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2 Teorikapittel

2.7 Oppfølgingsfasen

- Crescimento de Receitas e Atração do Cliente - efeito fraco

Há raras evidências de aumento de receitas ou de atração do consumidor por características ambientais do processo de produção, apesar da imagem ser um elemento de compra. Espera-se que a influência seja fraca, porém pode crescer com o tempo. Tal correlação pode ser mais forte nos países de maior consciência ambiental (p.ex. Suécia, Alemanha).

- Eficiência Operacional - efeito forte

Vários exemplos de ganhos por melhorias ambientais em processos são conhecidos no setor, corroborando com o visto no capítulo que discutiu a P+L, tais como:

• a Saturn, divisão da GM, com seu programa de coleta de materiais plásticos usados e danificados, economizou US$ 3 milhões anuais (DeSimone; Popoff, 1997);

• a DuPont Canadá instituiu um novo modelo de negócios com a Ford Canadá: em vez de vender tintas para ela, passou a vender os serviços de pintura dos carros, num período de 4 anos, reduzindo as emissões da Ford em 50%, com as suas conseqüentes economias (Holliday; Schmidheiny; Watts, 2002); • a FIAT (Betim) obteve receita anual de R$ 18 milhões com o seu processo

de coleta seletiva (redução de 33% na geração por unidade produzida) e economia de R$ 3,5 milhões anuais com a recirculação de água (redução de cerca de 30% em seu consumo por unidade produzida), após a implementação da ISO 14001 (FIAT, 1999).

Todas as montadoras implementaram e certificaram mundialmente seus SGA's (de acordo com a norma ISO 14001) e estão evidenciando ganhos com isto. No caso de projetos relativos ao próprio processo produtivo, a maioria das montadoras apresenta uma série de dados de indicadores e resultados de melhoria do desempenho ambiental que apresentam ganhos de eficiência operacional, dos quais a UNEP (2002c) cita alguns exemplos:

• de 1996 a 2000, a BMW reduziu (em relação a unidades produzidas) as emissões de CO2 em 15%, o consumo de energia em 20%, consumo de água em mais de 33%, e a disposição de resíduos em 16%;

• entre 1990 e 2000, a Porsche reduziu as emissões da pintura em 71%, o consumo de água por veículo em 48%, e o consumo de energia em 23%;

• a Honda atingiu quantidade zero de resíduos para disposição final em aterros. - Acesso ao Capital - efeito forte

As montadoras dependem fundamentalmente de investimentos em aumento de escala e inovação para a manutenção da competitividade (SAM, 2001). Os dispêndios com as mudanças tecnológicas para a redução de emissões estufa são grandes (SAM; WRI, 2003). Neste sentido, o acesso ao capital é fundamental no setor. Com a adoção de critérios de sustentabilidade atrelados às bolsas (p.ex. DJSI), a visibilidade da gestão ambiental perante os investidores será fator crescente de facilidades de acesso ao crédito, assim como de definição de melhores condições financeiras.

No entanto, o mercado ético de capitais ainda é pequeno diante do restante da economia. Além disso, não estavam disponíveis evidências desta correlação

- Valor da Marca e Reputação - efeito forte

Com o aumento da competição nos fatores convencionais, espera-se que outros fatores façam diferença, como a imagem da marca, induzindo a lealdade do consumidor e a possibilidade de introduzir preços melhores. A gestão ambiental, segundo SAM; WRI (2003) pode ser um componente importante da imagem da marca. Exemplos desta preocupação e dos resultados são:

- Marcas alemãs e suecas como Audi, BMW, Saab e Volkswagen enfatizam seus pontos fortes ambientais como parte de sua imagem de excelência, inclusive em seus produtos (DeSimone; Popoff, 1997);

- A Volkswagen, particularmente, quer se posicionar como uma das mais ecológicas montadoras, já sendo reconhecida como tal segundo a avaliação do DJSI (Dow Jones; SAM, 2002);

- A Toyota obteve a maior pontuação do critério EcoValue 21, sendo a melhor montadora dentre 14 avaliadas (Innovest, 2002). Também obteve a maior pontuação na avaliação do DJSI (Dow Jones; SAM, 2003).

- Capital Humano e Intelectual - efeito moderado

Como visto no capítulo 5, há poucas evidências e estudos sobre este indicador e sua correlação com a gestão ambiental, o que ocorre da mesma forma no setor automotivo. O estudo de Buzzini; Brunstein (2000) mostrou a transformação de tecnologias em corpo de conhecimento dentro de duas empresas montadoras pesquisadas. Com estas considerações, o efeito será adotado como fraco, podendo ser alterado com novos estudos.

- Perfil de Risco - efeito moderado

As empresas do setor, uma vez que são somente montadoras, teoricamente correm menos riscos ambientais decorrentes de seus processos do que as companhias de outros setores mais impactantes.

- Inovação - efeito moderado

As evidências gerais quanto à correlação entre gestão ambiental de processos e inovação não são conclusivas. Existe um importante potencial advindo das tecnologias ambientais e dos SGA's para o ganho competitivo na capacidade de inovar, porém isto não vem se concretizando por fatores culturais e estruturais. As raras evidências no setor automotivo não permitem chegar a conclusões diferentes, o

que mostra que uma pontuação prudente para esta correlação seja de efeito moderado.

- Licença para Operar - efeito moderado

A licença para operar reveste de grande importância para o setor. No entanto, o maior peso se deve aos impactos dos produtos do que aos dos processos. Como o próprio nome já diz, as montadoras apenas cumprem atualmente as etapas finais de produção do automóvel, que são os processos menos poluentes da cadeia automotiva. Neste sentido, a preocupação das partes interessadas poderia ser considerada muito menor com o impacto ambiental das plantas produtoras do que com outros setores com maior potencial poluidor. Ressalte-se que, com a tendência de visualização da cadeia completa diante da comunidade, o efeito deste requisito deve crescer, sendo que a definição de requisitos de gestão ambiental para fornecedores pelas montadoras mostram uma certa "antecipação" desta tendência. Pode-se dizer que o efeito dos processos neste indicador se dá mais em uma escala local, junto à comunidade onde está situada. O fato de todas as montadoras implementarem e certificarem mundialmente seus SGA's pelas normas ISO 14001, indo além da conformidade legal sinaliza uma certa importância da gestão ambiental de processos sobre as partes interessadas, talvez visando os ganhos de imagem em nível mundial, mais do que o atendimento a certas partes interessadas locais. Diante destas considerações, pode-se caracterizar o efeito como moderado.