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Optical aerosol properties measured at Birkenes: estimating the local, instantaneous direct

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7. Aerosols and climate: Observations from Zeppelin and Birkenes Observatories

7.2 Optical aerosol properties measured at Birkenes: estimating the local, instantaneous direct

Em termos dos impactos sociais, os visitantes de uma comunidade ou de uma área criam relações sociais que diferem muito das que a população local estabelece entre si. Assim, os modos de vida da população local são afectados pela forma como os visitantes se relacionam com os residentes (Goeldner, 2000).

Apesar de alguns estudos indicarem que a actividade turística pode inverter tendências de regressão demográfica verificadas anteriormente, provocando um rejuvenescimento da estrutura etária da população e mitigando a intensidade do declínio demográfico ou mesmo contribuir para a sua inversão, nem sempre tal se verifica.

De facto, o verdadeiro dinamismo destas áreas depende de uma combinação de factores, que não podendo ser generalizada, baseia-se no destaque para a capacidade de

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A propriedade dos estrangeiros sobre hotéis e os turistas de longo prazo que vivem em casas de férias - quer imigrantes com poder económico que se reformam quer profissionais liberais que se deslocam para áreas agradáveis onde podem gozar de uma atmosfera e de um ritmo de vida mais calmo – podem causar alterações nos preços das casas, principalmente se forem em número elevado. Esta imigração altera as oportunidades económicas e eventualmente pode desfavorecer os residentes locais.

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As crises económicas podem ser devastadoras para os fluxos de entrada de turistas. Uma perturbação financeira pode desencadear uma queda acentuada nos fluxos turísticos nos países afectados. Se à crise económica se adicionar a subida do preço dos combustíveis, os preços dos transportes e dos serviços de apoio ao turismo podem sofrer um aumento acentuado, provocando uma diminuição dos fluxos de entrada.

rejuvenescimento dos efectivos demográficos mediante a fixação de população empregada com carácter permanente (Soneiro, 1993).

A actividade turística não é sempre a causa de uma evolução positiva do crescimento demográfico, em grande medida devido ao carácter marcadamente sazonal da oferta de emprego.

A atracção exercida pelo sector turístico sobre a população activa agrícola deve-se frequentemente aos elevados rendimentos obtidos nesta actividade, juntamente com o aumento do preço do solo com fins especulativos, que leva muitos agricultores à venda do seu património e à procura de postos de trabalho em sectores relacionados com o turismo, principalmente na construção e na hotelaria.

A primeira consequência ao nível social é a alteração da estrutura da população activa, com o crescimento do terciário e o decréscimo acentuado dos activos agrícolas jovens, provocando o envelhecimento do emprego agrícola e o despovoamento das áreas do interior, mais afastadas do litoral turístico.

Paralelamente, podem existir conflitos com as formas tradicionais de utilização da terra, particularmente em áreas intensamente exploradas como as áreas costeiras. Estes surgem quando a escolha tem que ser feita entre a utilização da terra para infra- estruturas ou fins turísticos ou para usos tradicionais. Ora, o valor económico associado ao turismo leva a que a população local perca neste processo, levando a que nas áreas costeiras, a construção de hotéis à beira mar impeça, em alguns casos, o acesso das populações locais à praia para uso recreativo e até para a pesca tradicional.

No que se refere à estrutura social e ao sistema de valores, o turismo tem um forte impacto, que se manifesta ao nível das relações interpessoais, dos estilos de vida tradicionais, nas cerimónias, ou mesmo na perda da identidade local.

Todavia, os impactes socioculturais são ambíguos, dado que pode ser visto como benéfico para uns e percepcionado como negativo, ou como tendo aspectos negativos, para outros, nomeadamente decisores e algumas elites locais.

O turismo pode transformar as culturas locais em mercadorias, em que os destinos são vendidos como “produto” turístico. Os turistas, ao consumirem arte, lembranças e entretenimento, estão a utilizar locais e objectos que podem ter um significado simbólico ou até sagrado, que pode não ser respeitado quando são percepcionados como produtos para vender.

Para Meetham (2001), a questão da mercantilização é a preocupação central das abordagens do turismo como consumo. Neste sentido, é importante compreender a forma como a cultura material, as pessoas e os espaços são tornados “objectos” para o mercado global.

Além disso, quando os rituais religiosos, os ritos das etnias tradicionais e os festivais são reduzidos e adaptados às expectativas dos turistas ocorre o que alguns autores designam por “etnicidade reconstruída”.

Os turistas procuram frequentemente serviços e ambientes que lhes sejam familiares. Os restaurantes de fast-food e as cadeias de hotéis são muito procurados por serem largamente conhecidos por todo o mundo. Ora, o processo de satisfação dos turistas que procuram serviços com os quais estão familiarizados pode conduzir ao risco de uniformização dos destinos.

Ao adaptar as expressões culturais do destino ao gosto dos turistas, ou mesmo encenar acontecimentos como se se tratasse da vida quotidiana tradicional leva à perda de autenticidade e da identidade local. Os recursos culturais podem ainda ser vandalizados, roubados ou retirados ilegalmente. A degradação de locais com valor cultural pode ocorrer quando os locais ou edifícios históricos não estão protegidos ou quando são substituídos ou eliminados.

O turismo envolve o movimento de pessoas com origens geográficas muito diferentes e o estabelecimento de relações sociais entre actores que, de outro modo, não se encontrariam. Neste processo podem ocorrer oposições, como consequência das diferenças culturais, étnicas e religiosas entre grupos com valores, estilos de vida, linguagens e níveis de prosperidade diferentes44.

O resultado pode ser uma sobrexploração da “capacidade de carga social” – os limites da mudança no sistema social aceitáveis no destino – e “capacidade de carga cultural” – os limites da mudança na cultura aceitáveis na comunidade de destino. A atitude e os comportamentos dos residentes locais em relação ao desenvolvimento do turismo pode oscilar entre períodos de maior euforia, nos quais os turistas são muito bem recebidos, para períodos de apatia, irritação e antagonismo potencial.

A falta de formação profissional dos habitantes locais, assim como a influência das cadeias de restaurantes e hotéis no destino turístico, leva a que as funções que exigem

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um alto nível de qualificação sejam frequentemente desempenhadas por profissionais de outras regiões ou mesmo de outros países. Mesmo nos casos em que o turismo funciona como uma forma de aumentar o rendimento das populações locais, esta situação pode provocar problemas e tensões sociais.

As tensões podem também resultar da degradação ambiental e do aumento dos custos das infra-estruturas para a comunidade local. Por exemplo, as que são causadas pelo aumento das taxas pagas para a melhoria do abastecimento de água ou serviços de saneamento. Além disso, as populações locais podem ter que competir pela utilização de recursos, tais como a água ou a energia, especialmente importantes quando há escassez de fornecimento.

De igual modo, verifica-se que a prevalência da criminalidade aumenta. A presença de um elevado número de turistas com dinheiro e com bens, como máquinas - fotográficas ou de filmar - e jóias, aumenta a atracção de criminosos e de actividades de roubo e de tráfico de drogas. A repressão sobre estes comportamentos pode agravar a tensão social. Também ao nível do trabalho infantil, estima-se em 13 a 19 milhões o número de crianças e jovens com menos de 18 anos que trabalha no turismo, o que corresponde a 10 a 15% do emprego total no sector em todo o mundo (ILO, 2009). O trabalho infantil no turismo encontra-se com mais frequência em pequenos negócios relacionados com os hotéis e restaurantes, no comércio de recordações, nos transportadores e nos vendedores de rua ou de praia. Os mesmos estudos revelam ainda problemas associados a muitas horas de trabalho, emprego instável, salários muito baixos e reduzida formação e qualificação profissional e que estes valores não consideram o número de crianças que trabalham no mercado informal em tarefas auxiliares.

II.4.3 Impactes sobre o sistema biofísico: interacções turismo e ambiente

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