4 Begrepsanalyse av legaldefinisjoner
5.6 Legaldefinisjonenes betydning for informasjonssystemer
6.1. Conclusão
O trabalho realizado teve como objetivo o desenvolvimento de um compósito com base cimentícia reforçada com microcristais de celulose com a finalidade de provar a sua viabilidade como reforço deste. Assim, o estudo foi levado a cabo sob a forma de ajustamentos e experimentações, de forma a compreender e obter uma maior potencialidade das propriedades deste material como reforço de argamassas.
A realização deste estudo, de facto, permitiu uma maior compreensão e viabilização da utilização dos MCC como reforço, especialmente nas resistências de compressão e flexão quando comparadas com as argamassas tradicionais utilizadas. Foram executadas várias etapas de experimentação, assegurando sempre a finalidade de uma máxima eficiência deste material. Contudo, a ocorrência de alguns erros de processo fazem parte deste tipo de pesquisa laboratorial.
O trabalho iniciou-se por um planeamento de utilização de diversas quantidades de MCC sobre as amassaduras sendo que foram estabelecidas segundo estudos de outro tipo de fibras nestas condições. Foi delineado a utilização de percentagens de 1%, 2%, 3%, 4% e 5 % sobre o cimento utilizado, com cinco diferentes tempos de cura por hidratação (7, 14, 28, 42 e 56 dias), para uma vasta observação de resultados. Utilizando os procedimentos normais da elaboração das argamassas, desde cedo foi percetível que a utilização destas percentagens de MCC iria afetar a trabalhabilidade do betão devido às propriedades hidrofílicas conhecidas da celulose, levando a alterações no
procedimento. Concluiu então que os MCC afetam significativamente a trabalhabilidade de uma argamassa cimentícia, facto a ter em conta em trabalhos futuros. Também o modo de efetuar a dispersão da solução com MCC na argamassa foi um passo muito importante, onde foram utilizados banhos de ultrassons para aumentar o grau de dispersão.
Assim, foi efetuada uma alteração na metodologia adotada de forma a contornar a absorção da água da amassadura por parte dos MCC. Foi inicialmente proposto um aumento da razão de água de 0,5 para 0,6 sobre o cimento, que rapidamente, através de
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um pequeno teste às suas capacidades de resistência, se reprovou. Utilizou-se assim, através de alguma pesquisa, a adição de um superplastificante como aditivo e a correção à absorção de água por parte dos MCC.
Rapidamente se estabeleceu uma nova variedade de percentagens de MCC mais apropriadas, com a adição do superplastificante, sendo 0.5%, 1%, 1.5%, 2% e 2.5% as percentagens escolhidas. Os ensaios apenas consideraram 28 dias de cura por
hidratação, sendo esta a idade mais comum para este tipo de teste e também devido à escassez de tempo e alcance de resultados.
Os resultados do ensaio à flexão revelaram que duas das cinco percentagens de MCC testados superaram os valores da amostra de referência, curiosamente as duas mais baixas (0,5% e 1%), ultrapassando em 15-20 % o valor de referência, sendo que os restantes obtiveram resultados semelhantes.
Relativamente aos resultados do ensaio à compressão, teste mais utilizado para comparação de resultados mecânicos deste género, todos as amostras com MCC presente revelaram-se superiores aos da amostra de referência, sendo que todos se encontram na ordem dos 20-35%, sendo uma vez mais, os de menor percentagem de MCC os melhores do teste.
Também é importante que, observando os valores da extensão à flexão, pode afirmar-se que esta adição proporciona às argamassas uma maior rigidez e menos elasticidade. Globalmente, o objetivo proposto foi conseguido, podendo afirmar-se que a adição de MCC a uma argamassa proporciona um aumento significativo na resistência mecânica, particularmente na resistência à compressão visto ser o resultado mais fidedigno nestas avaliações, especialmente nas pequenas percentagens, como 0,5% e 1%, resultando daqui um ótimo aditivo a uma estrutura de matriz cimentícia, material mais utilizado na construção civil.
Do ponto de vista financeiro, teoricamente pressupõe-se que a celulose é um material barato devido à sua origem vegetal, mas o processamento e obtenção dos microcristais é relativamente caro. Deveras, sabe-se que o custo de 1kg de MCC, em Portugal, situa-se entre os 100€ e 150€, o que utilizando 1% sobre o cimento obtém-se uma estimativa de preço sobre os 50€ para um saco de 40 Kg, tornando assim um produto bastante
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inacessível. Contudo, no futuro estes materiais tendem a baixar consideravelmente o seu custo facilitando uma utilização em larga escala.
6.2. Perspectivas futuras
A MCC têm vindo a ganhar espaço no mercado das nanotecnologias e prevê-se que seja utilizada nas mais diversas áreas da engenharia, e neste caso, na engenharia civil. Com o desenvolvimento deste estudo sobre a adição de MCC como reforço de argamassas cimentícias ficam abertas excelentes portas para trabalhos futuros, com o intuito de aumentar a viabilidade deste material.
Existe a possibilidade de estudar este material com outras percentagens e outros tempos de hidratação de maneira a obter um estudo bem consistente e bem aprofundado do seu comportamento mecânico. Embora tenha ficado retido que é nas percentagens mais baixas que este material apresentou os melhores resultados. Também a combinação com outro tipo de adjuvantes pode ser apelativo, de maneira a realçar as características dos MCC. Assim, estudos mais incisivos noutros campos como propriedades térmicas, exposições ambientais, retração e fluência podem ser estudados.
Neste trabalho foram usados os microcristais de MCC, mas uma utilização de nanocristais diminuiria o tamanho das fibras, aumentando o grau de dispersão e possivelmente uma melhor eficiência dos resultados.
Também o desempenho do material em estruturas reais seria um assunto a ter em conta visto que a finalidade destes estudos focam-se na utilização real e não apenas
laboratorial, como por exemplo a combinação desta argamassa em estruturas de betão armado e ver os seus resultados.
Concluindo, este é um tema muito recente na construção civil, necessitando ainda de muita pesquisa para aperfeiçoar a utilização da celulose como aditivo à matriz cimentícia usada nas estruturas de construção.
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