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P OSTINFECTIOUS COMPLICATIONS

1. BACKGROUND

1.3 P OSTINFECTIOUS COMPLICATIONS

Areia Levindo Fonseca e Silva, João Martins Cardoso, Jeronymo Barbosa, Antônio Bernardes da Silva, João Machado de Castro, Francisco Appolinario, João Baptista da Fonseca, Maximiano Rodrigues Borges. Assoalho Jorge Suga, João Domingues.

Cal Teixeira Costa & Cia, Marciano de Ávila, Custódio Pereira, Américo Zardo, Manoel Baptista. Cimento Américo Zardo, Antônio Rezende, Joaquim Marques Povoa & Cia.

Cordas Francisco Jorge, Oscar Miranda.

Ferros Melazo A. Campos, Carmo Giffoni e Cia, Americo Zardo & Cia, Jorge Suga. Fretes* João Batista da Fonseca, Antônio José, Antônio Simões, Levindo Fonseca, Hermengildo Ribas, Emilio Mari. Jornaleiros Mão de obra avulso.

Madeira Melazo & Cia. Mão de Obra e

Empreiteiros

Ernesto Giovanini, Dr. Aristóteles Alvim, João Baptista da Fonseca, Hermengildo Ribas, Melazo & Cia, Antônio Michelli, José Lopes Netto, Antônio Henrique, Jorge Suga, João Baptista Coelho, João José da Silva. Materiais

Diversos

Armando Augusto, Joaquim Marques Povoa, Eduardo Borone, Carneiro e Irmãos, Melazo & Cia, Oscar Miranda, Michelle Zardo, Custódio Pereira, João Baptista, José Lopes Netto, Francisco Jorge, Giovanini A. Calábria, Hermenegildo Ribas, João Baptista Coelho, José Calixto.

Materiais

Elétricos Acfonsio de Lorenço Peixoto, João Jacintho Fernandes, Carmo Giffoni. Metais

Diversos Rosette e Lobato, Américo Zardo, Joaquim Marques Povoa, João Baptista Coelho, Eduardo Borone, José Lopes Netto. Nomes

Avulso

Carmo Giffoni & Cia, Américo Zardo, Fonseca Rodrigues, Antônio Simão, Francisco Silva, Casa Povoa, Joaquim Marques Povoa, Antônio Rezende, Giovanini A. Calábria, Américo Zardo, Custódio Pereira.

Pedras Trajano Pinto, Bellarmino F. Barbosa, Maximiano Rodrigues Borges, Antônio Domingos, José Candido do Carmo, Américo Zardo & Cia, Marciano Pimenta, Gionvanini A. Calábria, Manoel Baptista).

Pintura Alfredo Attadine, Carmo Giffoni. Portões e

Janelas João Salles, João Fonseca, José Lopes Netto. Pregos e

Parafusos Antônio Calábria, Ângelo Naghactini, Carmo Giffoni, José Lopos. Reboco de

Parede Francisco Rodrigues, Honorino Machado, João Alves de Oliveira, Emílio Mori, Américo Rodrigues. Sem

Classificação Não tem referência nominal. Serviços

Sanitários Rosette e Lobato. Sobras de

Materiais José Nonato, Antônio Pietro, Antônio Ribeiro dos Santos, João Sabino, Levinda Fonseca, Affonso Clarimundo. Taboas Carmo Giffoni & Cia, Michelle A. Zardo, Indústrias Reunidas Sol Nascente.

Telhas Américo Zardo. Terrenos e

Plantas José Thomaz de Rezende, Joaquim Marques Povoa, Hyppolito Naves, Francisco Jorge, Dª Rita Machado, José Grilha, J. Sachette. Tijolos Estação Mogyana (Delta e Sacramento), Marciano de Ávila.

Vidros Carmo Giffoni & Cia. Fonte: Diário da Sociedade, p. 18-81.

Fato interessante de registrar foram alguns pagamentos realizados pela Sociedade como ajuda de custo por acidentes ocorridos durante a construção do prédio. Encontramos lançamentos no Diário da Sociedade, feito em 3 de junho de 1921, onde foram gastos com a compra de remédios para o tratamento de Honorino [Machado] e Laranjeira, comprados de Macedo Marra

& Fonseca, 113$000 (cento e treze mil réis) e mais 101$400 (cento e um mil e

quatrocentos réis) com despesas com os médicos Dr. Leopoldo e Dr. Batista138. Honorino Machado trabalhou no prédio prestando serviços de reboco quando foi surpreendido por uma queda aparentemente grave, o que despertou certa preocupação da Diretoria da Sociedade que lhe prestou alguns auxílios para sua melhora.

Alguns meses antes do término da construção, fomentam-se novas mobilizações por parte da Diretoria para conquistar algumas vantagens para a Sociedade. Vantagens no sentido de auxílios públicos para a conclusão do empreendimento.

Em meados do mês de março de 1921, a Diretoria da Sociedade enviou para a capital mineira, Bello Horizonte, o professor João Martins com a missão de conseguir do Governo Estadual algumas carteiras para o Gymnasio que a mesma construía por sua própria iniciativa e que ultrapassava os 200:000$000 (duzentos contos de réis). Na ocasião, o professor João Martins foi recebido pelo Sr. Dr. Affonso Penna Junior139, auxiliar do governo forte e honesto do Sr. Dr. Arthur Bernardes140, que cedeu 150 carteiras para a Sociedade.

138 Diário da Sociedade, 03 junho 1921, p. 68.

139 Affonso Penna Júnior foi Secretário da Pasta do Interior no Governo de Artur Bernardes. 140 Segundo SILVA (1983), Artur Bernardes foi Presidente do Estado de Minas Gerais no

Sociedade Progresso de Uberabinha

A missão do sr. professor João Martins. C nosso Gymnasio.

Commissionado pela directoria da Sociedade Progresso de Uberabinha, foi a Bello Horizonte devidamente recommendado pelas pessoas de mais destaque desta cidade o talentoso professor João Martins, tendo occasião de expor ao exmo. sr. dr. Affonso Penna Junior, as pretenções da mesma sociedade ou que esta pretendia do governo o fornecimento, em qualquer caracter de algumas carteiras para o importante estabelecimento onde irá funcionar, futuramente um dos mais importantes estabelecimento de ensino desta zona.

Nestas condições teve, o sr. professor Martins, opportunidade de fazer ver ao exmo. sr. dr. Affonso Penna Junior, o esforço dos nossos homens, despendendo por iniciativa particular, mais de 200:000$000 com um predio para que nele funccione um estabelecimento de ensino superior nesta cidade.

Correspondendo a boa vontade do nosso povo e a nossa espectativa ao mesmo tempo, o patriotico mineiro cujas audições temos tantas vezes posto em destaque mais uma vez olhou para esta parte do Triangulo, onde gosa da maior admiração com as sympathias de sempre, prometendo fazer tudo quanto estivesse ao alcance do governo em favor do nosso estabelecimento pondo a nossa disposição 150 carteiras que são os moveis de que immediatamente carecemos.

Vai assim o sr. dr. Affonso Penna Junior, como um auxiliar do governo forte e honesto do sr. dr. Arthur Bernardes, fechando o periodo da sua proveitosa jestão assignalando novos beneficios a esta cidade e a este municipio onde tem os mais ardentes e sinceros admiradores.

Em conversa com o sr. professor João Martins tivemos occasião de ouvir lhe as mais justas referencias feitas ao illustre mineiro, a quem em boa hora sabia orientação do digno presidente de Minas entregou a pasta do interior. (A Tribuna, 10 abril 1921. Ano II. n.º 83.)

O custo desta viagem foi pago com o cheque n.º 3159 da Conta Corrente da Sociedade no Banco de Crédito Real de Minas Geraes em favor do professor João Martins em 24 de março de 1921 no valor total de 600$000 (seiscentos mil réis)141.

Outro grande fato que demonstra a força e o envolvimento do grupo constituinte da Diretoria da Sociedade com o poder público local ocorreu com a apresentação e aprovação da Lei Municipal n.º 348 de 04 de maio de 1921 que garantia a Sociedade um auxílio único de 11:000$000 (onze contos de réis), sendo esta Lei aprovada em menos de 03 (três) sessões (duas extraordinárias e uma ordinária) da Câmara Municipal compreendidas entre os dias 30 de abril de 1921 à 04 de maio de 1921, tempo recorde se considerarmos todos os tramites legais para aprovação de uma Lei municipal: apresentação por algum

dos vereadores, discussão, parecer das Comissões de Orçamento, Redação e outra que convier, votação e aprovação em primeira e segunda discussão pelo plenário da Câmara e sanção pelo Agente Executivo.

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Uberabinha do dia 30 de abril de 1921, compareceram, em número legal para iniciar a sessão, 06 (seis) vereadores (Antonio de Resende, José Nonato Ribeiro, Carlos de Oliveira Márquez, Sylvio Savastano, José Peppe, Dr. Leopoldo de Castro e Rodrigues da Cunha [Agente Executivo]). Destes, os quatro primeiros apresentaram em conjunto um requerimento convocando uma sessão extraordinária da Câmara para tratar das medidas do alcance da Câmara Municipal no sentido de ser

facilitado o prosseguimento dos trabalhos de construcção do Gymnasio de Uberabinha, prestes a paralisar-se por falta de meios pecuniários142.

O Requerimento foi aprovado e a sessão extraordinária da Câmara Municipal ocorreu em 30 de abril de 1921, apesar desta sessão estar prevista para o dia 29 de abril do mesmo ano. Neste dia, lido o requerimento, o vereador José Peppe apresentou o projeto de Lei oficialmente à Câmara Municipal e em seguida, sugeriu um interstício legal para ser considerado para

a ordem do dia de hoje, por se tratar-se de matéria urgente143.

Desta forma, foi aprovado o interstício entrando em primeira discussão, foi aprovado.

Passada a sessão ordinária do dia 02 de maio de 1921, a próxima sessão foi a do dia 04 de maio de 1921, extraordinária e compareceram os Srs. Vereadores Rodrigues da Cunha, José Nonato, Antonio de Resende, Carlos de Oliveira Márquez, Sylvio Savastano e José Peppe. Peppe apresentou novamente um requerimento (pedido) de interstício legal para entrar na ordem do dia a redacção final do referido projeto de lei, que foi aprovado. Desta forma, o Presidente da sessão, Rodrigues da Cunha, interrompeu a sessão por 15 (quinze minutos) que, ao ser reaberta pelo Vereador José Nonato foi lida a redação final do projeto de lei, que, desta vez, contava com as assinaturas dos Vereadores Antonio de Resende, Carlos de Oliveira Márquez, José Nonato

142 CÂMARA MUNICIPAL, Uberabinha, Minas Gerais. Acta da sessão ordinária realizada no dia 30 abril 1921. p. 20/verso.

143 CÂMARA MUNICIPAL, Uberabinha, Minas Gerais. Acta da sessão ordinária realizada no dia 30 abril 1921. p. 21/verso.

Ribeiro, Sylvio Mauro Savastano144, José Peppe, Dr. Leopoldo de Castro.

Destes, os 03 (três) primeiros mais o Agente Executivo, Rodrigues da Cunha, eram integrantes da Sociedade Anonyma Progresso de Uberabinha: os dois primeiros, Subgerente (vice-gerente) e Segundo-Secretário, respectivamente, o terceiro, sócio com capital e por último o próprio Agente Executivo, que integrava o Conselho de Administração. O Vereador José Nonato ainda pediu novo interstício legal para que fosse a mesma redação final, inserida na ordem do mesmo dia, que foi aprovada e sancionada.

Assim em apenas 02 (duas) sessões extraordinárias e em menos de 05 (cinco) dias, os Vereadores de Uberabinha aprovaram e sancionaram a Lei n.º

348, de 04 de maio de 1921145 que subvencionou a construção do prédio em 11:000$000 (onze contos de réis).

Esta Lei foi publicada no jornal A Tribuna de 8 de maio de 1921 (Ano II. n.º 87.) com a seguinte redação:

Câmara Municipal - Lei n. 348, de 04 de maio de 1921

A Camara Municipal, por seus vereadores, decreta, e eu sanciono a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica o sr. Agente Executivo autorisado a subscrever a quantia de 11:000$000 (onze contos de réis), a título de auxilio, para a conclusão do prédio destinado ao Gymnasio local, recebendo da Sociedade Anonyma Progresso de Uberabinha, proprietária desse immovel, títulos ou acções nesse valor.

Artigo 2º - O pagamento dessa importância será effectuado em 31 de Março de 1922, emittindo a Camara Municipal, desde já, uma ou mais letras para esse vencimento e a favor da referida Sociedade Anonyma Progresso de Uberabinha, correndo esse compromisso pela verba que lhe for consignada no orçamento para o exercício vindouro.

Artigo 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

Mando, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento desta pertencer que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nella se constem e declara.

Paço da Câmara Municipal de Uberabinha, em 4 de Maio de 1921. O Presidente da Câmara e Agente Executivo Municipal.

J. S. Rodrigues da Cunha

144 Com a renúncia do cidadão João Marra da Silva, Mauro Savastano foi eleito vereador com

32 votos, sem contestação, em 04 de novembro de 1920, preenchendo a representação na Câmara Municipal de Uberabinha, referente ao Distrito de Santa Maria, tendo o procedimento cumprido todas as formalidades legais. (CÂMARA MUNICIPAL, Uberabinha, Minas Gerais.

Acta da sessão ordinária realizada no dia 04 novembro 1920. p. 58/verso e 59/frente.) 145 Esta mesma Lei consta no Livro de Leis do Município de Uberabinha com o título Lei n. 249,