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2 Teoretiske perspektiver

3.2 Om valg av metode

Conclui-se que o padrão estabelecido por GONÇALVES (1999) referentes à globalização aplica-se também à indústria editorial, apesar das singularidades inerentes a esta atividade.

Os determinantes da globalização utilizados por GONÇALVES (1999) para analisar a indústria nacional como um todo, foram utilizados neste estudo como dimensões de análise de um segmento específico e provaram ser úteis para a avaliação de setores industriais isolados, como foi o caso da indústria editorial.

Confirma-se, portanto a afirmação de que a globalização econômica é resultado de determinantes tecnológicos, políticos e institucionais, sistêmicos e estruturais (econômicos) e que estes conjuntos de determinantes estão transformando a indústria editorial do Brasil a partir da abertura da economia. No caso da indústria editorial brasileira este é um fenômeno atual, já que as transformações estão em processo. Diferentemente de outros setores industriais cuja desnacionalização ocorreu de forma mais rápida e intensa num curto período após o início da abertura econômica, a indústria editorial ainda é predominantemente de capital nacional. As aquisições recentes, inclusive neste último ano (2005) apontam, todavia, para um processo de desnacionalização crescente ainda em curso.

A abertura econômica, juntamente com o acesso a novas tecnologias e a estabilidade macroeconômica facilitaram a atividade do editor e o surgimento de novas empresas. Estes fatores aliados ao potencial do mercado brasileiro estão atraindo editoras estrangeiras, inclusive grandes grupos multinacionais com grande poder econômico. Alguns grupos editoriais nacionais também estão se formando, porém permanece a dúvida se serão capazes de suportar a concorrência do capital externo, cujo poder econômico, por questões de escala internacional é muito superior ao das empresas nacionais.

Enquanto o setor concretiza um processo de desnacionalização com a presença crescente dos estrangeiros, as editoras nacionais galgam os primeiros passos na superação da barreira da língua portuguesa e dos recursos e incentivos escassos em busca da conquista de mercados internacionais. No mercado nacional permanecem as restrições ao crescimento, relacionadas às deficiências de distribuição, à falta do hábito

da leitura, o baixo poder aquisitivo da população em geral e ausência de bibliotecas públicas, apesar dos volumes crescentes de compras governamentais.

Como sugestão de aprofundamentos futuros em termos de pesquisa, recomenda-se a investigação das motivações e expectativas das empresas estrangeiras que se estabeleceram no Brasil com relação ao mercado brasileiro tanto como consumidor quanto produtor literário. Também merece investigação o grau de internacionalização do segmento de didáticos e do conteúdo das obras de adoção pelo governo para a distribuição às escolas publicas no sentido de conhecer até que ponto o ensino público está sujeito a conteúdos eventualmente danosos a identidade nacional.

Outro ponto que certamente interessa ao setor é a questão da distribuição e da ampliação dos pontos de venda já que este fator se revelou um gargalo para a indústria. O número de títulos publicados no Brasil é comparável a países desenvolvidos enquanto que o mercado consumidor é ainda muito pequeno. Cerca de 90% das cidades brasileiras não têm livrarias e nem bibliotecas, portanto a população praticamente não tem contato com livros. Esses fatores determinam tiragens pouco econômicas e, consequentemente preços finais muito superiores ao que o poder aquisitivo da grande maioria da população brasileira pode suportar. Este é um dos grandes problemas que a indústria enfrenta e que merece investigação em busca de caminhos e soluções.

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ANEXO I

ROTEIRO DE ENTREVISTA: empresas editoras nacionais

Questões relativas à dimensão política

a) A década de 90 foi marcada pela desregulamentação da economia brasileira, o que facilitou não só a entrada de produtos importados, como também de investimento direto estrangeiro no país. Para alguns estudiosos o capital estrangeiro no país exerce uma pressão sobre o poder público, com correspondente redução do poder do Estado e, eventualmente submete as decisões governamentais não mais aos interesses do país, mas sim aos anseios do capital externo.

Quais são, na sua opinião, as alterações mais significativas no caso da indústria editorial em termos de política pública e aparato regulatório neste período? b) Na sua opinião a presença de empresas estrangeiras têm afetado as decisões do

Estado no que se refere à indústria editorial?

c) A presença do Estado na indústria se dá de que forma? Ela é relevante para o desempenho do setor?

Questões relativas à dimensão econômica

d) O acirramento da concorrência, intensificado pela entrada de editoras estrangeiras no país, tem afetado o desempenho e as decisões da empresa? e) Qual a estratégia adotada pela empresa frente à presença das editoras

estrangeiras no país?

f) A abertura da economia reduziu as barreiras tarifárias e não-tarifárias para produtos estrangeiros. Como a empresa percebe a concorrência de produtos importados?

g) A empresa passou por algum processo de fusão ou aquisição (ou aliança, parceria, etc), de âmbito nacional ou internacional, a partir de 1990?

Questões relativas à dimensão tecnológica

h) Quais são as principais mudanças de conteúdo tecnológico realizadas na sua empresa a partir de 1990 e, qual é a origem da tecnologia?

i) A empresa implementou ou planeja o desenvolvimento de algum canal de comercialização mediante uso de tecnologia de informação?

j) Alguma empresa de comércio eletrônico tem participação significativa no faturamento de sua empresa?

k) A empresa desenvolve alguma atividade de pesquisa e desenvolvimento internamente ou em parceria com organismos de pesquisa, universidades, etc? l) Qual é a posição da (ou como a empresa reage) diante do surgimento de

inovações, a exemplo do CD Rom, do e-book, do e-paper, da impressão customizada, das mídias por assinatura (p.e. TV a cabo), da Internet e do próprio comércio eletrônico?

m) Como tem evoluído a participação em termos de origem do conteúdo editorial, nacional ou estrangeiro?

Questões relativas à internacionalização

n) A empresa importa produtos, insumos, conteúdo editorial, equipamentos, materiais, etc.?

o) A empresa exporta? Para quais mercados?

p) Existe algum projeto concreto de exportação ou de exploração de mercados estrangeiros mediante investimento externo direto em outros países?

ANEXO II

ROTEIRO DE ENTREVISTA: associações e entidades de classe

Questões relativas à dimensão política

a) A década de 90 foi marcada pela desregulamentação da economia brasileira, o que facilitou não só a entrada de produtos importados, como também de investimento direto estrangeiro no país. Para alguns estudiosos o capital estrangeiro no país exerce uma pressão sobre o poder público, com correspondente redução do poder do Estado e, eventualmente submete as decisões governamentais não mais aos interesses do país, mas sim aos anseios do capital externo.

Quais são, na sua opinião, as alterações mais significativas no caso da indústria editorial em termos de política pública e aparato regulatório neste período? b) Na sua opinião a presença de empresas estrangeiras têm afetado as decisões do

Estado no que se refere à indústria editorial?

c) A presença do Estado na indústria se dá de que forma? Ela é relevante para o desempenho do setor?

Questões relativas à dimensão econômica

d) O acirramento da concorrência, intensificado pela entrada de editoras estrangeiras no país, tem afetado o desempenho do setor? De que forma?

e) De que forma a indústria nacional, como setor organizado, tem reagido à presença das empresas estrangeiras?

f) A abertura da economia reduziu as barreiras tarifárias e não-tarifárias à entrada de produtos estrangeiros. A concorrência de produtos importados tem afetado a participação indústria brasileira no mercado?

g) Em muitos setores industriais houve um crescimento da concentração da produção após a abertura comercial, mediante fusões e aquisições, com o objetivo de atingir melhores ganhos de escala. Na indústria editorial isso

também aconteceu? Quais os processos de fusão ou aquisição, de âmbito nacional ou internacional, relevantes observados pela a partir de 1990?

Questões relativas à dimensão tecnológica

h) Houve mudanças relevantes de conteúdo tecnológico, seja de produto, processo ou gestão, na indústria partir de 1990? Qual a origem da tecnologia?

i) Como as tecnologias de informação afetaram a indústria? j) O comércio eletrônico é uma oportunidade ou ameaça?

k) Existem evidências de atividades de pesquisa e desenvolvimento, com ou sem a parceria de organismos de pesquisa, universidades, etc. no setor?

l) Como a indústria percebe e/ou reage diante do surgimento de inovações, a exemplo do CD Rom, do e-book, do e-paper, da impressão sob demanda, das mídias por assinatura (p.e. TV a cabo), da Internet e do próprio comércio eletrônico?

m) Como tem evoluído a participação em termos de origem do conteúdo editorial, nacional ou estrangeiro, na indústria brasileira?

Questões relativas à internacionalização

n) A presença de empresas estrangeiras na indústria editorial brasileira é evidente. Há alguma mobilização no sentido inverso, ou seja, das editoras nacionais investirem em mercados internacionais?

o) Quais as principais barreiras à internacionalização do setor?

p) A entidade monitora ou dispõe de dados relativos à venda/compra de direitos autorais em nível internacional?