ampliar a proposta a um maior número de pessoas dessa instituição.
A quarta apresentação foi no dia 6 de junho de 2011 a professores e alunos do Núcleo Macambira de Agroecologia (NUMA) e do Grupo Verde de Agricultura Alternativa (GVAA), ambos do curso de Agronomia da UFERSA. Participaram desse momento 14 pessoas, as quais falaram sobre a relevância dessa proposta de pesquisa, e um docente se dispôs a participar.
A quinta apresentação estava marcada para o dia 7 de junho de 2011, na II URSAP, mas ela só veio a ocorrer no dia 13 de junho, à tarde. Estavam presentes quatro trabalhadores dessa instituição: um médico veterinário, um auditor da vigilância sanitária, uma psicóloga e a coordenadora da NURSAT. Houve dificuldades em realizar esse encontro, pois a primeira data foi desmarcada sem aviso prévio à pesquisadora. O NURSAT ficou interessado em participar da pesquisa.
Entretanto é relevante frisar que nossa maior dificuldade foi com relação à direção da II URSAP, que compreendeu que a participação do NURSAT na pesquisa não era uma atividade de trabalho do núcleo, mas sim um favor pessoal dos trabalhadores dessa instituição à pesquisadora e que esta teria quer arcar com as despesas da liberação, como transporte e alimentação. Além de não fornecer diária e transporte para os trabalhadores do NURSAT, a direção não autorizou a participação deles e ficou, inclusive, de pedir autorização à
Coordenação da Saúde do Trabalhador do Estado do RN, fato que, até agora, temos desconhecimento da resposta.
A sexta apresentação foi ao SUS de Apodi e estava agendada para o dia 10 de junho de 2011, às 8:30 da manhã, na sede do STTR. Esse momento foi acordado previamente com a Secretaria de Saúde de Apodi, para a qual enviamos ofício e convite e esta ficou de repassar para todos os profissionais do SUS: trabalhadores das Equipes de Saúde da Família, do hospital e do setor de vigilância do município. No entanto, nesse dia, ao chegarmos, deparamo-nos apenas com oito pessoas de uma mesma equipe de Saúde da Família da zona urbana. Não houve apresentação nesse dia e fomos marcar uma nova data. Diante de muita dificuldade de agenda, optamos por realizar a apresentação a apenas trabalhadores da vigilância à saúde, do hospital e de uma Equipe de Saúde da Família (já que seria apenas esta que faria parte da pesquisa, de acordo com os critérios de inclusão). Assim, esse momento só ocorreu no dia 25 de julho de 2011, no ponto de apoio da equipe de PSF. Estavam presentes dez pessoas: a coordenação do PSF do município, o enfermeiro da equipe, sete agentes comunitários de saúde (ACS) e um técnico de Enfermagem. Não houve presença de trabalhadores da vigilância à saúde de Apodi, embora tivessem dito que iriam participar da pesquisa e desse momento. Os presentes discutiram que seria importante que toda a equipe de Saúde da Família participasse da pesquisa.
A sétima apresentação foi no dia 05 de julho de 2011 ao Grupo de Pesquisa Marcos Teóricos Metodológicos Reorientadores da Educação e do Trabalho em Saúde, da Faculdade de Enfermagem da UERN. Estavam presentes três professores, que salientaram a importância da pesquisa.
Assim, realizamos ao todo sete reuniões de apresentação do projeto de pesquisa, a um total de 64 pessoas. É válido registrar que, nesse período, a UERN estava em greve, o que inviabilizou a apresentação a outros cursos, como havíamos pensado nos critérios de seleção dos sujeitos da pesquisa. Além disso, ressaltamos que tentamos agendar algumas vezes um encontro com professores do curso de Direito da UFERSA, mas não conseguimos.
Essa fase de apresentações do projeto de pesquisa para as instituições foi crucial para a composição do grupo de pesquisa, pois, a partir dessas reuniões, as pessoas que manifestaram interesse em participar foram convidadas para o primeiro encontro do grupo de pesquisa. Foi também permeada por tensão e expectativa no sentido de se saber se iria realmente ser formado um grupo com atores da universidade, do SUS e dos movimentos sociais, já que, se não houvesse presença de um desses três, deveria ser revista toda a pesquisa.
5º Passo. Planejamento dos encontros do grupo de pesquisa.
Embora tenhamos construído durante o projeto de pesquisa um planejamento da fase de campo, no qual definimos um total de seis encontros a serem realizados na sede do STTR de Apodi, em periodicidade a ser definida pelo grupo, nessa fase, retornamos a esse plano. Esse retorno foi importante para definirmos os objetivos de cada encontro, para construirmos os roteiros que seriam utilizados.
Realizadas as articulações com possíveis participantes da pesquisa, elaboramos um plano de atividades (Apêndice 2) para os seis encontros do grupo da pesquisa e deixamos em aberto o planejamento para ser discutido e pactuado com o grupo, no primeiro encontro. Todos foram gravados em gravador, com registros de fotografias, e a pesquisadora contou com a importante presença de uma pessoa, um docente da área de Saúde Coletiva de curso de graduação em Enfermagem da UERN, também pesquisador do Grupo Marcos Teóricos Metodológicos Reorientadores da Educação e do Trabalho em Saúde, para ajudar a registrar e