8 mulige retningslinjer for legaldefinering
1.1 Bakgrunn og aktualitet
Um dos objetivos principais no delineamento da estratégia de uma empresa é encontrar o caminho que a leve a obter, ou permanecer, numa posição competitiva dentro do setor. Apesar da Norprint apresentar uma posição confortável no meio em que está inserida, esta tem de encontrar constantemente novos percursos estratégicos para combater potenciais ameaças e dificuldades, com o intuito de conservar, e até melhorar, a sua posição no setor.
A análise PEST é um instrumento essencial na enunciação da estratégia e na tomada de deci- sões, resumindo os fatores macro ambientais que envolvem uma organização. Segundo Buchanan e Gibb (1998, citado por Peng & Nunes, 2007), o sucesso de uma organização não pode ser totalmente compreendido sem que se tenha informação relevante sobre o meio onde esta se encontra inserida.
A PEST tem um papel relevante em dois diferentes tipos de análises, na definição da posição da organização/setor num macro ambiente em particular e no estudo da viabilidade de uma solução num dado contexto económico (Peng & Nunes, 2007).
Esta decompõe as mais variadíssimas caraterísticas do ambiente em que a empresa está inserida em quatro grandes contextos: político-legal, económico, social e tecnológico. A partir desta análise, é possível compreender o meio envolvente e também identificar algumas ameaças para a
empresa. Porém, estes resultados são aplicados num contexto selecionado e não podem ser gene- ralizados para um contexto mais abrangente.
Contexto Político-Legal
A impressão é vista, maioritariamente, como um subsetor maturado, com poucas oportuni- dades de criação de emprego. Segundo o relatório “The Future of European Print Industry - In our own hands”, estes fatores fazem com que seja difícil atrair apoio político para o mesmo. Ao mesmo tempo, a legislação difere significativamente, de país para país, o que leva à existência de diferentes níveis de liberdades de mercado, proteções sociais e legislação de trabalho.
A consciencialização ambiental é cada vez maior, sendo que, até 2020, a União Europeia tem como objetivo diminuir o consumo de energia em 20%. A Comissão Europeia propõe várias medidas com o intuito de melhorar a eficiência energética.
Contudo, a indústria gráfica não é uma consumidora intensiva de energia, por essa razão, não existem, por parte do governo, muitas recomendações sobre a redução de emissões de CO2 e sobre a poupança de energia. Tendo isto em conta, e sabendo que esta é uma preocupação existente por parte dos impressores, em fevereiro de 2010, a Intergraf, lançou recomendações, sobre parâmetros e normas, que os industriais devem incluir nos cálculos das emissões de CO2 das suas empresas e produtos. Desta forma, existem orientações comuns a todos os países europeus.
Dentro do mesmo pensamento, da criação de referências comuns a todos os países euro- peus, a Intergraf criou uma etiqueta ecológica europeia (EU Ecolabel), a qual funciona em regime voluntário e tem como intenção encorajar os empresários a oferecerem os seus produtos com eleva- dos níveis de padrões ambientais.
Esta etiqueta segue os critérios e regulamentações estabelecidos pelos representantes dos estados membros da União Europeia, das organizações da indústria, do consumidor e das organiza- ções ambientais não-governamentais europeias.
Cada vez mais, dada a crescente preocupação ambiental, o uso de certificações como a certificação FSC (Forest Stewardship Council) e PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification) é mais usual, assegurando o uso de madeira proveniente de florestas sustentáveis. Desde 2013, a Regulação Europeia da Madeira (EU Timber Regulation) garante que toda a madeira, e os seus produtos que circulam no mercado europeu, não são provenientes de abate ilegal de ma- deira.
No que concerne aos apoios à indústria, existem diferentes níveis de apoio dos diferentes governos europeus, estando atualmente em vigor o projeto Portugal 2020. Este vai ao encontro do programa europeu Estratégia Europa 2020 e tem como objetivo fomentar o crescimento inteligente, sustentável e inclusivo da economia. Este programa pode ser um auxiliar na concretização dos mais variados projetos das empresas, com o objetivo de alcançar um crescimento sustentado por um plano estratégico.
Contexto Económico
O ano de 2014 foi um ano importante para a nossa economia, tendo-se assistido à conclusão do Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal. A crise económica e financeira tem um papel fundamental no decorrer de todas as atividades económicas, sendo este período carateri- zado como um período de ajustamentos.
Apesar de estarmos a assistir à recuperação da economia portuguesa, segundo o Banco de Portugal, é necessário ter uma visão de longo prazo, pois esta é lenta e demorada. O crescimento é reduzido e existem várias correções dos desequilíbrios macroeconómicos.
É importante enfatizar que, em 2014, a taxa de inflação foi negativa, os preços recuaram 0,3%, enquanto que o PIB apresentou um crescimento reduzido de 0,9%.
A competitividade dentro do setor é cada vez maior, as empresas das economias emergentes, incluindo as economias europeias com mão-de-obra mais acessível, representam uma grande amea- ça para a indústria gráfica europeia tradicional.
Os preços de algumas matérias-primas são um fator essencial na decisão dos orçamentos das gráficas, sendo que o principal é o custo do papel. O papel é de cotação internacional e representa cerca de 80-90% do peso das matérias-primas desta indústria. A cotação reflete os papéis revestidos, não revestidos e mecânicos que, por sua vez, representam o grosso da produção. A cotação acom- panha o ciclo normal da economia, o que explica as flutuações existentes no preço.
Contexto Social
O contexto social tem especial relevância neste relatório, uma vez que ao longo do mesmo são abordados os vários fatores sociais que influenciam a decisão dos leitores. Na era da tecnologia, é cada vez maior a percentagem de pessoas que depende das tecnologias no seu dia-a-dia. Seja para
usar nas horas de lazer ou no trabalho, elas tornaram-se indispensáveis para uma maioria.
Segundo (Chen & Granitz 2011), do ponto de vista do consumidor, a mudança de um produto tangível para um digital, traduz-se em experiências inteiramente diferentes.
As capacidades e competências valorizadas atualmente são completamente diferentes das valorizadas há meio século atrás. O uso dos social media e dos online media é feito num ritmo ace- lerado, onde a informação é atualizada constantemente.
Apesar do crescimento no uso recorrente de tecnologias, a população europeia, em particular a população portuguesa, está a envelhecer. Este decréscimo na população jovem vai ter um efeito na sociedade, como é conhecida atualmente, e muitas das normas vão ter de ser repensadas. Por exemplo, é necessário encontrar alternativas para os sistemas de reformas atuais, pois a população trabalhadora está a decrescer contrariamente à população reformada.
Contexto Tecnológico
Os processos produtivos são cada vez mais avançados, sendo possível alcançar rácios de eficiência elevados.
O aparecimento de novas tecnologias, como a impressão digital, facilitou a transição de um setor tradicional para um setor mais moderno e tecnológico. Este aparecimento contribui para a maior diversidade na produção dos produtos, permitindo a escolha dos processos mais adequados para cada tipo de produto.
Ao mesmo tempo, esta evolução levou ao aparecimento de uma potencial ameaça para as gráficas, os e-books. Atualmente, os e-books representam uma parte do mercado dos livros e estes são considerados, por muitos, a principal razão da queda no número de livros tradicionais vendidos (Vasileiou et al. 2008). De acordo com a OCDE, ainda existe uma grande instabilidade e apreensão associados às alterações que a difusão dos e-books acarretam para o mercado.
O arquivo de dados online permitiu a diminuição de espaços físicos de arquivo, melhorando e otimizando a organização de informação. A interação com os produtos impressos sofreu alterações drásticas com o aparecimento dos códigos de barras e mais recentemente dos códigos RFID e QR.