1. Introduksjon
1.8 Isotermisk titreringskalorimetri (ITC)
1.8.1 Oppbygging av ITC-instrumentet
Os recursos compreendem todos os ativos, competências, processos organizacionais, atributos, informação, conhecimento e outros fatores administrados pela empresa. E para sustentar uma vantagem competitiva por longo período de tempo, esses recursos precisam ser valiosos, raros, inimitáveis e insubstituíveis. Essas peculiaridades podem ser imputadas aos chamados ativos intangíveis. De acordo com a Visão Baseada em Recursos, a posse desses recursos pode levar uma empresa a alcançar alto retorno (acima da média do seu mercado) e a sustentar sua vantagem competitiva (BARNEY, 1991).
Prahalad e Hamel (1990) foram mais específicos ao afirmar que as competências essenciais referem-se à aprendizagem coletiva da organização. De acordo com Vasconcelos e Mascarenhas (2007, p. 19), “uma competência é o resultado de um processo histórico particular de aprendizagem coletiva da organização, por meio do qual podem se consolidar comportamentos únicos à organização, de difícil imitação”.
A revisão da literatura sobre estratégia e vantagem competitiva, sobretudo sob a ótica do modelo VBR, aponta para os recursos internos da organização como os verdadeiros responsáveis pela diferença de performance das empresas. As competências organizacionais por sua vez são apresentadas como o conjunto de conhecimento e habilidades capazes de reunir pessoas e recursos com o objetivo de gerar um diferencial competitivo para a organização. Essas referências fortalecem os achados e levam a concluir que a cultura organizacional favorece a sustentabilidade da estratégia estabelecida consolidada com os pontos intrínsecos a estrutura e cultura organizacional
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
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6.1 LIMITAÇÕES DA PESQUISA
A construção deste instrumento teve alguns desafios típicos do uso das metodologias aqui relacionadas, em especial o processo de levantamento de dados (Survey) na pesquisa de estratégia empresarial, principalmente tratando-se da utilização da TI, como diferencial competitivo, em uma gestão característica, ora posto à relação dos seus específicos vínculos políticos e jurídicos, que de certo modo, dificultam o acesso a informação.
Vale salientar o diferencial deste projeto, devido ao alto dinamismo exigido para o setor de Tecnologia da Informação, percebido como de ciclo dinâmico e “bombardeado”, a todo instante, com inovações incrementais e de ruptura com modelos anteriores. A partir dessa situação, as constantes mudanças exigem das organizações enorme flexibilidade para sua adaptação às novas demandas, conotando, mais uma vez, a natureza hiper-competitiva do mercado, independente de uma concorrência estabelecida.
A abordagem, análise da estratégia na administração pública, em decorrência ao evolutivo processo de utilização das modernas práticas da gestão, inicialmente só empregadas na administração privada, emerge como matéria constante de aprimoramento e pesquisa, com especial atenção a utilização da VBR, que tem diferenciado de forma competitiva as organizações baseadas na otimização dos seus recursos internos.
Dentre as limitações, identifica-se aquela inerente a uma proposta de análise da “nova” administração pública, onde a necessidade de testar, aperfeiçoar, verificar as dificuldades e propor melhorias, esbarra no receio da mudança e no jogo político institucional.
6.2 CONSIDERAÇÕES
Faz-se necessário considerar um ponto merecedor de destaque e reflexão por parte dos estudiosos no que diz respeito à abordagem da RBV, junto à categoria de cultura organizacional. Alguns autores concedem destaque especial aos recursos culturais, já que habilidades e conhecimentos, tanto das pessoas quanto os inclusos nos sistemas físicos e administrativos, têm particularidades dependentes do que a empresa estabelece como valor (FERNANDES, 2004).
143 A RBV, entretanto, trata a cultura organizacional e os valores como uma categoria de recursos. Esse é um ponto de discussão a ser esclarecido, objetivando compatibilizar com outra abordagem, também geradora de valor e vantagem competitiva, através do processo da aprendizagem relacionada à profundidade da mudança sofrida em uma organização, como questões de desenvolvimento socioeconômicas, que pressionam uma nova postura da organização e até alterações em sua cultura organizacional.
Destarte, se a cultura fosse apenas mais um dos recursos, como considerar as outras influências de impacto, tais quais as socioeconômicas e outras de atuação externa às organizações, que, mesmo não pautadas na visão de recursos, podem alterar os resultados esperados na inserção dessa estratégia. Haja vista a incompatibilidade entre esses aspectos: de um lado, a classificação como um recurso interno; de outro, a contundente influencia do ambiente externo sobre as relações sociais e, consequentemente sobre a cultura organizacional. Essa e outras abordagens similares precisam ainda ser discutidas, objetivando melhores resultados na condução das pesquisas à luz da VBR nas relações sociais.
6.3 SUGESTÕES PARA PESQUISAS FUTURAS
Como sugestão para trabalhos futuros, pode-se destacar duas diferentes linhas de atuação: a primeira, visa analisar outras organizações do setor público, no intuito de identificar competências organizacionais comuns a um número expressivo de empresas, objetivando, assim, generalizar de forma quantitativa, os recursos necessários e competências organizacionais desejáveis, através da utilização de estratégias apoiadas na VBR.
Outra linha de pesquisa interessante seria conduzir investigação semelhante em outros setores hiper-competitivos, alguns bem representativos no Estado de Pernambuco, tais como: informática, pólo médico, pólo gastronômico e, recentemente, o da construção civil, tomando por base os achados deste trabalho, que surpreenderam na percepção do real valor do recurso utilizado, onde foi pautada, na competência organizacional e capital humano, a sustentabilidade da sua estratégia.
144 Propostas de futuros trabalhos são imprescindíveis para se avançar no debate metodológico da pesquisa em VBR e no desenvolvimento de competências nas organizações com objetivo estratégico, e são bem vindas em artigos que discutam métodos, que validem os achados no trabalho apresentado, ampliando as formas de operacionalização de pesquisa nessas e em outras categorias.
Os novos caminhos traçados através da VBR, ainda são incipientes para responder todas as questões que se apresentam em sua análise, como: uma vez identificado o recurso que se enquadre no framework VRIO, como criar e replicar em outras organizações? Como comparar o valor de diferentes recursos em diferentes contextos? Como criar uma interação entre os recursos tornando-os difíceis de imitar? Como identificar a principal fonte de heterogeneidade entre as organizações? Essas e outras indagações aguardam respostas, pois existem poucos estudos empíricos que executem uma avaliação da VBR em uma abordagem dinâmica, associada aos modelos ambientais de estratégia. Esta deficiência justifica a dificuldade de observação, definição e mensuração de recursos mais complexos e capacidades associadas de forma implícita.
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