2 Legaldefinisjoner i teori og praksis
2.2 Om legaldefinisjoner i juridisk litteratur
De acordo com a estimação feita às variáveis estudadas, a idade, o nível de habilitações literárias, o tipo de aparelhos eletrónicos que possui, a frequência com que os usa e o meio de dis- tribuição que utiliza para comprar livros influenciam o indivíduo na decisão de ler ou não um e-book. Os resultados dos inquéritos, contrariamente aos apurados por Braet & Bleyen (2014), não comprovam que os indivíduos que leem com alguma regularidade, tenham tendência para gostarem mais do livro tradicional do que os que leem o e-book, uma vez que o número de livros que leram nos últimos 12 meses não é estatisticamente significativo no nível 0.05.
Mostram também que, maioritariamente, os indivíduos continuam a comprar p-books em lojas físicas. Porém, quando comparado com o inquérito realizado por Braet & Bleyen (2014), a percentagem de inquiridos que compra p-books em lojas tradicionais é superior ao obtido por eles.
A principal razão para justificar a diferença de 12,24% pode estar relacionada com as diferen- tes evoluções dos mercados. Como o mercado português é mais tradicional que o mercado belga (Flandres), considera-se normal que os hábitos de leitura de livros mudem com mais dificuldade no primeiro.
Uma das informações mais relevantes, retirada da realização deste inquérito, é o valor que as pessoas estão dispostas a pagar pelo e-book. Para análises futuras, de facto, é importante ter em atenção que esse valor é relativamente inferior ao que estão dispostos a pagar por um livro no formato tradicional.
Esta ilação levanta várias questões sobre este mercado em particular, pois é necessário estu- dar quais os efeitos no Volume de Negócios, nos custos de produção, entre outros, que a mudança do livro em formato papel para o digital pode ter no mercado.
As constatações encontradas no estudo empírico sugerem que, caso haja aceitação dos e-books, como substituto do livro tradicional, ainda existe um longo caminho a percorrer para que essa mudança seja possível.
Os resultados confirmam que a quota de mercado dos e-books, no mercado português, é bastante reduzida e que, maioritariamente, as pessoas continuam a preferir o p-book. Dos inquiridos 56,55% dos indivíduos responderam que leem apenas em formato papel e, quando confrontados so- bre o formato que compram, no caso de existirem os dois, 90,14% afirmaram que compram p-books. Seja pela maior eficiência quando se lê um p-book em vez de um e-book (Kang et al., 2008), ou pelo facto de o e-book não poder ser apreciado pela sua capa e uma edição limitada não poder diferir muito de uma edição normal (Bounie et al., 2012), o p-book, continua a ser o preferido dos consumidores.
Estas constatações são bastante favoráveis para a Norprint, uma vez que evidenciam que o seu principal produto, o livro tradicional, permanece com uma forte procura e que, pelo menos, durante muito mais tempo, o e-book não afetará drasticamente a supremacia desse produto.
VI. Conclusões e considerações finais
A realização deste estágio curricular teve como principal objetivo perceber se o aparecimento dos e-books representa uma ameaça para a Norprint, Artes Gráficas, S. A.
A composição deste trabalho, através de várias etapas, contribuiu para responder ao proble- ma apresentado pela empresa.
Inicialmente, foi analisado o mercado onde a Norprint se encontra inserida. O estudo iniciou- se com o enquadramento económico, prosseguindo com a análise de vários indicadores económicos do setor gráfico europeu e português.
Através da análise SWOT do setor, foi possível destacar as suas forças e fraquezas, assim como identificar as ameaças e as oportunidades relacionadas com o seu ambiente externo.
Relativamente às forças identificadas, destaca-se a capacidade que a maioria das empresas do setor tem em responder às necessidades locais e a nichos de mercado e o facto destas, princi- palmente as empresas de grande dimensão, serem cada vez mais competitivas, devido às políticas de investimento e do uso de tecnologias de informação.
As fraquezas que mais se evidenciam, são as relacionadas com a sua estrutura, constatando- se que este setor é bastante fragmentado. Na sua maioria, as empresas são de pequena dimensão e, consequentemente, têm uma fraca posição de poder de negociação em relação aos fornecedores e clientes.
No que concerne ao ambiente externo, a oportunidade que se destaca é o facto de poderem ser levadas a cabo diferentes estratégias com o intuito de tornar o setor mais competitivo, através de uma maior cooperação entre as diferentes empresas.
Por outro lado, as ameaças que sobressaem são o crescimento de importações de bens gráficos mais baratos produzidos em países menos desenvolvidos e a dificuldade de se criar diferen- ciação nos produtos e nos serviços prestados.
A análise da evolução da oferta e procura da impressão tradicional permitiu perceber que existem oportunidades de crescimento, desde que sejam feitas as alterações necessárias para se conseguir responder competitivamente às necessidades e exigências dos clientes.
Apesar da procura da impressão tradicional não ter diminuído drasticamente, verifica-se um crescimento na procura da impressão digital e, segundo o relatório ‘Drupa Global Insights’ (Drupa, 2014), espera-se que, até 2017, a quota de mercado da impressão digital aumente cerca de 14%.
Com o intuito de se perceber melhor a Norprint, foi feita uma decomposição das suas cara- terísticas. Este procedimento foi importante, porque forneceu indicadores fundamentais para o deli- neamento da estratégia da empresa e para encontrar o caminho que a leve a atingir, ou permanecer, numa posição competitiva dentro do setor.
Através deste processo, percebe-se que a empresa atua nos mais variados mercados, sendo o externo o mais relevante. De acordo com a análise aos concorrentes mais próximos, existem opor- tunidades de crescimento no mercado interno, que não estão a ser aproveitadas, dando margem a que essa possibilidade seja agarrada por outras empresas.
Para um melhor conhecimento da empresa, é necessário compreender o meio envolvente. Para o efeito, foi feita uma análise PEST, onde se destacam os contextos social e tecnológico, uma vez que, estes estão intrinsecamente interligados com o objetivo deste relatório.
A partir dessa análise, verifica-se que os indivíduos valorizam capacidades e competências completamente diferentes das anteriores. Esta mudança tem efeitos sobre a perceção dos mesmos em relação a um produto tangível e um digital. Assim sendo, a sua adaptação rápida ao mundo digital pode ser encarada como uma possível ameaça para o setor gráfico.
O aparecimento de novas tecnologias permitiu uma transição de um setor tradicional para um setor mais moderno, dinâmico e competitivo. Contudo, esta mesma evolução levou ao aparecimento de novos produtos, entre os quais o e-book, que poderá constituir uma potencial ameaça para as gráficas.
Ao longo deste projeto, foram estudadas várias abordagens sobre a evolução do segmento dos e-books. Através da análise de vários autores, pode-se perceber que ainda existem muitas ideias con- trárias sobre o assunto: alguns autores encaram os e-books como uma oportunidade, enquanto que outros encaram-nos como uma ameaça para a indústria de publicação e distribuição de p-books.
Inicialmente, receava-se que o e-book substituísse completamente o p-book, no entanto, é cada vez mais percetível que a existência dos dois poderá ser complementar.
Através da análise dos mais variados artigos sobre este tema, percebe-se que a perspetiva do consumidor é muito importante, sendo essencial compreender os modelos de inovação e de difusão. Destes, a teoria que apresenta maior destaque é a Teoria da Difusão da Inovação (Rogers, 1962).
Desta forma, compreende-se a importância que a realização do inquérito aos consumidores teve na elaboração deste relatório de estágio.
Segundo o estudo efetuado por Braet & Holck. (2014), se existir uma mudança do p-book para o e-book, esta tornará o Volume de Negócios de cada participante do mercado mais reduzido.
Este vai variar dependendo do modelo adotado, pois, é necessário ter em conta vários fatores, como por exemplo, se vai existir canibalismo, substituição ou complementaridade e qual o método usado para vender o e-book (venda por unidade, por subscrição ou por publicidade).
Apesar de se ter conseguido tirar algumas conclusões sobre a perceção/adoção do e-book pelos consumidores, esta análise tem várias limitações.
Em primeiro lugar, o tamanho da amostra, porque, embora o número de inquiridos seja signi- ficativo, não é suficiente para concluir com total exatidão qual a tendência futura dos consumidores. Em segundo lugar, porque o estudo empírico foca-se na decisão de ler um e-book, porém, a decisão de compra também é importante.
Assim sendo, e de forma a conseguir-se obter resultados com maior exatidão, estudos futuros devem-se focar numa amostra maior e nos fatores que influenciam a compra de e-books.
Como sabemos, o mercado do livro tem evoluído, está a tornar-se cada vez mais competitivo e as empresas têm tentado acompanhar esta tendência. Por esta razão, as organizações têm vido a sofrer as mais variadas restruturações, focando o seu trabalho, sobretudo, nos aspetos que lhes permitam diferenciar o seu produto do dos seus concorrentes.
Todos estes progressos relacionados com a inovação e tecnologia estão patentes no processo de revitalização da indústria gráfica, porque este foi um dos setores que mais sentiu os efeitos da era digital.
As gráficas deverão fazer um esforço constante, no sentido de se modernizarem e de darem uma maior visibilidade às capacidades do setor. Esta deve ser alcançada através da aquisição de tec- nologias de ponta e ainda da diversificação dos serviços oferecidos que incluam um leque variado de produtos inovadores, tentando afastar-se, assim, cada vez mais da imagem tradicional e conservadora. Convém salientar que, por muito que esta indústria inove, vai existir sempre a ameaça latente por parte dos e-books, visto que, sendo as editoras os principais clientes, as suas decisões, sobre qual o canal de distribuição a usar, têm impacto direto sobre o volume de trabalho e de faturação das gráficas.
Os resultados obtidos no inquérito realizado nas livrarias Bertrand, conjuntamente com a análise dos mais variados artigos, comprovam que não existe grande penetração dos e-books no mercado português. Quando confrontados sobre o formato que escolhem quando compram um livro, na existência do formato papel e o digital, 90,14% dos inquiridos escolheria o formato papel.
A partir do estudo empírico, sobre o grau de adesão ao e-book, verificou-se que nem todas a variáveis analisadas têm influência sobre a decisão de ler um e-book.
A estimação do modelo permitiu perceber que a idade tem influência sobre a probabilidade de ler um e-book, uma vez que essa probabilidade é de 0.707, caso o indivíduo tenha 40 anos.
Além disso, estudos mais recentes mostram que as expectativas para os e-books não foram alcançadas, sendo o valor esperado para as vendas superior ao verificado na realidade.
Contrariamente ao que se pensava, existem vários indicadores que mostram que os e-books estão a ter o efeito oposto ao previsto. Os números recentes indicam que os e-books estão a estimu- lar a procura de p-books (OCDE, 2012).
No entanto, não se pode afirmar, com total propriedade, que os e-books não vão substituir os p-books, porque, pelo menos em certas categorias, é provável que isto aconteça.
Quando o livro não representa nenhum valor para o leitor, isto é, quando o livro é para leitura e consumo rápido, é normal que haja, até certo ponto, substituição do formato de papel pelo digital. Esta substituição está ligada a caraterísticas como o fácil acesso e a rápida leitura (OECD, 2012).
Maioritariamente, os livros produzidos pela Norprint são caraterizados pelos grandes níveis de qualidade, por isso, estes estão associados a um público-alvo que compreende o valor afetivo e monetário do mesmo.
A partir do estágio curricular e da consequente elaboração deste relatório, pode-se afirmar que o aparecimento dos e-books não representa uma ameaça significativa, no curto e médio prazo, para o mercado gráfico português e, em especial, para a Norprint.
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1 Universidade Do Minho
Escola de Economia e Gestão
Este inquérito está a ser realizado no âmbito da dissertação de estágio do Mestrado em Economia Industrial e da Empresa, da Universidade do Minho.
Inquérito
1. Idade:
19 ou menos 20-29 30-39 40-49 50-59 60-64 65 ou mais
2. Sexo: Feminino Masculino
3. Situação ocupacional atual:
Agricultura/pecuária/pesca Serviços Estudante Indústria Comércio Outra: _______
4. Habilitações literárias:
Inferiores ao ensino secundário Ensino secundário Ensino superior Outro
5. Rendimento individual mensal bruto:
<500 Entre 500 e 1000 Entre 1001 e 1500 Entre 1501 e 2000 >2000
2 6. Quais dos seguintes aparelhos possui?
Computador Computador portátil Smartphone
E-reader Tablet Smart TV
6.1 Se respondeu que possui um tablet, há quanto tempo é que o tem? Não sabe Menos de 6 meses Entre 6 meses e um ano Mais de um ano
6.2 Se respondeu que possui um e-reader , há quanto tempo é que o tem? Não sabe Menos de 6 meses
Entre 6 meses e um ano Mais de um ano
6.3 Se respondeu que não possui nem um tablet nem um e-reader, está a planear comprar?
Sim, um Tablet Sim, um E-reader Sim, os dois Não
7. Com que regularidade usa um equipamento dos enunciados em cima para uso pessoal (não profissional)?
Nunca Raramente Várias vezes por semana Menos de uma hora por dia Entre 1 a 3 horas por dia Mais de 3 horas por dia
8. Em que formato é que lê livros?
Somente em formato papel Somente em formato digital Formato papel e digital Nenhuma das opções
3 9. Nos últimos 12 meses, quantos livros leu? O livro pode ser em formato papel,
áudio ou eletrónico e não precisa de o ter lido todo.
Nenhum 1 livro 2-3 livros 4-5 livros 6-10 livros 11-20 livros Mais de 20 livros Não sei
9.1 Baseado no número de livros que leu nos últimos 12 meses, em que formato este se encontrava?
Livro impresso Livro eletrónico Livro áudio
10. Se decidir comprar um livro e este existir nos dois formatos (papel e digital) escolheria o formato digital em vez do papel?
Sim Não
11. Já alguma vez leu um? e-book
Sim Não
11.1 Se respondeu não, acha que no futuro próximo vai ler?
Sim Não
11.1. Se respondeu sim, com que regularidade lê um e-book? E em que equipamento eletrónico?
Nunca Raramente Mensalmente Semanalmente Diariamente Computador ou
Portátil Tablet E-reader Smartphone
4 12. Pense nas suas compras de livros nos últimos 12 meses, quando compra um
livro é com que intuito?
Nunca comprei Uso Pessoal Para oferecer
P-book E-book
13. Pense nas suas compras de livros nos últimos 12 meses, qual é o meio que usa para adquirir um livro?
14. Quanto estaria disposto a pagar por um e-book, sendo que o preço do mesmo em formato papel é de 15€? _______________
Fim
Não compra
Loja On- line
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