• No results found

Opplysningsplikt – vern mot selvinkriminering

In document Frabottilbedring NOU (sider 188-191)

Administrative sanksjoner – fellesspørsmål

12.7 Saksbehandlingsregler

12.7.4 Opplysningsplikt – vern mot selvinkriminering

Maslow parte do pressuposto teórico de que os indivíduos são motivados por cinco níveis de necessidades que formam uma hierarquia:

1. necessidades fisiológicas (englobando a necessidade de ar, água, alimentos, etc., para sobreviver);

emocionais);

3. necessidades sociais (incluem o desejo de pertença, de amizade e de aceitação no grupo);

4. necessidades de auto-estima (englobam factores internos como a autoconfiança, a autonomia, o sentido de realização e de valor pessoal e factores externos de estima como o reconhecimento, o prestígio e a atenção por parte dos outros, que Maslow designa como reputação);

5. necessidades de auto-actualização (abrangendo as necessidades de crescimento e de realização pessoal).

As necessidades fisiológicas e de segurança, porque têm a ver com a preservação e conservação da espécie, foram designadas por primárias, ou necessidades de ordem inferior; as outras, porque visam mais a identidade psicossocial receberam a designação de se- cundárias, ou de necessidades de ordem superior. Esta diferenciação em dois tipos de factores foi feita com base na premissa de que as necessidades de ordem superior são satisfeitas in- ternamente (dentro da própria pessoa), enquanto as de ordem inferior são, predominan- temente, satisfeitas externamente (por exemplo, através do salário, prestígio). Maslow considerava que as necessidades de nível superior não se manifestariam, enquanto as de nível inferior não se encontrassem satisfeitas. À medida que o sujeito satisfaz as necessida- des que se situam mais abaixo na hierarquia, outras mais elevadas predominam na in- fluência sobre o seu comportamento. Esta teoria postula, então, que, quando uma neces- sidade é satisfeita, a próxima que se situa acima, na hierarquia, emerge, deixando as neces- sidades satisfeitas de ser activadoras do comportamento. Desta forma, na perspectiva de Maslow (1970), “a want if is satisfied is no longer a want. The organism is dominated and its behavior organized only by unsatisfied needs (p. 38).

Refere, ainda, o autor que as diferenças individuais são menores no patamar das ne- cessidades primárias que ao nível das secundárias, e que o ciclo motivacional do primeiro patamar é mais rápido, em termos temporais, do que o do segundo.

Embora Maslow não tenha desenvolvido uma teoria específica de motivação para o trabalho, a sua conceptualização recebeu um amplo reconhecimento por parte dos qua- dros de chefia e dos gestores, provavelmente devido à sua lógica intuitiva e à fácil compre- ensão, tendo sido retiradas inúmeras implicações para a definição de estratégias de incen- tivo no trabalho. A principal conclusão que se pode tirar, a partir da classificação de Maslow, é a de que, num contexto de bem-estar económico e de pleno emprego, as ne- cessidades mais baixas da hierarquia estão normalmente satisfeitas. Assim sendo, os gesto- res e/ou os quadros de chefia devem procurar motivar os trabalhadores com incentivos que correspondam às suas necessidades mais elevadas, como sejam o sentido de pertença,

o reconhecimento e as oportunidades de auto-actualização.

A

o nível da profissão docente, as necessidades consideradas de ordem mais ele- vada são a participação na tomada de decisões, a diversidade de tarefas permitindo o uso de diferentes competências, a expressão da criatividade, a oportunidade para aprender e a autonomia profissional, enquanto as necessidades de ordem mais baixa são o melhor salário e outros benefícios, a segurança profissional e as boas relações com os colegas (Pastor & Erlandson, 1982). Investigações diversas têm verificado que os professores se encontram, geralmente, satisfeitos ao nível das necessidades mais baixas, mas significati- vamente menos satisfeitos nos outros três níveis, pelo que os políticos e os órgãos de gestão das escolas deveriam colocar o acento na motivação dos professores ao nível do seu reconhecimento e da sua auto-actualização, procurando que eles possam melhorar o seu desempenho através do desenvolvimento de uma maior competência, confiança e autono- mia, ganhando, desse modo, a estima de si próprio e dos outros (Williams, 197885; Pastor & Erlandson, 1982; Mills, 1987). Para os órgãos de gestão de uma escola, esta conclusão é muito importante, já que, se estes têm autonomia para poder concretizar actividades e estratégias que permitem a satisfação, ainda que parcial, das necessidades mais elevadas da hierarquia de Maslow (estima e auto-realização)86, as suas hipóteses de interferirem nas políticas salariais e nos benefícios sociais dos professores (estimulando, assim, os níveis mais baixos da pirâmide) são bem mais limitadas, uma vez que tais incentivos se encon- tram dependentes, em grande parte, das estruturas políticas centrais. Aos elementos dos órgãos de gestão das escolas cabe perceberem que a eliminação dos factores que contri- buem para a insatisfação profissional é uma condição necessária, mas não suficiente, para melhorar o desempenho do professor, já que os docentes são mais facilmente motivados por actividades e incentivos que lhes permitam atingir os níveis mais elevados da hierar- quia de Maslow.

85

Na opinião de Williams (1978), os dois primeiros níveis da hierarquia de Maslow não constituem problema para a grande maioria dos professores, dado que se estão empregados, dispõem, desde logo, de um salário e de algumas regalias. Quanto às necessidades sociais, os profes- sores vão procurar ser aceites pelo órgão de gestão, pelos colegas, pelos alunos e até por outros gru- pos de adultos da comunidade. Satisfeitas as necessidades sociais, o professor vai, então, pretender obter o reconhecimento dos outros, com base nas suas competências e na sua participação na solução dos problemas da escola. O quinto nível de necessidades - auto-actualização - diz respeito aos sentimentos subjectivos de realização e sucesso pessoal, sendo de esperar que um professor satis- feito, a este nível, vivencie grande satisfação profissional.

86

Por exemplo, Mills (1987) especificou diversas estratégias de motivação, nomeadamente a diversificação de tarefas, as oportunidades para o desenvolvimento pessoal, o envolvimento na to- mada de decisão e o feedback verbal ou escrito.

De acordo com Jesus (1996), “as medidas apresentadas pelos autores que têm analisado a motivação dos professores segundo a teoria de Maslow apontam no sentido da satisfação das necessidades mais elevadas, nomeadamente de reconhecimento e de desen- volvimento profissional, pois são aquelas em que os professores apresentam um maior grau de insatisfação profissional, inclusivamente num grau superior ao verificado noutras profissões” (p. 55).

A

pesar de, intuitivamente, a hierarquia de Maslow poder apresentar alguma lógica, as investigações levadas a cabo para testar esta teoria não têm vindo a trazer apoios muito efectivos e evidentes para a tese principal da hierarquia fixa de necessidades (da dis- posição das necessidades, segundo a hierarquia representada pela pirâmide) que, de forma automática, determina a acção do homem (Wahba & Bridwell, 1976; Rauschenberger, Schmitt & Hunter, 1980; Robbins, 1996). Como tal, as evidências empíricas da teoria de Maslow são escassas ou até mesmo inexistentes87. Mesmo o próprio autor não apresentou qualquer tipo de provas empíricas. Algumas das proposições da sua teoria foram total- mente rejeitadas; outras receberam apoio, embora questionável. A principal confirmação foi para relevância das necessidades básicas e a menos importante foi para as necessidades de auto-realização.

Na opinião de Locke (1976), a conceptualização apresentada por Maslow enferma de algumas limitações, como sejam:

1. O autor não apresenta prova de que a listagem que propõe seja, de facto, cons- tituída por necessidades. Se as de natureza fisiológica são irrefutáveis, o mesmo não acon- tece com as restantes necessidades da hierarquia.

2. Confunde valores e necessidades que, como já vimos, são conceitos completa- mente diferentes. Enquanto as necessidades, por definição, são inatas e universais, os in- divíduos diferem, significativamente, entre si e entre os seus contextos culturais, no que diz respeito aos valores88. Maslow defende que as necessidades podem “desaparecer per-

87

No entanto, Vala, Bastos & Catarro (1983), com base numa amostra de cerca de 5000 sujeitos portugueses, representativos de uma grande empresa de serviços públicos (escolhidos, alea- toriamente, a partir de 12 300 respostas a um questionário estruturado), consideram que os seus resultados estão muito próximos do que é previsto pela hierarquia de necessidades, acrescentando mesmo que “os resultados se aproximam mais da taxinomia de Maslow do que da de Herzberg” (p. 257).

88

Numa interessante reflexão, Robbins (1996, p. 235) afirma que, uma vez que as teorias da motivação mais conhecidas e utilizadas foram desenvolvidas a partir de estudos com sujeitos americanos, a sua aplicação não pode ser, de forma alguma, de natureza universal. No que con- cerne à hierarquia de Maslow, se ela tem alguma aplicabilidade é, decerto, na cultura americana. De facto, em países como a Grécia e o México, em que a incerteza e a natureza contingencial do

manentemente”, o que atendendo à natureza da sua definição parece não ser verdade. Enquanto os valores podem desaparecer (modificando-se ou substituindo-se) as necessi- dades não, dado que fazem parte intrínseca da natureza do organismo, podendo apenas ser satisfeitas ou frustradas.

3. Tal como Maslow define o conceito de auto-actualização (“the desire to become more and more what one is, to become everything that one is capable of becoming”), este não apresenta um significado coerente e inteligível. Por outro lado, na opinião de Smither (1988)89, regista-se a ausência de um correspondente biológico para esta necessidade.

Traduzindo uma hierarquia com uma progressão relativamente rígida, Maslow pa- rece não reconhecer que necessidades diversas podem estar a actuar, simultaneamente, como factores motivadores. Por outro lado, a dificuldade de operacionalização das várias necessidades tem gerado, com certeza, uma grande variação entre as definições utilizadas neste campo de investigação. Face às parcas evidências empíricas encontradas, tal não sig- nifica que a teoria de Maslow seja de descurar, apontando, antes, para a necessidade da sua reformulação, na busca de uma maior validade e utilidade deste modelo teórico. Sendo, provavelmente, uma das teorias da motivação mais bem conhecidas e utilizadas (talvez pela sua simplicidade lógica), mas “baseada mais em perspectivas lógicas e clínicas acerca da natureza humana que em resultados da investigação, alguns autores apelidam esta teoria de mais filosófica que empírica” (Ferreira et. al., 1996, p. 137).

In document Frabottilbedring NOU (sider 188-191)